quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Góis – Professor dedicou-se ao concelho

Cidadãos homenagearam João Castro Nunes

“Não há buraco onde não tenha tropeçado, casa ou aldeia que não tenha visitado no concelho de Góis”, afirma a organização da homenagem a João Castro Nunes.

João Castro Nunes, professor e poeta que se dedicou ao concelho de Góis, foi alvo de uma homenagem promovida, no sábado, pelo Movimento Cidadão por Góis e Grupo de Amigos, e que contou com a colaboração da escritora Clarisse Barata Sanches e o apoio da Câmara de Góis e da ADIBER.
Das várias obras da autoria de Castro Nunes destacam-se “A Pedra Letreira”, trabalho que resultou de um estudo sobre o monumento de arte rupestre localizado em Alvares, e “A Pedra Riscada”, uma obra que fala sobre este complexo de arte rupestre que se situa em Mestras, freguesia do Cadafaz.
Em representação do Movimento Cidadãos por Góis, José Rocha Barros mostrou-se “honrado” por participar na “reunião de amigos”, lembrando que conhece o professor João Castro Nunes “há mais de 50 anos”. Também João Nogueira Ramos sublinhou que Castro Nunes tem valor enquanto “homem, intelectual, pedagogo e amigo”, acentuando que “não são precisas palavras para transmitir o que os goienses sentem” por ele”.
Na sessão foram deixados três testemunhos de alunos seus e personalidades com quem conviveu, nomeadamente de Carlos Fabião, Amadeu Carvalho e Amílcar Guerra, que dissertaram sobre a vida e obra de Castro Nunes.
Contando que o designa de “meu querido mestre”, o professor Carlos Fabião revelou que o homenageado foi uma pessoa que o marcou por tudo o que com ele aprendeu, nomeadamente através dos seus trabalhos de investigação sobre o património.
Já Amadeu Carvalho confessou que começou a ter conhecimento da sua obra através dos sonetos que enviava pela Internet. De acordo com o professor, Castro Nunes veio a ter uma grande influência na criação da Associação Cultural Alternativa, em Coimbra.
No uso da palavra, Amílcar Guerra sustentou que a reunião de amigos visou “sublinhar a grande qualidade humana do mestre”.
“O rigor, honestidade científica e empenho de Castro Nunes ganham às nossas listas intermináveis de publicações”, defendeu, recordando a sua ligação ao concelho de Góis, onde fez investigações “pioneiras para o seu tempo”, como é o caso do estudo sobre a Lomba do Canho. Contudo, “a sua acção pedagógica supera a sua obra”, considerou Amílcar Guerra, destacando que Castro Nunes “é uma pessoa excepcional, um cientista de elevado mérito, arqueólogo persistente, professor afável, em suma, é um mestre”.
A presidente da Câmara de Góis destacou que Castro Nunes “sempre se disponibilizou na defesa intransigente de interesses colectivos e no engrandecimento do bom nome de Góis”.
“Figura notável da classe científica nacional e internacional, o investigador, professor e humanista João de Castro Nunes é um exímio conhecedor do território e do património histórico-cultural do concelho de Góis”, realçou Lurdes Castanheira, explicando que “embora seja natural de Braga, unem-no fortes laços ao concelho”. Segundo a autarca, o homenageado tem colaborado com a autarquia em prol da “valorização, salvaguarda e divulgação do património arqueológico e cultural” do território, nomeadamente na publicação da obra “A Pedra Letreira”, na reimpressão do “Arquivo Histórico de Góis”, e na segunda edição de “A Pedra Riscada”.
Contando que a sessão foi o seu “doutoramento honoris causa”, Castro Nunes – que recebeu uma cópia da Pedra Letreira, dada pelo Grupo de Amigos – elogiou “a sensibilidade da sociedade goiense”, garantindo que “não havia prenda mais preciosa”.
in Diário As Beiras, de 4/11/2009

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Homenagem ao Doutor Castro Nunes

O Movimento Cidadãos por Góis organiza, com o apoio de um grupo de amigos do Professor Doutor Castro Nunes e com a Colaboração da Câmara Municipal de Góis e da Adiber uma sessão em sua homenagem.

Fazem parte do grupo de amigos as seguintes individualidades: Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem, Prof. Doutor Amílcar Guerra, Armando Gualter de Campos Nogueira, Prof. Doutor Carlos Fabião, Clarisse Barata Sanches, Fernando Carvalho Ribeiro, Professora Doutora Helena Buescu, Doutora Inês Vaz Pinto, Mestre João Alves Simões, Dr. João Castro Nunes (filho), em nome da sua família, Comendador João Estrada, Eng. João Nogueira Ramos, Prof. Doutor João Senna-Martinez, Prof. José Dias Coimbra, Eng. José da Rocha Barros, Doutor Luís Raposo e Arquitecta Maria Margarida Santos Coelho.

Esta homenagem justifica-a a sua actividade profissional e intelectual, de professor e humanista, nomeadamente em benefício do concelho de Góis e concelhos limítrofes.

A homenagem terá lugar no próximo dia 31 pelas 15H30 no Anfiteatro da Adiber.
in www.portaldomovimento.com

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Editorial do Portal Movimento Cidadãos por Góis

No próximo dia 26 toma posse o novo executivo da Câmara Municipal de Góis.

Esperamos que seja um virar de página e que a equipe que vai liderar os destinos do concelho pelos próximos quatro anos seja capaz de realizar uma administração eficiente e com a maior largueza de vistas, que um orçamento não muito generoso possa permitir.

Também uma oposição, que reiteradamente se tem afirmado pelo seu amor a Góis, saiba fazer uma oposição esclarecida e batalhadora, mas não sectária.

Se estes dois desideratos forem perseguidos espera-se um futuro mais promissor para o concelho quando as boas vontades se dão as mãos.

Todos nós, os eleitores, estaremos certamente muito atentos ao que se irá passar nos próximos tempos, pois as expectativas criadas são razoavelmente elevadas.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Editorial do Portal Movimento Cidadãos por Góis

Estamos a menos de uma semana do acto eleitoral autárquico. Perfilam-se os partidos, perfilam-se os candidatos.

Olhando, em Góis, os programas eleitorais dos dois partidos encontramos praticamente as mesmas rubricas, embora com designações diferentes, mas conteúdos muito semelhantes.

Neles não vimos qualquer opção estratégica para o concelho. Expliquemos melhor. Há certas funções básicas que são exercidas pelas câmaras municipais e sobre as quais uma boa administração procura maximizar os resultados envolvendo o mínimo de recursos materiais e humanos. Nelas estão aquelas que dizendo respeito ao normal funcionamento das instituições como, a título de exemplo, "apoiar a comunidade escolar, promover a formação de acordo com as necessidades…" dizem tudo e não dizem nada.

O que pode ser decisivo para um concelho como o nosso é saber aquilo em que se aposta a médio e a longo prazo dentro das potencialidades do concelho.

O futuro é o turismo? O futuro é captar indústrias? O futuro é a floresta? O futuro é um mix de algumas destas ou outras possibilidades?

Eleito que futuro pretendemos prosseguir há que identificar os constrangimentos para a aposta escolhida.

São as acessibilidades? Vamos lutar por elas.

São as condições que temos que oferecer aos investidores? Vamos investigá-las e criar as condições para que o investimento se torne atraente.

São as infra-estruturas? Quais? E como as vamos calendarizar num todo consequente.

Evidentemente que o desenvolvimento de um concelho como o nosso não passará nunca por tentarmos seguir todos os caminhos de desenvolvimento que possam ser considerados. Há que, repetimos, estrategicamente escolhermos qual a nossa vocação para o desenvolvimento.

Sem isto, os chamados programas eleitorais, não passarão de uma declaração de boas intenções relativa à administração corrente camarária.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

A situação política em Góis

Apresentadas que estão as duas listas concorrentes aos diferentes postos da administração local fácil é ver as dificuldades das duas candidaturas em relação ao seu discurso político.

Uma das candidaturas, que envolve a dissidência política de autarcas do PS, que concorrem como independentes pelo PSD mas reafirmando as suas inalteradas convicções socialistas.

A outra, que envolve elementos de longa data pertencentes às hostes do PS, mas que enfrenta um discurso político ambivalente. Enaltecer o PS e criticar a obra dos dissidentes.

Ambas as candidaturas tentam a quadratura do círculo.

Uma convencer o eleitorado que a mudança de cor partidária nada teve a ver com ambições pessoais, mas apenas com os interesses da grei.

Outra convencer que é capaz de fazer melhor governança que aquela que o seu próprio partido realizou nos últimos 8 anos.

Ficamos a aguardar os debates e a campanha que cada candidatura coloque em marcha, para que os eleitores resolvam as interrogações que as duas candidaturas nos propõem.
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domingo, 26 de julho de 2009

O desenvolvimento de Góis

No período pré-eleitoral em que nos encontramos será justo que os partidos que concorrem ao acto eleitoral autárquico reflictam e possam dizer o que pensam em relação às seguinte perguntas.

Por que razão Góis não se desenvolveu, acompanhando o progresso dos municípios que lhe são vizinhos? O que fazer para o corrigir?

Haverá pois que fazer uma primeira análise de quais foram as políticas seguidas (se existiram), quais os estrangulamentos encontrados e o que foi feito e aquilo que deveria ter sido feito.

Só após esta análise e estabelecidas quais são as reais potencialidades do concelho, se poderá não só corrigir o que, eventualmente, não foi feito ou o que teria e deveria ter sido feito de uma forma diferente.

Baseadas neste raciocínio metodológico e racional das realidades sócio-económicas do concelho é que poderá surgir uma verdadeira política estruturada, que não seja apenas um alencar de obras a realizar e umas quantas vagas ideias de como efectuar o seu desenvolvimento. Haverão que existir planos, metas e a sua calendarização.

Não esquecemos que o município gastou alguns milhares de euros para elaborar, com assessoria externa, uma análise/plano sobre o assunto e seria bom resgatá-lo do fundo da gaveta, onde julgamos que lá resida, já que dele não se conhecem notícias desde que foi feita a sua apresentação pública. Talvez o resgate fosse um ponto de partida, se é que o estudo apresente alguma qualidade prática.

Hoje em dia um simples alinhavar de obras e piedosas intenções, não pode servir para fundamentar uma estratégia para o desenvolvimento, seja qual for o segmento da sociedade à qual se destina.

Por tal aguardamos com expectativa os programas do PS e do PSD.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sócrates em Góis

Segundo a notícia publicada no Diário de Notícias o primeiro-ministro José Sócrates acompanhado por outros membros do Governo estará amanhã em Góis para assistir ao lançamento de concursos públicos para as RNG - Redes de Nova Geração - em fibra óptica.

É relevante para o concelho que o primeiro-ministro venha aqui celebrar tão significativo acto público.

Sob o ponto de vista da política local será interessante verificar a presença, ou a não presença, dos dois autarcas dissidentes e em exercício à cerimónia que aqui se vai realizar.

Julgamos que para eles se colocará um certo dilema.

Se comparecem estarão a aplaudir aquele que, até há bem pouco, seria o seu chefe político e, actualmente, adversário da sua nova militância já que concorrem por um partido da oposição. No mínimo sairão constrangidos da fotografia.

Se não comparecem alheiam-se de um acto que, de certa forma, vai dar alguma projecção ao nosso concelho, normalmente tão esquecido no todo nacional. Igualmente não sairão bem na fotografia, até porque nela não figuram…

Esperemos para ver o que acontece mas não se acreditará em baixas por doença numa altura como esta.

Seria bom que o concelho de Góis não se ficasse pelo simbólico lançamento de concursos de RNG's mas que, no rasto da fibra óptica que por certo cá também passará, iniciativas empresariais viessem a ser por aqui implantadas.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Editorial do Portal Movimento Cidadãos por Góis

Vai ser interessante acompanhar a campanha local para as autárquicas.

Senão vejamos.

Os candidatos do PSD eram, até aqui, militantes do PS e têm responsabilidades executivas no actual elenco camarário.

A candidata do PS foi eleita numa reunião da comissão política local, a que faltaram o actual presidente da câmara e também do seu vice-presidente, agora candidato pelo PSD.

O actual presidente da câmara, militante do PS, não foi visto em nenhuma das já realizadas acções públicas, jantar do PS e inauguração da sua sede de campanha, o que, certamente, não significará apoio à candidata do PS, uma vez que comparece às diferentes manifestações camarárias ao lado do seu vice-presidente e, agora, candidato pelo PSD.

Esta verdadeira salada russa e dos seu imbróglios permite colocar questões interessantes. Como todos sabemos a propaganda política faz-se, correntemente, realçando os erros e falta de eficácia dos adversários e, por outro, lado enaltecendo as suas realizações e as potencialidades das sua políticas.

Os actuais candidatos vão ter de ser muito imaginativos nas suas mensagens para o eleitorado mas, para isso, terão de realizar uma verdadeira quadratura do círculo e assim quebrarem o anel de fogo que os envolve, sem se contradizerem, renegando o seu passado e justificando o seu presente.

A estafada desculpa do supremo interesse da coisa pública não convencerá ninguém.
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sexta-feira, 20 de março de 2009

A campanha está lançada

Com o jantar do passado sábado de apoio à candidata do Partido Socialista para as próximas eleições autárquicas foi dado o pontapé de saída para a campanha política.

Se no PS a situação é pouco vulgar, três dos seus militantes entregaram os seus cartões para vestir a camisola dos seus adversários, deixando o presidente isolado, do PSD é com expectativa que se aguardam os próximos desenvolvimentos.

Não é também vulgar que três dissidentes de um partido sejam, diz-se, as três primeiras pessoas das listas do PSD. Se assim for estará a passar um diploma de menoridade aos corpos directivos locais do partido.
Por outro lado se não for assim haverá quem, neste momento, esteja numa verdadeira corda bamba pois a aposta, a ser ganha, terá que ser por uma muita alargada maioria de votos.

Ora na actual conjuntura e atendendo ao passado histórico do PS no concelho ninguém pode ter uma certeza que partido será o ganhador. Porém uma coisa parece certa. O partido que ganhar não o fará com uma diferença muito alargada de votos.

Tudo irá depender de dois factores.

Um será a qualidade pessoal e política de cada um dos membros representativos de cada lista.

O outro será a capacidade que cada equipa mostre para elaborar um programa que não seja uma mera enumeração de obras e melhoramentos, mas uma visão estratégica para o concelho, visão essa que deverá estender às autárquicas seguintes.

Aqueles que melhor souberem transmitir e fazer passar o seu programa, terão uma vantagem acrescida, já que as bandeiras partidárias andarão, nesta eleição, muito baralhadas.

Não será de admirar votantes do PSD votarem PS, assim como tradicionais votantes de PS votarem PSD.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Editorial do Portal do Movimento Cidadãos por Góis

Confirmada a candidatura pelo PSD de Diamantino Garcia coloca-se perante do eleitorado uma escolha entre candidatos que já foram co-partidários e agora militam em campos opostos.

O facto não é novo, mas não deixa de colocar problemas delicados que o eleitorado tem a obrigação de ponderar.

Em primeiro lugar eleger os nossos representantes autárquicos não deve ser encontrar um emprego para quem quer que seja.

Em segundo lugar o eleitorado terá de atentamente considerar os argumentos que o candidato, que muda a sua alteração partidária apresenta e que justificam a sua mudança.
Essa consideração é importante para se avaliar as motivações que o levaram a dar tal passo.
Ele será plenamente atendível se apresentar razões políticas credíveis para tal atitude e, ao mesmo tempo, uma equipe e programa críveis.

Daí dependerá, cremos, fidelizar os votos do PSD em que alguns o verão como o recente adversário político e que agora encabeça a sua bandeira partidária.

Por outro lado a sua opositora, e antiga correligionária, terá que esclarecer o seu eleitorado de como foi possível que tal dissidência pudesse acontecer dentro das suas hostes políticas, que, inevitavelmente, terá deixado feridas profundas

Essa explicação é importante para o eleitorado compreender que pode constituir uma equipa coesa e que não se irá afogar em futuras guerras intestinas.

Esta campanha, pela situação política criada, terá que exigir dos candidatos um leque de explicações mais alargadas, do que as que uma situação, dita normal, pode requerer.

Não basta um programa e uns quantos comícios mais ou menos frequentados para gritar as palavras de ordem.

Os esclarecimentos terão de ser mais detalhados e profundos. Isto se se pretender um eleitorado que vota esclarecido e não, e tão só, ganhar uma eleição.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Editorial do Portal do Movimento de Cidadãos Por Góis

Com o anúncio de que o vice-presidente da câmara em exercício, eleito pelo PS, se vai candidatar à presidência da câmara pelo PSD, não deixa de colocar, na política local, questões interessantes.

Uma primeira questão.
Será que o actual vice-presidente em exercício sufragará, dentro do actual ciclo, a política que será seguida dentro da linha do PS, pelo presidente da câmara ou passará a ser oposição, apoiando as posições, dos seus agora correligionários, do PSD?

Uma segunda questão.
Na pré-campanha que se avizinha passará a denunciar os "malefícios", invocados pelo PSD na gestão autárquica do PS, de que ele foi um dos responsáveis?

Uma terceira questão.
Será de prever um "cocktail" PS-PSD na sua lista de candidatos de modo a potencializar eleitorados normalmente afectos ao PS?

Uma quarta questão.
Onde pára a coerência política que pode levar um cidadão a disponibilizar-se, dentro de um tão curto período de tempo, a ser candidato a candidato pela sua área política, para logo a seguir se apresentar como seu adversário?

Uma quinta questão.
Como irá o actual presidente da câmara apoiar a candidatura do seu partido, o PS, sabendo que, na sua gestão, tudo fez para a despromover e desmotivar a actual candidata?

Uma sexta questão.
Como irá reagir a "nomenclatura", há muito enquistada no PSD, se não lhe oferecerem posições que considere condignas?

Por tudo isto achamos que as próximas campanhas irão dar respostas interessantes às questões que agora colocamos e a muitas outras que o tempo se encarregará de despoletar.
in www.portaldomovimento.com

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Museu, Património e Turismo

Dr.ª Ana Marques de Sá, da Câmara Municipal de Góis, interveio, e muito bem, no "Encontro Arqueologia e Autarquias", incluído nas Jornadas Europeias do Património, que decorreram em Cascais, apresentando os resultados preliminares dos seus trabalhos arqueológicos no antigo Hospital de Góis e as perspectivas que se prevêem de musealização e de instalação de um Centro de Interpretação do Vale do Ceira.
É sempre agradável vermos o nosso concelho ser escutado com deferência e conviver a este nível.

No regresso, deparei-me a reflectir em dois aspectos:
1-Em Outubro de 1957, a Câmara Municipal aprovou a criação de um Museu Municipal, na vila de Góis, tendo sido nomeado como director, Prof. Doutor João de Castro Nunes (felizmente ainda entre nós). Cinquenta e um anos é muito tempo, parece-me ser altura de andarmos um pouquinho mais depressa, isto é, passar dos projectos e das boas intenções à prática. E nada adianta, a não ser levantar poeira, anunciar em grandes letras na Praça da República, centro por excelência do concelho, que se toma publicamente esse compromisso, e depois mostrar não se ter unhas para o cumprir.
2-Continua-se a pensar em projectos megalómanos, esquecendo-nos do trabalho trivial, para o qual até não são necessários grandes investimentos, e que ajudam, a curto prazo, o desenvolvimento da terra.
Faz-se um muito bem elaborado projecto para a zona histórica de Góis, já lá vão talvez meia dúzia de anos, aguardando-se a bênção do céu, e não se faz o mínimo para se ter um simples Centro Histórico (que não o temos, embora continuem, impropriamente, assim a denominá-lo).
Planeia-se um grande museu, quando nada se faz entretanto para criar um simples espaço museológico, adequado à nossa pequena comunidade, para guarda e mostra dos nossos valores e relíquias.
Sonha-se (e anuncia-se indevidamente) grandiosos empreendimentos turísticos para a Quinta do Baião, que iriam, dizem, revolucionar a região, mas os turistas continuam, e continuarão, a terem que pernoitar em Arganil, Lousã ou Coimbra, quantas vezes desistindo de visitarem a nossa terra, por falta de alojamento.
Sabemos bem que o sonho comanda a vida e, quando se sonha, o mundo pula e avança. Mas antes de pular, temos que caminhar, que o caminho se faz caminhando.
JNR
in http://www.portaldomovimento.com

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Movimento de cidadãos contra bomba de gasolina na Quinta do Baião

O Movimento "Cidadãos por Góis" voltou ontem a manifestar a sua indignação face à intenção da autarquia em construir um posto de abastecimento de combustíveis na Quinta do Baião, em plena Reserva Agrícola Nacional.
O movimento lançou o apelo aos populares para se reunirem no Auditório da Biblioteca onde decorria ontem, ao final da tarde, a Assembleia Municipal.
Apesar de ser unânime o interesse público da obra dirigida pela empresa Alves Bandeira, o local para a construção da obra desde sempre suscitou alguma polémica.
O movimento acusa a câmara de cedência a interesses económicos em detrimento das "hipóteses do desenvolvimento turístico" do concelho.
À hora de fecho deste edição ainda decorria a Assembleia Municipal, pelo que não foi possível entrar em contacto com Ivone Soares, do movimento "Cidadãos por Góis".
in Diário As Beiras, de 23/09/2008

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Aproximam-se as eleições autárquicas

Aproximam-se as próximas eleições autárquicas. O que para o nosso concelho são extremamente importantes, como há muito não o eram.
Com a esperada confirmação oficial, por razões óbvias, da não candidatura do actual Presidente da Câmara Municipal, abre-se um novo ciclo político para a nossa terra, que se espera possa recolocá-la no caminho do progresso, a que os seus habitantes tanto aspiram.
Parece ultrapassado o período encrespado, de quezílias e represálias, que deixou marcas profundas na nossa sociedade e se reflectiu no funcionamento dos serviços camarários. Os dois maiores partidos políticos locais parecem já terem conquistado a estabilidade democrática interna necessária para procederem a uma boa escolha democrática, atempada e consensual, dos seus candidatos.
Agora é a hora de as suas Comissões Políticas agirem. São elas que competem fazer essa escolha, que forçosamente não tem que apontar os seus presidentes, sem obviamente em nada beliscar o direito que estes também possuem (uma coisa é presidir à Comissão Política, para organizar e dinamizar os seus correligionários, outra é ter qualidades para presidir à Câmara Municipal). O que delas os goienses têm direito a esperar, é que consigam apresentar candidatos com capacidade para uma boa gestão pública.
JNR
in www.portaldomovimento.com

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terça-feira, 6 de maio de 2008

"The Góis Expatriate Information Bureau" - Gabinete de Apoio à Comunidade Estrangeira

O concelho de Góis tem assistido, nos últimos anos, a um acelerado crescimento de população estrangeira, que tem escolhido este concelho, para se fixar. Atento a este fenómeno de migração para Portugal, o Movimento Cidadãos por Góis, em parceria com a empresa internacional “Probus Sigma”, criou um gabinete de apoio à Comunidade Estrangeira, tendo esta última, disponibilizado os recursos logísticos necessários à criação do gabinete, quer físicos, quer virtuais, bem como, a sua vasta experiência em projectos similares.
Joana Correia e Tiago Custódio são dois jovens goienses que, diariamente, contactam com os destinatários deste serviço, na tentativa de solucionar todas as questões que chegam ao gabinete. Segundo informação que prestaram ao nosso jornal: “a Probus Sigma é uma empresa que presta consultadoria na área do desenvolvimento sustentável, estando as suas infra-estruturas administrativas, de pesquisa e estudo no terreno localizadas em Góis. O EIB é um dos projectos beneméritos de apoio à comunidade, dentro da esfera do desenvolvimento rural localizado, uma das áreas de acção deste plurifacetada empresa. Por outras palavras, presta um serviço ao cidadão estrangeiro, ao facilitar-lhes de diversas formas a integração em Portugal: traduzir uma simples carta, tratar de requisições de água, luz, documentos e todos os processos inerentes à vinda e estadia de cidadãos estrangeiros para Portugal. Em simultâneo, e, como parte integrante do mesmo projecto de apoio à comunidade, dá-nos a possibilidade de trabalhar nos quadros de uma empresa, no mínimo diferente, transmitindo-nos conhecimentos e formação profissional. A oportunidade que nos foi dada, permite-mos aprender e ver o mundo empresarial dia após dia, a partir de um escritório em Góis. O Tiago e eu somos um investimento que a Probus está a fazer, obtendo formação ao mais alto nível. Posso dizer que nunca pensei poder vir a trabalhar em projectos nos quais estou envolvida, a partir de Góis, e especialmente com uma licenciatura em Bioquímica. Em troca é-me pedido trabalho, muito trabalho. Penso que falo por mim e pelo Tiago”.
Em simultâneo, a Probus desenvolveu um website que pretende não só apoiar o cidadão estrangeiro que reside ou pretende residir em Góis, bem como promover o nosso concelho mundo fora, atraindo as pessoas a virem para Portugal, incentivando-as a desenvolverem a sua actividade aqui, sentindo-se bem recebidos e apoiados. No entanto, a satisfação da comunidade (portuguesa) local é algo que não deixa de ser um elo de ligação entre vários povos, com culturas tão diferentes.
Recentemente, este Gabinete de Apoio criou um programa que visa recomendar os espaços comerciais que sejam reconhecidos como aconselháveis para atendimento a cidadãos estrangeiros. Esses locais estão devidamente identificados e podem sofrer visitas regulares com a finalidade de testar a sua eficácia e bom atendimento a clientes não portugueses. Para tal, basta solicitar uma cópia do programa e preencher a devida inscrição. Qualquer estabelecimento comercial pode candidatar-se. O objectivo é promover, sem custos, os melhores espaços comerciais de Góis, dentro de todo o tipo de prestação de serviços. O programa é disponibilizado quer no website do EIB, quer nas instalações da Probus Sigma.
Para o Movimento Cívico que fomentou todo este processo, o êxodo da comunidade estrangeira para Portugal tem colmatado, em pequena escala, a desertificação do concelho de Góis. Foi exemplificado o caso de uma escola primária que só não fechou graças aos alunos (filhos de estrangeiros) que se fixaram nos arredores da vila de Góis. Por outro lado, a diversidade linguística e o conhecimento de culturas diferentes são mais uma forma de crescimento cultural para as nossas crianças, jovens e até adultos.
Em conclusão, o “Expatriate Information Bureau” é um gabinete pronto a ajudar tanto os portugueses como os estrangeiros, com a finalidade de facilitar a integração dos diferentes povos, de forma a tornar o concelho de Góis mais povoado e com mais dinamismo e melhores condições para todos. Desta forma, todos podem recorrer ao E.I.B. na Avenida Comendador Augusto Luís Rodrigues, Lote 3 r/c, 3330-301 Góis, ou pelos contactos: 235778020 – www.goisportugal.eu – info@goisportugal.eu
in O Varzeense, de 30/04/2008

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terça-feira, 25 de março de 2008

Estrangeiros rejuvenescem concelho em desertificação

O concelho de Góis está a rejuvenescer graças aos cidadãos estrangeiros que, nos últimos anos, ali se têm instalado. São, sobretudo, ingleses, alemães e holandeses das classes média e alta, em idade activa, com crianças que crescem bilingues. Uns apostam em negócios próprios, outros trabalham por conta de outrem, mas todos vivem inseridos na comunidade, vencendo, lenta e pacientemente, a barreira linguística. Calcula-se que sejam já cerca de 200 a residir na área, corroída pela desertificação. Muitos estão a repovoar aldeias.

Atento ao fenómeno, o Movimento Cidadãos por Góis uniu-se à empresa "Probus Sigma" para criar, em 2007, o "The Expatriate Information Bureau" (EIB), um gabinete de apoio à população estrangeira. Tarefas como comprar casa ou fazer registos ficam, assim, facilitadas. Além disso, o EIB criou o "Programa Fornecedor Aprovado", para auxiliar os estrangeiros na obtenção de serviços honestos e justos. Cada fornecedor aprovado recebe um autocolante de recomendação para pôr na montra. A ideia é "combater a tendência para fazer os estrangeiros pagar mais", explica José Barros, presidente do Movimento Cidadãos por Góis.

José Barros relembra o momento em que reparou na existência de dezenas de nomes de cidadãos estrangeiros a viver em Góis, na lista telefónica. "E aqueles eram só os que tinham telefone fixo! Decidimos [o Movimento] fazer algo em favor desta colónia estrangeira, que interessa a uma região que se está a despovoar". As crianças de outras nacionalidades "salvaram" mesmo uma escola primária do encerramento, conta.

Este movimento de fixação é uma enorme mais-valia para o concelho, assegura José Barros. Ainda assim, lamenta "O poder local está completamente alheado do fenómeno. Toda a iniciativa tem partido da sociedade civil".

O presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino, recusa comentar esta crítica. E refere estar a par da tendência. Tanto, que a Câmara disponibiliza um gabinete - "uma espécie de loja do cidadão" - para ajudar a comunidade estrangeira a integrar-se. "Temos aqui muitos cidadãos estrangeiros com a vida organizada", conclui.
in Jornal de Notícias, de 22/03/2008

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domingo, 9 de março de 2008

O que pode esperar o turista que visita Góis?

Todos estamos a pensar já no Verão que se avizinha e que nos irá trazer as tão esperadas e merecidas férias.
Seja para rever a família ou procurar um local tranquilo para descansar, Góis estará, certamente, nos planos de destino de alguns de vós.
Nós por cá, ficamos felizes de vos ver chegar e dar vida a esta pacata vila.
Mas, enquanto outras pequenas vilas se prepararam para melhor receber os seus visitantes, nós questionamos o que por cá se fez desde o Verão passado.
O que pode esperar o turista que visita Góis?
A beleza natural das nossas paisagens será o pretexto para passarem 3 ou 4 dias a visitar a região, depois …
Bom, depois irão procurar outros locais que lhes assegure um pouco de entretenimento. E assim, cada vez mais, Góis perde gente não só em número de residentes mas também de veraneantes.
Os passeios ao longo da vila continuam por construir. O simples gesto de caminhar com um carrinho de criança torna-se uma tarefa impossível.
Depois falta cuidar das margens do rio. Falta dar um aspecto digno à zona onde se realiza a Facig e retirar de vez aquelas barracas a que chamam “stands de exposição”. Falta criar um “menu goiense” com boa comida regional. Falta um cartaz de espectáculos ou entretenimento. Organizar um passeio nocturno de bicicleta ou um rally-paper que desse a conhecer todas as freguesias do concelho, são apenas duas sugestões fáceis de implementar a custo quase zero.
Mas temos mais para (não) oferecer. Os turistas que nos visitem vão poder encontrar encerrados os principais pontos turísticos: igrejas, capelas e espaços museológicos.
Podíamos pensar em formar uma equipa de jovens e reformados que tivessem a missão de manter abertas as portas destes espaços e dar as boas vindas a quem nos venha visitar… mas é capaz de ser uma “trabalheira”…
E, finalmente, bem podem os nossos visitantes esperar que o Posto de Turismo não lhes ofereça um folheto, um roteiro turístico … em português, inglês ou espanhol. Nada !
Bem podem procurar noutros lados porque aqui não temos orçamento para essas extravagâncias!
Os que resistem a tudo isto acreditam que melhores dias virão. Góis merece.
Cá ficamos a aguardar a vossa visita. Voltem sempre!
in www.portaldomovimento.com

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terça-feira, 4 de março de 2008

Primeiro aniversário do site do Movimento Cidadãos por Góis

O site do Movimento Cidadãos por Góis está de parabéns ao assinalar a passagem do seu primeiro aniversário.
Criado em Janeiro de 2007 por alguns dos seus sócios que, de forma gratuita, contribuíram com os conhecimentos informático necessários para colocar “no ar” uma ferramenta útil ao concelho de Góis, o portal ultrapassou já os 19.000 visitantes.
O número de visitas diárias bateu o seu recorde no passado dia 19 de Fevereiro, tendo-se registado 204 visitantes, os quais visualizaram 756 páginas do site.
Já no final de 2007 foi criado um sub-domínio dedicado à cultura, estando a ser desenvolvido um trabalho de pesquisa por parte do Movimento, onde destacamos a história de Góis em datas.
O portal possui ainda um link ao EIB (Expatriate Information Bureau), criado pela empresa Probus Sigma em colaboração com o Movimento, destinado a apoiar os estrangeiros que procuram Góis para aqui fixarem residência.
Registamos, com orgulho, que o nosso portal está a ser visitado pelos goienses que residem fora do concelho de Góis, e particularmente por aqueles que se viram forçados a emigrar e que pretendem saber notícias da sua terra, uma vez que o portal é actualizado diariamente.
Aqui deixamos algumas mensagens deixadas pelos nossos visitantes: “Entrei hoje pela primeira vez no vosso site e fiquei surpreendido pelo pouco que ainda vi e fiquei entusiasmado para explorar todo o site e aproveitar as suas potencialidades para divulgar o que a nossa terra tem de bom.” “Felicitações pela vossa página em prol de progresso e contra a desertificação humana do concelho de Góis.” “Os meus parabéns a este Movimento e a todo o seu esforço feito na tentativa de melhorar o concelho de Góis. Sou de Lisboa, nascido e criado, mas os meus pais são de Góis. Espero que continuem com as vossas acções”. “Fiquei manifestamente surpreendido pela qualidade do Portal. Está bem estruturado e necessita somente da boa contribuição dos GOIENSES! Parabéns pelo trabalho iniciado e contem com o meu aplauso e colaboração.”
Aqui fica o convite: visite e colabore com o portal do Movimento Cidadãos por Góis http://www.portaldomovimento.com/
Ivone Soares
in A Comarca de Arganil, de 4/03/2008

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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Carta aberta de João Nogueira Ramos ao Movimento Cidadãos por Góis

Senhor Presidente do Movimento,

Apreciei e aprovo por inteiro o editorial de hoje do nosso Portal. Eu próprio fiz, na semana passada, quando estive em Góis, uma sondagem informal junto dos seus habitantes (pequena, mas mesmo assim, talvez três dezenas de pessoas) e pude constatar o desagrado geral. Mais que a revolta de alguns, senti em todos eles uma enorme tristeza e amargura. Porque não se trata apenas da inestética e do mau gosto, está-se em presença de lapidação de mais um pedaço importante do nosso património histórico.

Permita-me, no entanto, abordar a questão um pouco mais além.
Como se sabe, a vila de Góis não tem (que seja do conhecimento público) um projecto global do seu desenvolvimento. Cada Presidente de Câmara, logo que ocupa a cadeira do poder, comporta-se como rei absoluto e manda executar os projectos que mais lhe agrada e sempre com medidas avulsas. E o que se lhes tem visto ultimamente, é a obsessão de dotar a vila de um cariz moderno, desprezando a parte histórica. Parece querer-se torná-la igual a tantas outras vilas que há pelo país fora, tirando-lhe a sua própria identidade, o que lhe dá a sua própria personalidade e que, eventualmente, poderia torná-la atractiva ou colocá-la no mercado turístico.
Um cobre as calçadas de alcatrão. Outro deita abaixo (sem motivo aparente) a Casa das Ferreirinhas. Um outro dá um piparote no ex-Largo de Pombal (agora rebaptizado por Eira), que tanto diz a todos nós, quer do ponto de vista histórico quer arquitectónico. Ou então inicia obras para um museu, para logo de seguida se arrepender e abandoná-lo. E, sobretudo, todos eles sem medidas de conservação e de valorização daquilo que conforma o Centro Histórico.
Todos sentimos que Góis está a perder, quiçá de uma maneira irreversível, a sua alma e o seu encanto históricos. Se é que já não os perdeu.

Ainda não há muito tempo, a escola que eu frequento, em Lisboa, organizou um passeio para conhecer algumas aldeias históricas da Beira Alta. Sabendo-se da minha naturalidade, insistiram que também se passasse por Góis, pois alguns deles, com profundos conhecimentos de História, tinham curiosidade de a conhecer sobre esse aspecto. Mas, sabendo eu dos locais que depois íamos visitar, tive a consciência do mau serviço que iria prestar à minha terra, sujeitando-a a uma comparação desvantajosa, e dando a conhecer o que não deve ser conhecido por pessoas entendidas. Arranjando uma desculpa, decidi encaminhar a camioneta (éramos meia centena no total) para o Castelo e mostrar-lhes Góis lá de cima… ao longe. E dali rumámos, para almoçar num restaurante típico em Coja, visitar o Piodão e deleitar-nos, pela noite dentro, por ruelas de uma aldeia antiga, essas sim, de passeio agradável. Confesso que sentia um pouco de vergonha em mostrar a minha própria terra àquele núcleo especial de visitantes e meus companheiros…
Não falo do Posto de Turismo encerrado, da falta de informações históricas ou da ausência de indicações na via pública, de que tantos se lamentam quando aqui vêm. É muito mais que isso, é o ar de abandono, de desleixo, que se respira.

Curiosamente, em 2001, a Câmara Municipal pediu para ser incluída na Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, “um passo imprescindível não só para preservar como dinamizar o centro histórico”, segundo palavras do nosso Presidente da Câmara…
Mas não seria mais vantajoso Góis assumir de vez deixar de o ser, em vez de andar a ludibriar? Será positivo continuar-se a deixar passar para o exterior a ideia de que Góis tem um Centro Histórico? Ou, pelo contrário, ao dar a conhecê-lo aos outros, não estamos a prejudicar a nossa terra, dando uma imagem negativa? Não será melhor esquecermo-lo de vez, guardá-lo a sete chaves, como uma relíquia antiga, e não despendendo dinheiros inutilmente (tal como os valioso tesouros doados ao concelho e guardados há talvez mais de duas dezenas de anos, sem ninguém poder pôr a vista em cima)?

Senhor Presidente do Movimento. Não será possível pôr em marcha um movimento (e fazendo jus ao nome da nossa Associação…) para repensar o que se pretende com o futuro da vila de Góis? Isto é, pôr os goienses pensantes a discutir o estabelecimento de um projecto em que seja claramente traçado o seu rumo e que comprometa a comunidade. Os goienses ficar-lhe-iam agradecidos.
Claro que propor é muito fácil. Mas realizar o quase impossível, como bem sabe, dá um enorme prazer.

Lisboa, 12 de Novembro de 2007

João Barreto Nogueira Ramos
in www.portaldomovimento.com

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A eira

É assim que muitos goienses, que apreciam a sua terra, classificam as obras, praticamente acabadas, do Largo do Pombal.

Se fizesse um concurso para eleger os projectos mais desajustados ao largo do Pombal, no centro histórico da vila e sua sala de visitas, o que está em curso seria um sério candidato ao primeiro prémio!

Na verdade não podemos deixar de criticar quem o elaborou e quem o aprovou. Se aos segundos se pode dar o benefício da dúvida, não são arquitectos ou estetas com experiência em arranjos urbanísticos, o mesmo não se poderá dizer de quem o elaborou ou tenha consentido ligar o seu nome a tal aberração.

Atente-se nas fotografias que juntamos e terá a perspectiva de quem sobe a rua da Câmara e chega ao Pombal. Depara-se com uma série de traseiras de carros, carrinhas e afins, juntamente com dois contentores de lixo!
Compare-se com a perspectiva similar de como era antes da intervenção.

Do interior do largo a perspectiva melhora um pouco. Em vez de traseiras os utentes do Largo do Pombal passarão a apreciar as frentes dos carros, sem perderem a sensação, estranha, de que estão num parque automóvel!

Junte-se um busto de alguém com passado e respeitado na vila, que parece estar a cuidar das viaturas que estão sob o seu olhar. Lamentável!

Acrescente-se o “mar” de cubos de granito, a tal eira, a pobreza geral dos materiais empregues para se concluir como mal se gastam os dinheiros públicos e se agride o centro histórico da vila

Este, como outros projectos anteriores, poderiam evitar maleitas tão evidentes se, numa administração aberta e cooperante, tivessem sido postos, de portas abertas, à consulta da população.

Este projecto consolida os desmandos no Largo do Pombal, que começou com a demolição da Casa das Ferreirinhas.

in www.portaldomovimento.com

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