sábado, 17 de outubro de 2009

CAMINHADA: "Rota das Tradições do Xisto – Penedos de Góis – Serra da Lousã”

8 de Dezembro (3.ª-feira)

Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis. Com alguma probabilidade será possível avistar uma rapina ou uma manada de veados neste percurso.

Tipo de percurso: Circular. Extensão: cerca de 12km. Duração: 5 a 6 horas. Declives: Moderados. Dificuldade: Média. Início e final de percurso: Aigra Nova. Ponto de encontro: na aldeia de Aigra Nova, na Loja do Xisto, pelas 9h30. Preço: 10€/pax – inclui guia, seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

AX Trail - Corrida de Montanha

Dia 31 de Outubro e 1 de Novembro, nas aldeias do concelho de Góis e da Lousã, o AX Trail regressa com um novo formato e novos percursos seguindo à risca o conceito que o define: trail em estado puro! Em simultâneo com as provas irá decorrer o Caminho do Xisto, para que possa trazer a sua família e passar um fim-de-semana em cheio nas Aldeias do Xisto. Não falte!

Em simultâneo com as provas poderá optar por fazer o percurso pedestre do Caminho do Xisto, para que possa trazer a sua família e passar um fim-de-semana em cheio.
Este é um percurso pedestre na zona envolvente dos percursos. Este percurso disponibiliza aos familiares, amigos dos atletas ou a todos os interessados, uma actividade acessível e um motivo para a visita à região.

Esta edição do Ax Trail percorre caminhos antigos muito técnicos e alguns estradões. O forte relevo do terreno, os Penedos de Góis e as Aldeias do Xisto da Pena, Comareira e Aigras Nova e Velha misturam-se em paisagens de cortar a respiração.

Dia 27 de Setembro o percurso passará pelas Aldeias do Xisto do Talasnal, Chiqueiro e Casal Novo, pelo Castelo de Arouce, não faltando sequer uma incursão na Ribeira de S. João.

A pensar naqueles que queiram conhecer um pouco mais da Serra da Lousã, realizam-se em simultâneo os Caminhos do Xisto, percursos pedestres que, com o apoio de guias conhecedores da área, lhe mostrarão o património e as riquezas naturais desta Serra, tornando a sua caminhada numa experiência mais enriquecedora.

Para saber mais, clique Aqui.


Organização
Go Outdoor
(+351) 239 561 392 / 916 292 279
info@go-outdoor.pt
www.go-outdoor.pt

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã

15 de Novembro (domingo)

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.

Tipo de percurso: Linear. Duração: cerca de 5h. Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m. Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Aldeias serranas da Lousã vistas por um olhar estrangeiro

Uma voluntária francesa da Lousitânea -- Liga dos Amigos da Serra da Lousã expõe até 20 de Agosto, na Casa do Artista de Góis, um conjunto de fotografias com pormenores "da serra e dos seus habitantes".

Zoé Gémin, de 22 anos, participa num Serviço Voluntáriado Europeu (SVE) em Portugal durante oito meses, trabalhando nas actividades de protecçao do ambiente e de promoção das tradições rurais promovidas pela Lousitânea.

"Através das suas fotografias, encontram-se pormenores da serra e das aldeias com os seus habitantes que atrairam o seu olhar... se calhar porque tem uma cultura diferente", refere uma nota do município de Góis.

A exposição, que é inaugurada no dia 10 de Agosto, vai estar também exposta na aldeia de xisto de Aigra Nova, no concelho de Góis, de 22 a 30 de Agosto.
in http://dn.sapo.pt

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terça-feira, 21 de julho de 2009

CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã

Dia 6 de Setembro (domingo)

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.

Tipo de percurso: Linear. Duração: cerca de 5h. Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m. Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES
Para mais informações e solicitar a ficha de inscrição contacte-nos para:
966 217 787, 235 778 938 (Tel/Fax), mail: geral@transserrano.com

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

CANYONING - Ribeira da Pena - Serra da Lousã

Dia 16 de Agosto (domingo)

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.

Tipo de percurso: Linear. Duração: cerca de 5h. Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m. Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES
Para mais informações e solicitar a ficha de inscrição contacte-nos para:
966 217 787, 235 778 938 (Tel/Fax), mail: geral@transserrano.com

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domingo, 24 de maio de 2009

CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã

4 de Julho (sábado)

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.
Tipo de percurso: Linear.
Duração: cerca de 5h.
Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m. Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã

28 de Junho (domingo)

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.
Tipo de percurso: Linear.
Duração: cerca de 5h.
Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m.


Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
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sábado, 18 de abril de 2009

CAMINHADA: "Rota das Tradições do Xisto – Penedos de Góis – Serra da Lousã”

Dia 17 de Maio (domingo)

Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis. Com alguma probabilidade será possível avistar uma rapina ou uma manada de veados neste percurso.

Tipo de percurso: Circular.
Extensão: cerca de 12km.
Duração: 5 a 6 horas.
Declives: Moderados.
Dificuldade: Média.
Início e final de percurso: Aigra Nova.
Ponto de encontro: na aldeia de Aigra Nova, na Loja do Xisto, pelas 9h30.
Preço: 10€/pax – inclui guia, seguro.


Aos preços acresce IVA a 20%

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã

10 de Maio (domingo)

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.

Tipo de percurso: Linear. Duração: cerca de 5h. Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m. Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.


Aos preços acresce IVA a 20%

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
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domingo, 1 de março de 2009

Diário de viagem no concelho de Góis

DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO) QUE EM FINAL DE FEVEREIRO DE 2008 INICIOU EM SAGRES A TRAVESSIA A PÉ DE PORTUGAL.

CORTA FOGO EM DIRECÇÃO AO CONCELHO DE GÓIS


POVORAIS (GÓIS) VISTA DO CORTA FOGO



A CAMINHO DE POVORAIS



CAMINHO ENTRE TREVIM E POVORAIS



NO TOPO DA SERRA, DO LADO DO CONCELHO DE GÓIS



CASA DE POVORAIS (GÓIS)



"PENA? É POR ALI!" (EM POVORAIS, GÓIS)



POVORAIS (GÓIS)



PENA (GÓIS) VISTA DO CAMINHO DAS FRAGAS



PENA



PENA- AIGRA VELHA (GÓIS)




A CAMINHO DE AIGRA NOVA (GÓIS)



AIGRA NOVA LÁ EM BAIXO



COMAREIRA




FÁBRICA DE PAPEL ABANDONADA EM PONTE DO SÓTÃO (GÓIS)




PONTE DO SÓTÃO (GÓIS) VISTA DA ESTRADA PARA VILA NOVA DO CEIRA



VILA NOVA DO CEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2008



VILA NOVA DO CEIRA-GÓIS A 16 DE OUTUBRO DE 2008




NA SERRA DA LOUSÃ

O homem velho tinha um boné vermelho na cabeça. Cortava rente pinheirinhos inofensivos junto a uma Ford encarnada gasta e sumida, a parte traseira semeada de resina e pedaços desfeitos de toros de madeira. A placa de matrícula era daquelas antigas, de fundo preto e letras e números brancos. Avistei-o do corta-fogo, a uma distância suficiente para não que me avistasse a mim. Quando desci a serra, já a luz ía a meio, cortada em diagonal pelas copas dos pinheiros plantados em filas muito certas e correctas. Passara por uma placa onde lera “maternidade das árvores” e calculara que aquela fosse uma parcela semeada de filhotes, fruto do labor de quem ainda ama a montanha.
O homem velho já estacara e se plantara em frente à dianteira do camião, uma expressão de desconfiança e interrogação no rosto. Não sorriu mas também não foi deliberadamente hostil. “Você anda perdido?” Eu vira-me no topo da Serra da Lousã entre as antenas de comunicações e a pista vazia e solitária do Trevim por volta das quatro da tarde e aventurara-me a descer o corta-fogo que rasgava a encosta como um tobogan enlameado. “Daqui para baixo você não vai a lado nenhum, é só matagal, silvas e pedras”.


Eu queria alcançar as bandas de Góis. Partira de Castanheira de Pêra nessa manhã. Em Outubro, a piscina das Rocas, onde em Agosto milhares de pessoas brincam nas ondas artificiais, está posta em sossego. Não é mais uma piscina, é antes um lago parado e tranquilo, umas palmeiras azuis holywodianas a contradizer todo o restante cenário serrano. Abalei dali sem grande vontade de ficar. “Então, não se faz nada?”, perguntou um de dois varredores numa travessa.
O caminho em Outubro faz-se de folhas amareladas e avermelhadas das vinhas e forra-se das cascas espinhosas das castanhas. Cheira a mosto sempre que me aproximo de uma casa. De vez enquanto alguém assoma a uma janela ou cruza uma esquina. É quase meio dia quanto alcanço o Coentral, o último posto humano antes da liberdade suprema da serra.
Os homens, todos em idade de reforma, rodam os copos no café da aldeia, insultam-se alegremente- “ainda era gajo para te ir ao rabo”-e conversam sobre a castanha. “Eu vendo castanha”, diz um, o mais falador e o que entorna mais líquido pelas goelas. “ Vendo castanha. Não é essa merda que aparece lá na feira de Castanheira”. Um aldeão expectante solta umas fumaças junto à porta. Escuta a conversa e goza o sol primaveril de um Outono reluctante. Não chove, não faz frio, é a primavera na serra em Outubro. Um fio curto de água a lamber as rochas é tudo o que resta da cascata do Coentral. “A ribeira está quase seca”, lamenta uma mulher.
O outro a dar-lhe com a mesma lengalenga. “A minha castanha é castanha. E não a vendo a dois euros como alguns. Um euro e meio e há um aí que não leva nenhuma este ano”. Faz-se silêncio, um vazio calculado para que o outro homem possa perguntar “quem?”. “O António. Encomendou-me dez quilos ano passado e ainda cá faltam os 15 euros. Este ano vá pedir a outro”.
Dali para cima são mais uns cinco ou seis quilómetros até à Capela de Santo António da Neve e aos neveiros. Reza a História que terá sido o neveiro da casa real que a mandou construir no século XVIII, de seu nome Júlio Pereira de Castro, para que as pessoas que trabalhavam então nos neveiros pudessem assistir à missa. Ali não há ninguém, nada a não ser um silêncio perturbante. Calco pequenos troncos entre ervas macias e verdes, respiro o ar puro e absoluto da Lousã e espreito os neveiros vazios. São redondos, em pedra, grandes o suficiente para armazenar ali durante o inverno a neve que abastecia no Verão a corte e a “Casa das Neves”, o Café Martinho da Arcada, em Lisboa.
Um pouco mais acima fica a pista de aviação do Trevim. Alguém, amante da natureza, escreveu em defesa dos veados livres na pequena casa assombrada que dá assistência aos aviões na época dos fogos. Agora, pode-se pular, dançar, cantar, inalar com todo o tempo do mundo os ares que cruzam a fronteira invisível do concelho de Castanheira de Pêra e o de Góis.
O homem velho do boné vermelho vira-me a descer furiosamente o corta-fogo que rasga a encosta desde o cabeço e na aproximação ao camião, estacou. Sabia que dali o incauto caminhante não passava mais. “Para as bandas de Góis? Você vai ter que andar muito. Está a ver aquela aldeia ali do outro lado, chama-se Povorais. Siga por esse caminho aí à direita, sim, esse aí e vá sempre em frente mas vai ter que andar muito”.
Caminhei até me doerem as barrigas dos músculos das pernas. Um solitário alcoolizado dormitava junto a umas placas tortas a indicarem Povorais para um lado e Góis para o outro. “Bocê num sabe, bocê num sabe…Góis é loonge”. A boca parecia um saco de batatas. Segui o conselho do homem velho. Desisti da estrada de asfalto e segui de novo pela terra batida. Povorais é um pequeno amontoado de casas perdido no verde da encosta.
“Você agora vai sempre em frente até à Pena, sempre em frente”, gritou uma mulher. “Vai sempre em frente”. Cocei a cabeça à medida que o tapete verdejante se foi estreitando. A princípio, perdi-me junto a um galinheiro e umas hortas. Mais tarde, a trilha dividiu-se em três. Sempre em frente? Calculei a aldeia da Pena do lado direito. Dei por mim atolado num carreiro enlameado, entre fragas. Até que ela apareceu, a Pena, o casario muito lá em baixo numa correnteza encosta acima, os telhados muito vermelhos, vozes de crianças a ecoarem no vale.


Seriam umas sete da tarde quando cruzei a ribeira da Pena, os penedos já cobertos pela sombra. “Café? Só no Esporão, mas ande depressa, ainda vai ter que andar bem até ao Esporão”. Cheguei ao restaurante regional do Esporão a tempo de devorar um jantar de lombo e vinho e em conversa com um pedreiro de Arganil, atendido por uma moça de óculos graduados a sorrir muito por detrás do balcão. “Qualquer coisa é só pedir. Castanheira de Pêra a pé? Isso são muitos quilómetros…”


DIÁRIO DE VIAGEM

Estou agora pelas bandas de Góis sem o apoio confortável de uma publicação mas mais determinado do que nunca a ir até ao fim. Temos um país lindíssimo, seguro e fantástico e fingimos que não sabemos, entretidos a ler as colunas diárias dos jornais sobre a crise. Por mim, que se lixe a crise. Aqui respira-se ar puro.



OUTONO EM GÓIS



GÓIS, OUTUBRO DE 2008



PONTE EM GÓIS



CASTANHAS ENTRE GÓIS E CABREIRA



FOLGOSA AO LONGE



PAÍS VAZIO



CABREIRA





ENTRE TARRASTAL E CADAFAZ (GÓIS)



CADAFAZ (GÓIS)





CANDOSA (GÓIS)



COLMEAL (GÓIS)



PERDIDO NO BOSQUE (ENTRE COLMEAL (GÓIS) E CEPOS (ARGANIL)




OUTUBRO EM GÓIS

O frio chegou de repente vindo dos penedos da Pena, varreu os camiões estacionados em frente aos restaurantes de estrada do Esporão, soprou pelo vale de Góis e trepou pela Cabreira em direcção a Arganil. Afugentou as gentes para dentro das lojas, arrastou folhas amarelas e avermelhadas, invólucros espinhosos de castanhas e a ramagem seca e outonal dos plátanos para o Ceira. Até os cardumes de peixes fugidios e pequeninos a correr atrás uns dos outros por entre as pedras pareciam querer fugir da súbita invernia. “Oh Dona Maria, faça-me um favor, feche-me essa porta”, pediu a dona da padaria, entre o quente aconchegante dos fornos e a rispidez gelada do vento entrando pela porta de madeira branca entreaberta.
Na serra, entre curvas de asfalto, as bermas cobertas de castanhas, um fumo branco de queimada ergueu-se no verde desfocado e triste da encosta contrária, mal se distinguindo entre o cinzento aborrecido do céu e a silhueta enevoada dos penedos de Góis. “Dão granizo para amanhã e neve para a Serra da Estrela”, diz um homem desocupado, de mãos nos bolsos, procurando conversa junto de outro a trabalhar uma latada. “Isto ainda não é nada”, responde o outro secamente, dirigindo-se para junto de uma pequena casa de xisto, a porta da garagem autenticada com a inscrição a branco “Garagem do Pirolito”.


Num dia de semana de Outubro, poucas pessoas se dão a ver na Cabreira. Uma avó cuida do neto e da filha na solidão do Café e Esplanada “Sonho da Juventude”. Uma idosa conversa com a vendedora de peixe que acaba de parar a carrinha na pequena praça da povoação. Dois homens consertam um algeroz junto ao restaurante “Tranca da Barriga”. Dois velhos espantam o frio sentados na tasca do taxista da Cabreira, que os ouve desfiar histórias requentadas e lentas à frente de dois copos de vinho a 30 cêntimos. “E eu ontem procurei-la, ela disse que ele 'teve um acidente mas que já saíu do hospital. Atão não era de vir falar co' a gente?” O segundo idoso, boina preta cobrindo a cabeça redonda e branca, esfrega demoradamente o queixo, depois o maxilar inferior como se acariciasse uma barba imaginária e aperta os beiços antes de levar o copo à boca: “Para quê? Ela não quer falar com vocês”.
A caminho da aldeia fantasma do Tarrastal, as copas de eucaliptos magrinhos chiam por cima da minha cabeça como baloiços. Soam vozes distante de homens e moto serras, algures perdidos na serrania. Um casal trabalha uma horta num vale perdido sem nunca dar pela minha presença. Umas botas de montanha repousam junto à porta de madeira de uma casa de xisto.


No Cadafaz, duas idosas irrompem de um beco conduzindo as últimas cabras da serra: “Está muito frio, sim senhor”, diz uma entre um sorriso envergonhado meio encoberto por uma manta de lã. A aldeia prolonga-se num casario que corre o topo da encosta de um lado ao outro, desemboca numa capela junto a um miradouro e segue pela Rua Doutor Oliveira Salazar, num misto de xisto e tijolo. Nos fundos da aldeia, espantando a solidão, um homem: “Tantas casas e tão poucas pessoas, não é? Vou p'ra dentro que está a ficar frescalhote”.


FUNERAL NA SERRA

Um homem vestido com uma samarra escura passa por mim ainda eu tenho a vista presa ao Ceira iluminado pelo sol das duas da tarde que corre entre pastos verdejantes da Candosa. O homem ultrapassa-me em passos largos e caminhada de aldeão. Quando dou por ele já está a ler um papel branco com letras pretas. Depois, desaparece entre pinheiros e eucaliptos, para lá da curva. “Gostava de ter a pedalada dele”, penso. O papel anuncia o funeral de Manuel do Colmeal.


Quando chego à aldeia, uns três quilómetros adiante, já um magote de gente se vai juntando no largo perto de um café. “Lá se foi o Manel, era o seu destino...”, comenta um homem de suíças e popa à Elvis Presley vestindo um blusão preto de cabedal. “Chega a vez a todos, não é?”, diz a mulher que atende no café da terra. “Serve-me um copo”, diz o homem. “Tinto ou branco?” O homem das suíças acizentadas e grisalhas como cinza num rescaldo encolhe os ombros: “Tanto faz. Pobre do Manel. 'Inda era novo, não era?” A mulher, as mãos embrulhadas num casaco de malha, por cima do balcão: “Então não era...59 anos. Olha, este é que não teve sorte nenhuma na “bida”. Depois do primeiro acidente, disseram-lhe para parar de trabalhar. Continuou, teve o segundo acidente”. Um segundo homem entra no café, depois um terceiro, mais um quarto. “Não bebem nada?”, pergunta o homem das suíças grandes. “Pode ser um copito”, diz um. “Eu não posso, pode ser um sumo”, diz outro, muito magro, um homem jovem precocemente envelhecido, a pele seca e esticada no pescoço, os olhos avermelhados. “O segundo acidente foi de quê? Não caíu de um aindaime?” A mulher serve mais copos: “Olhem que vocês hoje têem de me ajudar, o patrão 'tá para o funeral e eu estou para aqui emprestada. As minis já sei que são 55...o copo de vinho? Trinta?”
Lá fora, uma multidão silenciosa de vultos negros cerca a Igreja branca erguida entre ciprestes no topo de um monte. Tudo o que se ouve no vale perdido na serra é o “vxxxxxhhhhh...” das eólicas pairando como fantasmas brancos sobre o Colmeal.


“É às quatro, não é?”, pergunta um homem encostado a um calendário com uma paisagem de uns picos de neve muito brancos e um vale muito verde. Por cima, há raposas, um esquilo e um mocho empalhados. Ao lado, uma lareira. “Se for o padre Xavier, é às quatro. Com ele, não há atrasos. Se fosse o padre Carlos...” A mulher sorri: “Ui, esse nem amanhã...” Está escrito que o funeral do Manel do Colmeal é uma oportunidade para os cada vez menos habitantes da serra se juntarem. Veio gente de Góis, do Cadafaz, de Cepos, da Cabreira. Todos conheciam o Manel. “Ele tinha invalidez e continuava a trabalhar...Não era homem de parar. Deixou para aí obras espalhadas...” Um aldeão não perde tempo: “Os filhos acabam-nas, “num” é? É para isso que servem os filhos”. A mulher ao balcão: “Eles são muito trabalhadores...” Até que alguém ganha coragem depois de mais um copo: “Afinal, de que morreu o Manel?” O Manuel, já andava mal do fígado e vesícula, terá falecido de um fulminante cancro no pâncreas. “Pobre Manel, foi o dia dele”.


Lá fora, o largo deserta. A serra encolhe-se de frio. Um a um, os homens vão saíndo. As mulheres há muito que estão na Igreja. O café esvazia. Só lá fica um idoso de bigode escuro, boina preta e olhos de raposa, as maçãs do rosto rosadas. “Eu já não tenho pernas para acompanhar o funeral, vou beber mais um copito. Coitado do Manel, este já não vai ao meu funeral. Dá-me lá mais um copito”.


DIÁRIO DE VIAGEM


Passei os últimos dias a descer e subir a serra, de Góis à Cabreira, por aldeias perdidas como Cadafaz e Colmeal(...).

Fotografias de Nuno Ferreira
in http://portugalape.blogspot.com

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Fim-de-semana de Aventura da Páscoa

10 a 12 de Abril - Com alojamento e refeições em Góis

refª fsa 007/09 - 3 dias. Inclui: 2 noites de alojamento (residencial Casa Sto. António) em APA. Percurso pedestre Rota das Aldeias do Xisto + jantar em restaurante - grelhada mista (dia 10); Canoagem descida do rio Alva + jantar em restaurante - bacalhau no forno com migas ou rojões à moda de Góis (dia 11);

Orientação pedestre (dia 12). Preço: 99€/pax. Inclui monitores, equipamentos e seguros. Suplemento quarto individual: 10€/pax.


10 (6ªfeira Santa) CAMINHADA: “Rota das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã” - Lousã
Percurso com cerca de 10 Km, circular, com alguns declives acentuados e de médio grau de dificuldade. O piso é em certos locais irregular. É conveniente ter alguma resistência física. Inclui visita às aldeias do Talasnal, Vaqueirinho, Chiqueiro e Casal Novo, com passagem por locais de rara beleza, como a levada, soutos centenários, ermidas de Nª Sra. da Piedade, Central Hidroeléctrica da Ermida, etc.

Início e final de percurso: Castelo da Lousã. Ponto de encontro: 10h no Castelo da Lousã. Duração: 6h. Preço: 10€/pax. Inclui guia e seguros.


11 (sábado) CANOAGEM: “descida do rio Alva” - Alva 2 - Côja / Secarias (Secarias)
Sector com 9km. É a parte mais acessível do Rio Alva com 2 sectores distintos: a parte inicial com um açude de 2m e uma sucessão de pequenos rápidos até à paragem do almoço. A parte final tem um açude partido a meio que tem sempre uma passagem difícil. A partir daí apanha-se o efeito da Mini-Hidríca de Secarias e a água torna-se parada, praticamente até ao final. Embora possa ser realizado como iniciação à canoagem, recomenda-se experiência anterior, principalmente se o rio estiver forte.

Ponto de encontro: 9h30, junto à ponte velha em Coja. Duração: cerca de 4/5h. Preço: 21,5€/pax. Inclui equipamentos, seguro, enquadramento, guias e transporte de condutores entre o início e o final da descida. Suplemento de conjunto fato de neoprene manga curta 2mm + bota + impermeável - 7,5€ por pessoa ou fato de neoprene 5mm manga comprida + meia de neoprene - 5€.


12 (domingo Páscoa) ORIENTAÇÃO pedestre em Góis
Orientação pedestre com bússola e carta militar, em Góis.

Ponto de encontro: 10h na residencial de Góis. Duração: cerca de 3 horas. Preço: 10€/pax. Inclui enquadramento e seguros.

Aos preços acresce IVA a 20%

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS tel / fax 235 778 938 telem 966 217 787 mail geral@transserrano.com

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CANYONING - Ribeira da Pena - Serra da Lousã

15 de Março (domingo)


Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.

Tipo de percurso: Linear. Duração: cerca de 5h. Local de encontro: Esporão (Góis), junto às bombas de gasolina, às 9h30. Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.

Aos preços indicados acresce o IVA à taxa em vigor.
Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 2, 3330-304 GÓIS tel / fax 235 778 938 telem 966 217 787 mail geral@transserrano.com

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Neve no Trevim

Fotografia em http://poboraes.hi5.com

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Nevão na Serra da Lousã

O maior nevão dos últimos 20 anos atraiu centenas de pessoas.

Veja o vídeo da notícia SIC clicando aqui.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Miranda do Corvo: Mel promete adoçar a Praça José Falcão

Reiterando a aposta na promoção e divulgação dos produtos endógenos do concelho e da região, dando particular destaque ao doce néctar produzido pelas abelhas, o Município de Miranda do Corvo promove no próximo domingo mais uma edição da Feira do Mel. Acautelando os “humores” de S. Pedro, a organização preparou já um espaço coberto para o caso de a feira não poder realizar-se ao ar livre, na Praça José Falcão.
A crescente adesão quer dos apicultores quer do público consumidor leva a que a feira deste ano conte já com a inscrição de 30 produtores, que desenvolvem a sua actividade apícola nos concelhos de Miranda do Corvo, Lousã, Penela, Pedrógão Grande e is.
Ao reconhecer que a Serra da Lousã, onde se insere o concelho de Miranda do Corvo, é uma área privilegiada para a apicultura, o Município preparou um evento onde, de forma apelativa, os produtores podem comercializar o mel e seus produtos derivados, designadamente, licores, aguardentes, velas de cera de abelha e doces, entre outros.
Consciente de que o grande público corresponde com a sua presença neste tipo de certames, a autarquia preparou um programa lúdico que fará com que a Feira do Mel de Miranda do Corvo não fique na memória dos visitantes apenas pelo sabor característico do doce néctar. Para além da animação musical pelo grupo de jovens gaiteiros do Espinho (11h30) e da banda musical “Ai que Vida” (16h00), a edição deste ano da feira vocacionada para a actividade apícola é pretexto para a entrega de prémios do concurso “Montras e Janelas Floridas” (18h00).
in Campeão das Províncias, de 18/09/2008

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Stº António da Neve - 12º Encontro dos Povos da Serra

No próximo dia 12 de Julho de 2008, o Stº António da Neve será palco do 12º Encontro dos Povos da Serra, onde estarão presentes povos idos de locais como Castanheira de Pera, Góis, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo e Lousã entre muitos outros.

O dia será passado em são convivio partilhando todos os seus 'acepipes' e colocando a conversa em dia aqueles que não se veem durante todo o ano.

No local, a mais de mil metros de altitude, a serenidade do lugar e a beleza que o rodeia, traz á memória recordações únicas e especiais.

O Encontro dos Povos da Serra, é "organizado" pela CAPERARTE, Associação de Castanheira de Pera (a quem pertence a iniciativa do evento), e Jornais "O Mirante", "A Comarca" e o "Trevim".
in http://castanheiraemnoticia.blogs.sapo.pt

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã

Dia 11 de Maio

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira da Pena, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. Esta ribeira percorre um vale encaixado e abrupto cujo leito, margens e encostas são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível. Por esta razão, este vale ainda serve de refugio a plantas e animais exclusivos e raros. Esta é a ribeira mais espectacular da Região Centro, onde se conjugam o cenário inóspito e selvagem (formado por inúmeras cascatas, lagoas e rochedos imponentes) com a vegetação exuberante e a vida selvagem peculiar, valendo a pena o esforço dispendido na realização desta actividade.
Tipo de percurso: Linear.
Duração: cerca de 5h.
Local de encontro: junto às bombas de gasolina do Esporão (Góis), pelas 09h30m.
Preço: 35€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.


Aos preços acresce IVA a 21%

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com

ALVARÁ nº24/2003 (DGT) ALVARÁ nº 231/2005 (IPJ)
Empresa fundadora da APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

LOUSÃCAMP 4X4

Com o terreno no seu melhor e a promessa de muita lama, a edição 2008 do Lousã Camp 4x4 aproxima-se a passos largos. Durante três dias os adeptos das dificuldades extremas em todo-o-terreno voltam a reunir-se na Serra da Lousã para reviver o espírito do Camel Trophy e superar em equipa um conjunto de missões quase impossíveis...

Quarenta equipas, sete delas estrangeiras, marcarão presença nesta terceira edição do Lousã Camp 4x4. Durante três dias, aventura será a palavra de ordem. Entre provas de navegação, desafios nocturnos e “cinco provas especiais de aventura”, como as designa António Kankura Salazar, director do evento, os participantes terão certamente muito que contar no final. O aeródromo da Lousã será mais uma vez o centro das operações, as quais no último dia se estenderão até ao centro da Lousã, onde será disputada a último desafio do programa de 2008.

Para quem vive o todo-o-terreno sempre a sonhar com novos desafios há sem dúvida uma mística especial nos caminhos e paisagens da Serra da Lousã. Não é por acaso que este foi durante anos o cenário escolhido para realizar as fases de selecção nacional e internacional do emblemático Camel Trophy. Procurando manter vivo este espírito, o Lousã Camp 4x4 é actualmente uma referência incontornável para quem gosta de espírito de equipa e emoções extremas. Desta vez, a acção vai desenvolver-se entre os concelhos da Lousã e Góis. Para participar é fundamental ter alguma experiência em percursos trialeiros e um jipe devidamente apetrechado para fazer face ao inesperado: pneus de lama, guincho eléctrico (ou guinchos), suspensões de longo curso e bloqueios de diferencial são aspectos obrigatórios.

O primeiro dia de aventura será longo. Depois de cerca de oito horas de navegação - a decorrer em Góis - pelas 22h os concorrentes já deverão estar de saída para uma prova nocturna de navegação que durará sensivelmente até à meia-noite. Depois de um primeiro dia dedicado à navegação, o segundo arrancará às 9h com cinco provas de trial. “Espectáculo no Aeródromo” - com grande exigência técnica de condução - “Aventura na Selva” - onde o espírito de equipa vai ser posto à prova - “Aventura no Rio” - mais uma vez a técnica terá de se aliar ao trabalho de equipa - “Aventura no Desfiladeiro” - um mix de aventura, com canoagem e escalada à mistura - e, por fim, “Missão Impossível” - uma clássica prova de trial de grande exigência - serão as etapas a ultrapassar. Concluído o segundo dia, o Lousã Camp 4x4 aproxima-se do final. Não sem que antes os participantes dêem espectáculo nas traseiras da GNR da Lousã, entre as 10h e as 13h. “O Lousã Camp é essencialmente uma grande aventura. E uma grande aventura surpreendente já que consegue aliar a competição e o espírito de entreajuda das equipas, algo que não costuma ser habitual em provas com cariz competitivo”, como salienta Kankura Salazar.

A edição 2008 do Lousã Camp 4x4 conta com os apoios da Região de Turismo do Centro, Câmara Municipal da Lousã, Câmara Municipal de Góis, Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, Camel Active, Bemcar, Garmin, Cerveja Tagus, Fly London, Car Link, Auto Sueco, Meliá Palácio da Lousã, Quintal de Além do Ribeiro e Sempre ID.
in http://opiolhodasolum.blogspot.com

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terça-feira, 8 de abril de 2008

FIM-DE-SEMANA DE AVENTURA DA LIBERDADE – 25 a 27 – com alojamento e refeições em Góis

refª fsa 02_08 c/ tudo incluído 3 dias: 2 noites de alojamento (Residencial Casa Sto. António) em APA; Percurso pedestre Rota das Aldeias do Xisto + jantar em restaurante – grelhada mista (dia 25); Canoagem descida do rio Alva + jantar em restaurante – chanfana (dia 26); Canyoning na Ribeira das Quelhas (dia 27). Preço: 129,5€/pax. Inclui monitores, equipamentos e seguros. Suplemento quarto individual: 10€/pax.



25 (6ª feira Feriado) CAMINHADA: "Rota das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã" – Lousã

Percurso com cerca de 10 Km, circular, com alguns declives acentuados e de médio grau de dificuldade. O piso é em certos locais irregular. É conveniente ter alguma resistência física. Inclui visita às aldeias do Talasnal, Vaqueirinho, Chiqueiro e Casal Novo, com passagem por locais de rara beleza, como a levada, soutos centenários, ermidas de Nª Sra. da Piedade, Central Hidroeléctrica da Ermida, etc. Início e final de percurso: Castelo da Lousã. Duração: 6h. Preço: 10€/pax. Inclui guia e seguros. Ponto de encontro: 10h no Castelo da Lousã.



26 (sábado) CANOAGEM: "descida do rio Alva" – Alva 1 – Côja / Secarias (Secarias)

Sector com 9km. É a parte mais acessível do Rio Alva com 2 sectores distintos: a parte inicial com um açude de 2m e uma sucessão de pequenos rápidos até à paragem do almoço. A parte final tem um açude partido a meio que tem sempre uma passagem difícil. A partir daí apanha-se o efeito da Mini-Hidríca de Secarias e a água torna-se parada, praticamente até ao final. Embora possa ser realizado como iniciação à canoagem, recomenda-se experiência anterior, principalmente se o rio estiver forte. Ponto de encontro: 9h30, junto à ponte velha em Coja. Duração: cerca de 4/5h. Preço: 21,5€/pax. Inclui equipamentos, seguro, enquadramento, guias e transporte de condutores entre o início e o final da descida. Suplemento de conjunto fato de neoprene manga curta 2mm + bota + impermeável – 7,5€ por pessoa ou fato de neoprene 5mm manga comprida + meia de neoprene – 5€.



27 (domingo) CANYONING – Ribeira de Quelhas – Serra da Lousã / Castanheira de Pêra

Actividade que envolve a descida a pé da Ribeira das Quelhas, com recurso a saltos, descidas em rapel e travessias por dentro de água. As Quelhas é uma ribeira básica, com um troço curto e adequado para iniciação na actividade. Tem 6 rapéis interessantes com cerca de 14 a 20 metros. Tem também alguns saltos pequenos para a água e, em certos locais, é necessário realizar pequenos destrepes. Recomenda-se experiência anterior com a actividade ou pelo menos com rapel. Tipo de percurso: Linear. Duração: 4/5h. Local de encontro: junto rotunda que tem a nora, à entrada de Castanheira de Pêra, pelas 9h30. Preço: 40€/pax. Inclui o equipamento pessoal (fato completo de neoprene, capacete, arnês, etc.), seguros e enquadramento por monitores experientes.


Aos preços acresce IVA a 21%

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com



ALVARÁ nº24/2003 (DGT) ALVARÁ nº 231/2005 (IPJ)

Empresa fundadora da APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos

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