sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PROGRAMA CULTURAL: “Rota do Azeite” – Góis

6 de Dezembro (domingo)

Através da ROTA DO AZEITE levamos os nossos clientes a visitar e participar no processo de fabrico artesanal do azeite no vale do rio Ceira, desde o processo de apanha da azeitona, transporte, selecção, até à prensagem num lagar de varas movido a água. O programa contém ainda uma tibornada e outras iguarias regionais, uma refeição que era servida num velho lagar de azeite (ou noutro local próximo). Haverá animação com música tradicional, um ponto de venda de artesanato e claro muito azeite.

Ponto de encontro: 10h30 – Bombeiros Voluntários de Góis. Duração: o dia todo. Preço: 43,5 Eur/pax. Descontos: Crianças até 6 anos – gratuito; jovens entre 7 e 12 anos – 50%; mais de 13 anos – preço normal. Desconto de grupo – mais 10 paxs, 5% por pessoa; mais 20 paxs, para além de 5%, o organizador não paga. Marcação noutras datas, com mínimo de 25 paxs.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PROGRAMA CULTURAL: “Rota do Azeite” – Góis

5 de Dezembro (sábado)

Através da ROTA DO AZEITE levamos os nossos clientes a visitar e participar no processo de fabrico artesanal do azeite no vale do rio Ceira, desde o processo de apanha da azeitona, transporte, selecção, até à prensagem num lagar de varas movido a água. O programa contém ainda uma tibornada e outras iguarias regionais, uma refeição que era servida num velho lagar de azeite (ou noutro local próximo). Haverá animação com música tradicional, um ponto de venda de artesanato e claro muito azeite.

Ponto de encontro: 10h30 – Bombeiros Voluntários de Góis. Duração: o dia todo. Preço: 43,5 Eur/pax. Descontos: Crianças até 6 anos – gratuito; jovens entre 7 e 12 anos – 50%; mais de 13 anos – preço normal. Desconto de grupo – mais 10 paxs, 5% por pessoa; mais 20 paxs, para além de 5%, o organizador não paga. Marcação noutras datas, com mínimo de 25 paxs.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Espaços museológicos divulgados em caixinhas

O Município lançou, na semana passada, um novo folheto informativo. Desta feita, goienses e turistas têm acesso a uma pequena caixinha em cartão que contém o percurso museológico do concelho, com sete cartões explicativos dos espaços que podem visitar. Começa com o espaço museológico de Vila Nova do Ceira e segue-se a Colecção Museológica de Góis, (futura) Casa-Museu Alice Sande, Núcleo Museológico da Cabreira, Núcleo Museológico do Soito, Museu Casimiro Martins/Núcleo Museológico do Esporão, Museu Paroquial de Arte Sacra Padre Ramiro Moreira e Casa do Ferreiro. Mais uma vez, a edição é limitada, no sentido de que a «caixinha» está aberta a sugestões da população. Segundo o vice-presidente da Câmara de Góis, Diamantino Garcia, a procura tem sido "imensa", com pessoas a manifestar via Internet o seu interesse em visitar aqueles locais. Satisfeito com o resultado, gostaria que a autarquia tivesse uma estrutura capaz de acompanhar as pessoas e explicar o que verão. Afirmando que Góis pode orgulhar-se do seu património histórico, cultural, arquitectónico e rural, num futuro próximo, o edil gostaria que fosse editado um outro folheto, designadamente sobre o Rio Ceira.
A par da informação museológica, foi lançado um desdobrável sobre a Pedra Letreira. O monumento de arte rupestre dos primórdios da Pré-História recente situa-se na povoação de Cabeçadas, na freguesia de Alvares, e por receio de vandalismo, a autarquia local, a manter-se na Câmara de Góis, deverá encomendar uma réplica. Descoberto nos anos 50 do século passado, o monumento encontra-se classificado como imóvel de interesse público, desde o ano de 1997 e para o edil, a réplica é a única solução de preservação. "Já nos propuseram fazer uma vedação à volta dela, mas está num sítio inóspito e qualquer pessoa pode rebentar com ela", explica, sustentando, por outro lado, que a própria existência de vedação pode incentivar, por si só, o vandalismo, A réplica resolveria essa apreensão e, ao mesmo tempo, funcionaria como preservação da erosão que naturalmente tem sofrido ao longo dos anos.

Casa Museu Alice Sande - "não estamos distraídos"
Foi a última morada de Alice Sande, artista de pintura em miniatura, que faleceu a 8 de Setembro de 2005. A casa e o museu foram legados pela artista ao Município de Góis, por testamento onde manifesta vontade em ver a sua residência transformada em Casa-Museu. Contudo, ainda está fechada em público, por se encontrar em fase de organização. "Tem muita coisinha lá dentro, coisinhas que têm de ser catalogadas, avaliadas, e tem que se perceber o que é que ali está". Apesar de, como confessa Diamantino Garcia, a sua abertura ser um assunto recorrente e não estar ainda concretizada, garante, em nome da autarquia e dos técnicos que "não estamos distraídos" e que "neste tempo todo estamos a fazer alguma coisa". "Estamos de facto a criar a Casa Alice Sande, há um trabalho que já está feito. Há um dossiê com fichas de tudo aquilo que lá está, inventariado, datado, onde foi feito e como foi feito", esclarece, assegurando que "há pessoas que dedicam horas e horas àquele trabalho".
in Jornal de Arganil, de 17/09/2009

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Santuário da Senhora do Desterro

Faz parte do imaginário da geração de sessenta a história fantástica que se desenrola à volta do Santuário da Senhora do Desterro, localizado lá no cimo do cerro, onde ocorria todos os anos uma romaria das gentes serranas, oriundas de todo o vale das Mestras, do Corterredor e do Cadafaz, tal como da vertente dos Amieiros e das Rodas. Romaria esta que, na época, fazia furor o seu folclore e a garridice que lhe deram a notoriedade como sendo uma das mais concorridas, mas sobre a qual já poucos dos vivos poderão testemunhar todo este folguedo.
Esta capela de estilo curioso e pouco vulgar (coisa muito próxima do românico antigo) foi, em tempos, objecto de alguns desentendimentos entre os povos das aldeias vizinhas, os quais, ao que sabemos, estão largamente ultrapassados e esquecidos, tal como as antigas romarias dirigidas a este Santuário, tradição que aos poucos vai ficando no esquecimento dos tempos. O espaço circundante, ermo espantoso de horizontes e serranias, esteve ligado por muitos anos à pobre e difícil actividade da exploração de carvão vegetal, que se estendia por aquelas vertentes abaixo.
Com este cenário vetusto e grandioso, por fundo, desenrola-se uma história que será apresentada ao público no dia 9 de Maio, no auditório da ADIBER, Góis, com a finalidade de deixar um registo desta espantosa margem esquerda do Ceira. Ela envolve a gente serrana nas suas mais duras tarefas, onde é posta à prova a sua capacidade de luta e resistência, cuja fidelidade tem resistido à voracidade dos tempos e ainda hoje são visíveis sinais de preservação e respeito pelo seu valioso e belo património arquitectónico e paisagístico. São indícios fortes da sua autenticidade que se colocam muito para lá da estética ligada à harmonia do espaço, ainda que esta seja muito apreciável. Trata-se duma maneira de ser, um apego indefectível.
A história acima referida, também nos dá conta das gentes que tiveram de procurar outras regiões do País, em busca de melhores condições de trabalho, mas depois de terminado o ciclo laboral, tentaram regressar ao seu cantinho para terminarem os seus dias em paz. Acontece que já nem todos possuíam esse recanto sagrado, o que os deixa numa posição desconfortável. Esta situação é posta em relevo naquele sentido, não de enxovalho ou de recriminação, mas apenas em homenagem àqueles que querendo, já não podem voltar ao seu torrão.
Entendemos ser um dever de cidadania, chamar a atenção para as belezas naturais dum concelho que, dadas as suas características, fica um pouco à margem do desenvolvimento dito moderno, uma vez que tem particularidades invulgares (para outros voos) dignas de serem realçadas, ao ponto de ocuparem um lugar de destaque, se forem devidamente promovidas como imagem de marca.
São as características próprias duma região que a singularizam. Mas temos de ser nós a preservar e valorizar esse nosso património, que pode ser uma mais valia na captação de visitantes.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 23/04/2009

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terça-feira, 10 de março de 2009

Campings mais "cool" pelo "The Times"

O parque de campismo da ilha das Berlengas e o do Lugar da Várzea, situado entre Góis e Arganil, são considerados os dois campings mais "cool" pelo "The Times".

"Seja corajoso. A travessia entre Peniche e a ilha das Berlengas pode ser acidentada, mas como recompensa tem um parque de campismo com acesso exclusivo às águas cristalinas do Atlântico". É desta forma que o jornal inglês descreve o camping vencedor. E acrescenta: "Só uma dúzia de famílias de pescadores vivem na ilha, que é uma reserva natural."

O parque, que se situa numa uma encosta escarpada com vários socalcos onde se montam as tendas, é já bastante popular no estrangeiro. Bem como o 2.º classificado, o parque de campismo do Lugar da Várzea.

Situado nas montanhas entre Góis e Arganil, tem como atractivos naturais as praias fluviais e é caracterizado pelo "The Times" no mesmo tom quase poético: "Camping rodeado pelo perfume de jasmim, eucaliptos e laranjeiras. Os proprietários fornecem o vinho, os figos e o manjericão. E as galinhas da quinta põem os ovos que você irá comer ao pequeno-almoço".

Os espanhóis ficam logo atrás dos portugueses em popularidade: o jornal britânico destaca os parques situados junto à zona montanhosa de Salamanca (o de Burro Blanco) ou de Barcelona (La Fresneda), respectivamente 3.º e 4.º classificados.

Esta lista elaborada pelo "The Times" inclui ainda parques de campismo da Grécia, França, Luxemburgo, Holanda ou Alemanha.

Os jovens turistas que viajam com pouco dinheiro, de mochila às costas por toda a Europa, constituem o alvo principal deste artigo.
in http://aeiou.expresso.pt



2 LUGAR VARZEAS
Portugal

Camp with a clear conscience in the hills of central Portugal, surrounded by the scent of jasmine, eucalyptus and orange blossom. The turquoise eco-yurts have a brass-knobbed bed and retro furnishings, while the owners’ organic allotment provides vines, figs and basil. Their chickens will lay your morning eggs, and you’ll wake up to find your breakfast in a hamper at your yurt’s front door before you skip off for a solar-powered hot shower.

yurtholidayportugal.com , 00 351 235 208562; £58 for two adults, B&B (£9 per child aged 3-12). Fly to Porto, 110 miles away, with TAP (0845 601 0932, flytap.com ) or Ryanair (0871 246 0000, ryanair.com )
in www.timesonline.co.uk

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Inaugurada Rota de Xisto


Na passada terça-feira, dia 24, Aigra Nova foi o ponto de encontro para a inauguração da Rota das Tradições do Xisto, um percurso de nove quilómetros.
Começa a ser uma tradição rumar a Aigra Nova no feriado de Carnaval. Na passada terça-feira, dia 24, Aigra Nova foi o ponto de encontro para a inauguração da Rota das Tradições do Xisto, um percurso de nove quilómetros e que abrange as localidades de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Ribeira da Pena, onde vivem, no global cerca de 30 pessoas. O percurso tem início precisamente na aldeia anfitriã, onde os visitantes podem aprender a confeccionar broa à moda antiga, simples ou de carne, e conhecer a maternidade de árvores, um pequeno viveiro de espécies endógenas da Serra da Lousã, com carvalhos, sobreiros, castanheiros, azevinho e cerejeiras, cujo objectivo reside na sua replantação na Serra. Em Aigra Velha pode ser visitado um capril tradicional e ao pastoreio do único rebanho da aldeia, o qual é libertado de manhã voltam ao final do dia. Em Ribeira da Pena pode-se visualizar a moagem de farinha no moinho da aldeia, terminando-se finalmente o percurso na Comareira.
in Jornal de Arganil, de 26/02/2009

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aldeias de Xisto de Góis

Percorra a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e venha conhecer as aldeias de Aigra Velha, Aigra Nova, Pena

Estas quatro aldeias de xisto pertencem ao concelho de Góis e inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Comece por visitar Aigra Velha. Como som ambiente ouve apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas, e como ruído de fundo escuta-se apenas o chilrear das aves.

Em Aigra Nova, a paisagem é marcada pelo cume do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, que se ergue imponente a 1.204 metros de altura. Este é um dos melhores miradouros sobre o vale, onde veados e javalis vivem tranquilamente, protegidos do mundo. Não deixe de visitar o Centro de Convívio, onde está instalado o Museu das Aldeias e fique a saber mais sobre estas terras e estas gentes.

Aproveite e conheça também a Maternidade das Árvores e a loja de produtos regionais.

Pena é o nome da aldeia que se segue e de uma ribeira de águas cristalinas que, nos dias quentes de verão, convida a muitos mergulhos. A povoação tem como cenário de fundo os Penedos de Góis, procurados pelos mais aventureiros para a prática da escalada.

Por fim visite a Comareira. Os seus habitantes costumam dizer que esta terra soalheira é o ponto estratégico para quem visita as Aldeias do Xisto, pois pode usufruir da natureza no Parque Florestal da Oitava, relaxar nas praias fluviais ou seguir os percursos pedestres, organizados pela Liga de Amigos da aldeia.

Deixamos-lhe esta sugestão, mas comece por onde quiser. Não deixe de conhecer este território preservado, onde a paisagem é sempre a perder de vista.
in www.visitportugal.com

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Aldeias do Xisto na BTL de 21 a 25 de Janeiro

As Aldeias do Xisto estarão presentes na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na FIL entre os dias 21 e o dia 25 de Janeiro.

As Aldeias do Xisto marcam presença na 21ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na Feira Internacional de Lisboa, Parque das Nações.
O Stand Aldeias do Xisto, patente no pavilhão 2, irá expor diversos produtos locais, e numa interacção que se quer próxima e mais pessoal com o público, irá dissipar dúvidas e ajudar a esclarecer questões.

Entre outras coisas, algumas novidades a conhecer. Não perca esta oportunidade e venha descobrir as Aldeias do Xisto.

Horários:
Dias 21, 22, 23 e 25 de Janeiro, das 10h às 20h
Dia 24 das 10h às 22h
in www.aldeiasdoxisto.pt

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Veradora Helena Moniz faz balanço do seu mandato e divulga projectos a realizar

A Vereadora responsável pelos pelouros da Cultura, Turismo, Desporto e Acção Social, na Câmara Municipal de Góis, Maria Helena Antunes Barata Moniz, fez um balanço geral, focando algumas benfeitorias realizadas no concelho, nos últimos anos e divulgou alguns projectos que gostaria de ver concretizados a curto/médio prazo.

Na área da Cultura, do que ainda está por concretizar, a vereadora anseia pela Casa da Cultura, dotada de equipamento cultural e que permita a realização de espectáculos com condições dignas.
É ainda intenção da autarquia, conforme disse: "abrir um espaço, no início do próximo ano, para expor ao público parte do espólio deixado pelos irmãos Dr. Armando e Dr. Alfredo Travassos, pela Enf.ª Fátima Neves e pela Arqt.ª Margarida Coelho, sendo que, parte desse mesmo espólio não será fácil expor ao público, dado do seu grande valor e as consequentes condições de segurança que seriam necessárias.
"Também a Casa Museu Alice Sande é outro projecto que gostaríamos de ver aberto ao público, já no próximo ano, mas o edifício terá ainda que sofrer algumas intervenções físicas, de modo a permitir a circulação dos visitantes.
Referindo-se ao que já foi feito, falou dos eventos que se realizam anualmente, nomeadamente: GoisArte, FACIG, Feira dos Santos, Feira do Livro, Concerto de natal, o Ciclo de Teatro, bem como outros em que a Câmara Municipal também está envolvida, como sejam: o Dia da Floresta, o Dia de Criança, a concentração Mototurística, entre muitos outros que vão surgindo de parcerias com as diversas instituições do concelho.
A vereadora lembrou as actividades que se têm desenvolvido na Biblioteca, nomeadamente: a hora do conto, visionamento de filmes e ateliê de artes plásticas e divulgou que, a partir do mês de Novembro, a Biblioteca Municipal irá funcionar também aos sábados da parte da manhã.
Outra mais-valia, conforme referiu, foi a implementação, no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira (antigo Largo do Pombal) de um Ponto Municipal de Banda Larga - HotSpot, que consiste numa zona de acesso livre à internet sem fios (Wi-Fi).
A vereadora realçou ainda a geminação realizada com Oroso que, segundo afirmou, tem tido "bons frutos", não se limitando ao âmbito da arte e do intercâmbio cultural mas que, conforme acrescentou, "ainda este ano foi muito produtiva, nomeadamente com a realização da Conferência Ibérica de Protecção Civil", que surgiu de uma iniciativa da Câmara Municipal de Góis e do Governo Civil do Distrito de Coimbra e que visou sobretudo uma troca de experiências e programas de prevenção na área da Protecção Civil.
Ainda no âmbito da geminação Góis/Oroso a edil focou a criação de uma Associação que une os dois países através da Arte e da Cultura (Associação da Amizade e das Artes Galego-Portuguesas) e ainda a intenção de promover um Intercâmbio Juvenil, que conforme acrescentou "pretende levar a Oroso um grupo de jovens goienses e receber em Góis um grupo de jovens de Oroso, permitindo o convívio e o conhecimento de culturas e tradições diferentes".

Na área do turismo, Helena Moniz focou a mudança do Posto de Turismo para o Largo do Pombal, "um espaço moderno e com melhores condições de atendimento", onde foi criada uma nova galeria para exposições. Segundo a edil: "o local já acolheu três mostras e está já preenchido até ao final do ano". A vereadora congratulou-se pela mudança pois tem-se deparado com um maior número de visitas e procura do Posto de Turismo desde que este se encontra no novo espaço, o que também contribui para a revitalização do centro histórico.
Ainda, como incentivo ao turismo, a autarquia lançou o primeiro roteiro do centro histórico, um documento que já estava elaborado há algum tempo, e que pretende servir de guia aos turistas, despertando o seu interesse para os elementos patrimoniais de maior relevo existentes no centro da vila. Segundo confessou a vereadora: "quando fiz o percurso com o auxílio do roteiro reparei em pormenores interessantíssimos que nos dia-a-dia, ao passar pelo mesmo local me escapavam".
O guia foi lançado, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2008, e apresenta um mapa do centro histórico, onde estão sinalizados os diversos pontos dos elementos patrimoniais notáveis, complementarizado com fotografias e com uma breve descrição de cada monumento.
A vereadora informou também que, no próximo ano, existe a intenção de lançar novos roteiros, como por exemplo: o da fauna e flora, o das aldeias do xisto do concelho de Góis e o dos lugares de culto, onde, quiçá poderiam inserir-se as Capelas, Igrejas e Alminhas, visto que, "existe um vasto e interessante património que se poderia inserir neste roteiro", acrescentou.
Ainda inserido no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2008, foi lançado pela autarquia um concurso de fotografia sobre o património do concelho de Góis, com a finalidade de sensibilizar a comunidade para a preservação e valorização dos patrimónios humano, natural e cultural do concelho, estimulando a aproximação e ao envolvimento da população com os patrimónios, e fomentando o gosto pela fotografia.

Na área do desporto, no que se refere a grandes obras de equipamento desportivo foram realizadas, segundo informou Helena Moniz, o 1.º Polidesportivo da freguesia de Alvares, em Cortes e o Polidesportivo, com relva sintética, do Baião, em Góis.
Indo de encontro ao sonho dos nossos jovens, a vereadora pensa ver instalado ainda antes do final do ano, também na Quinta do Baião, um parque de skate. Esta obra resultará através do Projecto Progredir em Igualdade e Cidadania, do qual a Câmara é entidade promotora e a Santa Casa da Misericórdia a entidade executora, cabendo à Câmara Municipal não só a cedência do espaço mas também todo o trabalho de implementação.
Helena Moniz acrescentou também: "temos um outro projecto para ser concretizado logo no início de 2009 que é a requalificação do Campo de Ténis", visto que, o piso se encontra muito degradado, pelo que "urgia que fossem criadas condições para a prática do referido desporto".
Para a realização de tal obra foi elaborada uma candidatura, que por sua vez, já foi aprovada, acrescentou a edil, obtendo uma comparticipação do IDP (Instituto do Desporto de Portugal), outra parte caberá ao Clube de Ténis de Góis, mas a "fatia" maior da verba a investir será da responsabilidade da autarquia.
Outra aspiração da vereadora é, sem dúvida, a intervenção a realizar no Campo de Futebol, com melhorias nos balneários e implementação de relvado. "Este ano já sofreu um alargamento para cumprir os requisitos exigidos em termos de dimensões, mas estamos a trabalhar no sentido de conseguir a relva e a melhoria nos balneários", concluiu.
Ainda na área do desporto, a vereadora falou da vasta programação oferecida através do Pavilhão Gimnodesportivo, como por exemplo: Exercício, Saúde e Bem-Estar na 3.ª Idade, manutenção física, musculação, ténis, actividades no Circuito de Manutenção, e Polidesportivo do Baião bem como a oferta feita aos jardins-de-infância da prática de natação, na Piscina Municipal da Lousã, através de um Protocolo entre os dois Municípios, assegurando também o transporte das crianças.

A nível de acção social, Helena Moniz falou da Feira do Emprego e Formação Profissional, realizada no âmbito do Projecto Escolhas de Futuro e que visou a orientação dos jovens a nível de cursos e formações a seguir e/ou portas para o mundo do emprego.
Também no âmbito do mesmo projecto, a revitalização da Associação de Juventude e a criação de um espaço jovem.
No entender de Helena Moniz: "o grupo de Jovens está cheio de boa vontade, já realizou algumas actividades e eu tenho confiança neles e acredito que irão fazer um bom trabalho".
Ainda a nível Social e no âmbito do Programa Escolhas de Futuro a vereadora referiu que foi colmatada a falta de psicóloga que existia na escola para acompanhamento e orientação dos alunos e a realização de formações parentais, esclarecimentos sobre sexualidade, boa alimentação, etc.
Para o futuro, a vereadora focou o 3.º Encontro das CPCJ's (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) das Beiras, a realizar no dia 31 de Outubro, "na qual teremos oradores de alto nível, como sejam: o ex-ministro da Justiça - Dr. Laborinho Lúcio, o Dr. Rui do Carmo - Procurador da República no Tribunal de Família e Menores de Coimbra, o Juiz Conselheiro jubilado Armando Leandro - presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, o conhecido jornalista - Sansão Coelho, a Dr.ª Fátima Martins a dar testemunho daquilo que tem sido a sua actuação quer na CPCJ, quer na Residência de Estudantes, quer enquanto professora, falando do contacto que tem mantido com os jovens do nosso concelho. Pelo que, acrescentou: "tudo indica que será um encontro muito enriquecedor".
Outro projecto em mente, assegurou Helena Moniz, será a abertura da loja social, integrada no Projecto Escolhas de Futuro, do qual a Câmara Municipal também é a entidade promotora e a ADIBER entidade gestora que, conforme referiu a edil, será um Centro de Recolha e Distribuição de Recursos Materiais que, disse: "queremos que seja dinamizado não só por técnicos do programa, mas também pela comunidade em geral, pelo que, já pedimos a ajuda da Associação de Juventude de Góis e da Conferência S. Vicente de Paulo, instituições que já responderam afirmativamente, indo de encontro às dinâmicas de parceria fomentadas pela Câmara Municipal.
Quanto a projectos, a Câmara Municipal, em parceria com a ARCIL e com o apoio da Segurança Social, irá abrir na vila de Góis um Pólo da ARCIL, destinado a contemplar as pessoas do concelho de Góis, portadoras de deficiências não profundas.

Em conclusão, no final de três anos de vereação, Helena Moniz, confessa que houve momentos menos fáceis, muito trabalho há ainda para fazer, mas admite que o balanço é positivo.
Acrescentou que é uma actividade muito dinâmica, mas também muito gratificante, e que está disponível a continuá-la. Helena Moniz considera que, é uma mais valia para o seu trabalho o facto de habitar no concelho e conforme disse: "quando falta a água, também falta em minha casa, quando a estrada está menos boa, o meu carro também o sente, ou seja as dificuldades do povo goiense são também as minhas dificuldades, e a luta constante pelo bem-estar de todos os munícipes é algo que me incentiva no desempenho das minhas funções".
in O Varzeense, de 30/10/2008

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Câmara de Góis lança roteiro do centro histórico

Consciente de que o futuro passa pelo turismo, o concelho de Góis acaba de lançar o primeiro roteiro do centro histórico, um documento “simples e despretensioso” que vai “guiar” os turistas pelos elementos patrimoniais de maior relevo no centro da vila.

Apesar da autarquia ter apresentado há muito um roteiro turístico de Góis, continuava a faltar um guia “exclusivo” do centro histórico, uma zona que reúne um património histórico considerável e de grande valor arquitectónico.
O guia foi agora lançado, no âmbito das Jornadas Europeias do património’2008, e assume-se como um “documento útil” que vai “conduzir” os turistas pelo Centro histórico da vila.
Trata-se, de acordo com a arqueóloga Ana Marques de Sá, coordenadora do projecto, de “um guia despretensioso, simples, que não pretende ser exaustivo e que é acessível a todas as camadas”.
Este roteiro apresenta um mapa do centro histórico, onde estão devidamente sinalizados (através de números e respectivas legendas) os diversos pontos dos elementos patrimoniais notáveis. No verso, o visitante pode conhecer, através das fotografias e de uma breve descrição, cada um dos monumentos.
“Estão reunidos neste guia todos os elementos histórica e arquitectonicamente notáveis”, sublinha a “O Despertar” Ana Marques de Sá.
A Cisterna de Pombal, o Solar da Quinta dos Maias, a Igreja Matriz, o edifício da Câmara Municipal, o antigo Hospital, a Capela do Castelo, a Havanesa Goiense, a Casa da Lavra de Cima, a Casa da Lavra de Baixo, a antiga Escola Primária, a antiga Casa da Roda, a futura Casa Museu Alice Sande, a Ponte Real e a Capela do Mártir S. Sebastião são apenas alguns dos monumentos sinalizados no roteiro.
A estes e outros monumentos referenciados, “testemunhos de épocas áureas de desenvolvimento cultural na região”, alia-se a paisagem natural de Góis e a “arte de bem receber” das suas gentes.
“Ao longo do seu passeio o visitante perceberá que, para além das sugestões que aqui apresentamos neste guia, outros elementos despertarão a sua curiosidade e interesse”, refere a autarquia no texto que acompanha o roteiro.
in O Despertar, de 3/10/2008

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Museu, Património e Turismo

Dr.ª Ana Marques de Sá, da Câmara Municipal de Góis, interveio, e muito bem, no "Encontro Arqueologia e Autarquias", incluído nas Jornadas Europeias do Património, que decorreram em Cascais, apresentando os resultados preliminares dos seus trabalhos arqueológicos no antigo Hospital de Góis e as perspectivas que se prevêem de musealização e de instalação de um Centro de Interpretação do Vale do Ceira.
É sempre agradável vermos o nosso concelho ser escutado com deferência e conviver a este nível.

No regresso, deparei-me a reflectir em dois aspectos:
1-Em Outubro de 1957, a Câmara Municipal aprovou a criação de um Museu Municipal, na vila de Góis, tendo sido nomeado como director, Prof. Doutor João de Castro Nunes (felizmente ainda entre nós). Cinquenta e um anos é muito tempo, parece-me ser altura de andarmos um pouquinho mais depressa, isto é, passar dos projectos e das boas intenções à prática. E nada adianta, a não ser levantar poeira, anunciar em grandes letras na Praça da República, centro por excelência do concelho, que se toma publicamente esse compromisso, e depois mostrar não se ter unhas para o cumprir.
2-Continua-se a pensar em projectos megalómanos, esquecendo-nos do trabalho trivial, para o qual até não são necessários grandes investimentos, e que ajudam, a curto prazo, o desenvolvimento da terra.
Faz-se um muito bem elaborado projecto para a zona histórica de Góis, já lá vão talvez meia dúzia de anos, aguardando-se a bênção do céu, e não se faz o mínimo para se ter um simples Centro Histórico (que não o temos, embora continuem, impropriamente, assim a denominá-lo).
Planeia-se um grande museu, quando nada se faz entretanto para criar um simples espaço museológico, adequado à nossa pequena comunidade, para guarda e mostra dos nossos valores e relíquias.
Sonha-se (e anuncia-se indevidamente) grandiosos empreendimentos turísticos para a Quinta do Baião, que iriam, dizem, revolucionar a região, mas os turistas continuam, e continuarão, a terem que pernoitar em Arganil, Lousã ou Coimbra, quantas vezes desistindo de visitarem a nossa terra, por falta de alojamento.
Sabemos bem que o sonho comanda a vida e, quando se sonha, o mundo pula e avança. Mas antes de pular, temos que caminhar, que o caminho se faz caminhando.
JNR
in http://www.portaldomovimento.com

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Comemorações do Dia do Município

Depois da Casa da Cultura e do Museu de Góis, projectos em andamento, a Câmara Municipal de Góis quer agora erguer um centro de investigação, preservação, valorização e divulgação do património natural e cultural do concelho. Isso mesmo anunciou ontem o presidente da autarquia, na sessão solene comemorativa do Dia do Município. O Centro de Interpretação do Vale do Ceira (CIVACE), assim se vai chamar, funcionará em pleno centro histórico da vila de Góis, no edifício onde funcionou o antigo hospital, e, segundo Girão Vitorino, dinamizará um museu com exposições de carácter permanente e temporário sobre diversas temáticas, ao mesmo tempo que desenvolverá actividades no âmbito do património cultural e natural do concelho, assumindo-se, destacou, como «um motor de desenvolvimento local e regional». O CIVACE está em fase de elaboração de projecto, para ser feita uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o que o autarca espera que aconteça em Outubro.
Juntando o CIVACE à Casa da Cultura e ao Museu de Góis, a vila fica com «projectos transversais» que contribuem para o «enriquecimento da comunidade», afirmou o autarca, considerando que, para além da «recuperação urbana do coração de Góis», estes projectos «desempenharão um papel fundamental na aproximação das gerações, no cultivo da memória colectiva e no fomento educativo e cultural de toda a população do concelho».
E porque não podem ser as autarquias a fazer tudo em prol do desenvolvimento de uma região, Girão Vitorino deposita agora esperanças num investimento privado a realizar na Quinta do Baião, para a instalação de uma unidade hoteleira. «Fomos procurados e estabeleceram-se contactos com vários investidores interessados na implementação de um projecto estruturante para a Quinta do Baião», afirmou, manifestando vontade em colaborar na concretização deste projecto.
É pois uma realização importante tendo em conta todo o potencial turístico que o concelho apresenta, com as paisagens naturais, as aldeias de xisto e as várias praias fluviais, nas quais a autarquia tem feito grandes investimentos. A estes somam-se os investimentos na floresta, na educação e nas zonas industriais. Esforços de uma autarquia que tem pouco mas «não se furta às suas responsabilidades».
E mesmo com pouco, a obra vai nascendo. Ontem, na presença do secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, a vila colocou ao dispor dos munícipes novas infra-estruturas. Uma autêntica caminhada por Góis permitiu colocar a descoberto as placas que dão conta da requalificação do Largo Francisco Dias Nogueira, da requalificação da Avenida Álvaro de Paula Dias Nogueira e das novas instalações do Posto de Turismo. Obras que «são marcas do desenvolvimento» e que contribuem para a «qualidade de vida» que, segundo o secretário de Estado, «começa a ser valorizada de uma forma única». «A vida numa localidade como Góis é hoje muito diferente do que há uns anos atrás», afirmou Eduardo Cabrita, desafiando o concelho a «agarrar os desafios dos novos tempos» e a ter a capacidade para, juntamente com municípios vizinhos, «fazer valer a mais-valia desta região do Pinhal Interior».

Medalhas de Mérito no Dia do Município

80 anos da Comissão de Melhoramentos de Casal Cimeiro correspondem a 80 anos do Movimento Regionalista do Concelho de Góis. A colectividade comemora este ano mais um aniversário e representa a primeira associação regionalista a nascer no concelho e a segunda a nível distrital. Motivo forte para a Câmara Municipal de Góis se decidir pela atribuição da Medalha de Mérito Municipal, ontem entregue. Neste dia, em que foram homenageados goienses «que mereceram ser distinguidos por uma vida de trabalho e dedicação», foram ainda galardoados com a medalha de mérito os fundadores da empresa “Irmãos Bandeira”, uma das mais antigas do concelho, e, a título póstumo, José de Matos Cruz, regionalista convicto, jornalista e investigador da história local.
As Medalhas de Bons Serviços foram este ano atribuídas aos funcionários António Machado, Maria Cecília Nascimento, Jorge Bandeira dos Santos, Alcindo Ferreira e José Costa.
in Diário de Coimbra, de 14/08/2008

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Casa da Cerejinha - Aldeia da Pena

segunda-feira, 17 de março de 2008

José Girão em entrevista à Gazeta Rural

“Góis é um concelho que luta contra a desertificação”

Góis teima em lutar contra o isolamento e travar a desertificação. José Girão, o presidente da Câmara Municipal, em entrevista à Gazeta Rural, aposta no turismo como forma de chamar gente ao concelho. As condições naturais para o turismo de montanha e cinegético são os trunfos a que o autarca deita mão, a par da recuperação das Aldeias do Xisto. Porém, a grande aposta são melhores acessibilidades, que a região reclama.


Gazeta Rural (GR): Góis é um concelho eminentemente rural. Como autarca e responsável, como é que o olha?
José Girão (JG): Góis é um concelho que luta contra a desertificação, onde tudo fazemos para manter as pessoas nas nossas aldeias. Tentamos dar qualidade de vida, em especial, com água, saneamento e bons acessos e fazemos tudo por tudo para que os médicos se mantenham nas Extensões de Saúde ainda abertas. A par disso, ajudamos as Comissões de Melhoramentos, procurando dar condições não só aos que cá estão, mas também trazer os filhos da nossa colónia de Lisboa que visitam a sua terra várias vezes por ano, especialmente nas festas dos meses de Verão. Por isso, repito, vamos tentando tudo por tudo para manter esta gente.

GR:Digamos que a aposta é no turismo?
JG: Sim. Continuamos a apostar no turismo, na qualidade das nossas águas, pois os nossos rios têm água de óptima qualidade, temos as nossas praias fluviais e estamos a investir também nas nossas aldeias de xisto. O que estamos a fazer é tentar pôr o concelho de Góis com boas condições para conseguir atrair as pessoas, durante todo o ano. Além disso, temos a concessão de uma reserva de caça municipal, onde fazemos o repovoamento de coelhos, e que está a ser um êxito, além de que nos nossos rios, com três concessões de pesca, temos peixe, como a truta. Fazemos também vários povoamentos para atrair pescadores e, visitantes, de uma forma geral. Lutamos para conseguir ter um hotel na Vila de Góis, pois temos espaço para essa instalação. Já abordamos alguns investidores e aguardamos que haja mais pessoas a quererem aqui investir.Góis é um concelho de montanha, que nos orgulha, que ainda tem muita floresta e que tem boa qualidade de vida. Temos tido uma grande luta como Governo por causa das nossas redes viárias, sem as quais dificilmente as pessoas se deslocam a Góis. Há uma promessa de uma boa via de comunicação, a partir da A1 em Condeixa, ligando Miranda, Lousã, Góis, Arganil e Côja, que passará a ser a tal via de desenvolvimento aqui para esta zona do interior. A freguesia de Alvares já tem ligação rápida ao IC 8 e, claro, havendo boas acessibilidades, o concelho também dá passos importantes no seu desenvolvimento.

GR: A floresta marca o concelho?
JG: Sim. Temos uma grande mancha florestal, onde estamos a fazer as limpezas. Temos apostado nas candidaturas, no sentido de fazer limpezas de matos, aceiros e abertura de caminhos, tendo, neste momento, treze em andamento. Ao longo destes anos temos aproveitado bem os fundos comunitários para esse efeito. É uma grande luta, mas felizmente no concelho de Góis os incêndios têm sido diminutos e a nossa mancha florestal mantém-se. Essa é a nossa grande luta. No Verão temos a nossa vigilância montada, coma ajuda do Governo, GNR e com as equipas de vigilância de sapadores. Conseguimos manter aqui sete equipas de vigilância no concelho de Góis, o que émuito bom, e nesta altura fazemos a tal protecção, o investimento nos aceiros e na manutenção, para chegarmos ao Verão e termos tudo mais ou menos limpo, em especial junto às estradas principais.

GR: Falou da aposta no turismo, essencialmente de montanha e cinegético. Em termos gastronómicos,o que é que se pode encontrar em Góis?
JG: A nível da caça e de pesca há pouco. As pessoas aqui não investem muito nesses pratos, que podiam muito bem ser feitos à base de truta. A nossa gastronomia é mais na base da chanfana tradicional da serra, e temos o cabrito, normalmente por encomenda. No ano passado fizemos aqui uma semana ligada ao cabrito, que foi um êxito. As pessoas gostarame este ano vamos tentar fazer novamente. É tudo uma questão dos pastores terem, para a altura da festa, os cabritos já guardados e isso vai acontecer. No sector da restauração, temos alguns bons restaurantes e, por encomenda, faz-se aqui um bacalhau à lagareiro muito bom. Diria que em Góis come-se bem e, por encomenda, tudo se faz e de grande qualidade, como cabrito, chanfana, bacalhau e outros.

GR: A Câmara está a fazer uma grande aposta nas Aldeias do Xisto?
JG: Temos as quatro aldeias de xisto. Foi um grande investimento, não só dos fundos comunitários, que participaram com 70% do investimento, como também com os restantes 30% a seremsuportados pela Câmara Municipal. Houve a aposta na reconversão das casas, desde a caixilharia, à cobertura, até ás fachadas, que as pessoas aproveitaram muito bem, pois hoje têm as suas casas recuperadas. Hoje temos umas aldeias que nos orgulham, onde apostamos, e onde queremos aumentar a população, pois há poucas pessoas, na suamaioria já com uma idade avançada. Felizmente que temos o grupo Lusitânia, que mudou a sua sede para a Loja da Aldeia, em Aigra Nova. Vamos construir o Museu das Aldeias, para o qual já adquirimos uma casa, já recuperada, e vamos agora adaptá-la a museu, pois o que pretendemos é dar mais vida naquelas aldeias. Há uma casa, que é da Câmara Municipal, e que foi alugada à Lusitânia para turismo rural, com cinco camas. Pretendemos mandar fazer um parque campismo, para conseguirmos cativar pessoas. Temos também na zona da Pena, a Casa Cerejinha, de turismo rural, e que ampliou recentemente as suas instalações. Estamos a tentar que o futuro seja mais positivo para aquelas quatro aldeias. Também estamos ligados a uma Associação Desenvolvimento para a promoção desta zona, e todos emconjunto, penso que vai ser um passo positivo para termos mais vida naquelas aldeias e da divulgação do turismo no concelho de Góis. Tenho muita confiança e, se os programas continuarem, penso que vai ser óptimo, porque temos mais algumas aldeias em condições de serem recuperadas, e a Câmara, emconjunto com os habitantes, vai de certeza absoluta abraçar essas candidaturas e fazermos das nossas aldeias autênticos presépios, como eram antigamente. O concelho de Góis é bonito, é lindo e penso que as pessoas gostamde nos visitar.

GR: Tem sedeada no concelho uma das empresas que mais se destaca no turismo de aventura, a Trans Serrano, que quer construir um parque de aventura. Como vê esta outra vertente?
JG: É muito positivo. A Trans Serrano está a tentar adquirir um espaço para construir a sua sede e fazer uma parque de aventuras, com vários equipamentos e que são bem necessários. É um grupo de jovens que está a trabalhar muito bem e que está a divulgar o concelho. O que verificamos é que quase todas as semanas temos grupos em Góis trazidos pela Trans Serrano. Se conseguirem atingir os objectivos e as metas que impuseram a si próprio e se conseguirem adquirir o espaço que pretendem, tenho a certeza absoluta de que, mais do que nunca, a Trans Serrano vai divulgar o seu produto e vai divulgar ainda mais o concelho de Góis. É muito positivo e a Câmara está de braços abertos para os ajudar.

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domingo, 9 de março de 2008

O que pode esperar o turista que visita Góis?

Todos estamos a pensar já no Verão que se avizinha e que nos irá trazer as tão esperadas e merecidas férias.
Seja para rever a família ou procurar um local tranquilo para descansar, Góis estará, certamente, nos planos de destino de alguns de vós.
Nós por cá, ficamos felizes de vos ver chegar e dar vida a esta pacata vila.
Mas, enquanto outras pequenas vilas se prepararam para melhor receber os seus visitantes, nós questionamos o que por cá se fez desde o Verão passado.
O que pode esperar o turista que visita Góis?
A beleza natural das nossas paisagens será o pretexto para passarem 3 ou 4 dias a visitar a região, depois …
Bom, depois irão procurar outros locais que lhes assegure um pouco de entretenimento. E assim, cada vez mais, Góis perde gente não só em número de residentes mas também de veraneantes.
Os passeios ao longo da vila continuam por construir. O simples gesto de caminhar com um carrinho de criança torna-se uma tarefa impossível.
Depois falta cuidar das margens do rio. Falta dar um aspecto digno à zona onde se realiza a Facig e retirar de vez aquelas barracas a que chamam “stands de exposição”. Falta criar um “menu goiense” com boa comida regional. Falta um cartaz de espectáculos ou entretenimento. Organizar um passeio nocturno de bicicleta ou um rally-paper que desse a conhecer todas as freguesias do concelho, são apenas duas sugestões fáceis de implementar a custo quase zero.
Mas temos mais para (não) oferecer. Os turistas que nos visitem vão poder encontrar encerrados os principais pontos turísticos: igrejas, capelas e espaços museológicos.
Podíamos pensar em formar uma equipa de jovens e reformados que tivessem a missão de manter abertas as portas destes espaços e dar as boas vindas a quem nos venha visitar… mas é capaz de ser uma “trabalheira”…
E, finalmente, bem podem os nossos visitantes esperar que o Posto de Turismo não lhes ofereça um folheto, um roteiro turístico … em português, inglês ou espanhol. Nada !
Bem podem procurar noutros lados porque aqui não temos orçamento para essas extravagâncias!
Os que resistem a tudo isto acreditam que melhores dias virão. Góis merece.
Cá ficamos a aguardar a vossa visita. Voltem sempre!
in www.portaldomovimento.com

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sábado, 29 de setembro de 2007

Turismo na Região Centro

Porque o turismo é uma actividade fundamental para o desenvolvimento do nosso interior, volto ao tema.

Trata-se dum sector que cria riqueza e emprego.

A Região Centro, particularmente a chamada Beira-Serra, tem recursos patrimoniais, naturais, boa gastronomia, hospitalidade e diversidade concentrada.

O chamado Turismo da Natureza cada vez tem mais procura. São já muitos os que escolhem o campo, montanha, rios e praias fluviais.

Sendo assim, é preciso estar atento à realidade e encontrar respostas que correspondam às exigências do mercado.

Desde logo, é essencial partir do pressuposto que toda e qualquer valorização nesta área terá de respeitar as áreas naturais e a tradição.

Depois, é necessário pôr de lado bairrismos mesquinhos e concentrar esforços em acções coordenadas e alargadas a toda a região.

O objectivo terá que ser, para além de atrair as pessoas, criar condições para que por cá se mantenham alguns dias.

A Região de Turismo do Centro tem a responsabilidade pela promoção desta indústria em 24 municípios. As Câmaras Municipais têm os seus próprios pelouros de turismo.

Só o trabalho conjunto destes organismos possibilitará obter bons resultados: melhores acessibilidades, mais e melhor oferta de alojamento e restauração e criar espaços de lazer e cultura.

A região tem que ser promovida no conjunto, realçando as diversidades.

Atendendo às características deste sector, a acção primordial caberá à Região de Turismo do Centro, como órgão motor e coordenador.

Na minha opinião não tem feito o suficiente, pelo menos no que respeita a esta zona mais interior.

Quem passe pelo Posto de Turismo da RTC em Coimbra, só a pedido e mesmo assim com alguma dificuldade, encontra alguma informação que o incentive a visitar alguns dos 24 concelhos que a integram.

Mesmo a recente e boa iniciativa de divulgar algumas praias fluviais acaba por ser muito limitada. O folheto promocional poderia ser mais esclarecedor acerca das zonas onde se localizam.Procurar a praia de Janeiro de Baixo não é o mesmo que ir à Figueira da Foz.
A.R.
in Jornal de Arganil, de 27/09/2007

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Quinta do Baião - Do Sonho à Realidade

É um dado adquirido que concelhos como o de Góis, localizados no interior centro do País, poucas possibilidades têm de resistir à desertificação e não ser através da fixação de jovens e de pessoal ligado a actividades locais, para o que é necessário ser inventivo. É assim preciso fazer como Alexandre, o Grande, que, colocado perante a dificuldade oferecida pelo "nó górdio" (um nó complicadíssimo, do qual não se podiam ver os extremos da grossa corda com que estava feito), cortou-o com a espada, dizendo: "Tanto faz desatar como cortar". Desde então, "cortar o nó górdio" emprega-se como sinónimo de resolver um problema complexo ou de importantes consequências mediante uma acção drástica ou radical e que, para além disso, surpreende pela sua simplicidade. No nosso caso a simplicidade pode estar em aproveitar as potencialidades existentes no concelho, hoje cada vez menos isolado - ou talvez por isso mesmo -, nomeadamente as ligadas ao turismo.
As "Casas de Xisto", recuperadas na Aigra Nova, Aigra Velha ou na Pena, decerto que ainda não foram visitadas por muitos goienses, sendo porém motivo de espanto a qualidade da construção e o seu enquadramento no meio rural, por parte de quem nos visita. De igual modo podia citar pequenos museus localizados por todo o concelho, como será o caso de Alvares, onde se pode visitar um museu de Arte Sacra (na Igreja Matriz), bem como duas pequenas divisões ligadas a antigas actividades locais, uma delas recriando uma oficina de ferreiro.
Para além disso, as belezas naturais poderão vir a representar uma "mais-valia", dando como exemplo as visitas guiadas organizadas no concelho pela Trans Serrano - Formação e Serviços na Natureza, Lda, empresa local ligada ao turismo, que durante o Verão - mas não só -, canaliza dezenas de visitantes que se dedicam a efectuar caminhadas pelas serras, praticar desportos radicais de montanha ou nos rios, bem como conhecer a nossa gastronomia, como seja o caso da "Chanfana" ou do "Bucho", entre muitas outras iguarias.
Daqui não espanta que Góis tenha sido "descoberto" por muita gente que até há bem pouco tempo não sabia a sua localização no mapa de Portugal, portugueses e estrangeiros, sendo que o Parque de Campismo de Góis já rebenta pelas costuras, a Residencial da Vila se encontra completamente lotada, e muitos nacionais já recorrem ao arrendamento de apartamentos para passarem as suas férias no concelho. Se dúvidas houver, é dar uma volta pelas freguesias, especialmente onde existem "Praias Fluviais", consideradas na semana passada pelo Director de Turismo do Centro como das melhores do distrito de Coimbra, de tal modo que escolheu a "Praia das Canaveias", em Vila Nova do Ceira, para a apresentação de um desdobrável relativo aos rios e suas praias na zona centro.
Mas Góis continua a ser um pequeno paraíso comparado com os grandes aglomerados populacionais da orla costeira, onde impera a construção desenfreada, com a consequente poluição, na medida em que as suas florestas ainda são verdes - pese embora os incêndios que ciclicamente nos afligem -, as suas águas são límpidas e o seu ar é puro.
Razão mais do que suficiente para o concelho de Góis ser escolhido para a eventual construção de um "Empreendimento de Turismo Residencial" vocacionado para a classe média/alta, que queira sossego, conforto e atendimento personalizado.
Assim, na qualidade de Presidente da Assembleia Municipal de Góis, estive presente na passada semana numa reunião efectuada na Câmara Municipal - em complemento de outras entretanto já efectuadas -, convocada pelo Presidente da Câmara José Girão Vitorino, onde foi apresentado um projecto pelos promotores do mesmo, João Paixão e Paulo José, ambos nados e criados em Góis, que, a realizar-se, não custará nunca menos de 20 milhões de euros, tudo financiado por particulares, competindo à Autarquia contribuir com o terreno e demais infra-estruturas necessárias a um projecto desta envergadura, como sejam a abertura e asfaltagem de ruas a ladearem o empreendimento, fornecimento de água, luz e esgotos, entre outras, tudo dentro do perímetro da Quinta do Baião, e objecto de futuro protocolo Câmara Municipal/Promotores, cuja redacção está a cargo do Dr Pereira Alves, advogado da Autarquia, que também esteve presente na citada reunião tendo em vista o esclarecimento, em termos jurídicos, de alguns pontos que necessitavam (e necessitam posteriormente) de ser clarificados dada a importância do empreendimento em causa.
Na última reunião camarária foi aprovado por unanimidade o apoio a tal iniciativa, a qual poderá ser o arranque para um turismo de qualidade, tendo sido manifestado ainda que não será por falta de vontade política que a mesma não se realizará - face aos benefícios económicos e sociais que podem advir para o concelho -, ainda que numa fase inicial (infra-estruturas) possivelmente implique obra a fazer pela Autarquia, tudo a depender de futuros acordos.

Quando o homem sonho a obra nasce. Passemos então à apresentação do empreendimento "Quinta do Baião Eco Resort Integrado" conforme documento apresentado pelo seus promotores:




"INTRODUÇÃO
GÓIS INN EMPREENDIMENTOS, Lda
QUINTA DO BAIÃO ECO RESORT INTEGRADO
Empreendimento de Turismo Residencial

A empresa GÓIS INN EMPREENDIMENTOS, Lda, a constituir muito brevemente, terá sede na vila de GÓIS, propõe-se dinamizar o Projecto "Empreendimento de Turismo Residencial", denominado "Quinta do Baião Eco Resort Integrado". O supra denominado Empreendimento, compreende a construção, com 6 (seis) tipologias diferentes, 3 (três) Condomínios Fechados, vocacionados para o Turismo Residencial, 1 (um) Hotel de Saúde SPA/Hotel Residencial Sénior, assim como as infra-estruturas de apoio ao empreendimento. A saber: Restaurante, Esplanada, Mini Mercado, Mercadinho para a venda de produtos agrícolas biológicos, Golfe (mini), piscinas, etc. Sendo o Turismo um sector estratégico e prioritário para o País (ver Plano Estratégico Nacional de Turismo, resolução do Concelho de Ministros nº 53/2007), e principalmente para o nosso concelho, cremos que com este empreendimento "Quinta do Baião Eco Resort Integrado", a empresa "GÓIS INN EMPREENDIMENTOS, Lda", irá contribuir decisivamente para o desenvolvimento sócio-económico do concelho de Góis. Pretendemos que seja uma actividade empresarial estratégica para o concelho de Góis com a criação de emprego qualificado. Que promova o desenvolvimento do nosso mundo Rural, que promova o património construído e cultural e ainda se articule com outras actividades empresariais já existentes e/ou a criar por forma a gerar mais emprego, mais riqueza, melhor ordenamento do território e a captar todos os recursos endógenos potenciando-os como mais valias na nossa terra e até da nossa região.
Para que este projecto seja uma realidade, pedimos apoio da Câmara Municipal de Góis e dos seus autarcas.
O espaço territorial para empreender o investimento, é essencial assim como as infra-estruturas básicas. Águas, saneamento, arruamentos públicos, electricidade, telecomunicações. Não podemos esquecer as estruturas de suporte, os serviços locais de saúde adequadamente planeados de forma a dar respostas à potencial procura futura, as vias de comunicação rodoviárias, a sinalética correspondente aos pontos de interesse turístico regional. A promoção ao nível local, com formação profissional e outra da actividade de restauração na vila de Góis, que tem baixos índices de qualidade.
A dinamização de actividades culturais diversificadas durante todo o ano. O GóisArte é um exemplo. Criar festivais temáticos, que sejam atractivos para um público internacional. Tomamos a liberdade de dar exemplos; Festival de Jazz de Verão, Recital de Música Clássica e/ou Erudita no Outono, Festival de Música Popular no Inverno e Festival Internacional de Blues e de Música do Mundo, na Primavera. Seria a promoção de um grande momento cultural por trimestre.
A dinamização de actividades desportivas ligadas à montanha. O BTT, a Tracking e caminhadas de observação da Natureza. Outras actividades desportivas out door ou in door. Criar ciclo de vias, de preferência em todo o vale do Ceira e até pistas devidamente marcadas para caminhadas em montanha. Enfim, focalizar uma grande componente turístico-desportiva-cultural virada para o laser e para o bem-estar.
Cremos que com um forte empenho da autarquia e de todos os autarcas, o nosso projecto será uma realidade e será certamente um marco para o nosso concelho, que se deverá adaptar a um concelho com séria vocação turística de qualidade durante todo o ano. O TURISMO é nesta altura um dos principais sectores da economia Portuguesa, com mais de 15% do PIB. Este nosso projecto aponta para mercados estratégicos internacionais, como seja o Inglês, o Irlândes e o Holandês.
Prevemos ainda que este investimento movimente mais de 20.000.000 de Euros e crie directa e indirectamente cerca de 100 postos de trabalho depois de totalmente concluído. E gere avultadas receitas de impostos directos para o município (IMI) e indirectos IVA, IRC e IRS (estes valores ainda não estão totalmente apurados).

O PROJECTO
O empreendimento "Quinta do Baião Eco Resort Integrado", destina-se ao Turismo Residencial e a um Hotel de Saúde SPA/Hotel Residencial Sénior. Baseia-se em fortes preocupações ambientais, que vão da construção à preservação do meio ambiente em redor, à promoção e venda de produtos agrícolas endógenos, mas biológicos. As actividades viradas para a Natureza, sua preservação e bem-estar, quer dos visitantes, quer da população. Pretende-se com isto a fixação de 90 famílias em Góis, com elevado potencial sócio económico e ainda um enorme fluxo turístico originado pelo Hotel de Saúde, que será o empreendimento Ancora de todo este projecto.
As preocupações ambientais de todo o projecto, vão desde a utilização de energia solar e foto voltaica (que permite a transformação da energia solar em energia eléctrica) o que irá permitir a poupança na factura de electricidade entre 60 e 65%. O aproveitamento das águas pluviais para as águas sanitárias e máquina de roupa, a não impermeabilização de solos, nomeadamente nos arruamentos dentro do condomínio, energia solar para a iluminação pública, isolamento térmico/acústico à base de aglomerados de cortiça, etc, etc. Queremos pois, ser um exemplo a seguir no que toca às preocupações ambientais, ecológicas e energéticas. O empreendimento será certificado, como um projecto "VERDE".

BREVE ANÁLISE DO TURISMO RESIDENCIAL COMO INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
Turismo Residencial:

- Uma tendência de mercado a que os promotores têm de responder através da promoção diferenciada e do desenvolvimento de novas motivações. Vejamos o nosso concelho, GÓIS, localidade do Interior Beirão com águas cristalinas, tradições culturais, apetência para o desporto de montanha, possibilidade de actividades culturais de carácter internacional. Clima favorável, povo afável, possibilidade de interligação regional a actividades de laser mais diversificadas. Proximidade geográfica da principal auto estrada do País, proximidade da Cidade de Coimbra (a cidade da saúde e do conhecimento), proximidade de um aeroporto internacional (150 km do aeroporto Sá Carneiro no Porto).

- Investimento Imobiliário de excelência; Possibilidade de...
1. Usufruir como local de habitação permanente.
2. Estadas de longa duração.
3. Possibilidade de gerar rendimentos através da ocupação por terceiros.
4. Local privilegiado para férias, para familiares e amigos.
5. Usufruir de mais valias por estar inserido num local de apetência turística com actividades culturais e desportivas diversificadas.

- O Turismo residencial como factor de desenvolvimento local;
1. Poderá iniciar um ciclo de atracção de novos investimentos, aumento do consumo, criação de emprego qualificado.
2. Impostos, directos e indirectos. Terão certamente um efeito multiplicador na economia regional.
3. Poderá ser a ancora para um melhor ordenamento do território e preservação da natureza.
4. Contribui decisivamente para a criação de um mercado dos produtos endógenos, ligados principalmente à agricultura de produtos biológicos. Com a produção e comercialização de produtos, preferencialmente classificados.
5. Irá atrair novos consumidores, com maior poder aquisitivo.
6. Combate a sazonalidade.

- O que impulsiona o Turismo Residencial no mercado Europeu;
1. Consolidação da integração Europeia. Liderança de uma alta figura Portuguesa da Comissão Europeia e actual liderança Portuguesa (neste semestre) dos destinos da Europa.
2. Grandes diferenças entre o custo de vida em Portugal, concretamente na nossa região, e as grandes metrópoles do Reino Unido e de outras grandes Regiões Europeias.
3. Pensões generosas, com o decorrente poder aquisitivo de uma cada vez maior faixa populacional Europeia.
4. Alta tecnologia, que permite estar em Góis e estar em contacto on line com os escritórios em qualquer parte da Europa.
5. O clima.
6. Facilidade de deslocações para qualquer parte da Europa. A nossa adaptabilidade linguística, a nossa afabilidade. A nossa herança cultural e gastronómica. O Verde da Região, o Rio despoluído, a montanha, as ofertas culturais e desportivas...
7. Enfim a segurança e as grandes preocupações ambientais.

DISPOSIÇÕES FINAIS
É forte convicção dos signatários deste Protocolo que o empreendimento "Quinta do Baião Eco Resort Integrado", irá contribuir decisivamente para o desenvolvimento sócio-económico do concelho de Góis. Pretende-se que seja uma actividade empresarial estratégica para o concelho de Góis com a criação de emprego qualificado promovendo o desenvolvimento do mundo Rural e valorizando o património cultural.
Para a concretização e sucesso do projecto será essencial o apoio e estreita colaboração da Câmara Municipal de Góis e dos seus autarcas e porque não dizê-lo de toda a sociedade civil.
E isto porque este projecto irá gerar mais e melhor emprego, permitindo a criação de, segundo as estimativas, de um mínimo de 100 novos postos de trabalho, directos e indirectos.
Para além do mais, contribuirá para o aumento de recitas da própria autarquia ao nível do I.M.I. e I.M.T., e outros impostos indirectos, verbas bastante importantes para o reforço da solidez financeira do Município e que permitirá que este possa realizar outros projectos visando o desenvolvimento do concelho e a satisfação das necessidades da população residente.
Além disso, irá permitir a sua articulação com outras actividades existentes dando origem a outras empresas de serviços, aumentando assim a potencial idade económica e empresarial da região, gerando novas fontes de rendimentos.
Outro aspecto a revelar, será o impacto que o Projecto terá no desenvolvimento e promoção da região, das suas potenciais idades turísticas e dos seus produtos tanto no mercado interno como no mercado internacional com uma forte aposta de promoção em mercados estratégicos como sejam o Inglês, o Irlandês, o Holandês e o dos países nórdicos, com as vantagens económicas e financeiras que essa promoção poderá garra para a região, dado o poder de compra das populações deste países.
O projecto prevê a fixação de cerca de 90 famílias, acrescido de outras que virão ou terão conhecimento da região através dos futuros compradores, deixando naturalmente muito capital financeiro na região. Somando a esse factor, teremos o grande fluxo turístico que proporcionará ao concelho e à região a implementação do Hotel Medicalizado, com todas as vantagens daí inerentes.
Outros aspectos a ter em conta serão sem dúvida:
- A criação em primeira linha de múltiplos postos de trabalho.
- A dinamização de actividades culturais diversificadas.
- A dinamização de actividades desportivas ligadas à montanha, etc.
Com um forte empenho da autarquia, de todos os autarcas e dos promotores do Projecto, este será uma realidade e poderá constituir um marco para o nosso concelho, constituindo um verdadeiro motor de arranque para esta nova realidade: o desenvolvimento regional baseado no sector do Turismo Residencial e Medicalizado, tendo sempre presente o profundo respeito pelo meio-ambiente envolvente!
Na sequência deste protocolo genérico será elaborado um protocolo com objectivos mais específicos, como supra se deixou referido, para melhor concretização dos princípios e finalidades aqui estabelecidos."

Temos de ser objectivamente claros a dizer sim ao projecto em causa, não criando barreiras onde estas não existem, independetemente de convicções partidárias e/ou pessoais, pois o concelho necessita de todos "os que vierem por bem". Nós, os políticos, devemos pelo menos tentar por todos os meios, criar um concelho onde se possa viver, sendo que este viver implica gente, jovens e adultos, recebendo de braços abertos todos os potenciais investimentos privados.
Não sei se este projecto terá andamento ou não. Se se confirmará o financiamento ou não. Ainda está no papel e a prudência diz-me para ser cauteloso, mas o primeiro passo já foi dado pela Câmara Municipal de Góis através da confirmação de adesão ao "Projecto Integrado do Turismo para a Região Centro" de modo a poder ser preparada, atempadamente, uma candidatura ao "Quadro Comunitário de Apoio", e com a "aceitação" oficial e unânime, dos autarcas camarários.
Para bem do Concelho de Góis e dos seus munícipes espero sinceramente que sim, podendo os promotores do empreendimento contar com o meu total entusiasmo, empenho e disponibilidade.
Termino como comecei: "cortar o nó górdio" emprega-se como sinónimo de resolver um problema complexo ou de importantes consequências mediante uma acção drástica ou radical e que, para além disso, surpreende pela sua simplicidade.
Vamos todos tornar um sonho numa realidade?
Góis, 08 de Agosto de 2007
José António Pereira de Carvalho
in O Varzeense, de 15/08/2007

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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Góis - Dia do Município

As comemorações do feriado municipal de Góis foram ontem assinaladas, com a atribuição de três medalhas de bons serviços a funcionários aposentados da autarquia, e a entrega da medalha de mérito ao presidente da Comissão de Melhoramentos do Esporão

Por proposta do presidente da câmara, receberam a medalha de bons serviços os funcionários recentemente aposentados, Carlos de Almeida, Victor Quaresma e Arménio Filipe, que segundo GirãoVitorino, «devem sentir-se orgulhosos por uma carreira levada a cabo com responsabilidade, empenho, brio e zelo».

Em nome dos funcionários, Mário Almeida reconheceu que estes trabalhadores, ao longo da sua vida profissional, «concretizaram as orientações que lhe foram confiadas, deram, aos habitantes do concelho melhor qualidade de vida e colaboraram na construção da grande obra que é o concelho de Góis». I

Também por proposta de a Girão Vitorino recebeu a medalha de mérito do concelho Avelino Lopes Martins, presidente da Comissão de Melhoramentos de Esporão, que segundo o edil «tem sido desde sempre uma voz ouvida com atenção e seguida pelos seus pares, ao longo de mais de 50 anos em prol do bem-estar do Esporão». Para a Girão Vitorino, o homenageado «é um regionalista convicto e sempre insatisfeito com o seu esforço e obra realizada, considerando que se pode sempre lutar por uma nova causa, em nome de todos os que valorizam as suas raízes locais e regionais».

O presidente da Assembleia Municipal, referiu-se a Avelino Martins como um homem que «tem executado um serviço impar em favor da comunidade», surgindo esta homenagem do «profundo reconhecimento por parte daqueles que tiveram a oportunidade e a satisfação de com ele conviver, do seu talento e da sua entrega imensa à causa regionalista». Para José Carvalho esta distinção «é mais que merecida, eventualmente pecando por tardia». Relativamente às medalhas de bons serviços, deixou a sugestão de se reverem os parâmetros, «com a atribuição de medalhas a quem na realidade fez ao longo da sua vida por as merecer, sob pena do acto se banalizar e deixar de ter a carga simbólica que tem em vista”

Girão Vitorino aproveitou o momento para dar a conhecer algumas apostas do município, sublinhando que «a defesa e promoção da floresta concentram grande parte das nossas energias”e apontou para o Plano Operacional, «no qual se articulam todos os responsáveis pela mancha florestal», acrescentando que «avançámos com três projectos contra incêndios, nas Unidades de Gestão Florestal, e desenvolvemos dois projectos AGRO», não descurando a vigilância, «conscientes de que os incêndios não acontecem só noutros locais».

Aposta no turismo

As outras propostas estratégicas, segundo o presidente da autarquia, «vão ao encontro do turismo nos seus mais diversos aspectos», nomeadamente, «a caça, a pesca e locais de lazer, em que a paisagem favoreça o encontro com a natureza e o regresso às origens». Conseqüentemente, segundo Girão Vitorino. «continuaremos a apostar na requalificação urbana da vila, procurando restituir um certo encanto e orgulho à nossa zona histórica».
Nesse sentido o município aspira ver concretizado o "sonho" da Casa da Cultura, indo elaborar uma candidatura ao QREN, esperando que venha a ser implementada no edifício ocupado pela Associação Educativa e Recreativa de Góis.
Pedro Machado, também valorizou o turismo como uma das apostas do município, considerando que este sector, «pode ser uma das vias de desenvolvimento da vila», lembrando que, a nível nacional, representa «cerca de 10% da riqueza do país. sendo um recurso que deve prender cada vez mais a atenção dos autarcas e governantes, que devem ver neste sector uma forma de desenvolvimento da sua terra».
O presidente da Região de Turismo do Centro comprometeu-se a “ajudar os empresários que queiram investir no concelho e gerar riqueza”
A cerimónia fechou com a intervenção do governador civil, que considerou a data «um momento para reafirmar a identidade e reconhecer o mérito do município, deste espaço e dos trabalhadores da autarquia», declarando que «também se celebra o dia do poder autárquico democrático», do qual o município de Góis «é bom exemplo». Henrique Fernandes também reconheceu o turismo como um «elemento estruturante das actividades económicas do concelho», elogiou a dinâmica instalada ao nível da floresta e referiu-se ao futuro de forma optimista. «Teremos cada vez mais razões para ter orgulho em ser de Góis e em viver neste município», disse, concluindo que Góis é já uma referência no distrito».
in Diário de Coimbra, de 14/08/2007

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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Hotel vai nascer no Parque do Baião

A aposta no turismo é uma realidade no concelho e um passo importante foi dado, terça-feira, com a autarquia a aprovar um projecto para erguer um hotel rural e de saúde na Quinta do Baião. Uma parceria entre a câmara e dois jovens empresários do concelho.

O destino está traçado e tem como elemento decisivo o turismo. Isso mesmo afirma o presidente da Câmara Municipal de Góis que, segunda-feira, Dia do Município, vai apresentar um projecto nesta área.
Trata-se, explica Girão Vitorino, da construção de um hotel rural e de saúde, a erguer na Quinta do Baião. Um projecto “para o futuro”, como o classifica o autarca, aprovado, por unanimidade, na reunião de câmara de terça-feira e que envolve uma parceria entre a edilidade de dois jovens empresários do concelho.
“Trata-se de um espaço belíssimo, banhado pelo rio Ceira, que vamos aproveitar da melhor forma”, refere o autarca, acrescentando que o projecto, que em breve vai ser apresentado ao presidente da Região de Turismo do Centro, vai envolver uma candidatura ao QREN.
Ainda sem contas feitas no que se refere ao investimento, muito embora certo que rondará “uns milhares de euros”, Girão Vitorino entende que este é um projecto âncora para o concelho, “uma aposta que esperávamos há muito” e tem um significado de relevo para o futuro do concelho que, sem dúvida, pretende fazer do turismo uma aposta para ganhar. “Estamos no bom caminho”, diz, satisfeito, o autarca soda1ista.
“Queremos ganhar a aposta no turismo”, reitera, explicando que o sector industrial comporta bastantes dificuldades, tendo em conta o carácter acidentado do terreno. Ainda assim, enfatiza, «temos no concelho algumas empresas com muito boa saúde, que criam um número significativo de postos de trabalho». Dos três parques industriais existentes, dois estão lotados, na sua maioria com unidades de tipo familiar e as perspectivas, a este nível, não apontam para um crescimento significativo, ao contrário do que acontece com o turismo. “Estamos a 40 quilómetros de Coimbra, temos o vale do Ceira, praias fluviais de grande qualidade e um grande potencial ao nível da caça e da pesca”. “Temos de apostar sem medo e não podemos andar com amadorismos”, diz com firmeza Girão Vitorino. “Temos de nos profissionalizar porque temos condições naturais de excelência”. E há provas dadas, com sucesso, pois já ali ocorreram campeonatos mundiais e nacionais de pesca e em perspectiva está, para o ano, mais um mundial. “Temos tudo e já nos procuram, reconhecem a nossa qualidade, temos de investir nisso”, remata Girão Vitorino.
O presidente da autarquia vai também, no seu discurso de segunda-feira, referir-se a outra das mais-valias do concelho. Em causa está a floresta, onde tem sido desenvolvido um trabalho meritório, no âmbito do programa AGRIS, na limpeza, construção de aceiros, garantindo a protecção de uma mancha verde considerada de grande qualidade. Girão Vitorino pretende também referir-se às acessibilidades e não se escusa de dizer que tem de agradecer ao Governo o esforço feito na recuperação da estrada 342, que já chegou a Góis e, por outro lado, reafirmar a sua esperança na nova estrade de ligação entre Arganil e a Lousã. “Os técnicos andam a fazer o levantamento e é bom que avance”, afirma, recordando que esta nova via foi anunciada há cerca de um ano e “estamos confiantes que vai avançar, para bem da nossa região”. “Um bom acesso à A1, em Condeixa é o ideal”, refere.
in Diário de Coimbra, de 09/08/2007

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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Podemos ser melhores

Quando se fala sobre desenvolvimento – seja do país, de uma região ou do próprio concelho, acabamos sempre por falar no potencial turístico e nas oportunidades associadas a este. Tem sido assim no início de cada ciclo político. É assim também há anos nos discursos autárquicos de circunstância. Depois, o que vemos na realidade? Amiúde o turismo surge como uma suposta parte da solução, pelo menos nos discursos (mais uma vez). Quando na verdade é, muitas vezes, uma parte do problema, ou seja, das nossas incapacidades.

Obviamente que não podemos ignorar o peso que o sector turístico tem na criação de riqueza para o país, nem ignorar os investimentos previstos para a costa Alentejana ou para o Algarve (no valor de 1,4 mil milhões de euros, envolvendo 9.532 postos de trabalho).

Depois temos a nossa realidade, à nossa escala. Há dias tive a oportunidade de participar em 2 workshops, em 2 concelhos diferentes, destinados a recolher contributos para a elaboração do designado Plano de Estratégico de Desenvolvimento do Pinhal Interior Norte – e lá veio outra vez em força "O Turismo". Trazido como é costume pelos senhores Presidentes da Câmara. E, mais uma vez, abordado de uma forma que modestamente considero desfasada: fala-se no potencial turístico da região, fala-se do potencial turístico do concelho X, fala-se do potencial turístico do vale do Alva, fala-se do potencial turístico do vale do Ceira, … Tudo e todos têm potencial. É quase verdade, em todas as regiões há potencial. Faltam é produtos turísticos. Falta o que vender para o mercado turístico nacional e internacional – e até isso não podemos escamotear: hoje há uma procura cada vez maior de destinos turísticos com as características do nosso concelho – pela paisagem, pelo sossego, pelos rios, pelas serras, porque há alojamento de qualidade, etc, etc, …

Daí que insista: há que passar do discurso do "temos potencial turístico", para a acção concreta, demonstrando realmente que temos produtos turísticos. Produtos turísticos organizados, interligados entre si, que criem valor acrescentado e sustentem empregos. Porque só os produtos são vendáveis no mercado, neste caso no mercado turístico. Turismo é negócio que rende milhões, interiorizemos isto de uma vez por todas. Agora, temos que saber que produtos turísticos queremos vender e como vamos organizar a oferta. Alojamento, de que tipo? Animação Turística, promovida e executada por quem? Gastronomia, em que condições? Pólos e locais de interesse, dinamizados por quem? Infra-estruturas e equipamentos, onde e realizados por quem? Promoção turística do concelho, região, …, quem a faz, dirigida a quem e em que canais? Facilmente chegamos à conclusão que há aqui trabalho para os operadores turísticos, os privados e, obrigatoriamente para a autarquia, tendo cada qual que assegurar a sua parte. Por exemplo, entendo que à excepção de uma Pousada da Juventude, o Município não tem que criar alojamento turístico. Mas tem que tratar da componente promoção, divulgação e, na medida certa, da animação turística. E prioritariamente agilizar os licenciamentos dos investimentos privados, ao invés de criar obstáculos impensáveis.
José Francisco Rolo
in Folha do Centro, edição electrónica

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