domingo, 1 de novembro de 2009

Acessibilidades: Concessão do Pinhal Interior Norte adjudicada na próxima semana

A concessão do Pinhal Interior Norte será adjudicada na próxima semana, confirmou hoje à Lusa o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, horas depois de ter tomado posse para o cargo que desempenhou na anterior legislatura.

Lançada a 14 de Junho de 2008, em Condeixa, pelo primeiro-ministro José Sócrates, a concessão do Pinhal Interior inclui um pacote de estradas com uma extensão de 567 quilómetros, que irá servir cerca de 400 mil pessoas.

O atraso na adjudicação, prevista para o primeiro trimestre de 2009, motivou reacções dos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior que, em Setembro, exigiu ao Governo celeridade no processo.

Esta tarde, em declarações à Lusa, o governante garantiu que, durante a “próxima semana”, sem especificar o dia, o instituto Estradas de Portugal vai adjudicar a concessão do Pinhal Interior Norte.

“Sempre fomos muito determinados neste processo que seguiu o seu curso, com alguns imponderáveis. Mas quanto à decisão política nunca tivemos dúvidas que a concessão era fundamental para colocar o centro do país no centro do sistema rodoviário nacional”, afirmou Paulo Campos.

O secretário de Estado das Obras Públicas disse ainda que o pacote de acessibilidades previstas é “fundamental para retirar o Pinhal Interior Norte do isolamento a que foi votado nos últimos anos, devido à ausência de investimentos importantes”.

No âmbito da concessão, será construído o IC3, entre Tomar e Coimbra, a EN 342, entre Lousã-Góis-Arganil-Côja-IC6, a requalificação do IC8 e todas as vias que contemplam a melhoria das acessibilidades às sedes de concelho.

Os processos das concessões das estradas da Serra da Estrela e da Auto-estrada do Centro, onde teve de ser repetido o concurso, estão a seguir os seus trâmites, adiantou ainda à agência Lusa o governante socialista.
in www.radiobatalha.com

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

GÓIS – Centro de saúde: Ministra da Saúde visitou área de atendimento para a gripe A

Em Góis, Ana Jorge aproveitou para conhecer as instalações da Santa Casa da Misericórdia, insuficientes para as necessidades.

A ministra da Saúde, acompanhada pelo presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), João Pedro Pimentel, visitou ontem uma área no Centro de Saúde de Góis dedicada ao atendimento de pessoas com sintomas de gripe A.
Na ocasião, Ana Jorge, que foi acompanhada também pelo director do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1, António Sequeira, e pelo delegado de saúde de Góis, Cruz Miraldo, visitou ainda as instalações da Santa Casa da Misericórdia de Góis, que não conseguem responder às necessidades da população em virtude da exiguidade do espaço existente.
Referindo que pretendeu “ver em que condições é que se estão a separar os doentes com gripe A”, a ministra da Saúde disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que o Centro de Saúde de Góis apresenta as condições necessárias para que “os doentes que vierem com sintomas de gripe sejam atendidos separadamente”. Tendo tomado conhecimento de que é preciso melhorar as condições das instalações da Santa Casa da Misericórdia de Góis, onde os utentes estão internados, Ana Jorge explicou que as intervenções devem ser feitas “à luz das necessidades das pessoas do concelho”.
Segundo a responsável pela saúde, “a parte de internamento poderá ser beneficiada”, sugerindo que seja encontrada uma solução para requalificar o espaço e posteriormente a Santa Casa da Misericórdia, efectuando uma candidatura aos financiamentos estatais. “Mas para isso é preciso saber o que se pode fazer, em que condições, e o que é necessário para a população”, alertou, esclarecendo que isso cabe à Administração Regional de Saúde do Centro, Agrupamento dos Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1, Santa Casa da Misericórdia de Góis e autarquia local.
Quanto ao possível encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) de Góis, Ana Jorge afirmou que este serviço não deixa de funcionar “enquanto não se encontrarem alternativas”.
“Há Serviços de Urgência Básicos a funcionar e temos de garantir é que todas as pessoas tenham acesso aos centros de saúde a qualquer altura”, realçou, considerando que a existência de apenas três médicos, ao serviço 24 horas por dia, em Góis, não é suficiente para assegurar o funcionamento do SAP, sendo necessário “encontrar soluções concentrando alguns recursos”.

Câmara cede terreno
para novo centro de saúde

Em representação da Câmara de Góis, Diamantino Garcia assegurou que a autarquia está disponível para abdicar do espaço existente entre a GNR e o pavilhão para a construção de um novo centro de saúde. “O primeiro projecto para este espaço era uma piscina, parece que é mais urgente o centro de saúde”, defendeu, acrescentando que naquele local ficava “muito bem situado”, já que está junto das escolas, dos bombeiros, das instalações da Santa Casa da Misericórdia, e no centro da vila. “A câmara tem investido algum dinheiro mas é um remedeio”, continuou o vice-presidente da autarquia goiense, referindo-se às actuais infra-estruturas.
Em relação ao SAP que está a funcionar no centro de saúde, Diamantino Garcia destacou que “não funciona nas melhores condições”, mantendo-se devido “às boas vontades dos médicos e enfermeiros”. Satisfeito com a visita da ministra da Saúde a Góis, o vice-presidente da câmara revelou ainda que gostava de receber “o secretário de Estado Paulo Campos, para colocar a primeira pedra na estrada n.º 342”.
in Diário As Beiras, de 4/09/2009

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pinhal Interior Norte - Autarcas preocupados com atrasos na concessão

Em conferência de imprensa, os autarcas da Lousã e Arganil, Fernando Carvalho (PS) e Ricardo Alves (PSD), vice-presidentes da CIMPIN, pediram ao Governo celeridade na adjudicação da concessão para que «as obras comecem o mais rápido possível».
«Consideramos as obras nela previstas, designadamente o IC3, entre Tomar e Coimbra, a EN 342, entre Lousã-Góis-Arganil-Côja-IC6, a requalificação do IC8 e todas as vias que contemplam a melhoria das acessibilidades às sedes de concelho, como absolutamente estratégicas para corrigir assimetrias, promovendo o desenvolvimento e a coesão de toda a região», leu Ricardo Alves, num comunicado distribuído aos jornalistas.
Lançada a 14 de Junho de 2008, em Condeixa, pelo primeiro-ministro José Sócrates, a concessão do Pinhal Interior inclui um pacote de estradas com uma extensão de 567 quilómetros, que iria servir cerca de 400 mil pessoas, cuja adjudicação estava prevista para o primeiro trimestre de 2009.
A concessão, orçada em 772 milhões de euros, beneficiaria directamente os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Alvaiázere, Ansião, Penela, Castanheira de Pêra, Condeixa, Figueiró dos Vinhos, Miranda do Corvo, Lousã, Góis, Arganil, Coimbra, Pombal, Vila de Rei, Pampilhosa, Pedrógão e Sardoal.
«Estamos a perder demasiado tempo a tratar de um conjunto de obras essenciais para os nossos concelhos e, por isso, pedimos celeridade na decisão de adjudicação para que as obras comecem o mais rápido possível», afirmou Fernando Carvalho, que presidente há uma década à autarquia da Lousã.
Os representantes da CIMPIN consideraram «incompreensível que após todas as outras concessões estarem em fase final de resolução, mais uma vez o Pinhal Interior fosse discriminado negativamente, aumentando as disparidades regionais e reduzindo drasticamente a competitividade deste território».
Quando do lançamento da concessão, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou que a concessão era um acto de «solidariedade, justiça e afirmação do Estado português que não quer deixar nenhuma região do país para trás, que quer fazer do território nacional um território coeso, reduzir as desigualdades e para as reduzir deve dar igualdade de oportunidades a todos».
«É um investimento muito significativo para fazer no espaço de poucos anos aquilo que já deveria estar feito e para afirmar a coesão nacional, o sentido de responsabilidade que a solidariedade e a procura de uma igualdade de oportunidades há muito devia ter imposto», salientou ainda José Sócrates. No dia 24 de Junho, na Lousã, quando recebeu a Medalha de Mérito do Município, o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, adiantou em primeira mão que existiam quatro propostas para a Concessão de Estradas do Pinhal Interior, admitindo que as obras poderiam ainda avançar nesta legislatura.
«Já estamos na fase final do processo. Estimo que isto será uma questão de algumas semanas até que a avaliação possa estar concluída e estejamos em condições de poder perceber qual é a melhor proposta», referiu o governante.
Salientando que «esta concessão vai entregar a construção, operação e manutenção de cerca de 565 quilómetros de estradas nesta região», dos quais apenas 84 km serão em auto-estrada, Paulo Campos destacou, na altura, que se trata de «vias fundamentais para se poder chegar às 22 sedes de concelho que estão envolvidas».
Mas passados os meses de Julho e Agosto, o presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, mostra-se preocupado com o alargamento dos prazos para a adjudicação da concessão.
«Decorridos mais dois meses, a somar ao atraso anterior, estamos a demorar demasiado tempo, o que é prejudicial para todos nós», salientou o edil socialista.
Por seu lado, Ricardo Alves, presidente do município de Arganil, salientou que «todos os autarcas têm feito sentir ao Governo a necessidade do avanço célere da concessão» e considera incompreensível que depois de todas as outras concessões terem um desfecho positivo só a do Pinhal Interior «não tivesse o mesmo desfecho».
A CIMPIN reúne os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande (Distrito de Leiria), Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares (Distrito de Coimbra).
in Diário de Coimbra, de 2/09/2009

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Estradas do Pinhal Interior podem avançar nesta legislatura"

Secretário de Estado das Obras Públicas, que recebeu medalha de Mérito do Município, disse
que as propostas para a concessão rodoviária serão analisadas "nas próximas semanas"
O presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, tinha prometido que o governante que «tivesse a coragem de executar a Variante a Foz de Arouce (ligação da Lousã à EN17) ficaria na história do concelho» e ontem cumpriu a promessa.

Numa sessão solene nos Paços do Concelho, a autarquia atribuiu ao secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, Paulo Campos, a Medalha de Mérito do município por ter concretizado um «anseio de várias décadas».

«Encontra-se em obra o maior investimento individual alguma vez executado no concelho em termos de volume financeiro e em termos de importância nas acessibilidades rodoviárias concelhias», referiu Fernando Carvalho, a propósito da variante de Foz de Arouce que deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2010.

Na sua intervenção, o autarca socialista enumerou um extenso rol de obras executadas nos últimos anos, salientando que o executivo tem trabalhado «com determinação para que as necessidades e aspirações sejam feitas, de forma que o concelho consolide a sua atractividade social e económica e seja um território de preferências em termos concorrenciais».

Os números, segundo o edil, demonstram que o aumento demográfico de 19,3 por cento, entre 2001 e 2007, reflecte que «a aposta tem sido ganha». Fernando Carvalho frisou ainda o trabalho de Paulo Campos no sentido de concretizar dois projectos que «cuja resolução é fundamental para desencravar» vários concelhos do Pinhal Interior Norte – o IC3 e a nova EN 342, que ligará a Lousã a Góis, Arganil, Coja e ao IC6.

Na cerimónia, o secretário de Estado das Obras Públicas considerou que «esta medalha é essencialmente para todos aqueles que têm trabalhado em prol do desenvolvimento e progresso da Lousã e para todos aqueles que defendem o investimento nas regiões do interior, em nome dos valores da justiça e da coesão social e, sobretudo, neste caso concreto, da coesão territorial».

«Portanto, esta distinção é para todos aqueles que de alguma forma sabem ouvir as vozes de gentes do interior que, muitas vezes, os políticos de Lisboa têm alguma dificuldade em ouvir», referiu.

Concessão do Pinhal Interior
com quatro propostas
Quatro propostas para a Concessão de Estradas do Pinhal Interior foram ontem entregues para análise, disse na Lousã, em primeira mão, o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que admitiu avançar ainda com as obras nesta legislatura.

Aos jornalistas, o governante revelou que foram apresentadas propostas pelos consórcios liderados pela Edifer, Mota Engil, Brisa e Soares da Costa, que vão ser avaliadas «nas próximas semanas». «Já estamos na fase final do processo. Estimo que isto será uma questão de algumas semanas até que a avaliação possa estar concluída e estejamos em condições de poder perceber qual é a melhor proposta», referiu Paulo Campos.

Salientando que «esta concessão vai entregar a construção, operação e manutenção de cerca de 565 quilómetros de estradas nesta região», dos quais apenas 84 km serão em auto-estrada, o governante destacou que se trata de «vias fundamentais para se poder chegar às 22 sedes de concelho que estão envolvidas».
Questionado se o Governo não estará a deixar este pacote de lado devido às dúvidas colocadas sobre a viabilidade de muitas obras públicas, Paulo Campos foi peremptório: «retardar esta decisão é atrasar o investimento em toda esta região, em várias acessibilidades absolutamente fundamentais».
in Diário de Coimbra, de 25/06/2009

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domingo, 24 de maio de 2009

Governo lança Concessão Pinhal Interior em Condeixa-a-Nova

O ministro das Obras Públicas e o primeiro-ministro estarão no lançamento da Concessão do Pinhal Interior, que prevê a conclusão dos IC8 e IC3

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, preside sábado (14 de Junho) ao lançamento da Concessão do Pinhal Interior. A iniciativa, onde estará presente também o primeiro-ministro, José Sócrates, insere-se no programa “Coimbra Governo Presente” e terá lugar no Auditório das Ruínas de Conímbriga, em Condeixa, pelas 15 horas.

A Concessão do Pinhal Interior terá uma extensão total de 567 km, entre lanços para construção (173 km), para requalificação (135 km) e para exploração (229 km), a que corresponde um investimento de 772 M €. A extensão da via e o respectivo investimento transformam a nona concessão lançada por este Governo no empreendimento rodoviário mais ambicioso deste mandato. A “Concessão Pinhal Interior” permitirá ainda que as sedes de concelho da Região Centro fiquem mais próximas das redes de qualidade elevada (IC3 e IC8), com níveis superiores de comodidade e segurança.

Esta concessão abrange os distritos de Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Santarém. Os concelhos directamente beneficiados são: Tomar, Ferreira do Zêzere, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Alvaiázere, Ansião, Penela, Castanheira de Pêra, Condeixa-a-Nova, Figueiró dos Vinhos, Miranda do Corvo, Lousã, Góis, Arganil, Coimbra, Pombal, Vila de Rei, Pampilhosa, Pedrógão e Sardoal, servindo mais de 400 mil habitantes.

A requalificação das vias existentes de acesso ao IC3 e IC8 trará uma redução significativa do tempo de percurso entre as sedes de concelho e a rede de alta capacidade, que ultrapassará os 40%.

Prevê-se que a adjudicação da Concessão do Pinhal Interior ocorra no primeiro trimestre de 2009, devendo estar concluída no primeiro trimestre de 2012.
in O Ribeira de Pena

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Agrupamentos de Saúde têm directores executivos

Acabam de ser nomeados os directores executivos dos agrupamentos de centros de Saúde, novos serviços desconcentrados das administrações regionais, cabendo a Augusta Mota a tutela do ACES do Baixo Mondego I (sediado em Coimbra).

Rui Couto é o director executivo do ACES do Baixo Mondego II, Rui Crisóstomo o do ACES do Baixo Mondego III, António José Sequeira o do ACES do Pinhal Interior Norte I e Aida Grilo é a directora executiva do ACES do Pinhal Interior Norte II.

O Agrupamento do Baixo Mondego I compreende os centros de Saúde de Celas, Eiras, da avenida de Fernão de Magalhães, Santa Clara, São Martinho do Bispo, bairro de Norton de Matos (Coimbra), Condeixa-a-Nova e Penacova. Dele fazem parte igualmente as unidades de saúde familiar de Cruz de Celas, Briosa e Condeixa.

Os centros de Saúde da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure e as unidades de saúde familiar de Buarcos, São Julião e VitaSaurium formam o Agrupamento do Baixo Mondego II, com sede naquela cidade.

O Agrupamento do Baixo Mondego III, sediado em Cantanhede, é constituído pelos centros de Cantanhede, Mira, Mealhada e Mortágua e pelas unidades de saúde familiar de Gândaras e Marquês de Marialva.

A Unidade de Saúde Familiar da Serra da Lousã e os centros de Saúde de Arganil, Góis, Miranda do Corvo, Penela, Lousã, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Tábua e Vila nova de Poiares fazem parte do ACES do Pinhal Interior Norte I, com sede na vila lousanense.

O Centro de Saúde de Penela pertence ao ACES do Pinhal Interior Norte II, sediado em Ansião, bem como os congéneres de Alvaiázere, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião e Pedrógão Grande.
in www.campeaoprovincias.com

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte I

O Centro de Saúde de Góis foi integrado no Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte I com a extinção de todas as sub-regiões de saúde integradas na Administração Regional de Saúde do Centro, e com a entrada em vigor da Portaria nº 274/2009 de 18 de Março editada em Diário da República e com efeito a 1 de Março, que visa a criação dos agrupamentos dos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde, os quais foram abreviados por ACES, a área geográfica do Agrupamento já acima identificado, passa a incluir os seguintes Centros de Saúde: Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Tábua e Vila Nova de Poaires.
A sede do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte fica instalada na Lousã.

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Reuniu a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte

Reuniu no auditório da Câmara de Vila Nova de Poiares o Conselho Executivo da nova Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte (CIMPIN), composta por 14 municípios da região (Alvaiázere, Arganil, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares). O Conselho Executivo da CIMPIN tem como principal função a gestão das verbas do QREN (cerca de 27 milhões de euros), embora o presidente da Câmara de Poiares, Jaime Soares, defenda que a CIMPIN “deve ir muito mais além e, enquanto associação de municípios, assumir-se como um movimento de pressão política, um verdadeiro lobby, na defesa dos interesses das populações que representa”.
in Campeão das Províncias, de 29/01/2009

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Municípios do Pinhal Interior Norte"afinam" estratégia para o futuro

O Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte (CIMPIN), reuniu segunda-feira, em Vila Nova de Poiares, para preparar a estratégia a desenvolver nos próximos tempos, tendo no horizonte a gestão de cerca de 27 milhões de euros.
Aquele órgão, constituído pelos presidentes de Câmara dos 14 municípios que fazem parte da Comunidade Intermunicipal, nomeadamente Alvaiázere, Arganil, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares, aprovou a constituição da estrutura de apoio técnico e secretariado da CIMPIN, bem o respectivo mapa de pessoal, a constituição da unidade directiva para o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e procedeu, ainda, à abertura de concurso para candidaturas aos fundos do QREN. Na oportunidade foram também aprovadas as contas referentes ao ano transacto e o orçamento para o corrente ano.
No final da reunião, o presidente do Conselho Executivo, Fernando Marques, fez um balanço "extremamente positivo do encontro", considerando que "foram tomadas decisões importantíssimas". O também presidente da Câmara Municipal de Ansião referiu-se, em particular, ao facto de ter sido constituída a equipa técnica, o que significa que "estamos agora em condições para pôr todo o processo em marcha".
Fernando Marques fez ainda votos para que haja celeridade, uma vez que "já vamos com dois anos de atraso do QREN, que tinha um horizonte temporal de 2007 a 2013 e já estamos em 2009". "É muito tempo de atraso e esperamos que agora tudo entre no caminho certo", disse ainda.
O Conselho Executivo da CIMPIN tem a responsabilidade de gerir cerca de 27 milhões de euros, verba que Fernando Marques considerou "uma gota de água num oceano, uma vez que não chega para todos os projectos que queríamos". Isto porque, adiantou, "todos os 14 municípios têm muitos mais projectos, além destes que foram considerados".
Jaime Marta Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares e anfitrião da reunião, defendeu que a CIMPIN, "enquanto associação de municípios, deve assumir-se como um movimento de pressão política, um verdadeiro lobby, na defesa dos interesses das populações que representa". "Só assim, unidos e coesos, conseguiremos lutar pelo desenvolvimento e pela descriminação positiva de toda uma região que cada vez mais se vê votada ao abandono por este Governo". Um desafio e um desabado do autarca poiarense que, de resto, mereceu a concordância dos restantes 13 presidentes de câmara.
in Diário de Coimbra, de 22/01/2009

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pinhal Interior Norte vai receber financiamento do QREN

Quase dois anos depois de ter sido constituído o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) é que os municípios que constituem a Associação de Município do Pinhal Interior vão poder pôr em prática os seus projectos, devido a todo o processo burocrático que atrasou as negociações com as entidades comunitárias. À data da saída deste jornal já deverão ter sido assinados, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), os contratos de financiamento dos projectos apresentados por estas autarquias, no âmbito deste quadro, que irá perfazer 27 milhões de euros, a receber da Europa até 2013.
Trata-se de um financiamento europeu a fundo perdido, mais de metade do investimento total previsto, que será de cerca de 45 milhões de euros, repartido, em somas idênticas, por áreas de implementação empresarial, apoio social, vias de comunicação e equipamentos urbanos/desportivos, áreas que faziam parte dos projectos apresentados pelas autarquias envolvidas – Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande (Distrito de Leiria), Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares (Distrito de Coimbra).
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Ansião e desta Associação de Municípios, este plano “enquadra uma estratégia de desenvolvimento comum” relativamente aos vários municípios envolvidos.
As verbas de maior destaque são:
Para parques empresariais, Ansião receberá 2 milhões, Alvaiázere 2 milhões e meio, Tábua milhão e meio e Lousã um milhão.
Para equipamentos desportivos, a Lousã receberá 1 milhão e meio de euros para o seu projecto de um parque desportivo.
Para a cultura, temos à cabeça a requalificação da antiga fábrica de cerâmica de Arganil – 3 milhões, a Casa da Cultura de Góis – 1,9 milhões e a Casa das Artes de Miranda do Corvo – 1,2 milhões.
Os últimos pormenores para a assinatura destes contratos de financiamento foram ajustados na Lousã, no passado dia 9.
in O Ribeira de Pena

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estudo avalia potencial energético do Pinhal Interior

Um estudo sobre o potencial energético de cinco concelhos do Pinhal Interior, focado sobretudo na sua capacidade hídrica, deverá estar concluído no prazo máximo de dois anos, revelaram hoje responsáveis ligados ao projecto.

O estudo será feito pelo grupo FDO, através da sua participada Urbancraft, e abrangerá os municípios de Pampilhosa da Serra, Arganil e Góis (distrito de Coimbra) e Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos (Leiria).

Os acordos de colaboração para a realização do estudo foram celebrados hoje, na Câmara da Pampilhosa da Serra, entre as cinco autarquias e o grupo FDO.

A Urbancraft, que resulta de uma parceria com a empresa ABB, «compromete-se a efectuar um levantamento exaustivo do potencial dos recursos hídricos e florestais com vista a avaliar o potencial energético de cada um dos municípios», segundo uma nota do grupo FDO.

A empresa efectuará ainda «a análise da área do município, avaliando os locais passíveis de instalação dos empreendimentos de aproveitamento das energias renováveis, cuja origem pode ser hídrica, fotovoltaica, solar ou de biomassa».

«Vamos fazer um levantamento muito focado nos recursos hídricos, mas olhar também para outras oportunidades. Este conjunto de municípios tem um potencial grande», disse hoje à agência Lusa Luís Graça, administrador do grupo FDO.

Segundo o mesmo responsável, o prazo máximo para a realização do estudo é de dois anos, mas a empresa vai tentar ser «o mais célere possível».

Ao destacar as «grandes potencialidades energéticas» desta região, o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, José Brito Dias, realçou igualmente os «impactos muito positivos, em termos financeiros», que empreendimentos neste âmbito terão para as autarquias envolvidas.

«As autarquias têm grandes dificuldades em gerar receitas próprias. Temos de aproveitar o melhor possível estes recursos endógenos», disse o autarca à agência Lusa.

De acordo com o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, este estudo, cujos custos são suportados pela empresa, representa «um trabalho importante para a região».

«É o princípio de uma carta energética desta região, que indicará os caminhos a seguir», referiu José Brito Dias.

No âmbito dos protocolos de cooperação firmados hoje, as autarquias, além de autorizarem os referidos estudos, comprometem-se a facultar dados e elementos de que disponham para a elaboração dos levantamentos relativos à exploração das fontes de energia.

Está também prevista a entrega pela empresa, a cada um dos municípios, de um donativo de cinco mil, que reverterá para obras de acção social, humanitárias ou de interesse público em geral.

Fundado em 1980, o grupo FDO tem como principais áreas de negócio os sectores da construção civil e obras públicas, promoção imobiliária, centros comerciais, hotelaria, serviços e parques de estacionamento, ambiente e energia.
Diário Digital / Lusa

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Municípios de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra assinam protocolo com Urbancraft

Hoje, pelas 12h00, vai decorrer no Salão Nobre da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, a assinatura de um Protocolo entre a Urbancraft, SGPS, S.A. e os Municípios de Pampilhosa da Serra, Góis, Arganil, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, com a presença dos respectivos Presidentes de Câmara.
Este Protocolo, visa fundamentalmente que a Urbancraft promova um estudo do potencial energético, designadamente ao nível hídrico, foto voltaico/solar e de Bio Massa nos concelhos supramencionados.
Neste mesmo dia, e no âmbito deste Protocolo, a Urbancraft, irá ainda entregar diversas quantias que reverterão para obras de acção social, humanitárias ou de interesse público em geral dos Concelhos abrangidos no referido Protocolo.
in www.rcarganil.com

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Centros de saúde perdem direcções locais no início do próximo ano

A gestão dos centros de saúde vai passar a estar sob a alçada dos directores executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), perdendo assim as direcções locais.

A proposta, já finalizada pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), vai entrar em vigor já em Janeiro do próximo ano e estipula que os actuais 78 centros de saúde dos seis distritos do país que integram a ARCSC – Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu – fiquem englobados em 18 agrupamentos.
No ACES Pinhal Interior Norte, que é integrado pelos centros de saúde Oliveira do Hospital, Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Tábua e Vila Nova de Poiares, a ARSC já tem um director executivo nomeado. Trata-se de António Sequeira, um técnico superior do IDT, que integrou os quadros do Instituto da Qualidade em Saúde.

Com estas alterações, a ideia consiste em que os centros de saúde passem a funcionar com outros serviços, no sentido de levar especialistas dos hospitais a estas unidades, para darem consultas de especialidade.

O objectivo é que as pessoas, em vez de se deslocarem aos hospitais centrais, passem a ter as consultas no centro de saúde da sua área de residência.

Cada ACES terá como órgãos dirigentes um director executivo, um conselho clínico e um conselho da comunidade e compreende uma rede de unidades funcionais de prestação de cuidados de saúde.

Estas unidades funcionais são as seguintes: Unidade de Saúde Familiar (USF), Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), Unidade de Saúde Pública (USP) e Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados(URAP).

Cada unidade funcional vai assentar numa equipa multiprofissional, com autonomia técnica e funcional, e actua em intercooperação com as demais unidades funcionais do centro de saúde e do ACES, sendo dirigida por um coordenador.

Em cada centro de saúde integrante do ACES funciona, pelo menos, uma USF ou UCSP e uma UCC ou serviços desta. Cada ACES terá somente uma USP e uma URAP.
in www.correiodabeiraserra.com

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domingo, 16 de novembro de 2008

Praga destrói pinhais de Coimbra

A Autoridade Florestal Nacional (AFN) publicou em Edital a obrigatoriedade de corte dos pinheiros em várias freguesias de 11 concelhos do distrito de Coimbra, por causa da praga do pinheiro.

Em causa estão as árvores afectadas por nemátode nas freguesias de Arganil, Coja, Pomares, Pombeiro da Beira, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo e Sacarias, no concelho de Arganil; Vilamar (Cantanhede); São Paulo de Frades (Coimbra); Cadafaz, Góis, Vilanova do Ceira (Góis); Gândaras, Serpins (Lousã); Vila Nova (Miranda do Corvo); Lagares da Beira, Lourosa, S. Gião (Oliveira do Hospital); Vidual (Pampilhosa da Serra); Carvalho, Oliveira do Mondego, Penacova, S. Pedro de Alva, Sazes do Lorvão (Penacova); Santa Eufemia, Pondentes (Penela); Carapinha, Covas, Covelo, Mouronho, S. João da Boavista, Tábua (Tábua); Santo André e S. Miguel (Vila Nova de Poiares).

No documento oficial, a AFN, refere que a doença do pinhal "pode colocar em risco a floresta de pinho nacional e deste modo a economia florestal". Desta forma, os proprietários florestais são notificados para "procederem ao abate e remoção das árvores afectadas pelo nemátode e das que apresentam sintomas de declínio (vulgo secas ou a secar), que se localizarem na sua proximidade".

Os técnicos da AFN vão agora marcar com uma faixa branca as árvores afectadas com a doença do pinheiro, "devendo ser abatidas estas, bem como todas as que apresentem sintomas de declínio naquela área, no prazo máximo de 10 dias a contar da data da notificação".

Minúsculo mas terrível

Para além do abate os proprietários florestais são responsáveis pela eliminação de sobrantes e o transporte das árvores.

"Findo o prazo, ou nos casos de incumprimento, o Estado, pela AFN ou por entidades por esta contratadas, substitui-se ao interessado, procedendo ao abate do arvoredo marcado e à eliminação do material lenhoso", frisa o Edital, acrescentando que o Estado, "utilizará o valor do material lenhoso para suportar as despesas com as acções de erradicação".

Vasco Campos, presidente da Caule - Associação Florestal, com sede no concelho de Tábua e área de abrangência nos concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital, Seia, Penacova, Santa Comba Dão, considera esta acção positiva.

"Achamos muito bem que se avance com esta medida, já devia ter sido tomada há mais tempo, embora tenhamos vários problemas na região, nomeadamente com a propriedade abandonada, com os proprietários ausentes e envelhecidos, que não têm capacidade para responder a uma ordem de grandeza destas", salienta.

Adianta que para além destas freguesias assinaladas pela AFN "há mais com árvores onde existem sintomas do nemátode, não vamos andar o sol com uma peneira", frisando ter "análises que apontam nesse sentido".

O nemátode da madeira do pinheiro, é um verme microscópico que mede menos de 1,5mm de comprimento, sendo considerado um dos organismos patogénicos mais perigosos para as coníferas a nível mundial, pois é o agente causal da doença da murchidão dos pinheiros, originando a morte das árvores afectadas.
in Expresso

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Estado obriga ao corte de árvores afectadas pelo Nemátodo

O Estado está a obrigar ao corte de árvores afectadas pelo Nemátodo. A marcação das árvores que delimitam as áreas com incidência da doença já está a ser feita em doze concelhos do distrito de Coimbra.

Vasco Campos, presidente da Caule, Associação Florestal da Beira Serra considera que este é um passo importante, mas não suficiente.
Arganil, Penacova e Tábua são os concelhos que apresentam maior número de freguesias afectadas pela doença. Até ao próximo dia 15, a Autoridade Florestal Nacional vai proceder à marcação das árvores que delimitem as áreas com incidência da doença, com recurso a uma faixa branca. Os proprietários têm depois dez dias para abater as árvores e remover os sobrantes. Em caso de incumprimento, o Estado procede ao respectivo abate, sem que o proprietário tenha direito ao material abatido.
in http://radioclube.clix.pt

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sábado, 1 de novembro de 2008

Rede reforça protecção à floresta

O Governo está fortemente apostado na defesa da floresta e quer que o território nacional fique menos vulnerável a incêndios florestais. Foi neste sentido que se criou a Rede de Salvaguarda do Território Florestal.

Redes de faixas de gestão de combustível, abertura de caminhos na floresta, localização ou criação de pontos de água, mecanismos de vigilância e detecção de incêndios, infraestruturas de apoio ao combate e a criação de um mosaico de parcelas de gestão de combustível são os seis pontos determinantes da Rede de Salvaguarda do Território Florestal - RSTF.

Um projecto que se insere no Programa Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios Florestais - PNDFCI. A região centro vai ser o balão de ensaio deste plano, que abrange 34 concelhos dos seis distritos que a compõem. Concretamente, a área abarca as Montanhas Ocidentais, com as áreas do Centro Litoral e de Dão-Lafões e a Cordilheira Central, com a Beira Interior Norte e o Pinhal Interior Norte.

Este programa foi apresentado na passada segunda-feira, dia 27, no Governo Civil de Castelo Branco, na cerimónia de encerramento da Semana Europeia da Floresta, que contou com a presença do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas. Ascenso Simões, depois de fazer um resumo do que foi uma semana integralmente dedicada à floresta, que terminou na cidade albicastrense, afirmou que “vale a pena fazer em Portugal um caminho sustentado, de parceria, que garanta que a nossa floresta é um espaço com futuro”. E garantiu que o Governo está fortemente apostado na defesa da floresta e quer que o território nacional fique menos vulnerável a incêndios florestais. Foi neste sentido que se criou a RSTF.

Este projecto deverá estar a funcionar em pleno até Junho de 2010 e vai ser gerido pela Direcção Geral dos Recursos Florestais, em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Esta cooperação estende-se, ainda, às associações ligadas ao sector e também às autarquias.

O investimento da RSTF, financiado por um mecanismo não europeu, como garantiu Paulo Castro, que fez a apresentação do projecto, é de 1,2 milhões de euros e abarca uma área global de 800 mil hectares do território nacional, sendo que 570 mil hectares são de espaços florestais e 116 mil de regime florestal. Paulo Castro adiantou que a rede deve articular-se com o nível municipal de planeamento e assenta a sua base legal nos Planos Regionais de Ordenamento Florestal – PROF.

No que diz respeito à criação de faixas de gestão de combustível o principal objectivo é o de criar locais mais seguros para ajudar a combater o fogo e, ainda, como forma de evitar que eles progridam e se transformem em grandes incêndios.

No que toca a uma rede viária pretende-se que no combate, na ajuda ou mesmo noutras operações normais de gestão da floresta haja acessos disponíveis. Sobre os pontos de água, Paulo Castro referiu que os principais objectivos são o de garantir o reabastecimento dos meios aéreos e dos terrestres. Quanto à rede de vigilância ela irá assentar na rede Nacional de Postos de Vigia e noutros locais considerados estratégicos, como forma de se poder detectar a ocorrência na fase inicial. Sobre a melhoria das infraestruturas de apoio ao combate, como disse, serão feitas obras em aquartelamentos e heliportos e preparados terrenos para os postos de comando operacional. Relativamente às parcelas de gestão de combustível elas virão garantir a resistência da paisagem e criar capacidade de aguentar o fogo.

A RSTF prevê, igualmente, a formação dos parceiros envolvidos, nomeadamente os sapadores florestais e para isso está agendada uma visita a Valência, em Espanha.
in www.reconquista.pt

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nemátodo do pinheiro


Folheto - Nemátodo do Pinheiro - 1,52 Mbytes

(NOTA: O ficheiro encontra-se comprimido e em formato .pdf)

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ministro anuncia financiamentos para ajudar produtores a combater doença do pinheiro

O ministro da Agricultura anunciou ontem que estão previstos financiamentos para ajudar os produtores no cambate ao nemátodo do pinheiro, mas salientou que a doença não pode ser transformada num negócio. Os concelhos de Azambuja e Rio Maior estão entre os mais atingidos pela doença na região com vários proprietários de pinhais em dificuldade.

"Há financiamentos, em muitos casos a cem por cento", avançou o ministro da Agricultura, Jaime Silva, à margem da divulgação das conclusões do seminário "Estratégias de controlo do nemátodo do pinheiro em Portugal", que terminou ontem em Lisboa.

"Eu tenho um conjunto de portarias que já estão assinadas, que serão publicadas dentro de 15 dias e que indicam que há financiamentos, em muitos casos a cem por cento", adiantou o ministro.

Jaime Silva avançou também que os referidos fundos já estão previstos no Orçamento de Estado para 2009.

"Eram fundos que nós já tínhamos previsto e que já estão previstos na cota do orçamento e não vai haver problemas orçamentais para nós levarmos para a frente este plano", afirmou.

O ministro assumiu-se confiante face ao controlo da expansão do nemátodo e salientou que "os fundos [a atribuir] não são para transformar o nemátodo num negócio, são para ordenar e dar sustentabilidade à floresta".

Quanto às medidas a tomar, Jaime Silva admitiu que, de acordo com as conclusões do seminário, é necessário "introduzir novas medidas", mas lembrou que o Governo já tem em prática um plano de sancionatório e não terá problemas em torná-lo "mais duro".

Os cientistas que vieram de todo o mundo a Portugal apontaram no relatório final que o uso de produtos químicos deve ser adoptado, ao contrário daquilo que anteriormente era defendido.

"[É necessária] luta química em determinadas áreas, controladas, mas luta química. O que evidentemente nos coloca alguns problemas em termos de biodiversidade”, afirmou Jaime Silva sobre uma das conclusões do seminário.

As conclusões do seminário apontam para a impossibilidade de extinguir totalmente a doença do pinheiro, mas defendem que o nemátodo do pinheiro "é controlável".

O abate das árvores, numa área circundante mais vasta, é outra das conclusões do relatório.

"Continua a defender-se o abate e nós vamos fazê-lo", avançou Jaime Silva, salientando que o Governo não vai permitir que "o abate se transforme num negócio".

"O negócio, a valência produtiva da madeira, é produzirmos paletes e garantirmos que as paletes estão certificadas e tratadas quimicamente. Produzirmos aglomerados de madeira, laminados de madeira. É aí que temos valor acrescentado", reiterou.

O ministro concluiu que "a incidência do nemátodo do pinheiro pode ser controlada", salientou que "é baixa" quando comparada com outras doenças e problemas que afectam a floresta e que o mais importante é desenvolver uma "gestão activa da floresta".

"Sempre que há declínio nas árvores [a solução] é cortar. Seja nemátodo ou não. E depois replantar segundo os planos regionais de ordenamento florestal", concluiu.

Portugal deparou-se pela primeira vez com o nemátodo do pinheiro em 1999 na região de Setúbal.

Este ano, a doença do pinheiro alastrou a diversas zonas de Portugal, o que levou o Ministério da Agricultura a considerar, em Junho, que todo o território continental é zona afectada.
in O Mirante online

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Preço da madeira de pinheiro cai 50%

A falta de controlo no transporte de madeira contaminada com a doença do pinheiro pode gerar novos focos de nemátode, que atinge 100 mil hectares em Coimbra, onde os preços baixaram 50% e há serrações ameaçadas.
O director-executivo da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAP), Luís Alcobia, receia que, "salvo inspecções pontuais", a madeira infectada esteja a circular sem controlo sanitário de norte a sul do país.
O primeiro foco da doença do pinheiro foi detectado em 1999, na Península de Setúbal. Em Abril passado, o nemátode foi localizado em matas da Lousã e de Arganil, distrito de Coimbra e terá alcançado o Minho, segundo Fernando Alves, da Associação Portuguesa de Agricultura Florestal, Floresta e Desenvolvimento Rural, sediada em Viana do Castelo.
Dirigentes de várias associações florestais ouvidos pela agência Lusa reclamam apoios governamentais para o abate de árvores doentes e reflorestação de zonas afectadas, para evitar alterações na paisagem e efeitos na fauna e na flora e abandono da floresta.
Só no interior do distrito de Coimbra, a área contaminada atinge cerca de 100 mil hectares. Arganil, Tábua e Penacova são os concelhos mais atingidos pela doença, indica a Associação Florestal Caule, da Beira Serra, cujo dirigente Vasco Campos prevê que, "dentro de cinco a seis anos", todo o país esteja atingido com manchas semelhantes.
Os dirigentes associativos, que defendem também a necessidade de campanhas de sensibilização, temem pelo futuro da economia de montanha e notam que está suspensa há três meses a exportação de madeira, nomeadamente para Espanha.
As serrações e a indústria da região estão sem capacidade para tratar a madeira pelo calor e há produtores a proceder a cortes antecipados de árvores, vendendo-as a preços muito desvalorizados ("ao desbarato", na expressão do presidente da Junta de Freguesia de Mouronho, em Arganil, Manuel Gambôa), receando que venham a ser afectadas pela doença, baixando ainda mais o rendimento dos produtores.
Trata-se de uma freguesia maioritariamente constituída por área florestal, ocupando a maior parte da sua população activa e desempenhando um papel importante na economia familiar, sublinhou o autarca, citado pela agência Lusa.
in Jornal de Notícias, de 7/10/2008

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Doença do pinheiro - Transporte de madeira pode alastrar a contaminação do nemátodo

A falta de controlo no transporte da madeira de pinho poderá originar novos focos de nemátodo, causador da doença do pinheiro, alerta o director executivo da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAP), Luís Alcobia.

"O transporte não tem controlo, salvo inspecções pontuais, e a madeira infectada pode circular do Algarve ao Minho sem controlo sanitário", sustenta o responsável, que defende "um controlo sanitário mais apertado".

O foco de nemátodo, causador da doença do pinheiro, foi detectado pela primeira vez em 1999 na Península de Setúbal e, em Abril, voltou a ser encontrado em pinhais da Lousã e Arganil, no distrito de Coimbra.

Fernando Alves, da Associação Portuguesa de Agricultura Florestal, Floresta e Desenvolvimento Rural, de Viana do Castelo, suspeita mesmo que o nemátodo já tenha chegado ao Minho, situação que poderá ser confirmada esta semana depois de realizadas análises a algumas amostras.

O abate de árvores deve ser comunicado à Autoridade Nacional Florestal quem depois de uma análise sanitária, emite uma guia para acompanhar a madeira, mas nada disto está a ser feito, explicou Fernando Alves."Cem por cento dos madeireiros desconhecem esta medida", enfatizou.

Embora reconhecendo que esta medida seria "humanamente impossível" de concretizar à risca, o director executivo da FNAP, Luís Alcobia, defende uma intervenção do Ministério da Agricultura junto dos produtores e operadores florestais, através de uma campanha de sensibilização.

O dirigente federativo defende ainda apoios do Governo a 100 por cento para o abate das árvores infectadas e reflorestação das respectivas áreas com outras espécies.

No interior do distrito de Coimbra o nemátodo já contaminou uma mancha florestal superior a 100 mil hectares, e continua a alastrar de forma alarmante, sem que haja um plano para travar a situação.

As zonas mais atingidas, de acordo com Vasco Campos, dirigente da Associação Florestal Caule, da Beira Serra, situam-se nos concelhos de Arganil, Tábua e Penacova.

Este responsável prevê ainda que "dentro de cinco a seis anos" todo o país tenha manchas de pinheiros contaminadas "iguais às que temos nestes concelhos", considerando também inevitável a sua propagação aos países vizinhos de Espanha e França.
in www.publico.pt

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