Promover a gastronomia tradicional do concelho, divulgá-la junto dos visitantes e motivar a restauração são os três objectivos que presidem à iniciativa “Páscoa Gastronómica”, que decorre a partir de amanhã em Góis, prolongando-se até domingo.
Em causa está uma organização da Câmara Municipal que dá um destaque especial ao cabrito assado no forno, sopa de castanhas e arroz doce. Esta é a ementa de eleição, que vai “fazer as honras da casa” nos oito restaurantes que aderiam a este fim-de-semana dedicado à gastronomia. Helena Moniz, vereadora responsável pelo pelouro da Cultura da autarquia de Góis, sublinha a excelência deste prato típico daquele concelho da Beira Serra e a vontade em promover e divulgar esta tradição da boa mesa, junto dos goienses e de «quem nos visita». «O cabrito assado no forno é um prato típico, que se consome em todas as casas, nesta altura do ano e, por isso, quisemos promovê-lo e dar, a quem nos visita, a possibilidade de o provar».
Aquela responsável sublinha o facto de se tratar de um «produto endógeno da região» que é «manifestamente de qualidade superior». A atestar isso mesmo está o facto de ser um cabrito criado na serra, com uma alimentação que tem por base as pastagens, o «que nos permite dizer que estamos perante um produto biológico», adianta.
Este cabrito, tenro, suculento e saboroso, quando cozinhado em forno de lenha, «como ainda acontece em alguns dos restaurantes», é uma verdadeira delícia, acrescenta a vereadora, sublinhando que «a magia dos fornos de lenha dá um sabor especial ao cabrito assado no forno».
Importante é, também, e este é o terceiro objectivo desta “Páscoa Gastronómica”, a «motivação da restauração local, no sentido de proporcionar aos nossos visitantes produtos que têm a ver com as nossas tradições», refere Helena Moniz, que, satisfeita, regista também o factor «inovação» que os restaurantes têm vindo a introduzir, sobretudo no que se refere à apresentação dos pratos. Com efeito, este é o terceiro fim-de- -semana gastronómico vivido no concelho, o primeiro, recorda a vereadora, foi uma iniciativa promovida pela Região de Turismo, há um ano, por alturas das Páscoa, à qual o município aderiu. O segundo aconteceu por altura da Feira da Castanha e do Mel e no quadro do dia de Todos os Santos, com o enfoque colocado nos torresmos à moda de Góis. «Verificámos que os restaurantes se empenharam e inovaram substancialmente, sobretudo na apresentação, conciliando a tradição com a inovação», diz a vereadora.
Surpresas para visitantes
Helena Moniz sublinha, de resto, que foram os restaurantes que sugeriram a inclusão da sopa de castanhas na ementa especial de Páscoa, tendo em conta a grande aceitação que esta sopa teve, aquando do fim-de-semana dedicado aos torresmos. Por isso, esta faz, também agora, parte da ementa “obrigatória” disponível nos oitos restaurantes que aderiam ao evento. Para terminar a refeição, estão o também “obrigatório” arroz doce. Uma delícia, garante Helena Moniz.
Entre os frequentadores dos restaurantes (A Tranca da Barriga, O Retiro dos Sabores, Beira Rio, Flôr de Góis, Caçoila, Ti Maria do Augusto, Caravela e Primavera) que consumirem esta ementa de eleição, vai ser sorteado um fim-de-semana , para duas pessoas, na Casa de Campo da aldeia do xisto da Comareira, uma oferta da Lousitânea – Liga dos Amigos da Serra da Lousã, entidade responsável pela gestão daquela casa, recentemente recuperada pela autarquia de Góis.
Mas os “mimos” não se ficam por aqui, uma vez que, de acordo com Helena Moniz, a Câmara de Góis tem uma surpresa doce para os apreciadores do cabrito assado no forno, que vão ser contemplados com um saco de amêndoas, uma doce recordação de Góis.
E doces e boas recordações é o que a Câmara de Góis pretende deixar aos visitantes que se desloquem ao concelho. Nesse sentido, e porque a “boa mesa” é um cartão-de-visita de excelência, a câmara está já a pensar organizar mais um fim-de-semana gastronómico. A ideia ainda está em “fase de projecto”, mas aponta para a possibilidade de, durante a FACIG – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis, que decorre em Agosto, se realizar um fim-de-semana dedicado à chanfana. Helena Moniz deixa claro que «não queremos fazer concorrência a Miranda do Corvo ou a Vila Nova de Poiares, só queremos dizer que a nossa chanfana também é muito boa».
in Diário de Coimbra, de 9/04/2009
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