terça-feira, 8 de setembro de 2009

Julgado de Paz vai ser uma realidade em Góis

Vocacionado para a resolução de pequenos conflitos, o tribunal já está acordado com a tutela e deverá começar a funcionar no final do ano ou em Janeiro próximo

As diligências começaram há já algum tempo, mas neste momento está praticamente tudo pronto. "Vamos assinar o protocolo com o Ministério da Justiça em breve", afirma o presidente da autarquia de Góis, visivelmente satisfeito pela conquista deste serviço para o concelho. "É uma mais-valia", afirma Girão Vitorino, sublinhando que, com o Julgado de paz a funcionar em Góis, obvia-se a deslocação habitual ao Tribunal de Arganil para a solução de pequenos conflitos. "É um bem para as populações do concelho", afirma o autarca.
Neste momento, de acordo com Girão Vitorino, o município está em negociações com os proprietários de duas casas, localizadas no centro da vila, numa das quais vai ficar o Julgado de paz, e, garante, "até ao final da semana o processo fica concluído". Segue-se, depois de definidas as instalações, a realização das necessárias obras de adaptação, no sentido de permitir o funcionamento daquele serviço jurídico, que surge no quadro da reestruturação da justiça e de julgados de paz existentes.
A assinatura do protocolo entre o município de Góis e o Ministério da Justiça ainda não tem data marcada, mas o presidente da Câmara de Góis acredita que se irá realizar em breve. No entanto, a operacionalização do serviço "já não será feita comigo", adianta, uma vez que vai abandonar o executivo, apontando para a sua entrada em funcionamento "em Dezembro ou Janeiro".
Meio a sério meio a brincar, o autarca de Góis afirma que "não estou a fazer política, estou a fazer obra" e justifica um conjunto de projectos que estão a avançar ou em fase de conclusão no concelho não com o "terminus" do seu mandado, antes sim com o facto de só recentemente terem sido disponibilizadas as verbas do Quadro de Referência Estratégico (QREN).
E, nessa linha, Girão Vitorino aponta, por exemplo, para a Casa da Cultura, um projecto há muito ambicionado no concelho e que já deu os seus primeiros passos, ao merecer a aprovação da Associação de Municípios do Pinhal Interior Norte, da qual Góis faz parte. "Aguardamos agora que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro nos dê luz verde", adianta o autarca. Girão Vitorio enfatiza a importância deste projecto, que se vai transformar na "sala de visitas" do concelho, uma vez "que não tínhamos nenhuma sala para receberem espectáculo de teatro - que a população de Góis tanto gosta - ou para actuação da nossa filarmónica, que está, inclusive, a ensaiar em péssimas instalações". O autarca refere, de resto, a atenção que a juventude do concelho tem vindo, de forma crescente, a dar ao desporto, à dança e ao teatro e que "importa alimentar, criando condições para fazer crescer esse entusiasmo".

"Consciência do dever cumprido"

"Nota positiva" também para as obras na EN 342, cujos pouco mais de dois quilómetros de ligação à vila de Góis deverão estar concluídos dentro de um mês, bem como para o pólo industrial de Vila Nova do Ceira, que já tem um lote ocupado. "Estamos à procura de investidores", refere Girão Vitorino, que se vai despedir da gestão da autarquia "com a consciência do dever cumprido". Entusiasmado com um conjunto de projectos em fase de arranque, o autarca refere ainda a Escola de Alvares, que "já está em construção, tem um mês de obra", bem como a projectada - e já aprovada - ampliação da EBI de Góis, onde vão ser construídas mais duas salas, e cujo concurso será lançado muito em breve.
O autarca aponta ainda para as duas estações de tratamento de águas residuais, em, Góis e Cortes, da responsabilidade da Águas do Mondego, que já estão em funcionamento e deverão ser inauguradas nos próximos dias. Trata-se, no entender do autarca, de duas infra-estruturas modernas, que "representam uma mais-valia para as populações de Cortes e de Góis" e que contribuem para garantir a qualidade da água nas praias fluviais, particularmente de Vila Nova do Ceira.

Críticas aos atrasos no campo de futebol

Se a Casa da Cultura e um conjunto de outros projectos estão no bom caminho, Girão Vitorino já não está a achar graça nenhuma aos sucessivos atrasos no processo de colocação de relva sintética no campo de futebol . Uma situação negativa, no entender do autarca e que se prende com os atrasos verificados no Instituto do Desporto "Dizem-nos que só falta, uma assinatura, mas já lá vão dois meses à espera", refere, crítico. "Estamos no meio da serra, mas também temos direitos", sublinha, apontando para os muitos jovens "mais de uma centena" - que praticam desporto naquele espaço e que merecem melhores condições.
"O nosso processo tem ficado para trás", sublinha ainda, considerando a situação "muito aborrecida para nós, para os nossos jovens e para quem nos visita". O projecto, adianta, não inclui apenas o arrelvamento, uma vez que a autarquia entendeu, também, efectuar uma intervenção de reabilitação ao nível dos balneários e, também, criar uma pequena bancada no sentido de dar mais dignidade ao campo.
in Diário de Coimbra, de 8/09/2009

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Parque infantil “José Girão Vitorino” inaugurado na praia fluvial de Alvares

A Câmara Municipal de Góis, em colaboração com a junta de freguesia de Alvares, construiu um parque infantil junto à praia fluvial de Alvares, espaço que recentemente foi alvo de uma requalificação, com a realização de algumas obras, colocação de relva e respectivo sistema de rega, e iluminação. Contando com uma grande afluência dos turistas durante a época balnear, esta zona tem sido bastante procurada este verão, podendo as crianças usufruir de um espaço onde se podem divertir. Apesar de já estar em funcionamento há algum tempo, a cerimónia de inauguração do parque infantil teve lugar no dia 22 de Agosto, no âmbito das festas de verão que decorreram em Alvares ao longo de todo o fim-de-semana, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, presidente da junta de freguesia e restantes membros, bem como população em geral.
Após o descerramento de uma placa alusiva ao evento, na qual consta o nome atribuído ao parque, “parque infantil José Girão Vitorino”, o presidente da junta de freguesia de Alvares, agradecendo a presença de todas as pessoas neste acto, considerou que este foi um “momento simbólico” e “um dia marcante”, revelando que o parque infantil faz parte de “um projecto estruturante para a nossa freguesia”, que visa a requalificação de toda a zona ribeirinha de Alvares. “O projecto da praia fluvial está a andar”, referiu, realçando que as obras começaram com a recuperação de muros e açudes.
Segundo Vítor Duarte, estes melhoramentos são da responsabilidade da autarquia, uma vez que “já não havia hipótese de financiamento por parte da Comunidade Europeia e isto só foi feito com a coragem do presidente da Câmara de assumir esta obra há tantos anos desejada por todos nós”, frisou. Mostrando-se satisfeito por Girão Vitorino se ter associado a esta iniciativa, o presidente da junta de freguesia de Alvares fez votos para que este projecto seja concluído, reforçando o seu agradecimento ao presidente da Câmara por “todo o seu empenho”.
“O parque infantil é também um sinónimo de futuro”, alegou, explicando que se destina às crianças e defendendo que é necessário criar infra-estruturas para os mais novos. Por essa razão, “temos já em construção o Centro Escolar de Alvares”, lembrou Vítor Duarte, revelando que este é outro dos projectos que também conta “com a coragem da Câmara Municipal”. “Só assim asseguramos o futuro”, afirmou, advogando que é preciso apoiar as crianças “dando condições para que vivam na nossa freguesia”.
Já o presidente da Assembleia de Freguesia, recordando que a praia fluvial de Alvares é “uma das primeiras praias fluviais desta zona”, contou que este espaço é utilizado “há mais de 20 anos”, no entanto, “não nas melhores condições”. Constatando que os problemas levam algum tempo a resolver porque “é necessário quem execute”, Joaquim Mateus declarou que “ao fim de 20 anos tivemos a sorte de ter um presidente de Câmara e um presidente de junta que conseguiram executar esta obra”.
Coube ao presidente da Câmara Municipal de Góis encerrar esta cerimónia, destacando que as intervenções em Alvares começaram com o saneamento para evitar a poluição da ribeira. “Depois foi a requalificação desta ribeira e passámos para a praia fluvial”, explicou, congratulando-se pela qualidade das águas da ribeira do Sinhel que “são óptimas para o banho”. De acordo com José Girão Vitorino, a praia fluvial de Alvares tem sido vigiada pela autarquia, aguardando-se que passe a ser vigiada também pelas entidades responsáveis pelo Ambiente, “quando for classificada como praia oficialmente”.
Na ocasião, o autarca mostrou vontade para que esta praia integre a rede das praias fluviais, uma vez que “isto é uma mais-valia não só para a povoação de Alvares como para toda a freguesia e região”. Enaltecendo que o presidente da junta de freguesia foi um dos grandes impulsionadores deste projecto, Girão Vitorino sublinhou que esta obra é “de todo poder local”. “Com esta força toda conseguimos dar este passo em frente”, continuou, constatando que o Centro Escolar que está a ser construído “é algo maravilhoso a pensar no futuro”.
“Temos de pensar que esta terra tem potencialidades para ter mais vida e mais gente”, defendeu o edil, realçando que “temos de travar uma grande luta contra a desertificação”, através da criação de infra-estruturas como a escola, o lar e o pólo industrial de Cortes onde “vamos ter mais um industrial com postos de trabalho”, anunciou. Alegando que todas as obras realizadas são “para o bem da nossa freguesia”, o presidente da Câmara de Góis frisou que o parque infantil de Alvares é uma obra “a pensar nas crianças”. “Está aqui um parque que não envergonha ninguém, está muito bem constituído e penso que as crianças adoram”, acrescentou, realçando ainda que a praia fluvial dispõe de um espaço relvado onde as pessoas podem permanecer quando vão ao banho. Fazendo votos para que todas estas infra-estruturas continuem a ter a devida utilização, Girão Vitorino apelou para que “esta terra continue a progredir” e que “tenha cada vez mais vida”.
in www.rcarganil.com

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Inauguração da Exposição de Lenita de Góis - Posto de Turismo de Góis

No passado dia 18 de Agosto de 2009 no Posto de Turismo de Góis foi inaugurada a exposição de Pintura “Sentimentos” de Lenita de Góis. A Senhora Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis Helena Moniz, agradeceu a presença de todos e agradeceu à Lenita por mais uma vez expor as suas obras que merecem ser vistas e admiradas dado a sua qualidade. Acrescentou que é uma honra para o Município de Góis, expor trabalhos de artistas Goienses no mês de Agosto, mês de férias, e em que afluência ao Posto de Turismo se acentua, dando assim maior visibilidade ao trabalho dos artistas locais.


O Senhor Presidente da Câmara Municipal, José Girão Vitorino, grande AMIGO de Lenita de Góis, por motivos de compromissos já assumidos não esteve presente no momento da inauguração pelo que mais tarde, numa visita à exposição com a Lenita de Góis, congratulou-se com a excelente qualidade de obras expostas.
Agradeceu de uma forma emocionada à Lenita por esta estar sempre disponível a participar nas várias iniciativas culturais organizadas pela Autarquia.
“Desde o início do GoisArte a nossa Lenita sempre nos presenteou com belas obras, esperamos que assim continue durante largos anos, pois o GóisArte com a participação da Lenita é bem mais rico e preenchido.”
O Sr. Presidente dirigiu-se à Lenita transmitindo-lhe que ela é motivo de orgulho para Góis, o seu entusiasmo e a sua forma humilde de estar na vida artística é um exemplo para todos.
Girão Vitorino referiu ainda, que finaliza o seu mandato com chave douro. “Que melhor pode acontecer a um Presidente de Câmara em final de mandato que é partilhar um momento destes tão significativo?” “ Uma Artista natural de Góis longe das luzes da ribalta consegui atingir um patamar artístico que muito orgulha o Concelho e a sua Cultura.”
“Saio com o dever cumprido, tudo fiz para que a Cultura em Góis fosse preservada e que os Artistas fossem sempre bem recebidos em Góis e apoiados pelo Município.”


A Artista Lenita de Góis, agradeceu ao Senhor Presidente todo o apoio que lhe foi prestado ao longo destes Anos. “Se não fosse o Senhor Presidente e a Saudosa Alice Sande eu não era quem sou, pois muito tenho agradecer pelo apoio e pela estima que sempre demonstraram ter por mim. Estou muito feliz, o Senhor Presidente também é um grande Amigo, daqueles Amigos que nunca se esquecem e que sempre contamos com eles, por isso Senhor Presidente conte sempre comigo.”

A exposição estará patente no posto de turismo de Góis até ao dia 31 de Agosto de 2009.
Horário de visitas: De 2ª a Domingo das 10h às 13h e das 14h às 18h
in www.cm-gois.pt

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Inauguração de obras e entrega de medalhas em Dia do Município de Góis

No dia em que decorreram as comemorações do Dia do Município de Góis, a Câmara Municipal levou a efeito a inauguração de três grandes obras para o concelho, nomeadamente o Arquivo Municipal, localizado junto à Biblioteca “António Francisco Barata”, o Skate Parque, no Parque de Lazer do Baião, e o Passeio Pedonal que faz a ligação entre a Praia Fluvial da Peneda e o Pêgo Escuro. Sendo também o último ano do mandato do actual presidente da Câmara de Góis, a sessão solene comemorativa do Dia do Município teve um simbolismo especial, tendo sido agraciados com medalhas de bons serviços e medalhas de mérito a título póstumo cinco personalidades do concelho. Refira-se que as comemorações do Dia do Município tiveram início com o hastear da bandeira, na Biblioteca Municipal, na presença de várias entidades e instituições, destacando-se o corpo de bombeiros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis e a Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis que, ontem à noite, juntamente com a Filarmónica Varzeense promoveu um concerto no Largo do Pombal, em Góis.
Durante a sessão solene foram entregues as medalhas a Maria do Rosário Martins [medalha de bons serviços], que foi funcionária da Câmara Municipal de Góis, “que ao longo da sua vida tão bem serviu”; a António dos Santos Almeida, que contribuiu para a melhoria das condições de vida na freguesia do Colmeal, acabando por ser presidente de direcção da União Progressiva desta freguesia; a Fernando Henriques da Costa, que foi presidente da Assembleia de freguesia do Colmeal, bem como teve vários cargos na União Progressiva; a Manuel Martins Barata, que também desempenhou vários cargos nos órgãos directivos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, tendo sido ainda um dos fundadores e presidente da União e Progresso do Carvalhal; e a José Maria Alentista, médico que idealizou a construção da Casa da Saúde da Freguesia de Alvares [medalhas de mérito a título póstumo].
Relativamente às obras inauguradas, segundo o presidente da Câmara Municipal de Góis, o Arquivo Municipal era uma obra necessária, uma vez que, tal como explicou ao RCANOTICIAS, existia apenas um arquivo junto à autarquia e outro perto das Finanças, no entanto, “estava tudo espalhado”, a documentação não estava devidamente tratada, e “com os anos acabávamos por perder todo o arquivo mais antigo”, frisou. Por outro lado, “nas inspecções do IGAP era referenciado que o arquivo não estava nas melhores condições”, explicou Girão Vitorino, contando que decidiu-se criar o Arquivo junto à biblioteca, uma obra “muito útil” para a Câmara Municipal.
Neste momento, a obra está concluída, estando uma empresa especializada a proceder à organização e catalogação dos documentos. “Mais de 70 por cento já está catalogado e dentro de um ano devemos ter tudo como deve ser”, anunciou o presidente da Câmara, revelando que este foi um investimento de cerca de 130 mil euros, para o qual a autarquia espera fazer uma candidatura através de alguns fundos comunitários da ADIBER.
Quanto ao Skate Parque, que resultou de um projecto elaborado no âmbito do programa Progride, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Góis e a Câmara Municipal, esta obra rondou os 40 mil euros, sendo comparticipada com 20 mil euros pelo Progride, e os restantes 20 mil euros foram suportados pela autarquia. “Os jovens até abaixos-assinados faziam”, realçou José Girão Vitorino, referindo que era uma obra muito reivindicada pelos mais novos, existindo até agora no Parque do Baião um mini campo desportivo e o circuito de manutenção.
O Passeio Pedonal entre as praias fluviais da Peneda e do Pêgo Escuro foi outro dos empreendimentos da autarquia que ascendeu os 145 mil euros. “Com este circuito as pessoas já vão da Peneda para o Pêgo Escuro sem qualquer problema”, contou o autarca, realçando que caso se sintam cansadas dispõem de bancos para se sentarem ao longo do percurso. Para além de fazer a ligação entre as duas praias, este Passeio Pedonal permite “dar a conhecer a beleza do rio”, frisou Girão Vitorino.
Na ocasião, o presidente da autarquia goiense lamentou o facto de não ter sido possível proceder neste dia ao lançamento da primeira pedra da Casa Municipal da Cultura, contudo, assegurou que “ainda será lançada até ao final de Setembro”, sendo que “o concurso está na fase final”. Outro dos projectos da Câmara é a melhoria do campo de futebol ao nível de relvado, novos balneários e bancada central, sendo que “em breve vai ser assinado um protocolo”, adiantou o edil.
Sendo o último Feriado Municipal que comemorou enquanto presidente da Câmara Municipal de Góis, Girão Vitorino fez um balanço do que foi feito, orgulhando-se “da saúde financeira em que deixamos a autarquia”. “A obra deixada foi realizada a pensar nas pessoas, a favor do seu bem-estar”, garantiu, fazendo referência à modernização da educação no concelho. Ao nível da cultura e do desporto, o presidente da Câmara enalteceu algumas das obras efectuadas, tais como o Arquivo Municipal, a Casa da Cultura e o novo Campo de Futebol. Na saúde, “tudo fizemos para que o serviço de urgência se mantivesse 24 horas por dia ao serviço dos goienses”, lembrou, esperando que “sejam melhoradas as actuais condições de assistência”.
Garantindo que “Góis poderá continuar a contar comigo e com o meu contributo”, José Vitorino fez votos para que o feriado municipal seja todos os anos “uma data com significado e sentimento, pois encerra no seu âmago o seu maior valor: a nossa identidade colectiva”.
in www.rcarganil.com

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Distinguida “alma goiense” no feriado do município

José Girão Vitorino presidiu pela última vez, como autarca de Góis, às comemorações do Dia do Município. O edil aproveitou o momento para fazer um balanço do trabalho realizado, afirmando que sai «orgulhoso da situação financeira em que deixamos a autarquia», sustentando que «fomos sempre responsáveis e sérios nas decisões tomadas, rejeitando qualquer tentação de gestão que pudesse hipotecar o nosso futuro».
De acordo com o presidente que, recorde-se, não se recandidata, a obra «foi realizada a pensar nas pessoas e só podia ser revertível a favor do seu bem-estar», dando como exemplos a «herança dos equipamentos e modernização da educação no concelho», não esquecendo a cultura, o desporto e a saúde. Ao nível dos dois primeiros, «quisemos que a nossa comunidade pudesse usufruir de bens polivalentes e úteis, que antes não existiam ou estavam ultrapassados», como é o caso da Casa da Cultura, cuja primeira pedra será lançada em finais de Setembro, ou o campo de futebol, que também irá avançar em breve. Também na saúde, segundo Vitorino, «tudo fizemos para que a urgência se mantivesse 24 horas/dia ao serviço dos goienses, esperando que sejam melhoradas ainda mais as actuais condições de assistência aos munícipes, contrariando a opinião corrente da aposta única no alcatrão».
Neste feriado municipal, a autarquia decidiu ainda «honrar os goienses que se foram destacando nas várias áreas», uma vez que, no entender de Girão Vitorino, «nesta data também se deve enaltecer quem, ao longo da sua vida, lutou, trabalhou ou representou a alma goiense». Assim, foi entregue a medalha de bons serviços a Maria do Rosário Antunes Alvarinhas Martins, essencialmente pelo «seu trabalho metódico, que aliado ao brio e ao zelo, transformam-se em mais-valias para a instituição que representam, porque sabem profissionalmente responder da melhor maneira».
A título póstumo, foram atribuídas quatro medalhas de mérito, nomeadamente ao engenheiro António dos Santos Almeida, que «ao longo da sua vida foi porta-voz e um dos rostos na luta pela melhoria das condições de vida do Colmeal, terra de onde é natural» e a Fernando Henriques da Costa, que acumulou vários cargos «que contribuíram para a melhoria e bem-estar colectivo da freguesia e do concelho». Igual distinção para Manuel Martins Barata, que «deixou às populações um conjunto de bens que, de outro modo, tardariam em chegar, como a melhoria do abastecimento de água à localidade ou a electrificação, entre muitos outros», e para o médico José Maria Alentisca, homem que «defendeu sempre os interesses dos goienses, tendo por exemplo demonstrado visão e clarividência na idealização da construção da Casa da Saúde da freguesia de Alvares».

Disponível para ajudar
Em jeito de despedida, já que foi o seu último feriado municipal como autarca, Girão Vitorino declarou terminar a sua «participação pública activa, com o mesmo sentimento de sempre: de bem servir a causa pública». Girão Vitorino disse ainda que Góis «poderá continuar a contar comigo e com o meu contributo sempre que entenderem», pois, sustentou, «sendo dos filhos adoptivos da terra, também aprendi a amá-la, desde que aqui cheguei, fixei residência e aqui eduquei os meus filhos».
Finda a cerimónia, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal António Francisco Barata, foram inauguradas três obras, nomeadamente o Arquivo Municipal, instalado num espaço próprio, na biblioteca, o Skate Parque, no Parque de Lazer do Baião, juntando-se ao circuito de manutenção e ao mini-campo desportivo ali existentes, e um passeio pedonal que liga a praia fluvial da Peneda à praia fluvial Pêgo Escuro.

“Que os futuros inquilinos
saibam honrar a causa pública”
Girão Vitorino quis ainda deixar uma mensagem de esperança relativamente ao futuro e agradecer «do fundo do coração, a todos quantos comigo trabalharam e aprenderam a trabalhar em equipa, em nome do progresso e modernização sustentada do concelho de Góis». Uma palavra também para a sua família, «que sempre me apoiou incondicionalmente, nos bons e nos maus momentos».
O edil aproveitou, também, para se despedir «institucionalmente de toda esta comunidade que servi, no maior respeito republicano e democrático, desejando que os futuros inquilinos desta casa, saibam honrar os seus compromissos, com a responsabilidade da causa púbica pela qual tanto me bati».
in Diário de Coimbra, de 14/08/2009

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Último Dia do Município presidido por Girão Vitorino

É a despedida de Girão Vitorino do município ao qual está ligado há 30 anos. O presidente vive hoje o seu último Dia do Município como responsável pelos destinos do concelho e reconhece «emoção» na despedida.

«Anunciei a minha saída da vida política e este é o meu último feriado municipal e, claro, são momentos de particular emoção», disse ontem ao Diário de Coimbra o presidente da Câmara de Góis, recordando as “despedidas” que, nessa qualidade, tem vindo a fazer, nomeadamente no GóisArte e também na FACIG. Sem esconder a emoção, Girão Vitorino confessa que são muitos anos ao serviço da autarquia, 30, e mais ainda dedicados a Góis», uma vez que desde 1972 está radicado no concelho, para onde se deslocou por razões de ordem profissional, apaixonando-se por aquela terra e por aquelas gentes.
«Chegou a hora de me ir embora, porque a minha saúde não me permite continuar», afirma, muito embora, apesar de «um bocadinho mais debilitado», se mantenha presente e empenhadamente a «acompanhar todos os processos» da autarquia.
Nesta sua última sessão solene comemorativa do Dia do Município, Girão Vitorino afirma não querer falar de si. «A obra está feita», afirma, satisfeito pelo trabalho desenvolvido em prol do município, do bem-estar das populações e do desenvolvimento do concelho. Todavia, «quero desafiar aqueles que vão assumir a Câmara a continuarem a trabalhar em prol do bem-estar deste povo e deste concelho, que olhem por todos e continuem a trabalhar, afincadamente e com determinação», pede. O autarca faz também questão de deixar uma «palavra de coragem e força à equipa, um desafio para que puxem ao máximo por este concelho e, podem ter a certeza que vão chegar ao fim do mandato como eu cheguei, pensando que fizeram muito pouco e, sobretudo, que fica muito para fazer».
O autarca, com a sua larga experiência, afirma que «as verbas não dão para tudo e há sempre muito para fazer», mas sublinha o desafio a quem lhe suceder na autarquia, no sentido de, apesar dessa consciência dos limites e das dificuldades, «fazerem o máximo que puderem para bem do concelho». Alerta ainda para a oportunidade de aproveitar os fundos comunitários – dos quais «já estamos a usufruir» - bem como «todos os programas que estejam disponíveis».
O autarca de Góis expressa a sua disponibilidade para dar o seu contributo e ajudar. «Estou em Góis, não me vou embora, e estou disponível para ajudar no que for preciso», diz ainda, dirigindo-se à equipa que lhe irá suceder na gestão dos destinos do município.
As cerimónias comemorativas do Dia do Município têm início às 9h30, na Biblioteca Municipal António Francisco Barata, com o hastear da Bandeira, guarda de honra a cargo do corpo de Bombeiros da Associação Humanitária de Góis e actuação da Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis. Segue-se, às 10h00, a sessão solene, no auditório da biblioteca.
in Diário de Coimbra, de 13/08/2009

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sábado, 11 de julho de 2009

Gósisarte inaugurado ontem - Artes plásticas ganham dimensão em Góis


Este ano o GóisArte conta com 110 obras de artistas portugueses e espanhóis, distribuídas pela fotografia, pintura e escultura. A mostra internacional de arte foi inaugurada ontem e está patente ate ao próximo dia 19, na Casa do Artista em Góis. Trata-se da última edição que conta com Girão Vitorino como presidente da Câmara Municipal, facto que não deixou indiferente alguns dos presentes na sessão de abertura do evento.

Assim, o autarca de Góis vai ter uma rua com o seu nome em Oroso, localidade há largos anos geminada com o município de Góis. «Quero que o nome de Girão Vitorino fique presente para sempre nas ruas de Oroso», disse Manuel Miras Franqueira. O Alcaide do Concelho de Oroso pretende, desta forma, mostrar «o agradecimento e o carinho que temos por Girão Vitorino», até porque, sublinhou, a geminação que Oroso tem com Góis foi efectuada durante o seu mandato e «a experiência que temos no campo das artes foi precisamente colhida aqui em Góis».

Também António Pedro Pita se referiu ao edil, afirmando que «não é necessário fazer um filme, escrever um livro, ou compor uma canção para se ser um artista», uma vez que na opinião do director regional da Cultura do Centro, «um artista é aquele que produz, que cria» e «se dermos uma volta por Góis, encontramos muitas formas, materiais e imateriais que são da responsabilidade de Girão Vitorino».

António Pedro Pita referiu-se ao certame, sublinhando a sua «importância local e regional», e a «sua capacidade de atrair outros artistas de regiões diferentes do país e de Espanha». O responsável regional da Cultural fez ainda notar a diferença e a especificidade do GóisArte, uma vez que, «de um modo geral as autarquias apostam nas artes performativas e a Câmara Municipal de Góis apostou nas artes plásticas» e «são poucas as que o fazem», fez notar.

O responsável pela Cultura do Centro, foi mais longe e considerou que a consolidação do certame, que tem vindo a ser efectuada ao longo destes 13 anos «é uma pedra chave no que eu chamo ordenamento do território em temos culturais», pois, «a cultura e as artes têm uma importância política que nunca é demais sublinhar».

Sensibilizar pela arte
Já para Helena Moniz, este certame é «um bom exemplo do dinamismo cultural do concelho, que aposta em imprimir uma marca relevante nas artes». A arte e a criação artística, disse ainda a vereadora da Câmara de Góis, «permitem comunicar emoções, partilhar afectos e, por isso, apelamos à sensibilidade dos artistas para nos ajudarem nessa nobre missão de promoção e defesa da criança e dos seus direitos, ao mesmo tempo lançando o alerta à sociedade para a sua responsabilidade na formação dos mais novos». Até porque, acrescentou, «as nossas crianças são o espelho da nossa sociedade e o que semearmos, colhemos».

Os artistas reponderam ao apelo, ou seja, subordinarem as suas obras ao tema “A Criança e a Sociedade” e, enfatiza a vereadora da Cultura, «encontraremos nas obras expostas mensagens muito fortes, a que decerto não ficaremos indiferentes e que nos levarão à reflexão».

Segundo Girão Vitorino ao escolher este tema «quisemos apelar aos artistas e à sua sensibilidade para alertar, diferentemente, para a necessidade de proteger a criança, demonstrando que ela é a semente que qualquer sociedade deseja ver crescer e assumir a herança da sua comunidade». O autarca deixou também uma palavra para os artistas que participam no certame esperando que «continuem a procurar as terras do Ceira, Vale ou Serra, para, neste espaço humano único e em comunhão com a natureza possam deleitar-se no vosso trabalho ou arte, sabendo que o GóisArte tem memória e acarinha todos os artistas, sejam eles locais ou não». A propósito Girão Vitorino recordou ainda que este certame «é, também hoje, motivo de união de dois municípios de países diferentes, que encaram a sua cultura como um espelho natural das suas raízes e do que se pretendem tornar no futuro».
in Diário de Coimbra, de 11/07/2009

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fibra Óptica por terras de Góis


Foi um privilégio para o município de Góis ter sido o “palco” de apresentação publica do Programa Redes de Nova Geração, que em linhas muito gerais pode ser traduzido como redes de comutação de dados por pacote, para prestação de serviços de comunicações electrónicas, fazendo uso de múltiplas tecnologias (fixas e móveis) de transporte e que permitem uma gestão centralizada de diferentes níveis de qualidade de serviços, em que as funções relacionadas com os serviços são independentes das tecnologias de transporte. Estas redes, permitem acesso livre por parte dos utilizadores às redes concorrentes e a serviços à sua escolha e suportam mobilidade generalizada.
Mais que um acto politico, foi um tributo a Góis e a todas as suas Gentes, demonstrando que, para o Governo da Republica, o interior do país existe e que tem os mesmos direitos em matéria de cidadania e igualdade de oportunidades.
Foi manifesta a disponibilidade do Primeiro Ministro em desenvolver Programas e Projectos que promovam a coesão territorial, que aproximem cada vez mais os cidadãos e que se constituam como oportunidades de mudança para o mundo rural.
José Sócrates reconheceu o potencial das zonas rurais e evidenciou uma vontade expressa de minimizar as assimetrias regionais, seja em matéria de acessibilidades e equipamentos, seja no campo das novas tecnologias de informação e comunicação. Reconheceu também, o importante papel das Autarquias Locais na implementação destas iniciativas e a necessidade de criarem condições às populações, particularmente às gerações mais jovens, de acederem à sociedade de informação, para que, no futuro, possam competir em igualdade de circunstâncias e de tratamento, com os jovens das zonas do litoral.
Com a visita de José Sócrates a Góis consolida-se mais um ciclo Autárquico e fica assim a marca das virtudes do Poder Local.

José Girão Vitorino
Presidente da Câmara Municipal de Góis
in www.cm-gois.pt

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sócrates "desceu" a Góis... e Girão agradeceu


Em defesa da igualdade de oportunidades, o Governo quer que as redes de nova geração cheguem a todo o país. Por isso, o concurso para a região Centro foi lançado no Interior, em Góis.
Sócrates garante: “Nenhum português vai ficar para trás”. O primeiro-ministro quer que, ao contrário de muitos projectos realizados em Portugal, as redes de nova geração (RNG) cheguem a todo o país e não apenas ao Litoral. Por isso, decidiu fazer um “emblemático” lançamento do primeiro concurso, para RNG na zona Centro, em Góis.
Góis marca o arranque do projecto na região, mas outros se seguirão. Ao todo, são 43. Precisamente aqueles concelhos onde não houve investimento privado, o que se traduziu numa assimetria que o Governo pretende eliminar. Em 2009, a fibra óptica deverá chegar a 100 mil casas. Criar condições para atrair a iniciativa privada a estas zonas mais rurais é “um apoio do Estado em nome do valor da igualdade”, considera José Sócrates.
Para o governante, as RNG são um projecto “da maior importância para a afirmação do país”. Em primeiro lugar, pelo que significam em termos de modernização: “Portugal junta-se ao Japão e à Coreia na linha da frente”, em termos tecnologias de telecomunicações, frisa.
Mas, além das vantagens no acesso à informação e comunicação, a implantação das RNG representam também “emprego para muitos portugueses e oportunidades para muitas empresas”. “Sem investimento não havia emprego e oportunidades para as empresas. Fazer investimento nas RNG é construir o futuro”, afirmou Sócrates.
Ideia reforçada por Mário Lino. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações baseou-se em números – “15 mil pessoas das operadoras de telecomunicações” que vão trabalhar neste projecto, mais as “25 mil da indústria ligada ao sector” e os “muitos milhares para a construir e instalar” as RNG – para afirmar que este é “um projecto que combate a crise”.
Quem estava visivelmente satisfeito com este lançamento, e com a presença da delegação do Governo, era o presidente da Câmara Municipal de Góis. Segundo José Girão Vitorino, com as RNG, “Góis deixa de ser uma pequena terra longínqua do poder central”. O autarca diz que o concelho quer “estar na primeira linha das RNG” e considera que esta é uma oportunidade para “eliminar os efeitos perversos do esquecimento e afastamento”.
in Diário As Beiras, de 27/05/2009

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Góis Divulgam Investimentos Feitos e Apresentam Planos Para o Futuro

Aproximando-se a passos largos o final de mais um mandato, o jornal O VARZEENSE foi conversar com o presidente e com o vice-presidente da Câmara Municipal de Góis, no sentido de saber quais as obras feitas, projectos para o futuro e disponibilidade para novos mandatos.
Com um mandato caracterizado por um vasto número de obras realizadas, o presidente da Câmara Municipal, José Girão, afirma estar a tentar cumprir com grande parte do que prometeu ao eleitorado, "mas nem tudo será possível visto a recessão económica que se está a sentir, ter disparado o preço das obras, muitas vezes, para o dobro do valor".
Para o presidente José Girão, todas as freguesias do concelho têm os mesmos direitos, pelo que, a verba tem sido investida em melhoramentos ao longo de todo o concelho - "todos são filhos de Góis e necessitam das mesmas regalias e apoios", afirmou o edil, lembrando que o concelho é extenso e a verba é reduzida, o que dificulta a realização de mais projectos.

Girão irá afastar-se definitivamente da política
No que se refere à sua disponibilidade para continuar à frente dos destinos do concelho, Girão afirmou que, no final do presente mandato irá afastar-se definitivamente da política - "após 36 anos ao serviço do concelho, começando como funcionário da EDP e 28 anos como vereador e presidente da Câmara, entendo que devo dar o lugar a novas pessoas", referiu.

Diamantino Garcia continua ainda mais disponível
Opinião contrária tem o vice-presidente, Diamantino Garcia, que afirmou continuar muito mais disponível que antes para se candidatar às próximas eleições autárquicas e que prosseguiu referindo: "em relação a algumas notícias que têm saído nos jornais, dizendo que eu sou um candidato de recurso à Câmara Municipal, não faz sentido" e justificou: "para quem é vereador da Câmara Municipal há oito anos, cinco dos quais como vice-presidente, nascido no concelho de Góis, que bem conheço, é natural que alimente esperanças em poder vir a ser candidato à Câmara Municipal de Góis".
Agora "ainda muito mais disponível para se candidatar", Diamantino Garcia ressalva, no entanto, saber que ao ser militante de um partido está consciente que "o partido terá que ter uma palavra nesse sentido", no entanto reitera que "a disponibilidade não se esgota nos partidos".
Convicto da sua decisão, o actual vice-presidente da autarquia afirmou ainda: "não me vão conseguir desmotivar, tentando proibir de dizer que estou disponível ou apelidando-me de candidato para remendar situações, porque não se trata disso".
Na sua opinião: qualquer candidato tem que estar disponível e interessado e ter apoios e Diamantino diz estar disponível e interessado, quanto aos apoios refere de forma tranquila: "logo se verá se chegam e de onde chegam".
Diamantino encerra o tema com a seguinte expressão: "nunca serei candidato contra ninguém, serei sempre um candidato por Góis, única e exclusivamente".
Em conversa com o Presidente e Vice-Presidente da autarquia, o jornal O VARZEENSE apurou ainda que, na sequência do estado de saúde do presidente da Câmara, e tendo este tomado conhecimento que Diamantino Garcia estaria disponível para regressar para o concelho de Góis, o edil lançou-lhe o convite para que regressasse à vice-presidência da autarquia, cargo que Diamantino Garcia aceitou, acabando por confessar ao nosso jornal que, voltou para defender os interesses dos munícipes.
José Girão disse também que Diamantino Garcia, mesmo quando não estava como vice presidente "mostrou-se sempre interessado pelos assuntos da autarquia, nunca faltou a nenhuma reunião, sempre que fosse necessário para abertura de concursos e elaboração de projectos estava pronto a ajudar e nunca se desinteressou pelos assuntos da autarquia".

Obras Realizadas
No que se refere a obras concretizadas ao longo do último mandato, a presidência do município recordou algumas das muitas obras realizadas:
O plano de recuperação das aldeias do xisto (Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira), a reparação da estrada que liga Aigra Nova / Aigra Velha; a requalificação da Avenida Alvaro Paula Dias Nogueira e do Largo Francisco Inácio Dias Nogueira (antigo Largo do Pombal).
Também na rede de abastecimento de água foram feitos grandes investimentos, acrescentou o presidente da autarquia, nomeadamente nas freguesias de Alvares, Góis e Colmeal.
A construção de um arquivo situado junto à Biblioteca Municipal, que se encontra já em fase de acabamento e que, segundo acrescentou o edil, pensa ser inaugurado dentro em breve, o qual permite organizar e conservar todo o espólio da Câmara, de uma forma digna. Diamantino Garcia acrescentou ainda que já se encontra aberto o concurso para aquisição do equipamento para o seu interior.
Continuando a falar de obras, lembraram também: a pavimentação das ruas em Alvares, construção de uma ETAR e substituição de toda a rede de abastecimento de água. "Obras complicadas em virtude da grande extensão que cobrem".
Falaram do alargamento do Largo Principal em Amioso do Senhor e construção do muro de suporte de terras, arruamentos em Cerdeira, arruamentos e passeios da Raposeira e Avenida Manuel Naia Sarrazola na sede de concelho e a requalificação urbana da vila de Góis, com diversas obras realizadas. Iluminação do Parque de Estacionamento da zona envolvente ao Rio Ceira, próximo das instalações da GNR, melhoria no acesso ao Parque do Castelo, com o aproveitamento da antiga fábrica de mármores, para alargamento do início da subida e arranjo do espaço junto à foz da ribeira de Alvém. Também a construção da circular externa do Carvalhal dos Pombos e seus acessos e os arruamentos em S. Martinho foram lembrados pelos responsáveis.
No que se refere à EN2, concretamente ao espaço Pião - Góis a autarquia aguarda uma resposta das Estradas de Portugal, no sentido de ajudar a fazer face ao aumento do custo previsto anteriormente no projecto, motivado pelo aumento dos combustíveis e do custo de vida, acrescentou o presidente José Girão, que aproveitou para louvar a atitude dos proprietários dos terrenos, pois, segundo informou, "houve uma grande adesão dos proprieários em ceder as parcelas para o alargamento da estrada".
Girão falou não só dos diversos arruamentos na freguesia de Góis, mas também dos arruamentos efectuados em Vila Nova do Ceira, nomeadamente, a requalificação da zona Oliveirinhas - Cruzinhas, com construção de muros e passseios, acesso aos Carvalhais e rectificação e pavimentação da estrada do Inviando, que está ainda por concluir por motivos alheios à Câmara, "tentamos a todo o momento avançar", referiu o edil, que pretende chegar a acordo com proprietário da única parcela que falta adquirir.
Foi também feita uma nova rede de abastecimento de água e acesso aos Carvalhais e Inviando. José Girão falou também do alargamento da rua principal de Sacões com a consequente construção de muros de suporte.
Em relação à via estruturante Norte / Sul - 3.ª fase, a obra contempla a Candosa, Colmeal, Carvalhal do Sapo, Braçal e acesso à Aldeia Velha e arruamentos, assim como o acesso à povoação das Mestras e várias estradas na freguesia de Alvares destacando o acesso ao Amioso do Senhor, Amioso Cimeiro e Obrais/Boiça.
Girão e Diamantino referiram-se também a outra importante obra – a construção de quatro reservatórios de água, nas freguesias de Alvares, Colmeal e Góis, bem como diversos depósitos de apoio à Protecção Civíl, com participados em 50 porcento pelo III Quadro Comunitário e o restante pela Câmara Municipal, sendo reservatórios com a capacidade de cem mil litros localizando-se em: Vale Boa, Carvalhal dos Pombos, Chã de Alvares, Piães, Sacões e Quinta das Águas, bem como, a manutenção de uma rede viária que serve de auxílio na prevenção e luta contra incêndios.
Lembraram também o esforço da autarquia em manter limpos os terrenos, construir aceiros e efectuar limpeza em redor das aldeias, ao longo de todo o concelho, também como forma preventiva para os incêndios.
Ainda na defesa aos incêndios, neste Verão "tivemos na vigilância três brigadas, duas com comparticipação e uma da responsabilidade total da autarquia", acrescentaram.
Diamantino congratulou-se pelo resultado positivo, e acrescentou: apesar de termos tido uma série de inícios de fogos que felizmente conseguimos controlar rapidamente, o mais complicado foi o do Colmeal, devido à dificuldade das condições de combate, visto ser um vale muito encaixado".
No que se refere ao incêndio do Colmeal, Diamantino e Girão mostraram-se também muito satisfeitos com a atitude do Governo que disponibilizou todos os meios para rapidamente o controlar. Diamantino, reiterou também um agradecimento muito especial aos bombeiros pela rápida intervenção.
Os líderes falaram também da limpeza das valetas e bermas em todas as estradas do concelho e da enorme quantidade de quilómetros (2 bermas-460Kms), o que admitiram nem sempre ser fácil.
Diamantino comentou ainda o facto de ser frequente ouvir dizer que o turismo é vital, mas para que o turista se interesse pelo nosso concelho, lembrou que, há inúmeras coisas feitas pela autarquia que são extremamente necessárias, como por exemplo: a qualidade das águas e o novo saneamento básico que se tem feito. Diamantino continuou: "está já a ser lançado um concurso para a construção de uma nova ETAR em Vila Nova do Ceira e intervenção nas ETAR's de Góis e Cortes". Depois, disse também: "a questão da paisagem onde se integra o esforço que fazemos com a floresta, a parte das belezas naturais edificadas, que tem a ver com as aldeias de xisto, requalificação das vilas, etc.
A presidência da Câmara lamentou ainda o facto das criticas que por vezes surgem acusando a autarquia por fazerem muito alcatrão mas, referiram, existe uma preocupação em dar boas condições de acessibilidade e a rede viária é extensa e está velha pelo que, há ainda necessidade de se fazer muitas repavimentações.
"Se queremos ter o turismo de qualidade temos que potenciar o que temos", concluiu o vice- presidente.
José Girão lembrou ainda o grande investimento do Parque Industrial de Vila Nova do Ceira, que se encontra em fase terminal: Paralelamente e para dar apoio "criámos o programa FINICIA - um fundo para apoio às pequenas e médias empresas - mais um esforço da Câmara Municipal", disse.
Relativamente à habitação também há uma preocupação da autarquia que tem consciência que não há uma grande oferta, pelo que "lançámos três planos de pormenor: Quinta do Baião, Cortes e outro em Vila Nova do Ceira, que vão dar condições para que as pessoas possam construir de uma forma ordenada e organizada".
Do ponto de vista turístico referiram que começa a haver vontade de alguns empresários em efectuar investimentos, e que a autarquia espera que se possam vir a concretizar algumas das iniciativas que têm sido propostas à Câmara, não só na sede de concelho mas também nas restantes freguesias, por exemplo na aldeia do Loural um investidor comprou toda a aldeia e pretende recuperá-la e fazer um centro de actividades de contemplação e Yoga. Satisfeitos, os responsáveis acrescentaram: "o papel da Câmara é acompanhar incentivar e apoiar os empresários".
Agora com o novo programa que permite recuperar casas em xisto fora da rede das aldeias do xisto, os dirigentes autárquicos referiram que, começam também a aparecer interessados de outras aldeias, que pretendem aderir a esse programa.
Em relação à parte escolar está lançado o concurso para a construção do Centro Educativo de Alvares, cuja candidatura já foi aprovada, referiram, informando também que já está a ser efectuado o projecto para alargamento do Pré Escolar e Escola do Primeiro Ciclo de Góis.
Em termos sociais, o presidente da Câmara disse: "estamos a lutar para conseguir que a Caritas Diocesana apresente rapida o projecto da Lar de Cabreira, na freguesia do Cadafaz. A Câmara Municipal irá continuar com a verba disponível para esse fim, pois, logo que o projecto seja aprovado e que exista por parte da Segurança Social o respectivo acordo sabemos que, por parte da população da Cabreira há uma forte união para a angariação de fundos, continuou José Girão que lamentou também o facto de ainda não ter colocado à disposição do Centro Social Rocha Barros o espaço para beneficiação, mas, confessou que, tal deve-se às grandes dificuldades que têm surgido com a legalização dos terrenos, para a construção dos novos estaleiros da Câmara, em Alagoa.
No que se refere aos Paços do Município pensa-se que em 2010 a obra poderá já estar concluída, no entanto, poderão haver alguns serviços a funcionar no remodelado edifício já dentro em breve, como sejam a divisão de obras, visto que, a mudança será faseada e nunca de uma vez só, conforme referiu Diamantino Garcia, que acrescentou estar neste momento adjudicada a reparação dos tectos.
José Girão lamentou o facto do edifício não poder sofrer todas as alterações desejadas, mas tal deve-se ao facto de ser património classificado, pelo que, o IGESPAR (Instituto de Gestão do Património) não autorizou todas as obras que pretendiam efectuar, no entanto, ficará com as condições dignas e com acessos também para as pessoas com mobilidade reduzida".

A Quinta do Baião
A grande extensão da Quinta do Baião permitiu a sua divisão, em zona urbana destinada à construção e zona de reserva agrícola, pelo que, segundo acrescentou, o vice-presidente: "gostaríamos ainda antes do final do ano assinar um protocolo com o Góis Moto Clube, no sentido de lhes proporcionar finalmente a possibilidade de terem a sua sede, na Quinta do Baião". Outra parte da Quinta destina-se a um espaço de lazer "onde será construída uma pista de Skate e onde se prevê que possam ser efectuados percursos pedonais e uma maternidade de trutas" acrescentou Diamantino Garcia.
Ainda falando da Quinta do Baião, "para o local onde se realizam as habituais feiras e eventos festivos, já existe um projecto aprovado que aguarda financiamento, para a realização de um espaço de feiras devidamente dignificado, com a construção de stands, casas de banho e todas as necessidade inerentes a um parque de feiras permanente", continuou descrevendo o restante espaço da Quinta: "cerca de quatro hectares foram vendidos à ADIBER, cuja situação é do conhecimento público, restando ainda cerca de 13 hectares na posse da Câmara disponíveis para diversos projectos", pelo que, Diamantino Garcia frisou que, "não se pode dizer que a Câmara esteja a inviabilizar os investidores por ter vendido o terreno à ADIBER, pois existe muito terreno na posse da autarquia, onde qualquer investidor poderá investir.

Perspectivas para o futuro
Para o futuro o presidente da Câmara mostrou-se confiante na evolução do concelho de Góis e espera que alguns munícipes se tornem mais abertos para que, em vez de criticarem, procurarem ter a certeza do que são os projectos, não tentando matá-los logo à nascença.
O edil confessou ter um sonho que não conseguiu con"a construção de uma piscina municipal" e tem esperança que até ao final do mandato ainda irá ver iniciados e concluídos alguns projectos, nomeadamente: o campo de futebol com relvado sintético, novos balneários e uma zona coberta, assim como a Casa da Cultura (AERG), Centro de Interpretação do Vale do Ceira e Casa Museu Alice Sande.
Espera também ver concretizada a Praia Fluvial de Alvares, com óptimas condições e completamente natural.
No que se refere à Praia Fluvial das Canaveias também pensa ainda modernizar a zona de apoio, com beneficiação do bar e um pólo desportivo com relva sintética.
José Girão ainda falou da ligação pedonal entre a Praia Fluvial da Peneda e do Pego Escuro, que se encontra já em fase de construção.
E ainda intenção do edil dotar a Praia Fluvial da Peneda com casas de banho e acesso ao rio para pessoas com motricidade reduzida, candidatando-a depois a Praia Acessível.
Girão apelou ainda para que as pessoas "não se gabem que trazem empresários para Góis e que a Câmara não tem sabido aproveitar, pois não é verdade ", disse o edil, que referiu: nós temos falado com alguns empresários e eles pedem-nos calma, pois estamos a atravessar tempos de crise mas que vão apostar no concelho de Góis".
José Girão louvou também o facto de haver empresários de Góis que têm continuado a apostar na sua terra. "E outros que não o sendo merecem também o nosso apoio e estima para que invistam cada vez mais no nosso concelho, acrescentou.
"Só a criticar por criticar não chegamos a parte alguma", concluiu o presidente da Câmara, apelando à compreensão e união de todos os munícipes.
Para os críticos, o presidente da Câmara disponibiliza um carro para que possam percorrer o extenso concelho e ver todas as obras que se têm realizado e que até Outubro já orçavam em perto de cinco milhões de euros.
in O Varzeense, de 30/11/2008

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ambiente em Góis

Rios despoluídos em Góis

O concelho de Góis quer manter limpos os rios e ribeiras onde abundam lontras e cardumes de peixes. Para garantir a qualidade das águas está prevista a construção de novas ETAR's
O concelho de Góis, que possui ao longo do Rio Ceira várias praias fluviais, caracteriza-se pela despoluição das suas águas, que são límpidas e cristalinas. A Praia da Peneda, em Góis, e a Praia das Canaveias, localizada em Vila Nova do Ceira e galardoada como praia acessível, são dois dos locais turísticos mais procurados no Verão.
Tendo em conta a importância da época balnear e do turismo para o desenvolvimento do concelho, a Câmara Municipal de Góis está empenhada em preservar a natureza, nomeadamente a floresta e as águas, adoptando algumas medidas de prevenção.
Sandra Coelho, técnica superior da autarquia na área do Ambiente, explica que ao nível dos rios procuram impedir "as descargas, para preservar as praias fluviais, cada vez mais frequentadas". Atendendo aos resultados das análises feitas, as águas têm "qualidade suficiente" e pretende-se futuramente criar mais "uma ou duas praias fluviais noutros pontos do concelho", realçou.
De acordo com a vice-presidente da Câmara de Góis, os rios no concelho estão "completamente despoluídos", o que se comprova "pelo facto de se verem lontras a todas as horas e cardumes de peixes já com certa dimensão, inclusivamente trutas. Alegra-nos ver a pureza e a limpidez das águas", salienta Helena Moniz, acrescentando que, no que respeita às parais fluviais, "no próximo ano, serão feitas obras na Praia da Peneda, nomeadamente na adaptação das casas de banho e também no acesso à água, de maneira a torná-la uma praia acessível.
Também o presidente da autarquia realçou, que uma das preocupações "é ter os rios limpos, despoluídos, e as ETAR' s a funcionar em condições". Contudo, admite José Girão Vitorino, "por vezes, acontece uma avaria no motor e isso prejudica o rio". O autarca considera que "vale a pena apostar na defesa dos rios e respirar o ar puro na montanha", sendo uma das apostas do município a "reflorestação das áreas ribeirinhas, para manter a qualidade das águas.

Novas ETAR's
Com o intuito de garantir também a qualidade das águas, está prevista a construção de algumas ETAR's, da responsabilidade da Águas do Mondego, devendo avançar já no próximo mês de Setembro as obras de remodelação e ampliação da ETAR de Góis e em Cortes. Está também prevista, "até ao final do ano, a construção da ETAR de Vila Nova do Ceira, que neste momento é uma fossa que traz alguns problemas, e de Ponte de Sótão, uma povoação da freguesia de Góis com bastante p0pulação", esclareceu Sandra Coelho.
Segundo a técnica, os principais problemas relacionados com o ambiente e apresentados pelos próprios munícipes, respeitam precisamente ao saneamento básico. No entanto, "temos 45 sistemas de abastecimento de águas, e é quase impossível que todos sejam bons", frisou.
Relativamente ao saneamento básico, a vice-presidente da Câmara realça que, neste momento, não existe em todas as aldeias, esclarecendo, contudo, que, "segundo os últimos estudos, uma ETAR só deve ser implementada acima dos 1000 habitantes". Para Helena Moniz, "acima dos 500 habitantes já devia existir um sistema de saneamento, mas abaixo desse número a fossa resolve melhor o problema".

Reforçar recolha de lixos
No Verão, quando há mais pessoas no concelho, existe um cuidado especial com a recolha do lixo, uma vez que "aumenta a quantidade de resíduos". A recolha do lixo é reforçada com mais contentores, nas várias localidades, e com uma maior periodicidade, efectuada através das viaturas da Câmara.
Em relação aos resíduos sólidos, a reciclagem é outras das medidas que a autarquia pretende implementar, estando a adquirir mais ecopontos para distribuir pelo concelho, para além dos cedidos pela ERSUC. De acordo com' Helena Moniz, que habitualmente participa nas reuniões da ERSUC, os ecopontos são distribuídos mediante um rácio de 500 habitantes, o que é "insuficiente para os concelhos com fraca densidade populacional".
"E um contra-senso fazer campanhas e gastar dinheiro para as crianças aprenderem a reciclar e a separar os resíduos e depois não terem como praticar", afirmou a autarca, explicando que o município está a envidar esforços no sentido de distribuir mais ecopontos pelo concelho, mas "isso tem um custo elevado".
A recolha dos óleos usados, para produção de biocombustivel, é outro projecto que a autarquia está a desenvolver e que pretende promover nas escolas e no comércio. "No início do ano lectivo vamos implementar esse sistema no Agrupamento de Escolas e fazer todo o trabalho de sensibilização dos jovens para que possam sensibilizar a família", revelou a vice-presidente.


Prevenir incêndios
Para proteger a floresta do concelho, uma das preocupações da Câmara de Góis é prevenir os incêndios, existindo vigilantes florestais durante o Verão. Existem media de prevenção dos incêndios florestais, impostas aos munícipes, sobretudo no período crítico, de 1 de Maio a 30 de Setembro. Entre outras, a proibição de realizar, nos espaços florestais e rurais, fogueiras, queimadas, deitar fora pontas de cigarro pela janela do carro ou comboio, lançar foguetes ou fazer piqueniques nos locais não sinalizados. É ainda obrigatório manter limpa uma faixa de 50 metros à volta de habitações, estaleiros ou outras edificações, nos espaços rurais, bem como manter limpa uma faixa superior a 100 metros à volta dos aglomerados populacionais, parques e polígonos industriais, junto a áreas florestais.


Bons exemplos
De forma a preservar a floresta e a defendê-la contra os incêndios, existe na Câmara de Góis uni Gabinete de Apoio à Floresta, assim como a Associção Florestal do concelho e o Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC). Quanto às praias fluviais, há um esforço da autarquia para que não sejam efectuadas descargas nos rios e para dotar as praias de infraestruturais, de modo a serem acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida. Por outro lado no que respeita aos resíduos sólidos, para além dos ecopontos distribuídos pela ERSUC, a Câmara pretende adquirir mini-ecopontos para distribuir nas escolas em várias localidades do concelho com o objectivo de promover a reparação dos resíduos. Existe ainda um projecto, que será implementado no início do próximo ano lectivo, de recolha de óleos usados nas escolas, que visa a sua transformação em biocombustíveis. 0 reforço do número de contentores e o aumento da periodicidade recolha do lixo no concelho de Góis é outra das medidas adoptadas no Verão, devido grande número de turistas. De realçar ainda o aproveitamento da energia eólica, com a instalação de parques eólicos no concelho, bem como o desenvolvimento da Agenda 21 Local, em parceria com a Escola Superior Agrária de Coimbra e a Universidade de Aveiro.

Maus exemplos
No concelho de Góis grande parte dos munícipes ainda não deposita os resíduos num saco fechado antes de colocá-los num contentor, fazendo com que estes recipientes fiquem sujos e com um cheiro desagradável. Ao nível do conde água. nota-se um desperdício na sua utilização, por exemplo na lavagem dos carros e nas regas, facto que leva a autarquia a encerrar alguns fontanários para que a população tenha água disponível em casa. No que diz respeito ao saneamento básico há necessidade de remodelar e ampliar a ETAR de Góis.


Inquérito
Vive-se bem em Góis, em termos de ambiente?


A ETAR de Góis não está a funcionar a 100 por cento, mas a Câmara brevemente vai repará-la. Góis tem muita qualidade de vida. Onde vivo, o único problema é não haver saneamento básico.
Alcindo Barata, Comerciante

Em termos de ambiente, penso que está tudo bem em Góis, o trabalho do município tem sido nesse sentido. Poderá haver uma ou outra situação pontual, mas logo é resolvida. A reciclagem é uma das minhas preocupações.
Miguel Mourão, Técnico de Turismo

Ainda se vive bem em Góis, há muito espaço verde. Em casa faço a selecção de lixos.
Rita Carvalho, Empregada de comércio

Noto é que as ETAR's funcionam mal quando há um maior afluxo da população, nota-se o cheiro, e a água da torneira é duvidosa. Há muito a fazer ao nível das águas, mas, no geral o concelho está óptimo.
Ivone Soares, Empresária

Em termos de poluição, vêem-se nas águas dos rios alguns lixos, como animais mortos, roupas e plásticos, o que para quem vai ao rio é perigoso. Em casa tento ter alguns cuidados, essencialmente com a poupança da água.
Rosa Martins, Empregada de balcão

Vive-se bem em Góis. Aliás, uma das razões que me levou a vir de Lisboa para viver cá foi a qualidade de vida. Onde vivo, o único problema é o saneamento não estar alargado a todas as casas da freguesia, mas ao nível dos resíduos nota-se um maior cuidado das pessoas.
Pedro Fonseca, Empresário


A minha parte
José Girão Vitorino, Presidente da Câmara Municipal

Separar o lixo
Tudo o que é cartão, garrafas e plásticos, ensaco e coloco nos devidos contentores.

Poupar água
Sobretudo nos banhos evito gastar muita água, porque entendo que é um bem essencial e há muita gente que a desperdiça. No concelho temos água de grande qualidade, tanto para beber como no rio.

Não cuspo para o chão
Também não gosto de ver as pessoas cuspir para o chão. É um mau hábito e muito desagradável para quem vê.

Já não fumo
Já fumei mas deixei de fumar porque o tabaco, para além de contribuir para a poluição, faz mal à saúde. As pessoas que fumam devem preservar os locais onde não devem fumar.

Chão sem papéis
Há pessoas que continuam a atirar maços de tabaco, lenços e papéis para o chão, mesmo junto das caixas de multibanco. Contudo, devem colocar o lixo nos contentores, porque é sinal de boa educação, e se todos o fizermos temos um Portugal mais limpo.
in Diário As Beiras, de 12/08/2008

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sábado, 9 de agosto de 2008

José Girão Vitorino elogia sucesso da feira: FACIG é instrumento de promoção do concelho

A FACIG - Feira Agrícola, Comercial, Industrial de Góis, está a decorrer no Parque do Baião. O certame, que já vai na sua XVI edição, conta com cerca de 70 stands, muita música e animação.

"Toda a gente ficou satisfeita com o resultado, porque em comparação com o ano passado temos mais expositores, cerca de 70, entre artesanato, juntas de freguesia, gastronomia, entre outras", referiu satisfeito José Girão Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Góis.
"A feira é uma mais-valia para o concelho, por isso é que já vamos na XVI edição". Um dos objectivos da feira, é aumentar o número de artesãos locais, por isso, José Girão Vitorino afirmou "com agrado" verificar que esse número está a aumentar. Tratando-se de algo "importante para o concelho", o autarca disse mesmo que essa "é a luta que se trava", pois a autarquia pretende que "o artesanato local esteja sempre presente no certame".
"Temos lutado para que o artesanato de Góis seja incentivado e mais divulgado, não só nesta feira, mas também em pequenas feiras que são realizadas nas juntas de freguesia", afirmou José Girão Virotino.
O presidente da câmara referiu mesmo ter ficado "muito satisfeito" não só pelo elevado número de presenças na mostra, mas também com a "qualidade dos stands das juntas de freguesia, estão muito bem enquadradas, e demonstram alguma parte da nossa tradição". Destaque também para as instituições particulares de solidariedade social, onde têm representado programas como o "Escolhas", em que a Câmara Municipal é a produtora e a executora é a ADIBER, "e que consiste em actividades e ajuda vocacionada para os mais jovens, para combater o insucesso escolar e faz também apoio na parte social a famílias com mais dificuldades." Tal programa surge pelo facto do executivo entender que o concelho de Góis "que também tem as suas carências" necessita de "lutar para minimizar essas 'falhas'", afirmou o edil.
A feira conta ainda com a presença de gastronomia, exposições de móveis, exposição de veículos, espectáculos para todas as idades. Por isso, José Girão Vitorino não hesita em afirmar: "tem de tudo um pouco. Está simples, à nossa dimensão, bem organizada e só espero que as pessoas nos visitem e que seja do agrado delas. É bom vir ver com os próprios olhos".

Objectivos a manter
Para o próximo ano, José Girão Vitorino quer modificar o 'rosto' dos stands, com mais qualidade, para que os expositores possam ter mais condições para expor os seus produtos". E pretende ainda mudar as casas banho, substituindo as móveis por outras construídas de raíz. Isto, não só para este evento, mas também para outros que são realizados durante o ano naquele local. Ainda não satisfeito com a qualidade das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR's) do concelho de Góis, José Girão Vitorino realçou ainda a ampliação da ETAR de Góis e a construção da nova ETAR em Vila Nova do Ceira, "para garantirmos ainda mais a qualidade das águas do Rio Ceira. O que me interessa é que a população fique satisfeita e usufrua das obras que fazemos". "Dar apoio, em especial à juventude e à terceira idade, que é isso que nos preocupa, é outro dos aspectos que queremos continuar a tratar. Felizmente só nos falta cobrir uma área, na parte social, que é a freguesia do Cadafaz, com a construção do Lar da Cabreira. Aguardamos o projecto, para que a Câmara se possa pronunciar, pedir os pareceres e avançar com a obra", concluiu o autarca.
in Diário As Beiras, de 9/08/2008

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Festas do Município começam hoje - Entrevista com o presidente da Câmara Municipal

De 6 a 16 de Agosto, o Município de Góis vai estar em festa.
De hoje até ao dia 10, com a XVI FACIG - Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis; no dia 13, o feriado municipal; de 14 a 16, a XV Concentração Motorurística.
E com estas realizações, milhares de pessoas são esperadas em Góis e no concelho, a juntar-se a tantas outras em férias, àquelas que em cada dia ou fim-de-semana vão aproveitando as magníficas águas do Ceira para passar momentos inesquecíveis de prazer e lazer, ou que aproveitam ainda lindas paisagens com que a Natureza brindou esta terra.

A todas estas pessoas, a todos os goienses residentes ou habitualmente ausentes, o presidente da Câmara Municipal, José Girão Vitorino, saúda com muita amizade, desejando que aproveitem ao máximo todos os momentos passados no concelho e que ao partir levem sempre a vontade de voltar.
Apesar de longe, neste interior profundo (que agora começa a ter a esperança, quiçá a certeza do rasgar de novos caminhos mercê do querer de um governante chamado Paulo Campos, como reconhece o autarca), Góis não quis parar no tempo e tudo vai fazendo para aproveitar as oportunidades, por mais pequenas que sejam, que levem ao seu desenvolvimento e ao bem-estar das suas gentes, à sua divulgação e promoção.
E a FACIG - Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis, agora na sua XVI edição, é uma das iniciativas que, em cada ano, pretende dar a conhecer o que de melhor há e se faz no concelho. Os seus produtos endógenos, o seu artesanato, as colectividades e autarcas, representadas nos cerca de 40 expositores que vão estar presentes, «são a certeza de uma mostra para divulgar o pouco do muito que temos», tentando atrair pessoas e ao mesmo tempo oferecer-lhes um programa de animação para todos os gostos e consequentemente proporcionar o convívio entre os goienses e aqueles que nos visitam.
A FACIG começa hoje. É da responsabilidade da Câmara Municipal e é comparticipada pela iniciativa LEADER+, através da ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra. A inauguração está marcada para as 19.30 horas, iniciando assim um programa que no seu conjunto pretende abranger todos os gostos, mesmo sabendo que nunca tudo está a contento de todos.
«Devido à crise financeira que afecta o país e consequentemente todos nós, não fizemos um programa de gastos elevados», disse-nos o presidente da Câmara Municipal, «mas apostámos num programa acessível, sem deixar de ser inovador, e que venha satisfazer os gostos de todos os goienses e de quem nos visita».
«Logo a seguir temos a Concentração de Motos com um belíssimo cartaz», acrescentou o autarca, e que a Câmara Municipal, dentro das suas possibilidades também apoia, reconhecendo que esta é sem dúvida a maior festa do concelho, que ali traz milhares de pessoas em cada ano e que leva Góis às bocas do mundo.
«Góis é conhecido pelas motos», disse-nos José Girão Vitorino, que teve palavras de estímulo e de estima para com a organização da Concentração, o Moto Clube de Góis, cujo trabalho de divulgação do concelho é inestimável, como inestimável é todo o trabalho desenvolvido pelos seus responsáveis e colaboradores, que de alma e coração se empenham para que a Concentração Mototurística seja das maiores entre as maiores.
Mas antes, no dia 13, é o Dia do Município. E as comemorações do feriado municipal contam este ano com a presença do Secretário de Estado da Protecção Civil, dr. José Miguel de Figueiredo Medeiros, que nesse dia vem inaugurar três importantes obras na vila: a requalificação do Largo do Pombal, as novas instalações do Posto de Turismo e a requalificação da marginal (Avenida Eng. Álvaro de Paula Dias Nogueira).
Obras da Câmara municipal que, como nos disse o seu presidente, «estão em condições de ser inauguradas e que merecem ser inauguradas por um membro do Governo».
«São obras de interesse não só para a vila, mas também para o concelho», considerou José Girão Vitorino, devolvendo à vila e aos goienses o emblemático Largo do Pombal, a sala de visitas de Góis, como considerou, sem deixar de referir ainda que apesar de simples, o espaço apresenta-se hoje com muito mais dignidade, com um parque de estacionamento que não tinha, ao mesmo tempo que «é um espaço aberto para eventos» porque, como voltou a salientar, «o local é dos melhores da vila».
E é nesse mesmo local, na casa que foi da saudosa artista goiense Alice Sande, que vão ficar as novas instalações do Posto de Turismo, agora também a inaugurar.
A inaugurar ainda, apesar da polémica, a requalificação da marginal, a Avenida Eng. Álvaro de Paula Dias Nogueira, cujas obras levaram à colocação de «mobiliário» próprio para uma zona de inundações, «fixo e robusto», como considerou o presidente da Câmara.
«Mas apesar da muita crítica», como disse José Girão Vitorino, os goienses não se podem esquecer que o rio sai do leito sendo por isso necessário arranjar a maneira de, em cada ano que isso acontece, minimizar os prejuízos causados pelas águas.
«Nunca ninguém olhou para este local como nós», disse o autarca goiense, empenhado que está também no Centro de Interpretação do Vale do Ceira e Museu, na Praça da República (onde estava instalado o Posto de Turismo), «para o qual queremos apresentar a candidatura ao QREN em Outubro próximo e nesse projecto integrar ainda a requalificação da antiga casa de Alice Sande».
E todo este conjunto «é uma mais-valia para o Largo do Pombal», considerou o presidente da Câmara, é uma mais-valia para toda a zona histórica da vila, que quer também a sua Casa da Cultura na sede da Associação Educativa e Recreativa de Góis.
«É um dos projectos prioritários», diz-nos José Girão Vitorino, acrescentando que a candidatura está pronta, restando agora chegar a acordo com a direcção da Associação em relação ao terreno que é propriedade da Filarmónica.
«Mas com ou sem terreno a obra é para avançar», salientou o presidente da Câmara, que desde há muito está empenhado em dotar Góis de um espaço de cultura condigno, da sua Casa da Cultura.
«Góis precisa e merece», disse-nos José Girão Vitorino, como merecem as associações culturais do concelho, nomeadamente a Filarmónica, que recebe da Câmara o apoio e a ajuda possíveis, como acontece com todas as outras colectividades, que no seu conjunto, todas juntas e dentro das actividades que desenvolvem, a trabalhar para o engrandecimento do concelho.
Um concelho que começa, finalmente, a abrir os seus horizontes, com a nova Estrada Nacional 342 e consequentemente com a ligação ao IC3 e IC6, conforme foi há tempos anunciado pelo Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, e a que demos o devido destaque. «Tenho de agradecer ao Secretário de Estado Paulo Campos por tudo que está a fazer por Góis e por esta região. Foi uma luta de 28 anos, até que houve alguém com coração para desencravar esta terra», salientou o presidente da Câmara Municipal, que espera agora o reforço de verba para completar o alcatroamento que falta em pouco mais de um quilómetro na EN 342, à entrada da vila, do lado da Lousã e cujo custo é incomportável para o orçamento do Município.
Aliada a obra, a variante de Góis que vai ligar ao campo de futebol «também vai ser arranjada», como nos disse o presidente do Município, abrindo assim (e ainda mais) os horizontes da vila, que tem no rio uma das suas maiores riquezas.
Por isso a preocupação do Município na preservação das suas águas, no ambiente, condição primeira para a qualidade de vida, para o desenvolvimento turístico e consequentemente para que as pessoas se sintam atraídas pelo Ceira. A aposta nas ETAR's é disso exemplo. A de Góis vai entrar em obras, já da responsabilidade das Águas do Mondego. A da Cabreira «está a funcionar em pleno», como nos confessa o presidente da Câmara Municipal. Também a de Alvares, Vila Nova do Ceira e Ponte de Sótão não foram esquecidas, como não foi esquecida Cortes, faltando resolver o problema do Colmeal.
Mas além destas obras, «lançámos concurso para a ligação pedonal das praias da Peneda ao Pego Escuro, com a construção de casas de banho e acessos para deficientes, enriquecendo ainda mais o espaço balnear da vila. Mas também em Alvares as obras vão continuar na praia do Sinhel. «Vamos avançar com mais uma fase», terminando depois com o bar de apoio e a passagem pedonal.
Contudo e com todo este envolvimento, também as estradas internas e outras obras necessárias para o bem-estar das pessoas não são esquecidas. E dentro das prioridades do Município vão sendo dadas as respostas adequadas a cada caso. Nem tudo estará bem, certamente, como reconhece o presidente da Câmara Municipal, mas o que é facto, como salientou, «trabalhamos o melhor que sabemos e podemos para que o concelho de Góis seja cada vez mais um concelho de e com futuro».
Futuro que passa também por criar as melhores condições àqueles que no dia-a-dia estão empenhados no governo do concelho. E por isso foi necessário remodelar o edifício dos Paços do Município.
As obras estão a decorrer em muito bom ritmo e com a empresa a cumprir os prazos previstos. Segundo José Girão Vitorino, estarão concluídas, no seu todo, em finais de 2009.
«É para a tomada de posse da nova Câmara», diz-nos com um sorriso nos lábios, mas em Setembro próximo já deverão estar concluídas as obras na parte mais antiga do edifício.
Até lá, continuam a funcionar em instalações provisórias os serviços camarários, uma situação que embora causando transtornos, tem tido a compreensão dos munícipes, como reconhece o presidente da Câmara, salientando ainda que além da preservação do imóvel, era uma necessidade urgente a sua recuperação, ao mesmo tempo que vem de possibilitar melhores condições de trabalho aos trabalhadores da autarquia, obrigando necessariamente à modernização com vista ao futuro.


Diamantino Garcia regressa, a tempo inteiro, à Câmara Municipal
O eng. Diamantino Garcia voltou a regressar, a tempo inteiro, à Câmara Municipal.
Eleito nas listas do Partido Socialista nas últimas eleições autárquicas e depois nomeado vice-presidente da Câmara, Diamantino Garcia entretanto acabou por pedir a sua demissão, ficando apenas e até agora como vereador.
E ao voltar, segundo nos adiantou José Girão Vitorino, Diamantino Garcia vai assumir a responsabilidade dos pelouros das Obras Públicas e Património, Educação e Protecção Civil, «e alivia-me mais um pouco», disse libertando assim mais o presidente e a vereadora Helena Moniz, que até agora assumiu (e soube sempre desempenhar bem e com toda a dignidade) as funções de vice-presidente da Câmara Municipal.
Ao eng. Diamantino Garcia os votos de felicidades, na certeza de que com José Girão Vitorino e Helena Moniz continuarão até ao final do mandato, no próximo ano, a dar o melhor de si em prol do bem-estar de todos os munícipes e do progresso e desenvolvimento do concelho de Góis.


Educação continua a ser uma paixão
Uma das paixões da Câmara Municipal é a educação. Os autarcas sabem e sentem que só apostando na educação é que o concelho tem futuro.
É por isso, apesar de longe dos grandes centros, Góis tem sido pioneiro no apoio aos mais pequeninos e na ajuda às famílias, com a entrega de manuais escolares, alimentação, transportes (em viaturas novas ou nas melhores condições para uma maior segurança) subsídios para os que estudam fora, viagens de estudo durante o ano lectivo. «A realidade está á vista de todos», disse-nos o presidente da Câmara Municipal.
Mas enquanto a autarquia aposta forte neste sector da educação, parece ter havido um recuo por parte do Ministério da tutela quanto à construção do Centro Escolar de Alvares, que aguarda a aprovação, «o que lamentamos», como salienta o presidente da Câmara Municipal, adiantando que «se a Carta Educativa inclui a construção deste Centro, entendemos que deve ser construído para ficarmos com três - Alvares, Góis e Vila Nova do Ceira»
«Não entendo esta posição», disse-nos José Girão Vitorino, interrogando: «será que querem cortar Góis do mapa, obrigando 50 crianças de Alvares a deslocarem-se para a sede de concelho, saindo de casa às 6 horas da manhã para regressarem às 20?».
E desabafa:
«Nós a lutar pelas nossas crianças e não temos ninguém a ajudar. Parece que nos estão a dar uma esmola. Não queremos. Queremos o mesmo que os outros têm».
É, no mínimo, de justiça. E a justiça não de agradece, pratica-se.
J.M. Castanheira
in A Comarca de Arganil, de 6/08/2008

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

GOIS: UM PARAISO “PERDIDO” ENTRE O RIO E A MONTANHA

O desenvolvimento do concelho de Góis passa, fundamentalmente, pela aposta no turismo. Com uma paisagem de rara beleza, serpenteada pelas praias fluviais que cortam a montanha, este concelho do Interior atrai anualmente muitos milhares de turistas de todo o país e mesmo do estrangeiro. Em entrevista a “O Despertar”, José Girão Vitorino, presidente da Câmara de Góis, realça que estes visitantes ficam de tal forma encantados com as potencialidades e com a tranquilidade que encontram em Góis que regressam todos os anos e alguns estão inclusive a adquirir as suas próprias habitações neste concelho. Mas nem tudo é tão tranquilo em Góis como a sua paisagem. Tal como acontece com os concelhos do Interior, também este se continua a debater com o problema da desertificação. E se por um lado muitos “forasteiros” estão a eleger Góis como a sua segunda casa, os “filhos da terra” continuam a abandonar o concelho à procura de melhores condições de vida.

Julho e Agosto são meses intensos no concelho de Góis…
Sim. São os nossos grandes meses. Todos os anos, nesta altura, Góis é visitado por largos milhares de visitantes, pessoas das várias partes do país e do estrangeiro que elegem Góis como o seu destino de férias. Este fim de semana temos o GóisArte, um evento que atrai muita gente, e em Agosto temos as festas concelhias, que integram a FACIG – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis - e a concentração motard (que atrai mais de 30 mil pessoas). Para além disso, estes são os meses em que os nossos emigrantes regressam de férias. Perante isto, nós só podemos fazer do turismo a nossa grande aposta. As pessoas ficam encantadas com a beleza natural do concelho e com os próprios habitantes, pelo seu bem receber. Isto dá-nos força para lutarmos cada vez mais pelo nosso concelho e pela sua divulgação. Tentamos fazer tudo o que é possível para receber da melhor maneira esses milhares de pessoas que vêm até nós.

Góis é um concelho com muitas potencialidades naturais, com uma oferta diversificada entre rio e a montanha. Que roteiro aconselha aos visitantes?
Aproveitando as belezas naturais e em particular as qualidades da água do rio Ceira, podem desfrutar das nossas praias, verdadeiros “ex-libris” do concelho. Com as águas transparentes e de óptima qualidade, temos a praia de Canaveias e da Peneda, ambas acessíveis e com vigilância. Para além destas, temos as praias de Santo António, do Peco Escuro e da Cabreira. Neste momento, estamos a preparar um corredor entre a Praia da Peneda e do Peco Escuro. Já foi aprovado o concurso e estamos a tentar também a praia acessível aqui na vila de Góis, com casas de banho para deficientes. Queremos que as pessoas portadoras de deficiência tenham um bom acesso directo, em cadeira de rodas, à água. Posso garantir que a água de todo o rio Ceira está em condições. Este ano foi fabuloso. Estávamos preocupados porque não tinha havido Inverno e, de um momento para o outro, o caudal do rio aumentou bastante e fez a limpeza completa. Hoje é um regalo ver esta água límpida, sem qualquer lodo. É com grande prazer e satisfação que aprecio as centenas de pessoas que já usufruem desta maravilhosa água. De referir ainda a piscina natural da freguesia de Alvares, um sítio encantador que vamos modernizar ainda mais com uma unidade de apoio. Claro que ao falar de um roteiro não posso deixar de referir as nossas aldeias de xisto, hoje já com vida na Aldeia de Aigra Nova, onde está sediada a Lusitânia e onde está o viveiro das plantas, a loja, a casa da Cumareira e a Casa Cerejinha. Portanto é um expoente do turismo rural e as pessoas podem desfrutar e ficar aqui o tempo que entenderem. Temos ainda a Serra da Lousã, com o Trevim e Santo António da Neve. Além disso temos a Serra do Rabadão, com a beleza natural, onde podemos desfrutar de umas boas panorâmicas, repletas de verde. Temos ainda o Parque do Cerejal, um parque lindíssimo, conhecido de todos, com árvores frondosas, com muita frescura e com uma praia com água de muito boa qualidade. Tem muito estacionamento e é muito procurado, já que é muito propício para piqueniques. Quem visitar Góis tem à sua espera um roteiro encantador e extraordinário, que convida a ficar durante uns dias na vila. Orgulha-me dizer isto porque temos lutado muito para cativar as pessoas, para conseguirmos atrair os visitantes a este concelho. É com grande orgulho que falo nisto porque esta continua a ser uma luta nossa, a de trazer cá as pessoas. E elas chegam cá e gostam. Neste momento temos uma colónia de ingleses que se está a radicar nesta vila, têm comprado as suas casas e gostam muito daqui. Espero que, com tudo isto, Góis dê rapidamente também um passo ao nível da hotelaria.

“Quem visitar Góis tem
à sua espera um roteiro
encantador e extraordinário.”

Há já algum projecto nessa área?
Por enquanto há ainda todo um abordar de situações. Vamos ver se dentro em breve teremos boas notícias para dar porque penso que está a fazer muita falta. O Parque de Campismo nesta altura está sempre lotado. Temos em Góis muitos grupos de jovens, desde colónias de férias a escuteiros. Todos procuram a vila de Góis e os arredores. Por isso orgulhamo-nos de ter tudo arranjado e asseado e queremos ter mais opções para acolher todas as pessoas que nos querem visitar.

A construção do Museu de Góis e da Casa da Cultura continua a ser uma prioridade?
Estamos agora de volta do QREN. O concelho de Góis foi contemplado com uma verba que considero pequena, quase insignificante para os projectos de grande vulto, mas temos que a aceitar. O que é que podemos fazer com uma verba de 1 milhão e 450 mil euros do QREN para Góis? A Casa da Cultura é a minha prioridade número um. Temos tudo pronto para a apresentar mas este projecto vai absorver quase a totalidade desta verba. Depois temos o Museu de Góis e queremos fazer também o Centro de Interpretação do Vale do Ceira e de Góis em conjunto com o Museu. O espaço é enorme, já mandámos elaborar o projecto e esperamos que em breve possamos candidatá-lo a um programa. Temos também um projecto para a recuperação da Casa Alice Sande, mas não vamos mexer muito. Vamos fazer apenas obras de conservação. Na Casa Alice Sande vai abrir-se, dentro de dias, o Posto de Turismo, que vai passar da Praça da República para o Largo do Pombal. Até ao final do mandato quero que estas obras estejam todas lançadas e em execução.

“A falta de acessibilidades
em condições dignas têm travado
o desenvolvimento de Góis.”

Combater a desertificação tem sido uma das suas grandes preocupações. Continua a assistir à saída dos “filhos da terra”?
Sim. Infelizmente continuamos a assistir à saída de grande parte dos nossos jovens. A grande maioria tira um curso superior e em Góis não temos resposta para eles. Mas vamos criar aqui 20 novos postos de trabalho ligados à indústria de metalomecânica e espero que a nova estrada 342, que liga Lousã-Góis-Arganil-Coja, represente o grande arranque para o desenvolvimento desta região. Penso que abertura desta via vai representar o desencravar desta região porque a falta de acessibilidades em condições dignas têm travado o desenvolvimento de Góis. Espero que esta via nos permita ter, dentro de quatro/cinco anos, um concelho aberto, em que o turismo assuma um papel determinante, uma vez que em termos de indústrias não podemos ter grandes aspirações. Temos alguns parques mas que não podem albergar grandes indústrias. Mas esperamos que esta situação da desertificação se inverta. Temos qualidade e condições para isso e penso que a curto prazo iremos invertê-la. Já assistimos a um fenómeno na freguesia de Alvares em que, entre o jardim de infância e a escola EB1, já temos cerca de 50 crianças, o que é muito bom. Fizemos também a candidatura para um centro escolar nesta freguesia e tudo leva a crer, dado o interesse do sr. secretário de Estado e da ministra da Educação, que seja aprovado para iniciarmos em breve este projecto. Sentimos que começa a haver procura em relação a Góis, mesmo ao nível do investimento.
in O Despertar, de 11/07/2008

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segunda-feira, 17 de março de 2008

José Girão em entrevista à Gazeta Rural

“Góis é um concelho que luta contra a desertificação”

Góis teima em lutar contra o isolamento e travar a desertificação. José Girão, o presidente da Câmara Municipal, em entrevista à Gazeta Rural, aposta no turismo como forma de chamar gente ao concelho. As condições naturais para o turismo de montanha e cinegético são os trunfos a que o autarca deita mão, a par da recuperação das Aldeias do Xisto. Porém, a grande aposta são melhores acessibilidades, que a região reclama.


Gazeta Rural (GR): Góis é um concelho eminentemente rural. Como autarca e responsável, como é que o olha?
José Girão (JG): Góis é um concelho que luta contra a desertificação, onde tudo fazemos para manter as pessoas nas nossas aldeias. Tentamos dar qualidade de vida, em especial, com água, saneamento e bons acessos e fazemos tudo por tudo para que os médicos se mantenham nas Extensões de Saúde ainda abertas. A par disso, ajudamos as Comissões de Melhoramentos, procurando dar condições não só aos que cá estão, mas também trazer os filhos da nossa colónia de Lisboa que visitam a sua terra várias vezes por ano, especialmente nas festas dos meses de Verão. Por isso, repito, vamos tentando tudo por tudo para manter esta gente.

GR:Digamos que a aposta é no turismo?
JG: Sim. Continuamos a apostar no turismo, na qualidade das nossas águas, pois os nossos rios têm água de óptima qualidade, temos as nossas praias fluviais e estamos a investir também nas nossas aldeias de xisto. O que estamos a fazer é tentar pôr o concelho de Góis com boas condições para conseguir atrair as pessoas, durante todo o ano. Além disso, temos a concessão de uma reserva de caça municipal, onde fazemos o repovoamento de coelhos, e que está a ser um êxito, além de que nos nossos rios, com três concessões de pesca, temos peixe, como a truta. Fazemos também vários povoamentos para atrair pescadores e, visitantes, de uma forma geral. Lutamos para conseguir ter um hotel na Vila de Góis, pois temos espaço para essa instalação. Já abordamos alguns investidores e aguardamos que haja mais pessoas a quererem aqui investir.Góis é um concelho de montanha, que nos orgulha, que ainda tem muita floresta e que tem boa qualidade de vida. Temos tido uma grande luta como Governo por causa das nossas redes viárias, sem as quais dificilmente as pessoas se deslocam a Góis. Há uma promessa de uma boa via de comunicação, a partir da A1 em Condeixa, ligando Miranda, Lousã, Góis, Arganil e Côja, que passará a ser a tal via de desenvolvimento aqui para esta zona do interior. A freguesia de Alvares já tem ligação rápida ao IC 8 e, claro, havendo boas acessibilidades, o concelho também dá passos importantes no seu desenvolvimento.

GR: A floresta marca o concelho?
JG: Sim. Temos uma grande mancha florestal, onde estamos a fazer as limpezas. Temos apostado nas candidaturas, no sentido de fazer limpezas de matos, aceiros e abertura de caminhos, tendo, neste momento, treze em andamento. Ao longo destes anos temos aproveitado bem os fundos comunitários para esse efeito. É uma grande luta, mas felizmente no concelho de Góis os incêndios têm sido diminutos e a nossa mancha florestal mantém-se. Essa é a nossa grande luta. No Verão temos a nossa vigilância montada, coma ajuda do Governo, GNR e com as equipas de vigilância de sapadores. Conseguimos manter aqui sete equipas de vigilância no concelho de Góis, o que émuito bom, e nesta altura fazemos a tal protecção, o investimento nos aceiros e na manutenção, para chegarmos ao Verão e termos tudo mais ou menos limpo, em especial junto às estradas principais.

GR: Falou da aposta no turismo, essencialmente de montanha e cinegético. Em termos gastronómicos,o que é que se pode encontrar em Góis?
JG: A nível da caça e de pesca há pouco. As pessoas aqui não investem muito nesses pratos, que podiam muito bem ser feitos à base de truta. A nossa gastronomia é mais na base da chanfana tradicional da serra, e temos o cabrito, normalmente por encomenda. No ano passado fizemos aqui uma semana ligada ao cabrito, que foi um êxito. As pessoas gostarame este ano vamos tentar fazer novamente. É tudo uma questão dos pastores terem, para a altura da festa, os cabritos já guardados e isso vai acontecer. No sector da restauração, temos alguns bons restaurantes e, por encomenda, faz-se aqui um bacalhau à lagareiro muito bom. Diria que em Góis come-se bem e, por encomenda, tudo se faz e de grande qualidade, como cabrito, chanfana, bacalhau e outros.

GR: A Câmara está a fazer uma grande aposta nas Aldeias do Xisto?
JG: Temos as quatro aldeias de xisto. Foi um grande investimento, não só dos fundos comunitários, que participaram com 70% do investimento, como também com os restantes 30% a seremsuportados pela Câmara Municipal. Houve a aposta na reconversão das casas, desde a caixilharia, à cobertura, até ás fachadas, que as pessoas aproveitaram muito bem, pois hoje têm as suas casas recuperadas. Hoje temos umas aldeias que nos orgulham, onde apostamos, e onde queremos aumentar a população, pois há poucas pessoas, na suamaioria já com uma idade avançada. Felizmente que temos o grupo Lusitânia, que mudou a sua sede para a Loja da Aldeia, em Aigra Nova. Vamos construir o Museu das Aldeias, para o qual já adquirimos uma casa, já recuperada, e vamos agora adaptá-la a museu, pois o que pretendemos é dar mais vida naquelas aldeias. Há uma casa, que é da Câmara Municipal, e que foi alugada à Lusitânia para turismo rural, com cinco camas. Pretendemos mandar fazer um parque campismo, para conseguirmos cativar pessoas. Temos também na zona da Pena, a Casa Cerejinha, de turismo rural, e que ampliou recentemente as suas instalações. Estamos a tentar que o futuro seja mais positivo para aquelas quatro aldeias. Também estamos ligados a uma Associação Desenvolvimento para a promoção desta zona, e todos emconjunto, penso que vai ser um passo positivo para termos mais vida naquelas aldeias e da divulgação do turismo no concelho de Góis. Tenho muita confiança e, se os programas continuarem, penso que vai ser óptimo, porque temos mais algumas aldeias em condições de serem recuperadas, e a Câmara, emconjunto com os habitantes, vai de certeza absoluta abraçar essas candidaturas e fazermos das nossas aldeias autênticos presépios, como eram antigamente. O concelho de Góis é bonito, é lindo e penso que as pessoas gostamde nos visitar.

GR: Tem sedeada no concelho uma das empresas que mais se destaca no turismo de aventura, a Trans Serrano, que quer construir um parque de aventura. Como vê esta outra vertente?
JG: É muito positivo. A Trans Serrano está a tentar adquirir um espaço para construir a sua sede e fazer uma parque de aventuras, com vários equipamentos e que são bem necessários. É um grupo de jovens que está a trabalhar muito bem e que está a divulgar o concelho. O que verificamos é que quase todas as semanas temos grupos em Góis trazidos pela Trans Serrano. Se conseguirem atingir os objectivos e as metas que impuseram a si próprio e se conseguirem adquirir o espaço que pretendem, tenho a certeza absoluta de que, mais do que nunca, a Trans Serrano vai divulgar o seu produto e vai divulgar ainda mais o concelho de Góis. É muito positivo e a Câmara está de braços abertos para os ajudar.

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