quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Comareira

Fotografia de Cerejinha

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

AX Trail - Corrida de Montanha

Nos próximos dias 26 e 27 de Setembro, nas aldeias de Góis e da Lousã, o AX Trail regressa com um novo formato e novos percursos seguindo à risca o conceito que o define: trail em estado puro. Em simultâneo com as provas irá decorrer o Caminho do Xisto, para que possa trazer a sua família e passar um fim-de-semana em cheio nas Aldeias do Xisto. Não falte!

Em simultâneo com as provas poderá optar por fazer o percurso pedestre do Caminho do Xisto, para que possa trazer a sua família e passar um fim-de-semana em cheio. Não perca!
Este é um percurso pedestre na zona envolvente dos percursos. Este percurso disponibiliza aos familiares, amigos dos atletas ou a todos os interessados, uma actividade acessível e um motivo para a visita à região.

Esta edição do Ax Trail percorre caminhos antigos muito técnicos e alguns estradões. O forte relevo do terreno, os Penedos de Góis e as Aldeias do Xisto da Pena, Comareira e Aigras Nova e Velha misturam-se em paisagens de cortar a respiração.

Dia 27 de Setembro o percurso passará pelas Aldeias do Xisto do Talasnal, Chiqueiro e Casal Novo, pelo Castelo de Arouce, não faltando sequer uma incursão na Ribeira de S. João.

A pensar naqueles que queiram conhecer um pouco mais da Serra da Lousã, realizam-se em simultâneo os Caminhos do Xisto, percursos pedestres que, com o apoio de guias conhecedores da área, lhe mostrarão o património e as riquezas naturais desta Serra, tornando a sua caminhada numa experiência mais enriquecedora.

Para saber mais, clique Aqui.


Organização
Go Outdoor
(+351) 239 561 392 / 916 292 279
info@go-outdoor.pt
www.go-outdoor.pt
in www.aldeiasdoxisto.pt

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Palaio

Receita obtida junto do Sr. Alfredo Simões,
Comareira, Góis


- carne e gordura de porco cortadas aos bocadinhos
- alho
- farinha de centeio
- azeite
- colorau
- cravinho
- cominhos
- sal

A farinha é amassada, muito bem amassada com a carne e a gordura de porco, juntando-se o alho, o azeite, o colorau, os cominhos, o cravinho e o sal. Essa massa enche o palaio que depois de atado é colocado no fumeiro. Este enchido era consumido por altura das sementeiras.
in Sabores da Aldeia

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Galo de Entrudo

Receita obtida junto da Sra. D. Adelaide de Jesus Nunes,
Comareira, Góis


- 1 galo
- alho
- azeite
- colorau
- louro
- picante

Coze-se o galo em água e sal. Depois de bem cozido o galo é tostado na frigideira com molho de azeite, colorau, um dente de alho, uma folha de louro e o picante. Depois de tostado é servido, tendo como acompanhamento arroz branco ou batatas fritas. Era costume, terem sempre um galo guardado para ser comido no Entrudo.
in Sabores da Aldeia

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Chanfana (Fusca)

Receita obtida junto do Sr. Alfredo Simões,
Comareira, Góis


- carne de cabra
- alho
- azeite
- louro
- pimenta
- touchinho
- sal
- vinho (americano)
- aguardente ou vinho do Porto

Numa caçoila de barro previamente untada com banha de porco, põe-se a carne de cabra partida aos bocados, temperada com alho, azeite, louro, pimenta e bocadinhos de toucinho. Cobre-se a carne com vinho (americano) e vai ao forno de lenha que já está aquecido. Depois junta-se um pouco de aguardente ou um cálice de vinho do Porto. Fica no forno cerca de três horas.
in Sabores da Aldeia

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sábado, 9 de maio de 2009

Queijo com batatas

Receita obtida junto do Sr. Alfredo Simões,
Comareira, Góis



- queijo de cabra
- batatas
- sal

Coza uma panela de batatas com a casca. Depois de cozidas as batatas retire-lhes a pele e coma-as com queijo de cabra.
in Sabores da Aldeia

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cebola frita com farinha de milho

Receita obtida junto do Sr. Alfredo Simões,
Comareira, Góis



- cebolas
- azeite
- farinha de milho

Cortam-se as cebolas às rodelas e põem-se na frigideira com azeite. Na altura das cebolas começarem a ficar louras, salpicam-se com farinha de milho e mexe-se muito bem. Servem-se acompanhadas por broa.
in Sabores da Aldeia

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Apresentação do Projecto "Tradições do Xisto"

No Dia Internacional dos Museus, 18 de Maio de 2009, a Câmara Municipal de Góis em parceria com a Lousitânea apresentam um projecto único e inovador para as 4 Aldeias do Xisto de Góis (Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena).

Este Projecto denominado "Tradições do Xisto" tem 2 grandes objectivos:
- Contribuir para a fixação dos habitantes locais, valorizando as infra-estruturas rurais e etnográficas, aumentando a sua auto-estima, melhorando as condições de vida e criando postos de trabalho nestas aldeias através da valorização turística dos espaços a intervir;
- Atrair nova população ou regresso de população que resida noutros pontos do pais e do estrangeiro, conseguindo assim estancar o processo de desertificação humana e cultural que sofrem estas 4 aldeias.

Paralelamente, este projecto será uma experiência piloto em toda a rede de Aldeias do Xisto. Poderá mesmo vir a ser o modelo de desenvolvimento que poderá ser implementado em todas as aldeias da rede.

O projecto "Tradições do Xisto" implica a criação de um Núcleo Vivo das Aldeias do Xisto de Góis, Ecomuseu das Aldeias do Xisto e da Serra da Lousã. Existirá um Museu das Tradições do Xisto (núcleo-sede) e 20 núcleos interpretativos:

- Aigra Nova: 1 - Casa tradicional serrana; 2 - pocilga, palheiro, capril e galinheiro; 3 - forno e alambique comunitários; 4- eira e palheiro comunitários; 5 - núcleo do mel; 6 -ervas tradicionais autóctones; 7 - lavadouro e fonte pública
- Aigra Velha: 8 – forno e alambique comunitários; 9 – capril e palheiro tradicional;
- Comareira: 10 - adega e lagar de vinho; 11 – alminha
- Pena: 12 – moinho de cima e de baixo do Poço da Lontra; 13 – forno e alambique comunitários; 14 - alminha; 15 – núcleo museológico da família neves; 16 – aglomerado de construções antigas (etno-arqueologia); 17 - núcleo dos fósseis marinhos

Em todas as aldeias existirão os núcleos das Hortas Tradicionais (18) e dos Soutos Centenários (19).
Na aldeia de Aigra Nova existirá uma reserva de burros para passeios turísticos (20).
Na aldeia de Aigra Velha existirá um parque de campismo rural (21).

Os turistas poderão visitar estes núcleos autonomamente, de forma guiada com monitores da Lousitânea ou com os próprios habitantes locais e através de programas activos como a alambicada, o atelier da broa e do queijo de cabra, o magusto e outros programas em que os visitantes podem participar nas actividades diárias da comunidade.


Programa:

10h00 - Animação na Aldeia –
4 animações de recepção
- Concentração de cabras das aldeias.
- Oficina da broa
- Mesa de estacaria
- Bancada de degustação do mel das aldeias com os utensílios e com explicação dos habitantes locais

Estas actividades permitem um contacto com a cultura e etnografia local

11h00 - Cerimónia oficial de apresentação pública - Loja da Aldeia
Com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Góis - Sr. José Girão Vitorino, Exmo. Sr. Presidente da Lousitânea, Dr. Paulo Silva, Exmo. Sr. André Claro.
Convidados:
Exmo. Sr. Dr. Alfredo Marques, Presidente da CCDR-C, Exmo. SR. Presidente da Entidade Turismo do Centro, Dr. Pedro Machado, Exmo. Sr. Presidente da ADXTUR, Dr. Paulo Fernandes.

11h30 - Visionamento do documentário “Núcleo Vivo das Aldeias do Xisto”.

12h – Brinde de Licor de Mel e Licor de Castanha.


Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã
Rua dos Bois - Aigra Nova
3330-222 GÓIS
Tel/fax: 235778644
lousitanea@sapo.pt
www.lousitanea.no.sapo.pt

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Batatas às rodelas com cebola

Receita obtida junto da Sra. D. Adelaide de Jesus Nunes,
Comareira, Góis


- batatas
- cebolas
- azeite

Cortam-se as batatas às rodelas e lavam-se bem lavadas. Numa frigideira põe-se azeite e uma cebola a fritar até esta ficar loura. A seguir juntam-se as batatas polvilhadas com uma pitada de sal. Depois de fritas são servidas na companhia de broa.
in Sabores da Aldeia

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Papas de nabo

Receita obtida junto do Sr. Alfredo Simões,
Comareira, Góis


- farinha de milho
- nabos
- azeita
- sal
- vinagre

Numa panela com água a ferver deite a rama dos nabos migada miudamente e sal. Deixe cozer muito bem as folhas dos nabos e depois junte-lhe a farinha de milho, o vinagre e mexa até as papas ficarem coalhadas. Servem-se quentes. Na prática alimentar em décadas recuadas, as papas que sobravam eram comidas no dia seguinte, depois de aquecidas numa frigideira, sendo acompanhadas por sardinhas ou azeitonas e vinho.
in Sabores da Aldeia

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domingo, 1 de março de 2009

Diário de viagem no concelho de Góis

DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO) QUE EM FINAL DE FEVEREIRO DE 2008 INICIOU EM SAGRES A TRAVESSIA A PÉ DE PORTUGAL.

CORTA FOGO EM DIRECÇÃO AO CONCELHO DE GÓIS


POVORAIS (GÓIS) VISTA DO CORTA FOGO



A CAMINHO DE POVORAIS



CAMINHO ENTRE TREVIM E POVORAIS



NO TOPO DA SERRA, DO LADO DO CONCELHO DE GÓIS



CASA DE POVORAIS (GÓIS)



"PENA? É POR ALI!" (EM POVORAIS, GÓIS)



POVORAIS (GÓIS)



PENA (GÓIS) VISTA DO CAMINHO DAS FRAGAS



PENA



PENA- AIGRA VELHA (GÓIS)




A CAMINHO DE AIGRA NOVA (GÓIS)



AIGRA NOVA LÁ EM BAIXO



COMAREIRA




FÁBRICA DE PAPEL ABANDONADA EM PONTE DO SÓTÃO (GÓIS)




PONTE DO SÓTÃO (GÓIS) VISTA DA ESTRADA PARA VILA NOVA DO CEIRA



VILA NOVA DO CEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2008



VILA NOVA DO CEIRA-GÓIS A 16 DE OUTUBRO DE 2008




NA SERRA DA LOUSÃ

O homem velho tinha um boné vermelho na cabeça. Cortava rente pinheirinhos inofensivos junto a uma Ford encarnada gasta e sumida, a parte traseira semeada de resina e pedaços desfeitos de toros de madeira. A placa de matrícula era daquelas antigas, de fundo preto e letras e números brancos. Avistei-o do corta-fogo, a uma distância suficiente para não que me avistasse a mim. Quando desci a serra, já a luz ía a meio, cortada em diagonal pelas copas dos pinheiros plantados em filas muito certas e correctas. Passara por uma placa onde lera “maternidade das árvores” e calculara que aquela fosse uma parcela semeada de filhotes, fruto do labor de quem ainda ama a montanha.
O homem velho já estacara e se plantara em frente à dianteira do camião, uma expressão de desconfiança e interrogação no rosto. Não sorriu mas também não foi deliberadamente hostil. “Você anda perdido?” Eu vira-me no topo da Serra da Lousã entre as antenas de comunicações e a pista vazia e solitária do Trevim por volta das quatro da tarde e aventurara-me a descer o corta-fogo que rasgava a encosta como um tobogan enlameado. “Daqui para baixo você não vai a lado nenhum, é só matagal, silvas e pedras”.


Eu queria alcançar as bandas de Góis. Partira de Castanheira de Pêra nessa manhã. Em Outubro, a piscina das Rocas, onde em Agosto milhares de pessoas brincam nas ondas artificiais, está posta em sossego. Não é mais uma piscina, é antes um lago parado e tranquilo, umas palmeiras azuis holywodianas a contradizer todo o restante cenário serrano. Abalei dali sem grande vontade de ficar. “Então, não se faz nada?”, perguntou um de dois varredores numa travessa.
O caminho em Outubro faz-se de folhas amareladas e avermelhadas das vinhas e forra-se das cascas espinhosas das castanhas. Cheira a mosto sempre que me aproximo de uma casa. De vez enquanto alguém assoma a uma janela ou cruza uma esquina. É quase meio dia quanto alcanço o Coentral, o último posto humano antes da liberdade suprema da serra.
Os homens, todos em idade de reforma, rodam os copos no café da aldeia, insultam-se alegremente- “ainda era gajo para te ir ao rabo”-e conversam sobre a castanha. “Eu vendo castanha”, diz um, o mais falador e o que entorna mais líquido pelas goelas. “ Vendo castanha. Não é essa merda que aparece lá na feira de Castanheira”. Um aldeão expectante solta umas fumaças junto à porta. Escuta a conversa e goza o sol primaveril de um Outono reluctante. Não chove, não faz frio, é a primavera na serra em Outubro. Um fio curto de água a lamber as rochas é tudo o que resta da cascata do Coentral. “A ribeira está quase seca”, lamenta uma mulher.
O outro a dar-lhe com a mesma lengalenga. “A minha castanha é castanha. E não a vendo a dois euros como alguns. Um euro e meio e há um aí que não leva nenhuma este ano”. Faz-se silêncio, um vazio calculado para que o outro homem possa perguntar “quem?”. “O António. Encomendou-me dez quilos ano passado e ainda cá faltam os 15 euros. Este ano vá pedir a outro”.
Dali para cima são mais uns cinco ou seis quilómetros até à Capela de Santo António da Neve e aos neveiros. Reza a História que terá sido o neveiro da casa real que a mandou construir no século XVIII, de seu nome Júlio Pereira de Castro, para que as pessoas que trabalhavam então nos neveiros pudessem assistir à missa. Ali não há ninguém, nada a não ser um silêncio perturbante. Calco pequenos troncos entre ervas macias e verdes, respiro o ar puro e absoluto da Lousã e espreito os neveiros vazios. São redondos, em pedra, grandes o suficiente para armazenar ali durante o inverno a neve que abastecia no Verão a corte e a “Casa das Neves”, o Café Martinho da Arcada, em Lisboa.
Um pouco mais acima fica a pista de aviação do Trevim. Alguém, amante da natureza, escreveu em defesa dos veados livres na pequena casa assombrada que dá assistência aos aviões na época dos fogos. Agora, pode-se pular, dançar, cantar, inalar com todo o tempo do mundo os ares que cruzam a fronteira invisível do concelho de Castanheira de Pêra e o de Góis.
O homem velho do boné vermelho vira-me a descer furiosamente o corta-fogo que rasga a encosta desde o cabeço e na aproximação ao camião, estacou. Sabia que dali o incauto caminhante não passava mais. “Para as bandas de Góis? Você vai ter que andar muito. Está a ver aquela aldeia ali do outro lado, chama-se Povorais. Siga por esse caminho aí à direita, sim, esse aí e vá sempre em frente mas vai ter que andar muito”.
Caminhei até me doerem as barrigas dos músculos das pernas. Um solitário alcoolizado dormitava junto a umas placas tortas a indicarem Povorais para um lado e Góis para o outro. “Bocê num sabe, bocê num sabe…Góis é loonge”. A boca parecia um saco de batatas. Segui o conselho do homem velho. Desisti da estrada de asfalto e segui de novo pela terra batida. Povorais é um pequeno amontoado de casas perdido no verde da encosta.
“Você agora vai sempre em frente até à Pena, sempre em frente”, gritou uma mulher. “Vai sempre em frente”. Cocei a cabeça à medida que o tapete verdejante se foi estreitando. A princípio, perdi-me junto a um galinheiro e umas hortas. Mais tarde, a trilha dividiu-se em três. Sempre em frente? Calculei a aldeia da Pena do lado direito. Dei por mim atolado num carreiro enlameado, entre fragas. Até que ela apareceu, a Pena, o casario muito lá em baixo numa correnteza encosta acima, os telhados muito vermelhos, vozes de crianças a ecoarem no vale.


Seriam umas sete da tarde quando cruzei a ribeira da Pena, os penedos já cobertos pela sombra. “Café? Só no Esporão, mas ande depressa, ainda vai ter que andar bem até ao Esporão”. Cheguei ao restaurante regional do Esporão a tempo de devorar um jantar de lombo e vinho e em conversa com um pedreiro de Arganil, atendido por uma moça de óculos graduados a sorrir muito por detrás do balcão. “Qualquer coisa é só pedir. Castanheira de Pêra a pé? Isso são muitos quilómetros…”


DIÁRIO DE VIAGEM

Estou agora pelas bandas de Góis sem o apoio confortável de uma publicação mas mais determinado do que nunca a ir até ao fim. Temos um país lindíssimo, seguro e fantástico e fingimos que não sabemos, entretidos a ler as colunas diárias dos jornais sobre a crise. Por mim, que se lixe a crise. Aqui respira-se ar puro.



OUTONO EM GÓIS



GÓIS, OUTUBRO DE 2008



PONTE EM GÓIS



CASTANHAS ENTRE GÓIS E CABREIRA



FOLGOSA AO LONGE



PAÍS VAZIO



CABREIRA





ENTRE TARRASTAL E CADAFAZ (GÓIS)



CADAFAZ (GÓIS)





CANDOSA (GÓIS)



COLMEAL (GÓIS)



PERDIDO NO BOSQUE (ENTRE COLMEAL (GÓIS) E CEPOS (ARGANIL)




OUTUBRO EM GÓIS

O frio chegou de repente vindo dos penedos da Pena, varreu os camiões estacionados em frente aos restaurantes de estrada do Esporão, soprou pelo vale de Góis e trepou pela Cabreira em direcção a Arganil. Afugentou as gentes para dentro das lojas, arrastou folhas amarelas e avermelhadas, invólucros espinhosos de castanhas e a ramagem seca e outonal dos plátanos para o Ceira. Até os cardumes de peixes fugidios e pequeninos a correr atrás uns dos outros por entre as pedras pareciam querer fugir da súbita invernia. “Oh Dona Maria, faça-me um favor, feche-me essa porta”, pediu a dona da padaria, entre o quente aconchegante dos fornos e a rispidez gelada do vento entrando pela porta de madeira branca entreaberta.
Na serra, entre curvas de asfalto, as bermas cobertas de castanhas, um fumo branco de queimada ergueu-se no verde desfocado e triste da encosta contrária, mal se distinguindo entre o cinzento aborrecido do céu e a silhueta enevoada dos penedos de Góis. “Dão granizo para amanhã e neve para a Serra da Estrela”, diz um homem desocupado, de mãos nos bolsos, procurando conversa junto de outro a trabalhar uma latada. “Isto ainda não é nada”, responde o outro secamente, dirigindo-se para junto de uma pequena casa de xisto, a porta da garagem autenticada com a inscrição a branco “Garagem do Pirolito”.


Num dia de semana de Outubro, poucas pessoas se dão a ver na Cabreira. Uma avó cuida do neto e da filha na solidão do Café e Esplanada “Sonho da Juventude”. Uma idosa conversa com a vendedora de peixe que acaba de parar a carrinha na pequena praça da povoação. Dois homens consertam um algeroz junto ao restaurante “Tranca da Barriga”. Dois velhos espantam o frio sentados na tasca do taxista da Cabreira, que os ouve desfiar histórias requentadas e lentas à frente de dois copos de vinho a 30 cêntimos. “E eu ontem procurei-la, ela disse que ele 'teve um acidente mas que já saíu do hospital. Atão não era de vir falar co' a gente?” O segundo idoso, boina preta cobrindo a cabeça redonda e branca, esfrega demoradamente o queixo, depois o maxilar inferior como se acariciasse uma barba imaginária e aperta os beiços antes de levar o copo à boca: “Para quê? Ela não quer falar com vocês”.
A caminho da aldeia fantasma do Tarrastal, as copas de eucaliptos magrinhos chiam por cima da minha cabeça como baloiços. Soam vozes distante de homens e moto serras, algures perdidos na serrania. Um casal trabalha uma horta num vale perdido sem nunca dar pela minha presença. Umas botas de montanha repousam junto à porta de madeira de uma casa de xisto.


No Cadafaz, duas idosas irrompem de um beco conduzindo as últimas cabras da serra: “Está muito frio, sim senhor”, diz uma entre um sorriso envergonhado meio encoberto por uma manta de lã. A aldeia prolonga-se num casario que corre o topo da encosta de um lado ao outro, desemboca numa capela junto a um miradouro e segue pela Rua Doutor Oliveira Salazar, num misto de xisto e tijolo. Nos fundos da aldeia, espantando a solidão, um homem: “Tantas casas e tão poucas pessoas, não é? Vou p'ra dentro que está a ficar frescalhote”.


FUNERAL NA SERRA

Um homem vestido com uma samarra escura passa por mim ainda eu tenho a vista presa ao Ceira iluminado pelo sol das duas da tarde que corre entre pastos verdejantes da Candosa. O homem ultrapassa-me em passos largos e caminhada de aldeão. Quando dou por ele já está a ler um papel branco com letras pretas. Depois, desaparece entre pinheiros e eucaliptos, para lá da curva. “Gostava de ter a pedalada dele”, penso. O papel anuncia o funeral de Manuel do Colmeal.


Quando chego à aldeia, uns três quilómetros adiante, já um magote de gente se vai juntando no largo perto de um café. “Lá se foi o Manel, era o seu destino...”, comenta um homem de suíças e popa à Elvis Presley vestindo um blusão preto de cabedal. “Chega a vez a todos, não é?”, diz a mulher que atende no café da terra. “Serve-me um copo”, diz o homem. “Tinto ou branco?” O homem das suíças acizentadas e grisalhas como cinza num rescaldo encolhe os ombros: “Tanto faz. Pobre do Manel. 'Inda era novo, não era?” A mulher, as mãos embrulhadas num casaco de malha, por cima do balcão: “Então não era...59 anos. Olha, este é que não teve sorte nenhuma na “bida”. Depois do primeiro acidente, disseram-lhe para parar de trabalhar. Continuou, teve o segundo acidente”. Um segundo homem entra no café, depois um terceiro, mais um quarto. “Não bebem nada?”, pergunta o homem das suíças grandes. “Pode ser um copito”, diz um. “Eu não posso, pode ser um sumo”, diz outro, muito magro, um homem jovem precocemente envelhecido, a pele seca e esticada no pescoço, os olhos avermelhados. “O segundo acidente foi de quê? Não caíu de um aindaime?” A mulher serve mais copos: “Olhem que vocês hoje têem de me ajudar, o patrão 'tá para o funeral e eu estou para aqui emprestada. As minis já sei que são 55...o copo de vinho? Trinta?”
Lá fora, uma multidão silenciosa de vultos negros cerca a Igreja branca erguida entre ciprestes no topo de um monte. Tudo o que se ouve no vale perdido na serra é o “vxxxxxhhhhh...” das eólicas pairando como fantasmas brancos sobre o Colmeal.


“É às quatro, não é?”, pergunta um homem encostado a um calendário com uma paisagem de uns picos de neve muito brancos e um vale muito verde. Por cima, há raposas, um esquilo e um mocho empalhados. Ao lado, uma lareira. “Se for o padre Xavier, é às quatro. Com ele, não há atrasos. Se fosse o padre Carlos...” A mulher sorri: “Ui, esse nem amanhã...” Está escrito que o funeral do Manel do Colmeal é uma oportunidade para os cada vez menos habitantes da serra se juntarem. Veio gente de Góis, do Cadafaz, de Cepos, da Cabreira. Todos conheciam o Manel. “Ele tinha invalidez e continuava a trabalhar...Não era homem de parar. Deixou para aí obras espalhadas...” Um aldeão não perde tempo: “Os filhos acabam-nas, “num” é? É para isso que servem os filhos”. A mulher ao balcão: “Eles são muito trabalhadores...” Até que alguém ganha coragem depois de mais um copo: “Afinal, de que morreu o Manel?” O Manuel, já andava mal do fígado e vesícula, terá falecido de um fulminante cancro no pâncreas. “Pobre Manel, foi o dia dele”.


Lá fora, o largo deserta. A serra encolhe-se de frio. Um a um, os homens vão saíndo. As mulheres há muito que estão na Igreja. O café esvazia. Só lá fica um idoso de bigode escuro, boina preta e olhos de raposa, as maçãs do rosto rosadas. “Eu já não tenho pernas para acompanhar o funeral, vou beber mais um copito. Coitado do Manel, este já não vai ao meu funeral. Dá-me lá mais um copito”.


DIÁRIO DE VIAGEM


Passei os últimos dias a descer e subir a serra, de Góis à Cabreira, por aldeias perdidas como Cadafaz e Colmeal(...).

Fotografias de Nuno Ferreira
in http://portugalape.blogspot.com

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Rota das Tradições do Xisto em dia de Entrudo

É inaugurado a 24 de Fevereiro, dia de Carnaval, o percurso pedestre "Rota das Tradições do Xisto", que abrange as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira (Góis). A inauguração de mais um Caminho do Xisto será uma actividade 'Carbono Zero', amiga do ambiente em que os participantes irão plantar árvores autóctones (características da região) contribuindo assim para esse objectivo.
O programa tem início às 9.30 horas, e tem como ponto de encontro em Aigra Nova, seguindo-se a visita à aldeia e Loja Aldeias do Xisto, visita à Maternidade das Árvores e confecção da broa à moda antiga; 11.30, visita ao capril tradicional e pastoreio do único rebanho da aldeia com a ajuda dos habitantes de Aigra Velha; 13, visita à aldeia da Pena e à moagem da farinha, num moinho único na Ribeira da Pena; 14, recepção surpresa na aldeia da Comareira; 15, aldeia de Aigra Nova, onde terá lugar o lanche colectivo e jogo do pau no largo da Aldeia.
in A Comarca de Arganil, de 18/02/2009

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aldeias de Xisto de Góis

Percorra a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e venha conhecer as aldeias de Aigra Velha, Aigra Nova, Pena

Estas quatro aldeias de xisto pertencem ao concelho de Góis e inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Comece por visitar Aigra Velha. Como som ambiente ouve apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas, e como ruído de fundo escuta-se apenas o chilrear das aves.

Em Aigra Nova, a paisagem é marcada pelo cume do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, que se ergue imponente a 1.204 metros de altura. Este é um dos melhores miradouros sobre o vale, onde veados e javalis vivem tranquilamente, protegidos do mundo. Não deixe de visitar o Centro de Convívio, onde está instalado o Museu das Aldeias e fique a saber mais sobre estas terras e estas gentes.

Aproveite e conheça também a Maternidade das Árvores e a loja de produtos regionais.

Pena é o nome da aldeia que se segue e de uma ribeira de águas cristalinas que, nos dias quentes de verão, convida a muitos mergulhos. A povoação tem como cenário de fundo os Penedos de Góis, procurados pelos mais aventureiros para a prática da escalada.

Por fim visite a Comareira. Os seus habitantes costumam dizer que esta terra soalheira é o ponto estratégico para quem visita as Aldeias do Xisto, pois pode usufruir da natureza no Parque Florestal da Oitava, relaxar nas praias fluviais ou seguir os percursos pedestres, organizados pela Liga de Amigos da aldeia.

Deixamos-lhe esta sugestão, mas comece por onde quiser. Não deixe de conhecer este território preservado, onde a paisagem é sempre a perder de vista.
in www.visitportugal.com

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Comareira

Fotografia de Mário Augusto Carneiro

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Inauguração do Caminho do Xisto das Aldeias de Góis

Rota das Tradições do Xisto em dia de Entrudo

É inaugurado a 24 de Fevereiro, dia de Carnaval, o percurso pedestre “Rota das Tradições do Xisto”, que abrange as Aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira (Góis). A inauguração de mais um Caminho do Xisto será uma actividade ‘Carbono Zero’, amiga do ambiente.
Venha descobrir um carnaval diferente.

Este Caminho do Xisto percorre uma vereda tradicional que unia as quatro aldeias que fazem parte da Rede Aldeias do Xisto de Góis: Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena. 

É ao long destas Aldeias do Xisto e da Rede Natura da Serra da Lousã, num percurso com 9 km, enquadrado por um espaço único e magnífico que os participantes têm oportunidade de viver as tradições e as emoções mais genuínas e tradicionais destas quatro magníficas aldeias. Num passeio ao longo do qual se observam fornos, moinho, uma eira, palheiros, currais, pocilgas, adegas... Estruturas tradicionais e/ou comunitárias que pelo facto de ainda funcionarem, tornam-se uma mais valia num produto turístico de muita simplicidade, mas de grande excelência.

Esta inauguração será uma actividade carbono zero, pois os participantes irão plantar árvores autóctones (características da região) contribuindo assim para esse objectivo.

Toda a envolvente natural é muito rica. Passando o percurso pelo coração da Rede Natura da Serra da Lousã. Ao longo do percurso é possível avistar aves de rapina, manadas de veados, visitar os bosques ribeirinhos da ribeira da Pena e os soutos centenários, que criam o menor impacto possível na envolvente.

Desalientar queaparticipaçãoégratuita. Todos os inscritos devem facultar o seu nome e contacto telefónico.

Programa

9:30h – Ponto de Encontro em Aigra Nova
• Visita à Aldeia e Loja Aldeias do Xisto
• Visita à Maternidade das Árvores
• Confecção da broa à moda antiga

11:30h –Visita ao capril tradicional e pastoreio do único rebanho da aldeia com a ajuda dos habitantes de Aigra Velha

13:00h–Visita à Aldeia da Pena
• Moagem da farinha, num moinho único na Ribeira da Pena

14:00h–Recepção surpresa na Aldeia da Comareira

15:00h–Aldeia de Aigra Nova
• Lanche colectivo
• Jogo do pau no Largo da Aldeia


Informações
ADXTUR
Tel.: (+ 351) 275 647 700 / Tlm: 960 101 873
Miguel Geraldes

Inscrições
Lousitânea
Tel.: 235 778 644 / 966 423 677 / 969 847 852
lousitanea@sapo.pt
in www.aldeiasdoxisto.pt

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vale Torto - XXXIII Jogos de Verão

A Comissão de Melhoramentos de Vale Torto, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia de Góis e dos diversos patrocinadores mencionados no final da notícia, levou a efeito, nos dias 14 a 17 de Agosto, os XXXIII Jogos de Verão, na aldeia de Vale Torto, concelho de Góis, para os quais foram convidadas as seguintes aldeias: Povorais, Esporão, Aigras, Comareira, Cerejeira e Caselhos, tendo participado todas com excepção de Caselhos, o que desde já lamentamos, dado que, não foi dada qualquer explicação à referida organização, referente à sua ausência.


No dia 14 abriram os jogos, pelas 8.30 horas, com o hastear das bandeiras, onde se realizaram as seguintes modalidades: Damas, Tiro, King, Moedas, Malha, Futsal, Dominó, Lançamento de Peso, Gincana, Sueca e Atletismo, com as seguintes classificações:
Damas: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Vítor Júlio, Vale Torto.
King: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Pedro Martins, Vale Torto.
Sueca: 1.º lugar - Pedro Martins e José Gonçalves Martins, Vale Torto e 2.º lugar - Miguel Teixeira e Mário Feliciano, Povorais.
Moedas: 1.º lugar - Clarisse Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Jaime Santos, Aigras.
Malha: 1.º lugar - Reinaldo e Tó Zé, Aigras e 2.º lugar - André Claro e Jaime, Aigras.
Dominó: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Rui Santos, Vale Torto.
Tiro: 1.º lugar - Carlitos Santos, Vale Torto e 2.º lugar - David, Vale Torto.
Lançamento do Peso: 1.º lugar - Rui Simões, Esporão e 2.º lugar - Fábio Santos, Vale Torto.
Atletismo: Escalão A (até 8 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Luís Filipe Rosa, Vale Torto e 2.º lugar - João Pedro, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Bruna, Vale Torto e 2.º lugar - Rafaela Pinto, Povorais.
Atletismo - Escalão B (dos 9 aos 13 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Rodrigo Adão, Esporão e 2.º lugar - João Pedro Rosa, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Mónica Júlio, Vale Torto
Atletismo - Escalão C (dos 14 aos 19 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Carlos Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Jorge, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Carla Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Catarina Claro, Aigras.
Atletismo - Escalão D (dos 20 aos 35 anos)
Femininos: 1.º lugar - Alexandra Claro, Aigras e 2.º lugar - Clarisse Santos, Vale Torto.
Atletismo - Escalão E (dos 36 aos 50 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Rui Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Carlos Santos, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Paula Cristina, Vale Torto e 2.º lugar - Teresa Antunes, Vale Torto.
Atletismo - Escalão F (desde os 51 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Carlos Cabral, Vale Torto e 2.º lugar - Fernando Barata, Povorais.
Gincana: 1.º lugar e equipa constituída por: Pedro Martins, Patrícia Júlio, Vanessa Miado, Marco Porfírio, Catarina Granja e Luís Ribeiro, de Vale Torto e 2.º lugar a equipa constituída por: Cláudia Martins, Hugo, Ana Rosa, Márcia Gama, Carlitos Santos e João Martins, de Vale Torto.
Futsal: 1.º lugar - Povorais, 2.º lugar - Vale Torto e 3.º lugar - Esporão.


Os jogos decorreram com muito entusiasmo tanto dos participantes como das pessoas que assistiram, só foi pena o facto de ter chovido, principalmente quando decorria a prova de gincana.
Em termos de povoações, as classificações finais dos XXXIII Jogos de Verão de 2008 foram as seguintes: 1.º lugar - Vale Torto; 2.º lugar - Povorais; 3.º lugar - Esporão e 4.º lugar - Aigras.
A Comissão de Melhoramentos de Vale Torto agradece a todos os que colaboraram na realização dos XXXIII Jogos de Verão, aproveitando para destacar os nomes dos diversos patrocinadores que contribuíram, dando o seu apoio: Câmara Municipal de Góis, Junta de Freguesia de Góis, Caixa Geral de Depósitos, Casa do Concelho de Góis, Farmácia Miguel Silvestre, Irmãos Figueiredo, Restaurante Caçoila, Transerrano, Restaurante Beira Rio, ADIBER, Angolmoc, Talho Central, Moto Clube de Góis, Café o Caçador, Mármores Vidal e Vidal, Café Primavera, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, Alumínios Bandeira, Casa Bandeira, Turismo de Góis, Vai Tu, Ortopédica Médica, Associação Florestal de Góis, J. Silvas Ld.ª, Supermercado Casimiro Vicente, Encosta da Seara, ALUNORMA - alumínios e António José & Filhos.
in O Varzeense, de 30/09/2008
Fotografias em http://povorias.hi5.com

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