sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cortes - Os "Mistos" vincaram presença

Como vem sendo já tradição, o Grupo Onomástico "Os Mistos" de Cortes esteve amplamente envolvido nos vários eventos das Festas em Honra de São João Batista, em Cortes, com efeito, patrocinaram os diversos jogos tradicionais que decorreram a partir de sexta feira 28(09, animaram o leilão que teve lugar domingo, dia 30/98 e na segunda feira 31/08, realizaram no recinto da Festa, a partir das 12,00 horas a mega sardinhada, com apreciável participação, envolvendo associados e amigos, nomeadamente os nossos amigos do Grupo Onomástico "Os Manueis", estendendo-se aos utentes do Lar de São João Batista, grande instituição de Cortes.
Apesar da maioria dos membros da direcção do Grupo estar envolvida directamente nas actividades da festa como mordomos, assumindo importantes tarefas e assumindo importantes responsabilidades, as iniciativas do Grupo, não esmoreceram, mantendo o brilho regionalista já habitual, como encontro de referência de Amigos de várias gerações de Cortes e Amigos.
Ramiro Mendes
in Jornal de Arganil, de 24/09/2009

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Águas do Mondego – Avançam as obras das ETAR de Vila Nova de Ceira e Ponte de Sótão

Mais 7,5 milhões para tratamento de efluentes e abastecimento de água

Para já, são inauguradas as ETAR de Góis e Cortes. No futuro, o investimento será superior a sete milhões de euros em tratamento de efluentes e abastecimento de água.

As ETAR de Góis e Cortes levaram, ao longo da sua construção, a algumas exigências por parte das entidades envolvidas no processo. “Em ambos os casos, a principal preocupação foi manter o tratamento adequado dos efluentes e minimizar eventuais descargas e paragens dos equipamentos existentes, durante o período de construção das novas infra-estruturas”, explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS João Pedro Rodrigues, presidente do conselho de administração da Águas do Mondego.
Para o responsável, ambas as reconstruções eram prioritárias, tendo em conta que as ETAR existentes “estavam obsoletas e subdimensionadas para as actuais populações e caudais produzidos”.
Em Góis, os trabalhos consistiram na remodelação da estação de tratamento já existente, uma vez que esta não tinha capacidade para dar resposta ao acréscimo de população verificado na freguesia, não permitindo assim um tratamento adequado dos efluentes (tendo em consideração as utilizações previstas para a linha de água receptora do efluente tratado).
“Essas utilizações obrigaram a um faseamento e planeamento muito rigoroso dos trabalhos, de forma a manter um nível de tratamento mínimo/adequado do efluente enquanto decorriam os trabalhos da empreitada”, referiu João Pedro Rodrigues.
A ETAR de Cortes é uma infra-estrutura com características técnicas diferentes (ao utilizar um sistema com escoamento vertical), que representa um modelo inovador no tratamento de efluentes. “O tratamento com escoamento vertical é de facto um modelo inovador em Portugal, dentro do tipo de tratamento macrófitas. A principal vantagem deste modelo é uma maior oxigenação e filtração do efluente, aumentando, deste modo, a eficácia do tratamento biológico”, realçou João Pedro Rodrigues, adiantando que, “por outro lado, face aos sistemas tradicionais de fluxo horizontal, esta solução reduz substancialmente as áreas necessárias, em cerca de 75 por cento”, referiu.
Para além destas vantagens, a ETAR de Cortes “é também uma infra-estrutura que se adequa ao meio envolvente e aos aglomerados em questão”, embora “necessite de grandes espaços para pequenos caudais, daí que se utilizem, quase exclusivamente, para pequenos aglomerados, como é o caso presente” explicou o presidente do conselho de administração.
Nos dois casos, a existência de saneamento básico nas localidades abrangidas acabou por facilitar os trabalhos. “Ao mantermos o efluente durante a obra conseguimos que a ETAR entrasse logo em funcionamento”, destacou o responsável.
Nas duas construções, os prazos das obras e os orçamentos foram cumpridos.

Obras em Vila Nova de Ceira
e Ponte de Sótão

No futuro, o concelho irá receber mais “obras”, nomeadamente em Vila Nova de Ceira e Ponte de Sótão.
“A empreitada de construção da ETAR de Vila Nova de Ceira, que representa um investimento de 1,1 milhões de euros, está em fase final de análise de propostas, prevendo-se o início da construção em Janeiro de 2010”, indicou João Pedro Rodrigues. Quanto à ETAR de Ponte de Sótão, a infra-estrutura está prevista “no âmbito do contrato de concessão”, num investimento “da ordem dos 600 mil euros, estando o projecto já executado e pronto a lançar a concurso”, indicou João Pedro Rodrigues.
No total, a Águas do Mondego tem um investimento previsto, em tratamento de efluentes, na ordem dos três milhões de euros.
Ao nível do abastecimento de água, a empresa municipal vai construir os sistemas autónomos de Góis e Arganil, que irão abastecer os dois concelhos, representando um investimento de 4,6 milhões de euros.



José Girão Vitorino
“É uma forte aposta
na defesa do meio ambiente”

A partir de amanhã o concelho de Góis “ganha” duas novas infra-estruturas de relevo. Com a inauguração das ETAR de Góis e Cortes o ambiente e a qualidade de vida das populações acabam por sair reforçados. “Estas são obras muito importantes. Traduzem-se numa forte aposta na defesa do meio ambiente e essencialmente na protecção das linhas de água”, explicou José Girão Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Góis.
“Em Góis, a ETAR existente já estava sobrelotada o que provocava algumas preocupações, dada a existência de uma captação de água e uma praia fluvial nas proximidades”, referiu o autarca. O investimento, de cerca de um milhão de euros, dá assim boas garantias às populações.
A ETAR de Góis abrange as localidades de Bordeiro, Manjão, Góis, São Martinho, Vale Moreiro, na freguesia de Góis. “É um empreendimento com capacidade e tecnologia muito avançada”, indicou José Girão Vitorino.
Embora com menos capacidade e com um sistema diferente, a tecnologia usada na ETAR em Cortes, não fica atrás da de Góis. “A que existia estava em funcionamento de forma muito reduzida e estava muito vulnerável”, descreveu o autarca. “Foi toda construída a pensar na natureza e até são plantas a absorver grande parte da matéria”, referiu.
A maior localidade da freguesia de Alvares tem assim assegurada uma estação de tratamento com capacidade para cerca de 250 habitantes equivalentes.
“Esta construção representa também uma clara aposta nos pequenos aglomerados populacionais. É com certeza uma mais-valia para a população local”, realçou o edil de Góis.
Nos próximos tempos, e segundo o autarca, as apostas na área do saneamento viram-se para Vila Nova do Ceira e Ponte de Sotão. “Estes também serão investimentos muito importantes para nós. Em Vila Nova do Ceira já foi realizado o concurso para adjudicação da obra, pois falta construir o emissário e a ETAR”, explicou o presidente.
Quanto a Ponte de Sotão, “dará mais trabalho, pois ainda não existe rede de saneamento”, indicou José Girão Vitorino. Para além da “rede”, o autarca acredita que a construção da ETAR deverá ser em breve uma realidade.


Victor Duarte
“É grande a expectativa das pessoas
para verem os problemas resolvidos”

As obras começaram em Setembro de 2008 e, ao longo de um ano, a ETAR de Cortes foi colocada em funcionamento. Um passo importante para a maior localidade da freguesia de Alvares, em Góis. No local onde está construída a nova estrutura já funcionava uma estação de tratamento, mas “sem as condições devidas”, refere Victor Duarte, presidente da Junta de Freguesia de Alvares. “O que existia nunca foi uma ETAR, apesar de ter sido construída como isso. Causava um imenso mau cheiro e era um foco de problemas”, explica o autarca.
Agora tudo mudou. Os maus cheiros desapareceram e com eles partiram também os mosquitos e as preocupações de cerca de 250 habitantes da localidade. O tempo é de expectativa. “É grande a expectativa das pessoas para poderem ver os seus problemas resolvidos. Por enquanto, a estrutura não apanha toda a população de Cortes mas, a curto prazo, contamos ter os restantes 30 por cento das habitações com rede de saneamento”, indica Victor Duarte.
Em alguns dos fogos já existe a rede, fruto de alguns “arranjos”, elaborados pela freguesia. “Devido às condições do terreno não nos foi possível fazer as ligações todas. Ainda assim, aproveitámos a realização de algumas obras nas vias para construir parte da rede de saneamento em falta”, explica o autarca.
Os espaços colectivos existentes em Cortes (lar de terceira idade, creche e jardim-de-infância), no passado, contribuíram para que a localidade fosse a primeira da freguesia a receber uma ETAR. Hoje, a população tem mais qualidade de vida e bem-estar.
Com os “problemas” resolvidos em Cortes, a prioridade vira-se agora para a sede de freguesia, Alvares. Aí, também existe uma estação de tratamento de resíduos, mas “já não resolve os problemas”, atira Victor Duarte. “Era necessária a construção de uma infra-estrutura nova, um pouco à imagem do que aconteceu em Cortes”, explica o autarca.
Em Alvares, falta “ligar” à rede de saneamento cerca de 20 por cento das habitações. “A nossa esperança é que se termine toda a rede de saneamento e as respectivas ligações”, remata Victor Duarte.
in Diário As Beiras, de 21/09/2009

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Teatro em Cortes

No próximo dia 4 de Outubro, pelas 15 horas, será levada à cena uma peça de teatro no salão da Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida. É uma iniciativa da Câmara Municipal de Góis que já deveria ter acontecido no passado mês de Março, mas por dificuldade de agenda do Grupo que vem representar só agora será possível. Mais um grande acontecimento num fim de semana muito rico culturalmente para Cortes e para a freguesia de Alvares e que tem mais um dia pois dia 5 é segunda-feira feriado nacional. Ninguém deve faltar...
A entrada será livre.
in http://cmcortes.blogs.sapo.pt

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cortes: Café-concerto

O salão da Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida vai receber um evento totalmente inovador para o meio onde vai ser realizado...

A banda convidada é a "Bandalismo" que aceitou o desafio e vem criar um ambiente de acordo com as melhores salas de café-concerto das grandes cidades.

No próximo dia 3 de Outubro pelas 21h e 30m terá inicio o acontecimento. Este será um dos eventos comemorativos do 79º aniversário da nossa Comissão de Melhoramentos de Cortes.

As entradas serão através de inscrição, pelo que devem fazê-la através do mail cmcortes@sapo.pt ou pelo tlm 96 580 29 81 João Reis.
in http://cmcortes.blogs.sapo.pt

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Alvares - Freguesia com potencialidades

É a freguesia que mais longe fica da sede de concelho, entre as cinco existentes. Mas se durante anos a distância foi uma desvantagem, agora Alvares sente os benefícios de distar a cerca de 30 km de Góis. Estes são visíveis nos serviços básicos e de lazer que tem ao dispor da população, tornando-a um pólo com capacidade de atracção, com infra-estruturas educacionais, de saúde, desportivas, associativas, laborais, etc... "Foi preciso pressionar a Câmara Municipal para estes investimentos, que eram absolutamente necessários. Temos sido quase o "grilo", que está sempre a lembrar as coisas", refere Victor Duarte, presidente da Junta de Freguesia, ao Jornal de Arganil, explicando a razão do desenvolvimento de Alvares, o qual se deve também, vinca, ao trabalho da Câmara Municipal e Centro Paroquial da Freguesia de Alvares.
A renovação da extensão de Centro de Saúde, o pólo industrial praticamente lotado, a praia fluvial apetecível, o Pólo Desportivo «novinho em folha», o Centro Paroquial de Alvares que dá assistência a várias faixas etárias, acessibilidades melhoradas e valorização dos espaços públicos, permitem ao autarca dizer, sem hesitar, que tem condições para continuar a crescer, num caminho de modernidade. "A freguesia tem boas condições e «pernas para andar», sem dúvida nenhuma". Tanto que, se antes, a desertificação acompanhou o passar dos anos, actualmente a freguesia é procurada por casais de localidades de concelhos vizinhos.
Única das cinco freguesias do concelho sem rendimentos próprios, a Junta de Freguesia tem um orçamento anual de 150 mil euros. Em quatro anos de mandato, com Victor Duarte a liderar a Junta de Freguesia, ladeado de Isaura Abreu como secretária e Paula Aleixo como tesoureira, os investimentos na freguesia ultrapassam o milhão de euros. "A obra está à vista", afirma, salientando que muito foi realizado, desde a recuperação de redes de água, caminhos públicos, arruamentos ou limpezas de estradas. Por isso, remata, "tem sido, de facto, um trabalho intensivo a vários níveis".

Zona Industrial de Cortes
É aqui que se concentra a maior parte do desenvolvimento económico da freguesia. Tem a vantagem de estar instalada perto de concelhos circundantes, nomeadamente, a parte sul de Pampilhosa da Serra e norte de Pedrógão Grande. Implementada numa zona estratégica, o mercado da Zona Industrial de Cortes é abrangente. Seis dos sete lotes estão ocupados com uma serralharia civil, uma empresa de mobiliário, de alumínios, de ferro, de venda de materiais de construção e torneiro mecânico. O sétimo lote tem já perspectivas de ser ocupado e está a ser elaborada a ampliação do pólo industrial.

Centro Escolar
Em obras, o Centro Escolar vai abranger todas as crianças integradas no 1.º Ciclo, da freguesia. O sonho está prestes a ser concretizado, depois de uma sugestão de implementação por parte do Director Regional de Educação e um investimento de cerca de 550 mil euros, valor este que será superior depois da aquisição de mobiliário em virtude de arranjos exteriores. "Esta obra é um sonho, às vezes custa a acreditar", diz o autarca, orgulhoso, sublinhando que "o futuro está aqui". Prevê-se que a obra esteja concluída no segundo período do ano lectivo 2009-2010.

Praia Fluvial
É a "menina dos olhos" da freguesia. Feito o aproveitamento da zona ribeirinha, água límpida, instalada a relva e o parque infantil, a praia fluvial "tem sido um sucesso". Com uma "aceitação extraordinária" por parte dos munícipes, é uma sala de visitas que tem aumentado a percepção de Alvares como uma freguesia turística. "No mês de Agosto é «terrível». Ao sábado e domingo não se consegue estacionar".
Mesmo ao lado do rio, o bar «Fora d'Horas» dá assistência a todos que anseiam por um bom petisco, boa conversa e suprir a sede. Aliás, o bar é o ponto de encontro de várias faixas etárias e o dono, José Alves, conhecido como Zeca, é uma verdadeira referência. "Não sei porquê, mas há pessoas que dizem que a imperial sabe melhor tirada por mim", diz, modestamente, garantindo que todos os que trabalham no bar o fazem tão bem ou melhor.

Centro Paroquial
da Freguesia de Alvares

Comporta um lar em Alvares e outro em Cortes, Centro de Dia, Creche, A.T.L. e Jardim de Infância. Considerando um exemplo de solidariedade, a instituição existe há vinte e cinco anos e dá apoio a cerca de 200 pessoas. É o maior pólo empregador na freguesia e está na "primeira linha" no que respeita à oferta de emprego à população feminina. Tudo, deve-se ao padre Ramiro Moreira.

Extensão do Centro
de Saúde de Góis
Nem a sede de concelho tem condições tão boas como estas, destaca Victor Duarte, sobre um espaço cuja requalificação, recente, ficou orçada em 50 mil euros, aproximadamente. Com material "topo de gama", são feitas "todo o tipo de consulta". Já há 40 anos com o serviço, a Junta de Freguesia conseguiu há pouco tempo que a Administração Regional de Saúde assumisse o pagamento da renda por utilização do espaço.

Curiosidades
- A freguesia de Alvares é a segunda maior da Europa, com 102,7 km2
- Já foi concelho
- Tem um vasto património religioso e S. Mateus é o patrono da freguesia
- Em Chã de Alvares, a zona envolvente da antiga escola, agora um espaço polivalente, tem uma estação sismógrafa, fruto de um protocolo celebrado com a Universidade de Coimbra
- Tem cerca de 900 habitantes
in Jornal de Arganil, de 27/08/2009

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domingo, 16 de agosto de 2009

Constituição da Zona de Intervenção Florestal da Ribeira do Sinhel

Dando seguimento ao projecto de constituição de uma Zona de Intervenção na Floresta na freguesia de Alvares, desenvolvido pela Associação Florestal do Concelho de Góis em parceria com alguns proprietários e produtores florestais, o Núcleo Fundador, vai promover a reunião de Consulta Prévia que se irá realizar no próximo dia 21 de Agosto, às 16.00 horas, no salão da Casa da Comissão de Melhoramentos de Cortes.
Trata-se de uma reunião de carácter obrigatório no processo de constituição da ZIF, nos termos do disposto no n.º 1 do Artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 127/2005, 5 de Agosto, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 15/2009, de 14 de Janeiro e pela Declaração de Rectificação n.º 10/2009, de 9 de Fevereiro.
A ZIF da Ribeira do Sinhel apresenta uma área de 5348,59 ha e está delimitada a Norte pela linha de cumeada, a Sul pelo Rio Unhais, a Oeste pela Ribeira do Sinhel.
Os proprietários e/ou produtores florestais ao aderirem à ZIF beneficiam de imensas vantagens. Assim, a implementação de ZIF's irá possibilitar uma gestão mais eficaz dos espaços florestais em causa, permitindo a criação de uma economia de escala, dado que a área a gerir apresenta uma maior dimensão. Para além disso, as ZIF's possibilitam uma defesa mais eficiente dessas áreas contra os incêndios florestais. A projecção de uma rede eficiente de infra-estruturas apenas poderá ser concebida a uma escala com uma dimensão significativa.
A estrutura de propriedade é, também, um factor de estrangulamento para um maior desenvolvimento do sector florestal Português. Em Portugal, a maioria dos proprietátarios florestais possuem áreas de reduzida dimensão e muito pulverizadas. A esta estrutura de propriedade, do tipo minifúndio, a cresce a ruptura que existe entre a agricultura e a floresta, deixando de existir a complementaridade entre estas duas actividades, a falta de incentivo e de apoios necessários adequados ao desenvolvimento da floresta, a curto, médio e a longo prazo.
Estamos conscientes que só trabalhando em conjunto será possível ordenar o território e trazer maiores rendimentos aos proprietários e produtores florestais.
Carla Duarte
in Jornal de Arganil, de 13/08/2009

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cortes - Festas em Honra de S. João Batista

O Grupo de Mordomos para as Festas de 2009, anunciam o seu programa que, de quinta a segunda-feira animará a grande Povoação de Cortes, a saber: Dia 27 de Agosto (quinta-feira); Início da grande festa de 2009; Montagem da aparelhagem Caperson de Castanheira de Pêra; 21.30 Actuação de um organista para começar o baile.
Dia 28 de Agosto (sexta-feira) Inscrições para os Jogos Tradicionais e campeonato de sueca; Missa em honra de S. Cristóvão e procissão, ao fim da tarde; 22.30 Baile com a presença do grupo musical Remix.
Dia 29 de Agosto (sábado) 14h Arruadas com bombos e acordeões com o grupo Seca Adegas.
- Jogos Tradicionais; 22h Noite de Fados de Lisboa e Coimbra, pelo Grupo Sílvio Girão; 24h actuação do grupo musical mais do que conhecidos os Dexis.
Dia 30 de Agosto (domingo) Arruada da Banda Filarmónica de Góis; Missa e procissão; Leilão de Fogaças; Concerto da Filarmónica; Rancho folclórico; 23.30 Baile com o grande grupo Kremlin.
Dia 31 de Agosto (segunda-feira) Finais dos Jogos Tradicionais; 12.00h - Convívio entre grupos onomásticos (mega sardinhada); Entrega de prémios; Grupo Musical Selecção B que dispensam apresentações.
Este evento é de grande importância e significado para Cortes e as suas gentes, bem como para toda a região, o qual será levado a cabo pela equipa de Mordomos, cujos nomes lembramos:
De Cortes - Nuno Pedro Tavares, José Manuel Antunes Luís (do Ferro), Joaquim Manuel Fonseca Mateus (Quim), Paulo Lourenço de Carvalho, Vítor Manuel S. Francisco Henriques
Lisboa - João Carlos Fonseca Amaro (Janito), Vítor Manuel Simões (do licos), Nuno Antão Barata
E os irmãos (do latoeiro), Paulo Tomé Henriques, Manuel Tomé Henriques
Coimbra - Paulo Fonseca Bandeira, Ramiro da Fonseca Mendes
Com a colaboração que se espera de todos os cortenses e amigos da terra, cujo apoio, envolvimento e presença são indispensáveis para a dignificação a Festa à altura da nossa terra, este evento será certamente o êxito que se pretende,
Contamos com TODOS!
Pel'O Grupo de Mordomos
(Ramiro da Fonseca Mendes)
in Jornal de Arganil, de 23/07/2009

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terça-feira, 28 de julho de 2009

A IV Jornada Cultural e o Livro "Memórias do Antigamente"

No seguimento das notícias vindas a público sobre a IV Jornada Cultural da Freguesia de Alvares, a qual veio a ter lugar em Cortes seguindo os parâmetros usuais, aliás dignos dum acto cultural merecedor do melhor registo. Tratou-se de um evento importante para a aldeia e para a região, onde estiveram representadas as forças vivas do Concelho de Góis.
Os pormenores da jornada são já do domínio público, entre os quais recuperamos a importante intervenção do Dr. Pedro Pita, Director Regional da Cultura do Centro, que destacou com toda a eloquência o acto cultural que vamos acrescentando no nosso dia-a-dia, acto esse que vai levando a presença enriquecedora da ideia em movimento, que, mais tarde, lhe chamamos história.
Outro pensamento que queríamos recuperar, lançado pelo Presidente da Comissão de M. Alvares António Rui Dias, está no mote que sacudiu as águas mornas, quando se referiu ao impacto positivo levado pelos "novos residentes'; duvidando seriamente que "a comunidade sitiada esteja preparada e receptiva para os receber". Dada a pertinência deste assunto baseado em experiências vividas, mais tarde, gostaríamos de voltar ao tema.
Da parte da tarde apresentou-se ao público o autor do livro "Memórias do Antigamente" - Monografia de Cortes, Dr. Samuel Mateus, Mestre em comunicação social, que nos revelou usos e costumes, hábitos e tradições, sabores e saberes, além duma versão inédita sobre o topónimo de Cortes. Fez também uma explanação dos trabalhos rudes e das canseiras, do rolar manso dos dias intervalado com as festividades, das grandezas e das misérias e da profunda religiosidade deste povo com características muito próprias onde se destaca o apego à sua terra-natal.
O Dr. Samuel Mateus expôs-se ao seu público de maneira simples e despretensiosa, dissertando sobre o valoroso povo de Cortes onde crescem as suas raízes, solo que faz brotar a fonte do seu saber e bebe o entusiasmo da inspiração que lhe aviva e refresca a memória da sua avó Maria Brilhantina Alves, temperada com pesquisas que foi fazendo ao longo dos dias verdes de menino e moço, envoltas duma paixão arreigada que foi crescendo através dos tempos. O sentimento e apreço revelados pela maneira como escreve' sobre este povo, é a forma mais eloquente de destacar a admiração que tem por ele. Trata-se duma revelação de afectos, própria de beirão, que só lhe ficam bem.
"Memórias do Antigamente" é uma monografia bem estruturada onde cabe o perfil sócio-profissional do homem comum, da mesma forma que nos fala do temperamento do trabalhador rural dentro dum colorido da ruralidade serrana, com as suas vestes típicas dos dias de festa religiosa, dos trajes domingueiros e das tradições pagãs que povoam o imaginário de qualquer criança. Abre, assim, espaço às estórias habituais que são tão do agrado de qualquer povo.
Fala-nos também do tipo de habitação e das habituais divisões, dos materiais utilizados na sua' construção. Não se esqueceu da alimentação daqueles tempos, (e que tempos!...) própria da época em que se vivia, algo de importante que marcava a tradição segundo um calendário religioso, ou as tradições pagãs que o homem comum tanto gosta de relembrar. São registos importantes que só tempo saberá falar deles.
Desta monografia levada ao pormenor, só podemos congratularmo-nos com o seu contributo para a cultura local e manifestarmos o nosso mais vivo contentamento por quem sabe o que significa escrever para que outros leiam.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 23/07/2009

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cortes

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cortes - Festa de S. João Batista

PROGRAMA

Dia 27 de Agosto (quinta-feira)

Inicio da grande festa de 2009
Montagem da aparelhagem Caperson de Castanheira de Pêra
21.30 Actuação de um organista para começar o baile.


Dia 28 de Agosto (sexta-feira)

Inscrições para os Jogos Tradicionais e campeonato de sueca.
Missa em honra de S.Cristóvão e procissão.
22.30 Baile com a presença do grupo musical Remix.


Dia 29 de Agosto (sábado)

14.00 Arruadas com bombos e acordeões com o grupo Seca Adegas.
Jogos Tradicionais.
22.00 Noite de Fados de Coimbra.
24.00 actuação do grupo musical DEXIS.


Dia 30 de Agosto (domingo)

Arruada da Banda Filarmónica de Góis.
Missa e Procissão.
Leilão de Fogaças.
Concerto da Filarmónica.
Rancho folclórico.
23.30 Baile com o grupo KREMLIN


Dia 31 de Agosto (segunda-feira)

Finais dos Jogos Tradicionais.
Convívio entre grupos onomásticos.
Entrega de prémios.
Grupo Musical Selecção B

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Cortes - Noite de S. João

No passado dia 23 de Junho viveu-se mais uma noite de S. João e a respectiva queima do mastro, a sardinha assada no pão e o vinho de Cortes gentilmente oferecido. As responsáveis pelo Jardim de infância e pelo ATL organizaram as marchas com as crianças e em conjunto com o grupo de Cantares tornaram ainda mais genuina esta data que, após uns tempos de interregno, já vai no seu quinto ano consecutivo... Até uma mesa de doces caseiros e vasos com manjericos estiveram presentes na sala de visitas de Cortes, a Praça Comissão de Melhoramentos, vulgarmente designada por Largo da Eira. Estiveram perto de duas centenas de pessoas!

Mesmo com programas de S. João fortes nos concelhos de Sertã e Figueiró dos Vinhos ninguem arredou pé... A concertina do Carlos Barata (vulgo, Carlos da Angela) acompanhou as marchas, o grupo de cantares e tocou algumas 'modas' para os presentes dançarem.

Entre as várias conversas que ouvi, tudo leva a crer que no próximo ano este evento tenha ainda mais conteudos. Ainda bem porque tambem ouvi que algumas pessoas ficaram mais uns dias antes de regressarem à cidade para estarem presentes...

É de salientar que a Comissão de Melhoramentos de Cortes nada tem a ver com este evento. Os directores que colaboram fazem-no a titulo meramente individual. É uma manifestação puramente popular.

Assim se vai enriquecendo cada vez mais os usos e costumes e desta forma manter bem viva a cultura do seu povo...
João Reis Antão
in http://cmcortes.blogs.sapo.pt

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lançamento do livro “Memórias do Antigamente” em Cortes

No âmbito da IV Jornada Cultural da freguesia de Alvares, subordinada ao tema “Referências”, que teve lugar em Cortes, no sábado, decorreu o lançamento do livro “Memórias do Antigamente – Monografia de Cortes”, da autoria de Samuel Mateus, uma obra que aborda as tradições, costumes e hábitos desta aldeia do concelho de Góis, divulgando o folclore e a etnografia da Beira Serra. Pretendendo homenagear também todos os cortenses, este livro, que foi editado com o apoio da Comissão de Melhoramentos de Cortes, e cujo paginador foi Joaquim Ribeiro, é dedicado à avó do escritor, Maria Alves, que lhe deu a conhecer muitas das vivências do quotidiano, raízes históricas e culturais da aldeia.
Contando que desde a primeira hora teve o apoio da Comissão de Melhoramentos, Samuel Mateus fez referência à avó materna que “sabe muitas coisas, tal como muitos cortenses”. “Foi com o intuito de não perder a sabedoria popular que escrevi este livro”, revelou, acrescentando que o objectivo é que “haja uma memória imortal que permita não esquecer pequenas coisas importantes da vida”. De acordo com o escritor, que é licenciado e mestre em Ciências da Comunicação, e que desde cedo visita Cortes, este livro é composto por “uma reunião de memórias indviduais unidas numa manta de retalhos”.
“O antigamente está presente, hoje somos o que fizemos no passado”, sustentou o autor desta monografia de Cortes, defendendo que “as pessoas devem orgulhar-se das suas tradições”, até porque “muitas delas são raras”. Desta forma, no livro fala-se “do que as pessoas comiam e vestiam”, referiu Samuel Mateus, contando que “a alimentação era diferente e no vestir, havia tecidos resistentes que hoje em dia já não se encontram”. Nesta ocasião, o escritor avançou com algumas hipóteses sobre a origem do nome Cortes, alegando que a possibilidade mais viável diz que o nome desta aldeia surgiu da palavra latina “Cornes”, que “significa coragem, preserverança”.
“Os sons nasais desapareceram e ficou Cortes que significa um povo heróico”, explicou, constatando que “o povo de Cortes tem de ser heróico para ao longo dos séculos resistir aqui”. Para além disso, “Cortes tem muitos olivais e “Cornes” significa também vasilha de azeite”, continuou Samuel Mateus, enaltecendo que há ainda uma terceira coincidência com este nome, uma vez que a palavra latina também significa localidade junto a um braço do rio e “estamos a um braço do rio Unhais”.
O autor da obra recordou ainda que Cortes é uma aldeia que pode ter “200 a 300 anos”, tendo tido uma “forte ocupação no tempo dos romanos”. “Temos de ficar orgulhosos por termos nas nossas origens sangues tão dispersos”, advogou, apelando aos presentes para que “tenham curiosidade de ler esta obra” que contém cerca de duas centenas de fotografias, de forma a facilitar a leitura. “Leiam e tenham um espírito construtivo”, reforçou, anunciando que no seio do livro colocou o seu endereço electrónico para os leitores enviarem os seus comentários, já que “este livro é de todos, é uma homenagem aos cortenses”.
Após a leitura de alguns excertos, o presidente da Comissão de Melhoramentos de Cortes congratulou-se com o facto de Samuel Mateus ter tido a ideia de escrever este livro, lembrando que o Padre Ramiro Moreira já tinha escrito uma monografia, assim como existem outros escritos sobre a região, no entanto, “este tem a filosofia de quem soube beber referências”. Destacando o trabalho desenvolvido pelo autor da obra, João Manuel Antão teceu alguns elogios aos seus familiares, nomeadamente à avó, que é a pessoa que “tem responsabilidade nisto tudo”. “Encontra-se aqui o que há de mais genuíno no Ser Humano, a humildade”, concluiu.
Já Maria de Lurdes Castanheira, que foi convidada a participar nesta jornada cultural enquanto “cidadã e defensora” desta iniciativa, realçando que os habitantes de Góis são “uma referência”, referiu que este evento veio enriquecer todos os presentes. Satisfeita com o tema escolhido, a também candidata do PS à Câmara Municipal de Góis frisou que “Cortes e a freguesia de Alvares são uma referência a vários níveis”, sobretudo no que respeita à obra social, de que é exemplo o Centro Social e Paroquial de Alvares, e ao nível do tecido empresarial, já que em Cortes existe uma panificadora, comércio e um pólo industrial. “São também uma referência em termos de regionalismo porque têm colectividades com décadas de existência”, esclareceu ainda Lurdes Castanheira, mostrando-se satisfeita com a edição deste livro que “retrata tudo aquilo que pode servir de aprendizagem para os mais novos”, desde a geografia, fauna, flora, tradições e costumes.
No uso da palavra, o responsável pela revisão ortográfica endereçou as suas primeiras palavras a Samuel Mateus fazendo votos para que continue a “persistir na sua acção de pesquisa e investigação em busca das raízes do nosso povo” que, por sua vez, “constituem a razão de ser do nosso presente”. “O Dr. Samuel partiu à descoberta, viu com os seus próprios olhos, escutou, apalpou terreno, conversou, relacionou-se, obteve informação e entusiasmou-se”, contou João Rui, explicando que esta obra “espelha a vivência, a tradição, usos e costumes de Cortes”. “É um verdadeiro retrato de um passado que não deixa de ser presente”, realçou, alertando que ao leitor cabe “apreciá-la e censurá-la”.
Note-se que no final desta cerimónia a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis, Helena Moniz, felicitou o escritor responsável por esta monografia de Cortes pelo “trabalho de levantamento e recolha que é muito importante para a cultura, não só de Cortes mas do concelho”. Posteriormente decorreu uma sessão de autógrafos e os interessados tiveram a oportunidade de adquirir um exemplar.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

IV Jornada Cultural da freguesia de Alvares sobre “Referências”

Tal como vem acontecendo desde 2003, de dois em dois anos, realiza-se na freguesia de Alvares, concelho de Góis, uma Jornada Cultural que tem passado pelas várias localidades da freguesia. Este ano, esta iniciativa teve lugar em Cortes, no sábado, e foi organizada pela Comissão de Melhoramentos local, constando do programa, para além de um debate sobre o tema “Referências”, o lançamento do livro “Memórias do Antigamente – Monografia de Cortes”, da autoria de Samuel Mateus. Nesta ocasião, foram focadas sobretudo algumas das tradições, potencialidades e personalidades da freguesia que constituem referências para os seus habitantes, como é o caso de Claudino Alves de Almeida que pautou-se por “amar a sua freguesia, lutar pelo seu concelho, acreditar na sua região”.
Refira-se que nesta Jornada Cultural participaram várias entidades, nomeadamente o Director Regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita, a vereadora Helena Moniz, em representação da Câmara Municipal de Góis, o presidente da junta de freguesia de Alves, Victor Duarte, os dirigentes das Comissões de Melhoramentos de Alvares e de Cortes, António Rui e João Manuel Antão, respectivamente, o coordenador do tema “Referências”, António Simões, tendo sido convidada também Maria de Lurdes Castanheira.
O dia de sábado começou com a apresentação de uma exposição fotográfica e etnográfica na Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida, seguindo-se uma dissertação das crianças do pré-escolar e a actuação do Grupo de Cantares de Cortes que animou esta iniciativa ao longo do dia. Durante a manhã, decorreu o painel de debate sobre o tema “Referências” que culminou com um almoço volante no espaço da antiga escola primária de Cortes. Coube ao presidente da junta de freguesia de Alvares abrir a sessão, começando por enaltecer que esta Jornada Cultural é “um momento digno e de grande dinamismo para a freguesia”.
“As populações orgulham-se do seu passado, preservando-o e divulgando-o através dos diferentes projectos que foram concretizando”, referiu, exemplicando que os Núcleos Museológicos da Casa do Ferreiro e de Arte Sacra “testemunham a herança sociocultural desta comunidade”. Por outro lado, “a valorização e dignificação do fuste do nosso Pelourinho revalidam o peso da História”, sustentou Victor Duarte, acrescentando que é necessário “apostar nos bens naturais que temos”, nomeadamente no que respeita à Ribeira do Sinhel. O presidente da junta de freguesia de Alvares destacou ainda que outra das referências identitárias da freguesia é “o Bucho recheado à moda de Alvares que durante muitos anos foi o primeiro prato gastronómico da Região de Turismo do Centro”.
Salientando que a comunidade alvarense resultou do “encontro de vontades”, Victor Duarte garantiu que mantém as suas potencialidades porque “é um território com capacidade de atracção, com potencialidades turísticas, como sejam os recursos hídricos despoluídos, a albufeira do Cabril, a praia fluvial”. “É preciso pensar o presente olhando para o futuro”, apelou, advogando que a freguesia de Alvares “continuará senhora do seu destino se continuar a pensar em si como um mesmo território, onde todos se revêem como comunidade”.
Embora defendendo que é necessário aceitar a modernização, o presidente da junta advertiu que é preciso “lutar contra a extinção deste território no contexto de mudança”, assegurando em primeira instância a manutenção de equipamentos básicos inerentes à vida moderna, e atraindo novos residentes e novos investimentos. “Todos temos responsabilidades individuais e colectivas na construção do nosso futuro comunitário”, lembrou, revelando que uma das referências e exemplo da freguesia é Claudino Alves de Almeida que “com uma visão estratégica defendeu um objectivo comum de promoção para a sua gente”.
Já o coordenador do tema “Referências”, António Simões, abordou esta temática do ponto de vista científico, contando que “é a partir da cultura que as referências são construídas”, e realçando que “falar em referências significa dirigir o olhar para uma identidade da região e para os seus habitantes”, desde a paisagem, fazeres e saberes, crenças e hábitos.
No uso da palavra, o Director Regional da Cultura do Centro frisou que “todos nós nos sentimos ligados a alguma coisa que já passou mas que não morreu”, sendo que “pessoas, mas também objectos, instituições, colectividades, receitas ou tradições do pai e da mãe, já faleceram, mas não morreram”. “Compete aqueles que vêm depois transformar e enriquecer a ideia ou projecto que pôs em movimento qualquer coisa”, afirmou António Pedro Pita, explicando que “se nos limitarmos a fazer as coisas como foram feitas uma vez, morrem e tornam-se desinteressantes”.
Desta forma, “a melhor maneira de ser fiel às origens é transformar”, defendeu, esclarecendo, no entanto, que se aceitam transformações por exemplo ao nível da praia fluvial de Alvares mas “deitar abaixo o pelourinho ou deixar de fazer o bucho não”. “A cultura também é isto, não são só os livros, a pintura, música ou cinema”, sustentou o dirigente da Direcção Regional de Cultura do Centro, acrescentando que a cultura é ainda “a capacidade de nos entendermos sem falarmos a língua dos outros”.
Em representação da Câmara Municipal de Góis, a vereadora Helena Moniz, considerando “interessante” a escolha do tema desta Jornada Cultural da freguesia de Alvares, recordou que “todos nós ao longo da nossa vida temos as nossas referências, sejam elas familiares, sociais, culturais, e até geográficas”. Alegando que existem referências individuais e colectivas, ou seja, “aquelas que moldam a nossa maneira de ser” e “aquelas que estão relacionadas com a memória colectiva”, a vereadora da Cultura defendeu que “é importante relembrar e reavivar memórias do passado e delas retirar ensinamentos”. “Seja qual for o nosso caminho de vida, pautemo-nos sempre por referências que acreditamos serem as melhores”, aconselhou.
É de salientar que o presidente da Comissão de Melhoramentos de Alvares propôs-se a falar sobre os novos residentes, “aqueles que não tendo qualquer referências do local encontraram razões fortes para apoiar essa decisão”, estando muitas vezes na origem da mesma as frequentes visitas à freguesia, bem como “a conjugação com a capacidade financeira, possibilidade entre compra e rendimento, garantia dos serviços básicos, taxas e burocracia municipais”. Dando como exemplo de novos residentes em Góis, Maria de Lurdes Castanheira e o Padre Ramiro Moreira, António Rui salientou que os novos habitantes têm um impacto económico positivo na região, para além de contribuirem para a diminuição da desertificação, e influenciarem a cultura e a educação dos habitantes. Contudo, “para trazer novos residentes precisamos do Marketing”, sustentou, questionando se “será que a população está receptiva a recebê-los?”.
O presidente da Comissão de Melhoramentos de Cortes encerrou este debate, realçando que os participantes nesta Jornada Cultural sairam “mais ricos” desta iniciativa. Contando que Claudino Alves de Almeida é também uma das suas referências, João Manuel Antão referiu que a água “marca a freguesia”, já que as povoações estão ligadas por uma linha de água. Deixando o apelo para que as comunidades se unam, o dirigente desta colectividade anunciou que a V Jornada Cultural da freguesia de Alvares deverá realizar-se em 2011, em Alvares.
in www.rcarganil.com

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cortes

Fotografia de JrC

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IV JORNADA CULTURAL DA FREGUESIA DE ALVARES

Dia 20 de Junho de 2009
em Cortes

PROGRAMA

10.00h - ABERTURA/RECEPÇÃO
Dissertação de crianças do pré-escolar
Apresentação das exposições fotográficas e etnográficas


11.00h - PAINEL DE DEBATE SOBRE O TEMA: "REFERÊNCIAS"
Dinis Antão (Moderador e Presidente Ass. Com. de Melhoramentos de Cortes)
Prof. Dr. António Pedro Pita (Director Reg. de Cultura do Centro)
Representante da Câmara Municipal de Góis
António Rui (Presidente Com. de Melhoramentos de Alvares)
João Manuel Reis Antão (Presidente Com. de Melhoramentos de Cortes)


12.30h - ALMOÇO VOLANTE NO ESPAÇO DA ANTIGA ESCOLA PRIMÁRIA
Tradicional Tibornada confeccionada por residentes em Cortes


14.30h - LANÇAMENTO DO LIVRO, "MEMÓRIAS DO ANTIGAMENTE - MONOGRAFIA DE CORTES"
Apresentação do livro sobre os usos e costumes da aldeia de Cortes; temas comuns a dezenas de aldeias portuguesas.
Uma obra fotográfica e temática importante para Cortes de Alvares e para o meio rural em geral.

PAINEL DE APRESENTAÇÃO DO LIVRO
. Dr. Samuel Mateus (Autor do livro)
. João Manuel Reis Antão (Presidente Com. de Melhoramentos de Cortes)
. Dr. João Rui (Responsável pela revisão ortográfica)
. Leitura de excertos do livro
. Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira


16.00h - SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Nota conclusiva. (Presidente da Direcção Com. de Melhoramentos de Cortes)


16.20h - GRUPO DE CANTARES DE CORTES/RANCHO REGIONAL

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cortes - Noite de S. João

DIA 23 DE JUNHO VAMOS QUEIMAR O MASTRO E MANTER VIVAS AS MELHORES RAIZES DA NOSSA ALDEIA E ASSIM PUGNAR POR UMA MELHOR VIVÊNCIA CULTURAL E RECREATIVA.
in http://cmcortes.blogs.sapo.pt

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Memórias do Antigamente lançado em Cortes

A Comissão de Melhoramentos de Cortes tem o prazer de anunciar o lançamento do livro, integrado na IV Jornada Cultural da Freguesia de Alvares, “Memórias do Antigamente – monografia de Cortes”, da autoria de Samuel Mateus, no dia 20 de Junho de 2009, pelas 14h30m, na sua sede, Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida.

“Memórias do Antigamente” aborda as tradições, costumes e hábitos desta aldeia mas contextua-se numa visão regional divulgando o folclore e a etnografia da Beira-serra. Feito de uma variedade de memórias e construído à volta das vivências do quotidiano, o livro “Memórias do Antigamente” preocupa-se em homenagear as gentes do antigamente ao mesmo tempo que procura clarificar as suas raízes históricas e culturais.

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Pensar freguesia de Alvares

IV Jornada Cultural
Será já no próximo dia 20 de Junho que, em Cortes, a freguesia irá reflectir e debater os temas mais prementes da actualidade subordinados ao tema “Referências” temas que serão discutidos ao nível de quem vive e de quem decide o futuro da nossa região.

Habitação
Tenho recebido algumas palavras de apoio pelo que tenho escrito sobre a falta de terrenos e habitações disponíveis na freguesia de Alvares, a preços competitivos…
Entre outras medidas, todas as opiniões convergem em que as autoridades devem passar a tributar os terrenos edificáveis como lotes para construção, e não rústicos, para que assim apareçam mais no mercado e fiquem mais baratos. A Câmara Municipal teria a receita aumentada e assim poderia patrocinar a construção de habitações a custos controlados ou de renda apoiada. Será uma das melhores medidas para se fixar população na freguesia de Alvares e no concelho de Góis.

Polidesportivo
O recinto do polidesportivo continua com uma boa frequência, principalmente ao fim de semana, notando-se um crescendo com a chegada do Verão… Sendo uma infra-estrutura Camarária, tem estado ao dispor de toda a Comunidade que a queira utilizar desde que o faça segundo as normas de boa utilização e segurança. Vai ser, concerteza, um óptimo local de convívio e encontro na nossa freguesia durante o próximo período de férias…

Espaço Multiusos
Li o artigo do Sr. José Manuel Simões Anjos, da Chã de Alvares, e retive a ideia, que também já aqui deixei anteriormente, da criação de um espaço Multiusos para a freguesia. Como é evidente, todos os espaços já existentes, e que ventilou, como a ex-escola da Chã ou o Centro de Convívio da Liga; eu acrescento… a Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida, em Cortes, que é um dos maiores espaços, para o efeito, do concelho de Góis.
Um novo espaço Multiusos na freguesia de Alvares teria de comportar, no minimo mil pessoas, com as respectivas infra-estruturas e se possível na sede de freguesia…
E porque não associada à ampliação do quartel dos bombeiros? Não terá forçosamente que pertencer àquela associação Humanitária, mas também não vejo porque não, até porque entendo que é uma instituição que para além de unir ‘as gentes’ da freguesia de Alvares ligará mais ‘as gentes’ de todo o concelho de Góis.
Fica mais uma ideia para a IV Jornada Cultural…

I e II Passeios TT, Rota da Jeropiga
Aconteceram nos passados meses de Dezembro 2008 e Abril 2009 dois eventos que juntaram, cada um, cerca de sessenta máquinas, respectivos condutores e acompanhantes. Quem participou e assistiu presenciou um espírito de camaradagem e de convívio que só isso valeria a pena realçar… Mas o que me despertou mais a atenção foi a extraordinária ideia e organização… Quase todo o espaço geográfico da freguesia de Alvares foi passado pelas máquinas e respectivos tripulantes…
Parabéns aos jovens da freguesia de Alvares, muitos parabéns… Foram cerca de !trinta! elementos, em cada convívio. Foi preciso desbravar alguns caminhos antigos que se encontravam totalmente ocupados com árvores e pedras de grande peso, foi necessário fazer as respectivas marcações do itinerário, foi necessária uma logística algo pesada para quem trabalhou em regime de voluntariado e por uma causa tão nobre como o resultado ter sido aplicado na aquisição de material para a IV secção (Alvares) dos Bombeiros Voluntários de Góis. Mais uma vez… PARABÉNS!

João Reis Antão
in Jornal de Arganil, de 11/06/2009

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

IV Jornada Cultural Freguesia de Alvares

“REFERÊNCIAS”é o tema dominante da IV Jornada Cultural da freguesia de Alvares a realizar em Cortes no próximo dia 20 de Junho próximo.
Amigos, naturais e residentes na freguesia de Alvares, para alem de estarem todos convidados, vão ter a oportunidade de discutir com base neste tema, o passado, presente e futuro de gerações que vivem inconformadas com o que se passa no seu dia-a-dia no relacionamento com a desertificação de uma freguesia que tem tudo para ser um pólo de desenvolvimento regional.
Esta IV Jornada Cultural está a ser preparada para que as suas conclusões venham a ser debatidas posteriormente ao mais alto nível, quer autárquico, ou mesmo governamental. Todas as opiniões vão ser estimadas e ponderadas ao ponto de que nada seja desperdiçado.
Para já pretendemos que o dia 20 de Junho de 2009 seja uma data que ficará na memória de todos os que participarem e querem contribuir para um futuro mais sorridente dos que querem continuar a “resistir”. E há muitos motivos válidos para “resistir”…
João Reis Antão
in http://cmcortes.blogs.sapo.pt

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Góis recordou a Revolução dos Cravos

Volvidos 35 anos após a Revolução dos Cravos, o município de Góis comemorou o 35º aniversário do 25 de Abril, oferecendo à população um programa variado de actividades culturais, lúdicas e desportivas.
Depois do hastear da bandeira que ocorreu logo pela manhã, teve lugar uma cerimónia evocativa ao 25 de Abril, no auditório da Biblioteca Municipal”António Francisco Barata”, seguindo-se a apresentação de um espectáculo denominado “Canções de Resistência”, o lançamento do Balão da Liberdade, pelo Grupo de Escoteiros n.º 74, na Praia Fluvial das Canaveias, e por fim a cerimónia de inauguração do polidesportivo de Cortes, na freguesia de Alvares.
No uso da palavra, presidente da Câmara Municipal de Góis começou por frisar que o 25 de Abril de 2009, tem que representar “esperança, no sentido que seremos capazes de ser mais justos, solidários e esforçados a fim de liderar as expectativas das gerações mais jovens”. Reconhecendo que dos mais jovens é necessária “a sua força, determinação e vontade”, José Girão Vitorino enalteceu que igualmente “precisamos da experiência de vida e da abnegação dos mais velhos, porque é importante não perder o significado da realidade, tão necessária e consentânea com o saber esperar pelos momentos certos para avançar e investir”. “A aproximação geracional estreita os laços afectivos, reafirma uma vontade conjunta de que todos precisamos de todos para viver, tal como acontece no seio das nossas famílias” considerou o autarca, constatando que “as regras da vida ditam e impõem as condições da continuidade”.
Por conseguinte, Girão Vitorino afirmou que "se somos verdadeiramente uma sociedade educada, ciente dos valores e ideais da Revolução do 25 de Abril" saberemos também "ser e estar na vida, na senda dos reais valores republicanos e democráticos, dando lugar aos mais capazes de liderar o nosso concelho, e em equipa, lutar em nome de todos". Assim sendo, de forma colectiva, o Poder Local afirmou-se e "cimentou a democracia", continuou o edil, enaltecendo que "as pessoas beneficiaram com o debate cívico", tendo sido responsáveis todos os partidos, uma vez que "aprenderam a interpretar as regras do jogo democrático e, progressivamente, fomo-nos tornando uma sociedade mais madura", disse, desafiando todos a continuar a trabalhar "a bem de todos e do concelho".
Recordando as três décadas dedicadas ao serviço público, o presidente do município goiense revelou que "vi um pouco de tudo e aprendi que sozinhos não somos uma resposta válida, que sozinhos não dialogamos, que sozinhos temos mais limitações para chegar às populações", concluindo que "apenas em equipa podemos trabalhar para todos". Terminado o seu mandato, Girão Vitorino expressou-se "satisfeito e orgulhoso com tudo o que foi feito" já que "soubemos interpretar Abril, lutando em nome de Góis. Sendo realistas, ousamos pugnar pelos nossos direitos", considerou, referindo que "acreditámos, dialogámos, projectámos, construímos, modernizámos, apoiámos sem nunca hipotecarmos o nosso futuro colectivo". "Se não fosse em equipa, não teria conseguido chegar tão longe", reforçou o autarca, compreendendo que "a renovação geracional é natural" e neste sentido, apelou a "este trabalho de equipa, porque as equipas capazes são as que juntam novos e mais velhos, a fim de formar atempadamente quadros competentes e solidários, que saberão liderar com rosto humano a política, em nome dos seus concidadãos, dando continuidade a projectos anteriormente lançados".
Em representação do grupo municipal do Partido Social Democrata, Alexandre Vieira sublinhou que a Revolução dos Cravos, veio permitir "o direito de votar, de escolher, de decidir, liberdade de expressão, sem opressão, esperança de uma vida melhor, de melhor distribuição da riqueza, de prosperidade, de justiça de felicidade". Porém, o líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal questionou "passados trinta e cinco anos, o que é que na realidade mudou?", verificando que "todos temos televisão, o rendimento mínimo, telemóvel, as criancinhas tem o «Magalhães», entre outros bens, no entanto continuamos "cabisbaixos, caladinhos e com salários baixos, com impostos dos mais altos, já pouco produzimos, quase tudo compramos".
Por sua vez, Jaime Garcia, do grupo municipal do Partido Socialista, reconheceu que pese embora as conquistas de Abril, ainda nos dias de hoje e "em territórios como o do concelho de Góis, marcado pelo estigma da interioridade e da baixa densidade populacional, as dificuldades sociais revelam-se ainda mais profundas". Frisando das consequências da grave crise económica e social que assolam o país, o líder do grupo do PS advogou que "a prática da acção dos governantes nacionais e locais deverá sempre pautar-se por uma atitude de respeito pelos cidadãos, ouvindo-os e responsavelmente procurar ajuda a resolver os seus problemas e anseios".


Para o presidente da Assembleia Municipal de Góis, passados 35 anos após o 25 de Abril, alguns preceitos fundamentais da Constituição "não foram atingidos" nomeadamente em áreas como "educação, habitação, emprego, saúde, justiça". Depois de fazer um pouco de história sobre a efeméride evocada, José Carvalho interrogou "fará sentido hoje comemorarmos o 25 de Abril?", chegando à conclusão de que "sim, como corolário da Democracia, como processo incessante e inacabado de luta quotidiana e permanente, em memória dos inúmeros portugueses que se viram na contingência forçada de participar numa guerra colonial, onde lutaram e morreram por este país".
Seguidamente foram visionados pelo público presente, dois pequenos filmes, dedicados a todos os homens e mulheres que lutaram e lutam pelo país, servindo simultaneamente como forma de homenagem.

Inaugurado Polidesportivo de Cortes
Já da parte da tarde, e integradas nas comemorações do Dia da liberdade, decorreu a inauguração do polidesportivo de Cortes e foram levadas a efeito actividades desportivas pelos alunos do pré-escolar e jogo inaugural entre a Junta de Freguesia de Alvares e Câmara Municipal de Góis.
Satisfeito, o presidente da Junta de Freguesia de Alvares lembrou a "grande luta e empenho de todos" travada durante a execução do polidesportivo. "Hoje conseguimos ter uma infra-estrutura desportiva na nossa freguesia, que nos dignifica ao nível das outras que nós vemos na nossa região", manifestou Vítor Duarte, realçando até que se trata da "melhor infra-estrutura desportiva ao ar livre do concelho de Góis". Lembrando o empenho de muita gente, para que a mesma fosse uma realidade, o autarca destacou sobretudo a marca pessoal do presidente da Câmara Municipal de Góis, referindo que "foi ele que deu corpo a este anseio", bem como destacou o contributo de todos os cortenses. "Cumprimos mais uma peça deste puzzle, que é a nossa freguesia", reconheceu Vítor Duarte, agradecendo por fim a presença de todos, representativa do "apoio e incentivo" para que "possamos continuar a trabalhar em nome do desenvolvimento local".
Destacando o trabalho em equipa, o vice-presidente do municipio goiense, Diamantino Garcia, fez votos para que a infra-estrutura "seja utilizada pelos cortenses, pelos alvarenses, pelos goienses e por todos aqueles que ficaram com uma infra-estrutura que nos orgulha a todos e que poderá fazer com que novas pessoas, nova juventude se comece a fixar aqui".
O presidente de direcção da Comissão de Melhoramentos de Cortes, João Reis Antão referiu que "estamos a inaugurar a obra recentemente concluída, num dia que nos enche de orgulho". Sublinhando da "luta" para que o polidesportivo fosse uma realidade, o dirigente associativo lembrou o trabalho da Câmara Municipal de Góis desde 2002, "não foi simples, foram quatro Assembleias Municipais, algumas reuniões de Câmara, alguns arrufos mesmo, foram situações à maneira do antigamente, mas é assim que as coisas têm mais valor".
Por último, em representação da Assembleia Municipal, José Carvalho, salientou que a infra-estrutura "vem valorizar a própria terra e dotar a juventude da terra e não só de meios que até aqui não existiam". E por isso "estão de parabéns a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal, e também os residentes da freguesia de Alvares e não só", considerou, acrescentando que a partir de agora a freguesia está dotada de um sítio polivalente que permite às "crianças e adultos poderem jogar futebol, ténis, badmington", enumerou.
in A Comarca de Arganil, de 29/04/2009

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