quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Comunicado da CPS-PSD de Góis

Os Elementos da CPS do PSD de Góis, presentes na sua reunião de Dezembro, tiveram conhecimento que, um potencial investidor, conhecido dos elementos do executivo socialista na Câmara Municipal de Góis, está na disposição de encaminhar o seu projecto para um dos concelhos limítrofes, caso lhe não seja posto à disposição, para compra, um espaço, com área e condições apropriadas e com urgência. Foi dado igualmente conhecimento ao PSD que um responsável autárquico tem já conhecimento integral do projecto, o qual irá à partida ter um custo global de 2 milhões de euros e que criará, nos seus primeiros 4 anos de actividade, entre 40 a 60 postos de trabalho, alguns especializados. Teve, ainda, esta comissão política, conhecimento do especial interesse desse investidor na parcela da Quinta do Baião que em Dezembro de 1999 a Câmara Municipal deliberou vender a uma instituição privada a fim de a mesma poder apresentar um projecto para obtenção de fundos comunitários.
Ora:
Considerando que tal negócio só se veio a concretizar em 2007, por escritura pública, com a condicionante de aquela instituição privada aí desenvolver o projecto financiado pela União Europeia.
Considerando que a entidade responsável pelos fundos comunitários atribuídos obrigou aquela instituição privada, em 2008, a devolver o montante do financiamento nos termos que são públicos e que encaminhou o processo para a área da investigação criminal.
Considerando que aquela instituição privada, dessa forma, ficou totalmente impossibilitada de desenvolver o projecto a que se propôs e que era fundamento do negócio de aquisição da parcela em causa.
Considerando ainda que o concelho de Góis necessita urgentemente do investimento anunciado e dos postos de trabalho a criar.
Considerando ainda que a instituição privada em causa não terá, certamente, qualquer interesse em impedir o desenvolvimento do concelho, afastando mais um investidor, apresentado por um industrial deste concelho e aqui residente. o Sr. Paulo Martins.
Foi deliberado suscitar junto da Câmara Municipal a imediata resolução da situação em causa com a instituição privada inviabilizada de prosseguir com o projecto a que se propôs, e que deu causa ao negócio, por manifesta incapacidade da mesma em o executar, regressando a propriedade, imediata e incondicionalmente, ao Município, abrindo-se a capacidade de investimento a quem efectivamente a tem e não se permitindo que entidades que deveriam pugnar pelo desenvolvimento do concelho de Góis se atravessem e o impeçam constantemente.
O Presidente da CPS-PSD de Góis
Abílio Bandeira Cardoso (Dr.)
in Jornal de Arganil, de 8/01/2009

Etiquetas: ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Pedro Machado apresentou candidatura em Góis

Pedro Machado – candidato à distrital do PSD deslocou-se ontem, dia 17 de Novembro, a Góis, para apresentar o projecto da sua candidatura. Acompanhado pelo Dr. Raul Amado, enquanto elemento da candidatura e em representação dos trabalhadores democratas, foi recebido pela Comissão Política Concelhia do PSD, presidida pelo Dr. Abílio Bandeira Cardoso, que declarou apoio à candidatura do actual presidente da Região de Turismo do Centro.
Pedro Machado falou de uma candidatura sob o slogan “Unir Para Vencer”, que segundo referiu: “assenta essencialmente em três pressupostos: 1º- um conjunto de razões pelas quais entendemos que é possível estabelecer um entendimento entre os militantes do distrito de Coimbra à volta do reforço da militância no Partido Social Democrata, 2º-dar garantia de estabilidade e de coesão aos militantes para os confrontos eleitorais que aí vêm e em 3.º reafirmar a predisposição em estarmos empenhados e motivados para ganhar as eleições autárquicas de 2009”.
Para Pedro Machado o papel principal de um candidato é encontrar-se com os militantes de todos os concelhos apresentando ideias e ouvindo também as suas ideias, conforme acrescentou: “todos os concelhos têm a mesma importância independentemente do número de militantes”, por isso, assegurou que irá convidar pessoas de todos os concelhos, para a lista que encabeça.
O presidente da Comissão Política Concelhia do PSD e mandatário – em Góis - da candidatura, Dr. Abílio Cardoso, referiu que “é Pedro Machado quem melhor assegura os destinos do partido neste importante bloco eleitoral que se aproxima em 2009”.
Após o jantar com os militantes que o receberam calorosamente em Góis, o candidato seguiu para Arganil, onde foi recebido pelos militantes do PSD de Arganil. Segundo apurámos, esta digressão que iniciou já no passado dia 4 é deveras importante para Pedro Machado, pois, este entende que “é nesta troca de comunicação e ideias que o Partido pode sair mais forte”.
Refira-se ainda que as eleições, para a distrital do PSD, estão marcadas para o próximo dia 21 de Novembro.
in www.rcarganil.com

Etiquetas: , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Quinta do Baião - A Verdade dos Números

Quinta do Baião - A verdade dos números, as manobras e contornos políticos de um negócio do Partido Socialista que visou, há um ano e meio, resolver problemas exclusivos do PS de Góis em prejuízo do município, e que continua a querer resolver problemas do PS. Mas um negócio que começa já a causar baixas graves no PS.
Há um ano e meio o PS de Góis votou na Câmara Municipal, por unanimidade, e não sem falta de avisos do PSD, vender à Adiber, entidade afecta aos interesses socialistas locais da qual José Cabeças ( antigo presidente de Câmara PS, e presidente da concelhia do PS em 2007 ) e Lurdes Castanheira ( candidata assumida do PS às próximas eleições e actual presidente da concelhia do PS) fazem parte , ignorando outros dois investidores privados, então interessados e com projectos sérios e muito vantajosos a nível de investimento e criação de emprego , para, e utilizando uma expressão de um dos vereadores do PS na reunião do executivo na altura, “ resolver o problema da ADIBER”. E, “resolver o problema da ADIBER”, na altura significava apenas impedir que se tornasse público que a aquela entidade tinha em 1999 recebido quase 250 mil euros de fundos comunitários para comprar aquela quinta à Câmara, que tinha dado o negócio como concluído perante o programa Leader, mas nunca o tinha, efectivamente formalizado. E, mais grave, que entre 99 e 2007 a ADIBER manteve na sua posse tal quantia, não dando contas da mesma a ninguém, podendo até, alegadamente, ter usado parte de tal verba para outros fins, tendo, também alegadamente, tido necessidade de se socorrer de em empréstimo bancário, para formalizar o negócio em 2007.
Ou seja: em 2007 o executivo camarário do PS, composto por Girão Vitorino, Diamantino Garcia (candidato de recurso PS às próximas eleições autárquicas) e Helena Moniz, não hesitou em prejudicar o concelho de Góis, afastando da corrida e sem concurso público, dois investidores privados e sérios (um dos quais apresentados por mim, e que se propunha fazer vários investimentos que poderiam gerar cerca de 100 postos de trabalho).
A fórmula encontrada pelo PS para afastar o concurso público, foi atribuir à propriedade um valor não só inferior ao preço pelo qual tinha adquirido (menos de metade do valor da compra - mais de 500 mil euros), mas até inferior ao valor patrimonial em termos de imobilizado da do município, apresentando, posteriormente e após o negócio, um abatimento no imobilizado de mais de 300 mil Euros, quando só recebeu pelo negócio com a ADIBER 250 mil.
O PSD, através de mim, da Vereadora Graça Aleixo e Vereador Daniel Neves, tudo fez para exigir, nesta altura, a transparência que a situação exigia e que passaria pela avaliação correcta dos imóveis e pela existência de um concurso público, dada a existência de mais dois interessados para além da ADIBER. Ao PS só interessou “resolver o problema da ADIBER”.
O PSD, e, certamente também o PS, bem sabiam na altura que a ADIBER já não tinha condições financeiras para concluir o projecto a que se vinculava. Por isso o PSD também se bateu, pois não queria que fossem afastados investidores credíveis para se dar cobertura a uma situação que nunca sairia do papel. Tudo isto a prejuízo do concelho de Góis e do seu povo.
Um ano depois, a ADIBER começa a mostrar publicamente toda a sua incapacidade financeira, tendo Lurdes Castanheira de vir a público dizer que é mentira que a ADIBER e a Santa Casa da Misericórdia tenham salários em atraso, mesmo quando são os funcionários dessas instituições a dizer publicamente que o que não é verdade é tal desmentido. E prova dessas dificuldades é não só a assumpção pela própria ADIBER do seu desespero financeiro, ao ter de notificar a Câmara de querer vender com urgência os imóveis que lhe tinha comprado um ano antes para realizar um projecto agro-turístico, mas também de os querer vender pelo quase dobro do preço (já mais próximo do preço real, mas, ainda assim desvalorizados).
E vem agora o Presidente da ADIBER, protegendo sempre Lurdes Castanheira (pois se esta é sempre a porta-voz da ADIBER para anunciar projectos e iniciativas da ADIBER numa verdadeira pré-campanha eleitoral, também o deveria ser agora), dizer que a Câmara, votando por unanimidade o regresso do património ao município, não pelo preço que à ADIBER daria muito jeito, mas pelo mesmo preço de aquisição, não cumpriu a palavra dada.
Não cumpriu a palavra dada onde e a quem? Em alguma reunião política do PS? Na sede do PS local? Ou à presidente da comissão politica do PS?
Mas, ainda assim, o PS não foi totalmente padrasto com a direcção socialista da ADIBER, propondo-se a devolver os 250 mil Euros do preço pelo qual vendeu.
É certo que não resolve a situação financeira catastrófica da ADIBER – que passa pela entrega de cerca de 300 mil euros ao Estado, sob pena de execução fiscal, e do pagamento do empréstimo assumido de cerca de 125 mil euros, mais juros, contraído para a aquisição da quinta, o que somado se aproxima dos 450 mil euros que a ADIBER queria que a Câmara pagasse pelo exercício do direito de preferência contratual - mas já é uma boa ajuda que poderá permitir que a ADIBER sobreviva até às eleições autárquicas de Outubro do próximo ano.
Tudo isto já levou o Partido socialista a fazer mudanças de fundo no seu projecto pessoal autárquico. Efectivamente: Lurdes Castanheira, presidente da Comissão política do PS e membro da direcção da Adiber, que tinha anunciado a sua candidatura à Câmara Municipal em Maio passado, recua, e avança para uma candidatura às Mulheres Socialistas Distritais, na esperança que a lei da paridade lhe seja benevolente e lhe consiga encontrar um “lugarzito” nas listas do Partido Socialista à Assembleia da República. O que parece difícil, dado o fraco curriculum político, pois só foi vereadora em Góis durante um mandato e porque foi uma imposição de José Cabeças. Certamente que o Partido Socialista ainda terá por lá alguém com um nome político mais credível para tais lugares…
Diamantino Garcia, Vereador reeleito em 2005 pelo PS, após ter renunciado aos pelouros e à Vice-presidência da autarquia logo após ter tomado posse, por “não querer trair os seus princípios e consciência”, regressa de emergência neste Verão passado, reassumindo tudo, e acabando por anunciar, em último recurso, a sua candidatura à Câmara Municipal de Góis.
Por duas vezes o executivo PS tentou salvar a ADIBER, por duas vezes o PS avança com candidatos diferentes à Câmara Municipal este ano. Em todas as vezes o Partido Socialista apenas se preocupou consigo mesmo. Mas se tudo isto foi um problema causado pelo Partido Socialista, acabando por ter tido necessidade do PSD para resolver ou controlar os problemas que só o PS tinha gerado, certo é que só Góis e o seu povo saem prejudicados continuando o Partido Socialista a adiar investimentos e a afastar investidores que poderiam lançar uma nova esperança a este concelho que o Partido Socialista suga desde há 27 anos. Do Partido Socialista todos saem com as mãos maculadas. Do PSD sai a certeza que sempre defendemos o povo de Góis e o concelho. E, se o PS tivesse dado ouvidos ao PSD, certamente que nenhum dos investidores teria abandonado o Concelho de Góis, Góis já teria neste momento investimentos concretos no terreno, e muitos postos de trabalho em vias de ocupação, sem necessidade de, constantemente, se voltar ao ponto zero. E, lembre-se, que o PSD, apenas pediu ao PS que, em conformidade com a lei e sem manobras financeiras, abrisse um processo de concurso público transparente e que, dessa forma, fosse também considerado justo por todos os concorrentes, fazendo-os acreditar na seriedade da administração do concelho de Góis, o que os manteria por perto.
O Presidente da Comissão Política do PSD – Abílio Bandeira Cardoso
in O Varzeense, de 30/10/2008

Etiquetas: ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Presidente da Concelhia PSD responde a Lurdes Castanheira

É muito estranho que, de repente, alguém passe de perseguidor a perseguido! Nunca se viu alguém que faz parte do poder e que, no caso concreto foi Vereadora pelo PS, é presidente da comissão política local do PS, numa câmara PS, queixar-se de perseguição. Afinal as perseguições são sempre feitas pelo poder, não pela oposição! Como pode alguém, que é poder, querer passar a mensagem de que é perseguida? Perseguida por quem, afinal? Só se for pelas suas próprias fragilidades, pavores e fracassos!

Além do mais, o PS de Góis avançou já com dois candidatos, que se apressaram a colocar-se em cima de um andor e estão à espera que apareça algum “diabo” que os carregue! Ora, seria uma grande falta de estratégia politica do PSD querer, neste momento, derrubar qualquer dessas candidaturas, abrindo caminho à outra. Essa selecção da pior candidatura do Ps não cabe ao PSD fazê-la!

Tal como nos parece uma pura estratégia esta choraminguice abraçada pela auto-proclamada candidata do PS, ao dizer em todo o lado que é perseguida, sobretudo quando começa a ser notória a agonizante derrocada da sua candidatura e a sua total falta de apoios de algumas pessoas que se deixaram arrastar para problemas que querem ver resolvidos e resultantes do triângulo socialista composto por Câmara, ADIBER e Santa Casa.

E que socialista é esta que ameaça à boca pequena avançar com uma candidatura independente caso o PS faça a mais que provável opção pela candidatura oficial de Diamantino Garcia?

Góis precisa de lideranças fortes, não de choraminguices infundadas.

No fundo, o que essa candidata está a tentar fazer é alcançar derradeiros apoios de pessoas ingénuas que possam acreditar que a culpa dos seus sucessivos fracassos e das suas equipas, é de um partido (PSD) que está na oposição há 27 anos em Góis.

Aliás, o PS já percebeu a grande derrocada da candidatura de Lurdes Castanheira e a grande debandada da maioria dos apoios socialistas, e, por isso mesmo, enviou Diamantino Garcia para reocupar a vice-presidência da Câmara Socialista e respectivos pelouros, a que tinha renunciado dias depois de tomar posse, deixando-lhe alguns meses para tentar recuperar os apoios perdidos. E, se dúvidas houvesse, Diamantino Garcia assumiu ser candidato às próximas eleições autárquicas antes mesmo assumir as recomendadas e encomendadas funções.

Das duas uma, ou o PSD está tão forte que consegue anular e destruir candidaturas socialistas, mesmo estando na oposição há 27 anos, deixando os socialistas receosos; ou o PS tem feito tanto disparate na sua administração que está apavorado com a possibilidade de o povo lhe mostrar final e definitivamente o cartão vermelho a essa ruinosa administração socialista, restando ao PS propalar que os seus sucessivos desastres de gestão, são motivados pos perseguição do partido da oposição.

Seriamente, achamos que ambas as coisas têm algum fundo de verdade: o PSD está mais forte e o PS anda há muito tempo à deriva!

Mas duas coisas são certas, O PSD não é perseguidor, mas também não entra nem faz o jogo do adversário!

Fiquem ambas as candidaturas do PS descansadas que o PSD de Góis não os perseguirá. A nossa preocupação é o bem estar das gentes do concelho e das suas freguesias e não as listas que o PS represente, apresente ou rejeite.

Respeitamos o PS, porque é um partido com expressão no concelho, tal como respeitamos todos os outros partidos. Sabemos que o PS terá sempre uma lista, pelo que não nos interessa absolutamente nada se essa lista é encabeçada por uma senhora de Coimbra, que entrou na politica de mão dada com Cabeças e que tem agora de continuar de mão dada com Vitor Batista, que foi Vereadora do PS até há 3 anos e que saiu ou não foi convidada a continuar essa Vereação neste último mandato, que entrou em verdadeira ruptura com a câmara PS e com o seu Presidente, e mesmo com Vítor Batista ( ameaçando até, nas últimas eleições autárquicas, avançar com José Cabeças contra eles, só não alcançando tal desiderato por manifesta falta de apoios após consecutivas sondagens) e que vem agora dizer que é a continuidade dessa câmara, do actual presidente e, provavelmente , também de Vitor Batista. E também não nos interessa se a lista PS é encabeçada por outro senhor, que foi vereador até há 3 anos atrás, que foi reeleito nas últimas eleições autárquicas pelo PS e que saiu logo a seguir a tomar posse porque, passo a citar: “ não queria vir a trair os seus princípios e a sua própria consciência”, e que agora regressou não sabemos se traindo uns ou outra!

E fiquem essas candidaturas mais descansadas ainda, porque nenhum dos auto-proclamados candidatos PS está nos projectos ou planos do PSD de Góis para encabeçar qualquer lista por falta de perfil adequado.

Aliás, não teria qualquer sentido o PSD dar guarida politica a alguém que não soube respeitar quem os elegeu, nem souberam ser leais ao cabeça da lista que aceitaram integrar, dado que abandonaram, ambos, os projectos eleitorais de que fizeram parte; uma não se recandidatando ou não tendo sido convidada a tal, outro, abandonando logo a seguir a tomar posse, sem que um nem outro fosse concreto na justificação que era, então, devida ao eleitorado.

Quanto à polémica falta de sustentabilidade financeira da ADIBER e SANTA CASA, o PSD está, obviamente muito preocupado:

1º porque chegando tal falta de liquidez ao ponto de as obrigações salariais não serem cumpridas, isso gerará grandes dificuldades para algumas famílias do nosso concelho, o que nos preocupa, pois para o PSD as pessoas estão sempre primeiro e, as gentes da nossa terra, são pessoas com magros recursos.

2º Porque são instituições sediadas no concelho e, como tal, todas elas, e exclusivamente enquanto instituições, merecem, como qualquer outra e sem preferencialismos, a atenção do PSD.

3º Porque o município vendeu a um preço vantajoso ( tão vantajoso que o abatimento ao activo imobilizado do Município aprovado de seguida foi, claramente, superior ao produto da venda!) a quinta do Baião, para implementação de um “projecto integrado Agro-Turistico”, à Adiber. Ora é manifesta a falta de capacidade financeira dessa instituição para desenvolver tal projecto nas condições actuais. Tendo, alegadamente essa instituição, sido compelida a devolver ao Leader II todos os financiamentos que tinha obtido. Ora Parece que tal património que era municipal, tem, urgentemente, de regressar ao Município, cumprindo-se o condicionalismo da venda, ou seja, que, no caso de se não desenvolver tal projecto no prazo de dois anos, o património reverteria ao município, existindo, depois de desenvolvido o projecto, ainda assim um direito de preferência em caso de venda a terceiro.

Por outro lado, e se há muito tempo são publicas tais dificuldades financeiras, ficamos perplexos com tal falta de liquidez. Pois, logo que a agora candidata do PS deixou de ter direito, por deixar de ser vereadora, ao veículo da Câmara, a ADIBER apressou-se a comprar-lhe um carro para que ela, Lurdes Castanheira ( mero membro da direcção daquela instituição), usasse, como usa, na sua vida diária Coimbra (onde reside) – Góis ( onde é funcionária da autarquia) e na sua vida politica. E a Santa Casa terá, alegadamente, contratado o seu próprio provedor, José cabeças, para dar consultas de medicina no lar de Vila nova do Ceira, por um avultado salário mensal.

Quanto às erupções de Altruísmo e Voluntarismo que a candidata Lurdes Castanheira faz menção de difundir de si própria, o PSD só tem a dizer que gostaria de perceber se a cedência daquele veiculo é altruísta e voluntariosa para ela ou para a Adiber. E gostaríamos de saber de onde veio o dinheiro para a compra do referido veículo. De algum projecto financiado? Financiado por quem? Algum subsidio da Câmara?

Mas gostaríamos também de saber se existe alguma avença entre Adiber e Lurdes Castanheira ou se ela dá formação naquela instituição, e quanto recebe ou recebeu nestes últimos 3 anos.

Também gostaríamos de saber se existe alguma avença entre Lurdes Castanheira e a Santa Casa e quais os valores.

E gostaríamos de saber, por fim, se recebe e quanto recebe pela direcção técnica do Lar de Alvares, bem como das instituições atrás referidas. Ou se recebe e quanto recebe de algum programa ou projecto dessas instituições.

E só fazemos estas perguntas porque o PSD entende que o Voluntarismo não pode ter contrapartidas, sobe pena de se tornar mero negócio ou oportunismo.

E já não falamos nos objectivos políticos de tais participações de “voluntarismo”.

Contudo, temos de repudiar a atitude da SRª Candidata quando diz que é apenas presidente da assembleia da misericórdia e apenas secretária da direcção da Adiber, pois, toda a gente sabe que é ela a mentora das respectivas administrações e é de lamentar que tenha de se esconder, quando algo corre mal, atrás de figuras de Góis que nos merecem respeito e que também deveriam ter o respeito dela. Não se pode ser auto-designado “salvador” quando as coisas correm aparentemente bem, e apenas mais um na lista quando as coisas correm mal.

Espera, sinceramente, o PSD, que tudo isto seja um equivoco, e que as dificuldades não se arrastem, como parece que já se arrastam na ADIBER, ao foro fiscal ou de comparticipações do Estado, e que essas pessoas atrás das quais Lurdes Castanheira se esconde, não venham a sofrer graves consequências patrimoniais, pois seriam mais famílias de Góis em dificuldades financeiras.

O PSD quer deixar algumas sugestões à candidata Lurdes Castanheira:

1º que não incorpore na sua campanha o lema “perseguida e voluntariosa”, porque ambas as coisas só ela mesma diz de si própria.

2º Que não assuma a figura do “ coitadinha” porque lhe fica, seguramente mal, pois toda a gente sabe que ela sempre foi alguém de incontrolada agressividade política, mesmo contra os seus pares.

3º que não lhe fica bem vitimizar-se à força num concelho em que a Câmara é socialista e, ela, é tão só a presidente da comissão politica socialista.

4º Que não se preocupe com o PSD, pois o PSD nem se lembra que ela existe. O PSD só se preocupa com as pessoas do concelho de Góis, ou com as pessoas cá escolheram viver e com o seu bem estar. Ora não é manifestamente o caso dessa senhora. Mas, uma vez que é presidente da comissão politica do PS, partido do poder, teremos de lhe sugerir que se preocupe mais e encaminhe o seu partido, e os eleitos por ele, a trabalharem mais no bem estar e desenvolvimento do concelho, ao invés de se preocupar tanto com o seu próprio bem estar politico.

5º Que faça uma pré-campanha e campanha limpa e clara e que não diga uma coisa a uma pessoa durante a manhã e o inverso a outra à tarde. Góis é pequeno demais e essa instabilidade de ideias e opiniões acabam por ser debatidas na noite do mesmo dia! E que não ande para aí a dizer que o PSD é contra as instituições, o PSD não é contra as instituições, nem sequer contra as instituições da qual essa senhora faz parte, lembre-se que as instituições não se resumem a ela própria. O PSD até acha que deveriam ser dados mais meios financeiros e técnicos às instituições, o que evitaria que houvesse uma super-instituição a cobrar as candidaturas a projectos nacionais e comunitários. O dinheiro dos projectos deve ser usado na execução das obras e não para pagamento de candidaturas como prestação de serviços. Mas não concordaremos nunca que as instituições sejam usadas para fins políticos.

Em análise do panorama politico de Góis, é notório que a antecipação da auto-proclamação da candidatura de Lurdes Castanheira, e mesmo do aparecimento de uma segunda candidatura, apenas visam servir os interesses socialistas, tratam-se de meros engodos políticos para a população e para a oposição. Estas auto-proclamadas candidaturas servem apenas para desviar as atenções dos problemas graves que o PS bem sabia que iriam surgir naquelas instituições conotadas com as lideranças socialistas do concelho e que podem também bem chegar à própria Câmara Municipal. Querem apenas enganar os eleitores porque, surgindo a público, tais problemas que há muito existem mas estavam camuflados, após o anuncio das candidaturas serem apresentadas, já podem dizer que estão a ser alvo de manobras eleitoralistas, podem vitimizar-se de problemas que só eles próprios criaram.

É óbvio que os auto-proclamados candidatos socialistas farão parte da mesma equipa, e o tempo dar-me-á razão, porque apesar das ameaças, à boca pequena, de Lurdes Castanheira, em avançar para um projecto político independente, nenhum dos candidatos tem coragem politica para o fazer. Estão apenas ambos a disputar lugares políticos e a enganar o povo, acabando, a final, ambos de braço dado ou “empurrando” Lurdes Castanheira para fora de Góis, por falta de condições eleitorais óbvias, nas listas da Assembleia de Republica através das Mulheres distritais socialistas, estrutura socialisto-sectária essa, à qual se pretende candidatar, livrando-se assim dos problemas causados em Góis.

Aliás esta estratégia já não é nova, surgiu de um ensaio que o PS fez nas ultimas eleições autárquicas em Góis, em que também tinha duas listas (a de Girão e a de Cabeças/Lurdes Castanheira).

Esta segunda candidatura de agora surgiu apenas com dois objectivos: desviar as atenções dos verdadeiros problemas que queimarão todas as cúpulas políticas socialistas em Góis. E tentar deixar o PSD em compasso de espera por algum desses candidatos. Aliás, uma das candidaturas já anda a difundir que teria sido abordada pelo PSD, o que é uma redonda mentira. O PSD tem os seus candidatos próprios.

Bem, o PSD não caiu no logro socialista e estamos certos que o eleitorado também não cairá, Portanto restará aos dois candidatos socialistas arrumarem-se numa lista só desde já, ao invés de prolongarem uma tensão inexistente para desviar a atenção de graves problemas que são transversais a ambas as candidaturas.

Uma coisa é certa, não será o PSD a perseguir ninguém, mas falará sempre a verdade. Mesmo que esses senhores se “armem” em vitimas, o eleitorado tem sempre o direito de saber das manobras “sui generis” socialistas. Esses problemas só não surgiram mais cedo porque a Câmara os tem ajudado a protelar com alguns subsídios e através de contratação de serviços à Adiber, sobre proposta desta. Propostas algumas que previam salários extra ou avenças de 600€ mensais para perfis idênticos ao de Lurdes Castanheira e José Cabeças. O PSD não tem, sequer, de se preocupar em fragilizar as candidaturas socialistas, porque estão já ambas destruídas à partida e todos estes estratagemas visam apenas esconder os graves problemas que existem de facto e que só agora começam a ser públicos, mas que são culpa exclusiva das más administrações socialistas. Resolvam mas é os problemas, os que já se sabem e os que se saberão em breve, em vez de os atirarem para inexistentes responsabilidades de terceiros. Resolvam mas é o que interessa verdadeiramente às gentes do concelho de Góis. E, espera o PSD, que não seja o Município a resolver a crise financeira da ADIBER, uma associação que retirou o nome de Góis da sua nomenclatura ( pois era Associação de Desenvolvimento de Góis e da Beira Serra, e passou a ser só da Beira serra) e que tem um raio de actuação sobre 4 municípios, pelo que não tem de ser o dinheiro do povo de Góis a ser usado, sobre a forma de subsídios ou pagamentos de serviços, para resolver problemas financeiros de uma associação da qual fazem parte 4 municípios. Não tire, a ADIBER, dinheiro a Góis, o município mais pobre, para resolver problemas criados com a sua actuação sobre outros três concelhos, todos mais ricos que Góis.

E espera o PSD que a ADIBER não venda a Quinta do Baião, que comprou recentemente por um preço vantajoso à Câmara Municipal de Góis no âmbito de um protocolo. Pois tal possibilidade de segunda venda no prazo de pouco mais de um ano já circula em Góis. Esse património é de Góis e a ADIBER não é nenhuma agência imobiliária. Pelo que, se há outros interessados em fazer o que a ADIBER se propôs fazer e não fez, que devolva ao município de Góis e ao povo de Góis (como, aliás, está expresso no clausulado na escritura) e que encaminhe os interessados para um negócio directo com o Município, assegurando, assim que o lucro obtido com a venda do património de Góis, fique exclusivamente para Góis e para o seu povo e que não seja encaminhado para resolver dívidas de uma associação que actua sobre 4 concelhos.

Que socialismo é esse que quer tirar ao mais pobre para dar aos mais ricos?

Fica o aviso: O PSD não permitirá e levará até às últimas consequências, mesmo com providências judiciais cautelares, se a ADIBER se arvorar em agência imobiliária, que não é, e começar a vender bens que são por direito próprio do povo do concelho de Góis. E não venham depois dizer que são perseguidos!

Por último, ao PSD chegaram depoimentos directos de funcionários da Santa Casa e ADIBER, testemunhando a existência de vários salários em atraso, bem como de pessoas que fizeram parte de projectos de inserção e que foram compelidos a assinar recibos para facilitar a entrega dos valores pelo centro de emprego e que até hoje, já finalizados tais contratos antes do Verão, ainda não terão recebido efectivamente.
O Presidente da Secção Concelhia de Góis do PSD
Abílio Bandeira Cardoso
in Jornal de Arganil, edição electrónica

Etiquetas: , , , ,

Líder da Concelhia de Góis recusa "fracturas irracionais"

"PEDRO MACHADO, um homem que sempre tem estado com o distrito. É chegada a hora de o distrito estar, inteiramente, com ele". Com esta afirmação, o presidente da Concelhia de Góis do PSD, Abílio Bandeira Cardoso, expressa o seu inequívoco apoio ao futuro presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, na corrida à liderança distrital dos sociais-democratas.
Considerando Machado um "grande político, verdadeiro diplomata", Abílio Bandeira Cardoso sublinha que ele "tem um sentido de responsabilidade único, que lhe outorga toda a capacidade necessária às grandes lideranças".
"É lógico que o PSD, com Pedro Machado, apresentará duas fortes candidaturas à presidência da distrital do partido, que assumirão, ambas, um papel renovador e regenerador da classe política e distrital do PSD", admite o dirigente de Góis. Por isso, a sua opção deve-se à necessidade de acautelar o bloco eleitoral de 2009, pois "não é agora o momento indicado para fracturas irracionais que só teriam como efeito acalentar algumas esperanças do principal partido que defrontará o PSD". Ou seja, "o momento é de continuidade", remata.
in Diário As Beiras, de 23/10/2008

Etiquetas: ,

domingo, 19 de outubro de 2008

Câmara pondera comprar caro o que vendeu barato

Há ano e meio, a Câmara de Góis vendeu a Quinta do Baião à Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, por 250 mil euros. Agora, a associação propõe-se vender a mesma quinta à mesma autarquia por... 450 mil euros.
O militante do PS que preside à Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (Adiber), José Cabeças, confirma os contornos do processo negocial, dizendo que a Câmara, presidida pelo colega de partido Girão Vitorino, "não está interessada" em voltar a ser dona da Quinta do Baião. Sustenta que, se a Adiber lhe fez a referida proposta de venda, foi por a escritura do negócio feito em 2007 atribuir o direito de preferência à Câmara, na eventualidade de a associação querer alienar a quinta, com 20 mil metros quadrados e três edifícios.
José Cabeças, que já é arguido num inquérito-crime sobre o negócio da quinta, por eventual fraude na utilização de fundos comunitários, afirma que a Adiber recebeu uma proposta de compra de um empresário de Pombal. Este terá oferecido 450 mil euros pela quinta, para aqui concretizar um projecto agro-turístico, direccionado para a população idosa.
Girão Vitorino, que sucedeu a José Cabeças na presidência do município de Góis, não adianta se este comprará, ou não, a quinta. "Não posso dizer absolutamente nada. Só segunda-feira é que vamos analisar em concreto as clausulas da escritura [de 2007]", diz, admitindo marcar uma reunião extraordinária do Executivo, para resolver o caso "rapidamente".
Para José Cabeças, a autarquia não comprará a quinta, por uma razão: "Não tem necessidade de concorrer com o privado", justifica o também provedor da Santa Casa da Misericórdia, que presidiu à Administração Regional de Saúde do Centro, na fase final da governação de António Guterres.
De facto, o actual presidente da Câmara parece convencido da bondade do projecto do referido empresário de Pombal, "uma pessoa extraordinária", que recusa identificar. "É um projecto realmente interessante, que vai dar um passo no desenvolvimento da vila", frisa o autarca.
Na essência, o projecto privado não difere muito daquele que a Adiber, em 1999, candidatou a fundos europeus do programa Leader II. A candidatura foi aprovada a 30 de Outubro de 1999, dois meses antes do fim da vigência do Leader II, e obteve 234 mil euros. José Cabeças era, simultaneamente, presidente da Adiber e da Câmara de Góis. E fora consigo neste cargo que a autarquia, um ano antes, comprara a Quinta do Baião, por 800 mil euros. Girão Vitorino era o seu número dois.
Mas, as contas do Leader II fecharam e, a 15 de Março do ano passado, o JN noticiou que a Adiber recebera 234 mil euros para um projecto de desenvolvimento local que nunca concretizou, desde logo por não ter comprado a quinta à autarquia. José Cabeças e Girão Vitorino justificaram que fora feito um destaque de uma parcela da quinta menos de dez anos antes e, por isso, o notário de Góis não autorizou a venda.
Perante a ameaça de o Leader + (sucessor do Leader II) vir pedir os 234 mil euros de volta, a Adiber veio a público dizer-se interessada em retomar o seu projecto para a quinta. E, a 10 de Abril de 2007, a Câmara decidiu, pela segunda vez e de novo sem concurso público, vender-lhe a propriedade, por 250 mil euros. Metade do valor atribuído à quinta num relatório municipal, de 2007, sobre activos imobilizados, apurou o JN.
Depois de comprar a quinta, mediante o recurso ao crédito, a Adiber foi alvo da Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, que ordenou a devolução dos 234 mil euros recebidos do Leader II, o que a associação ainda não fez. Entretanto, a Polícia Judiciária tenta apurar o destino dado àqueles fundos comunitários.


PSD desafia Adiber a devolver Quinta do Baião à Câmara

o actual presidente da secção Concelhia de Góis do PSD, Abílio Bandeira Cardoso, desafia a Assoção de Desenvolvimento Integrada da Beira Serra (ADIBER) a devolver a Quinta do Baião à Câmara, para que seja esta a encaixar as mais valias da eventual venda da propriedade a investidores privados.
O desafio foi feito em declarações ao JN, depois de o líder local do PSD, na sexta-feira, ter remetido um comunicado às redacções que ainda só aludia a rumores de que a Adiber tencionaria vender a quinta que, há um ano e meio, comprou ao município "por um preço vantajoso".
Abílio Bandeira Cardoso sugere que, anulado o negócio de 2007, a autarquia abra um concurso público em que possam participar todos os investidores privados interessados na aquisição da Quinta do Baião.
Isto, justifica, para "que o lucro obtido com a venda do património de Góis fique exclusivamente para Góis e para o seu povo, e não seja encaminhado para resolver dívidas de uma associação que actua sobre quatro concelhos".
"Que socialismo é esse que quer tirar aos mais pobres para dar aos mais ricos?", questiona o presidente da concelhia social-democrata de Góis, antes de um "aviso" final: "O PSD não permitirá e levará até às últimas consequências mesmo com providências judiciais cautelares, se a Adiber se arvorar em agência imobiliária, que não é, e começar a vender bens que são por direito próprio do povo do concelho de Góis. E não venham depois dizer que são perseguidos" (sic), conclui Abílio Bandeira Cardoso.


Momentos-chave

Em 1998
Câmara de Góis compra quinta por 800 mil euros.

Em 1999
Leader dá 234 mil euros à Adiber, para projecto na quinta. 58 dias depois, Câmara decide vender quinta à Adiber, por 250 mil euros.

Em 2007
JN noticia que "a Europa financia projecto que nunca saiu do papel" - Adiber nem chegou a comprar quinta. Câmara delibera, mais uma vez, vender-lhe a quinta. E o negócio é feito. Mas a Inspecção Geral obriga Adiber a devolver 234 mil euros. A PJ investiga os rastos da verba.
in Jornal de Notícias, de 19/10/2008

Etiquetas: , ,

quarta-feira, 23 de abril de 2008

As Quintas do Partido Socialista

Nas últimas edições deste jornal tenho estado propositadamente calado. E não foram as ameaças pessoais, familiares e profissionais - provenientes dos sectores socialistas que habitualmente se movem no escuro e cujo modo de actuação é já conhecido de todos (basta recordar os meses que antecederam a última campanha eleitoral e os ataques que esse sector derrotado perpetuou dentro do próprio partido socialista, sobretudo contra o actual presidente da câmara) - que me amordaçaram. Fiz uma pausa na publicação das minhas opiniões, unicamente, por respeito ao Sr. Presidente da Câmara e ao período difícil que estava a passar. Na doença temos todos de ser solidários, e eu nunca aproveitaria um período desses para fragilizar uma câmara já por si tão frágil.
Há um tempo atrás dei uma entrevista a este jornal dando conta do interesse de um grande investidor, meu amigo pessoal, em desenvolver vários investimentos no nosso concelho e da séria probabilidade de criação de cerca de uma centena de postos de trabalho reais (e não meras acções de formação sucessivas e compulsivas, a que Góis já se habituou... e que nenhuns frutos têm dado). Um desses projectos seria a construção de um hotel na Quinta do Baião com cerca de 40 quartos e um centro de congressos com capacidade para 300 pessoas. Pois, a Câmara socialista, não obstante o interesse inicial, acabou por ignorar essa proposta, bem como outra apresentada pelo meu Ilustre Colega, Dr. Pedro Pereira Alves, cedendo aos interesses do partido que a suporta, e preferindo um velho, ultrapassado e desfasado projecto da ADIBER que, não obstante ter já recebido em 1999 cerca de 50 000 contos (250 mil euros) da União Europeia para o desenvolver, nunca o tinha posto em prática este Projecto da ADIBER, que está longe de servir os interesses de Góis, pois limita-se à criação de 8 a 11 quartos numa pequena unidade hoteleira. E, mais grave ainda, prevê a criação de pequenas unidades de queijaria e salsicharia num espaço nobre da vila de Góis, junto a um parque de lazer e junto a unidades residenciais já projectadas num plano de pormenor em fase de aprovação. E como se não bastasse, prevê a colocação de rebanhos e de uma unidade de criação de porcos no local. Ou seja, teríamos os porcos e as cabras a serem criados junto a uma zona de lazer e a uma zona residencial. Escusado será dizer que a Câmara faz um muito mau negócio ao desincentivar verdadeiras forças de desenvolvimento local em função de um projecto caduco, senão caduco, completamente desenraizado da realidade actual da vila e dos interesses do município. E fez um mau negócio, ainda, porque vendeu a quinta a um preço abaixo dos preços de mercado, prejudicando ainda o valor dos terrenos sobrantes: qual será o valor que a Câmara irá conseguir com a venda dos lotes para construção de prédios e vivendas no espaço envolvente a uma criação de cabras e de porcos com uma unidade de enchidos e fabrico de queijo? Já para não falar que também aquele projecto da ADIBER prevê a criação de um restaurante típico, certamente para fazer, mais uma vez, concorrência aos restaurantes da vila, que já passam por dificuldades que cheguem.
É muito difícil lutar contra os instalados interesses do partido socialista e contra os interesses pessoais de meia dúzia de socialistas, cuja máquina não teve pejo em afastar verdadeiros investidores de sucesso reconhecido internacionalmente, preferindo projectos caducos e sem sentido que vão prejudicar e travar o desenvolvimento da Vila e do Concelho.
Claro está que quando um município trata dessa forma os investidores privados, eles não ficam à espera eternamente e debandam para outras paragens. O que já fizeram!
Durante a luta que travei fui alvo de vários ataques: uns directos, outros encomendados. Sobrevivi e sobreviverei a todos, porque esta é a terra onde nasci e escolhi viver, ao contrário dos principais beneficiários da decisão da Câmara que não nasceram cá; e que, apesar de dizerem gostar muito de Góis, nunca para cá vieram viver; e que, apesar de andarem por cá nunca os vi defender os interesses de Góis sem que esses interesses lhes não dessem alguma vantagem política. O concelho de Góis não vive de política e tem de começar a lutar pelo que realmente interessa aos seus munícipes e ao concelho, ao invés de lutar por interesses pessoais dos políticos.
Nessa luta, tive o apoio de várias pessoas que não posso deixar de referir sob pena de ser injusto: são elas os senhores vereadores, Prof. Daniel e a Dr.ª Graça Aleixo, que, sem qualquer outro interesse, não hesitaram em defender, com garra, os projectos que melhor serviam o interesse do concelho de Góis e a transparência; senti ainda o apoio da bancada do PSD na Assembleia Municipal; e senti ainda o apoio de muitos cidadãos esclarecidos, mesmo socialistas, que não conseguem entender a insensatez da disparatada decisão da Câmara. A todos aqui fica o meu agradecimento por terem aderido, comigo, à defesa dos interesses DA NOSSA TERRA.
E estávamos todos certos, afinal tal projecto já não podia ser feito por estar fora de prazo. E toda essa situação, como veio referido em jornais nacionais, levou à constituição como arguido, em processo crime já instaurado nos tribunais, do Sr. Presidente da ADIBER, aguardando-se outros desenvolvimentos que poderão passar, segundo as mesmas notícias, pelam constituição como arguidos de outros membros da direcção daquela instituição.
Góis só tomará o caminho do desenvolvimento quando se vir livre desta gente que apenas aqui vem procurar carreira política, passando por cima de tudo e todos, e sem o menor pejo de colocar os cidadãos goienses uns contra os outros através da intriga, da maledicência e da destruição das pessoas que se lhe opõem.
Estão identificados os verdadeiros opositores ao desenvolvimento de Góis: todos aqueles que preferem um concelho que não desenvolva, que se não criem empregos estáveis, para poderem continuar a prestar auxílio, com dinheiro público, nas situações de desespero que eles próprios provocaram. Eles continuam a andar por aí, e só deixaremos de os ver quando o povo lhes disser: Basta! Enquanto a Câmara for cortando verbas da cultura e desporto (como fez recentemente), ou noutras rúbricas, para lhes ir dando subsídios; enquanto a Câmara preferir apoiar projectos de desenvolvimento estratégico... podem ter a certeza que os vamos continuar a passar... uns a passear, outros dizendo que vêm trabalhar, em carros que os subsídios ou os projectos (que deveriam servir todos os goienses) pagam, e que apenas são utilizados na vida pessoal e política desses senhores. Até porque esses senhores não têm para onde ir. Se tivessem tanto mérito, estariam, sem qualquer dúvida, a fazer política ou carreira na terra deles.
Penso que da quinta do Baião não vai sair grande coisa, apesar dos fortes investimentos de dinheiro público que por ali circulam, como não saiu da quinta dos Maias ou da "Casa da Natureza": projectos parados ou falhados e altamente financiados. Mas já estamos habituados a este desperdício dos dinheiros públicos.
Enquanto as coisas continuarem como estão não voltarei a cometer o erro de convencer amigos pessoais a investir no nosso concelho para depois virem a ser desconsiderados, os seus projectos ignorados e eu, e o concelho de Góis, sairmos envergonhados com a forma como se faz política por cá e como se trata o investimento privado.
Mas tenho a certeza que o concelho de Góis triunfará e que entre a Serra da Lousã, o Sinhel e o Rabadão vão passar a mandar os que cá estão! Góis Merece Acreditar de Novo!
Abílio Bandeira Cardoso
in O Varzeense, de 15/04/2008

Etiquetas: , ,

terça-feira, 1 de abril de 2008

Jantar de tomada de posse dos novos órgãos do PSD de Góis

Cerca de 100 pessoas, entre os dirigentes do partido, simpatizantes, militantes e amigos participaram no jantar de tomada de posse dos novos órgãos partidários do PSD de Góis, que após as eleições que se realizaram recentemente, é liderado por Abílio Cardoso. A iniciativa, que decorreu no sábado e teve lugar no restaurante “Recanto dos Sabores”, em Góis, serviu ainda para formalizar a Juventude Social Democrata concelhia e para dar as boas vindas aos novos militantes. Refira-se que este jantar contou com a presença de Fátima Ramos, vice-presidente da Comissão Política distrital e presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Paulo Leitão, vice-presidente da JSD nacional, Graça Aleixo, vereadora pelo PSD da Câmara Municipal de Góis, Carlos Ferreira, representante da Comissão Política concelhia de Miranda do Corvo, Paula Gama, presidente da Assembleia da secção e José Bandeira, vice-presidente da comissão política de Góis recentemente eleita.
Em declarações ao RCA NOTICIAS, o presidente da concelhia do PSD de Góis, que já ocupou o cargo de vice-presidente, sendo presidente da concelhia pela primeira vez, explicou que resolveu candidatar-se porque “acho que o PSD de Góis é uma alternativa ao poder de 30 anos do PS que está desgastado e que não tem dado às pessoas de Góis o que elas merecem”. Para além disso, “o próprio PSD nos últimos anos não tem sabido preparar as candidaturas com tempo para que obtenha o apoio da população”, defendeu Abílio Cardoso, alegando que há a necessidade de mudanças “quer internas, do partido, quer externas, ao nível concelhio”.
No que concerne à situação do PSD de Góis, o actual dirigente considera que é preciso “chegar junto das pessoas com projectos”, uma vez que “as pessoas votam no partido mais próximo e a meu ver o PSD não tem estado próximo da população”. Segundo o presidente da concelhia, um dos problemas a combater no concelho de Góis é a desertificação, devendo criar-se “condições para que os jovens se fixem no concelho e não deixem os pais num lar da terceira idade”. Tecendo algumas críticas ao actual executivo, Abílio Cardoso alegou que no concelho “há obras que se iniciaram ns vésperas da última campanha eleitoral e que estão nos mesmos termos”.
Nesta ocasião, o presidente da concelhia do PSD de Góis recordou que em entrevistas recentes “a Câmara disse que não tem soluções para duas freguesias, se não tem solução para o desenvolvimento de duas freguesias e tem cinco, a Câmara não tem soluções para de do concelho”, frisou, referindo-se às freguesias do Cadafaz e Colmeal.
Questionado pelo RCA NOTICIAS sobre os projectos para os seus dois anos de mandato, o dirigente do partido revelou que “o objectivo essencial é ganhar as próximas eleições”, acrescentando que “nós vamos ter um ano de 2009 profícuo em eleições, as europeias, legislativas e autárquicas, e é necessário preparar este partido para ganhar as três em Góis”. “Estão reunidas as condições, se criarmos uma equipa dinâmica e chegarmos às pessoas”, defendeu, adiantando que “já temos ideias relativamente às pessoas que queremos que sejam cabeças de lista nas eleições em Góis, mas é cedo para avançar com qualquer nome ou cara”. No entanto, “são pessoas preocupadas com o concelho”, assegurou.
Relativamente a possíveis soluções para potenciar o desenvolvimento sobretudo das freguesias do Cadafaz e Colmeal, Abílio Cardoso considera que “uma solução para uma das freguesias mais desprotegidas deste concelho é criar um parque de desportos radicais”, até porque “há investidores em Góis que andam a lutar para isso”. “Se os projectos são válidos têm de ser acarinhados”, afirmou, sublinhando ainda que há a necessidade de conseguir investidores que “criassem um pólo dinamizador” no concelho de Góis.
Para o presidente da concelhia, outro problema no concelho, que leva ao despovoamento, é que “Góis não tem uma política de habitação jovem” que permita a fixação dos mais jovens. Assim, de forma também a conhecer os problemas que mais afectam a juventude, o PSD criou a JSD de Góis, cuja formalização foi feita também durante o jantar de sábado. “São os jovens que nos trazem ideias e nos dizem o que precisam”, refiu Abílio Cardoso, esclarecendo ainda que a JSD “é importante sobretudo nos actos eleitorais porque é uma força”, mas o objectivo da criação da JSD é que “o partido tenha jovens ao seu lado e ideias renovadoras que fazem falta a este concelho”.
Relativamente aos militantes deste partido, de acordo com o presidente da concelhia, antes da sua candidatura o PSD tinha cerca de 60 militantes, “neste momento ultrapassou as barreiras dos 100”. “Isso demonstra que as pessoas estão cansadas de um PS gasto”, considerou, constatando no entanto que apesar do aumento do número de militantes as pessoas “não estão muito habituadas a estes convívios” e por esse motivo “ seria muito difícil hoje ter um mega jantar”.
No jantar, os novos órgãos partidários quiseram sobretudo deixar uma mensagem de esperança, “esperança para o PSD porque a vitória é possível e esperança para Góis porque vai ser possível ter uma alternativa e sair do marasmo absoluto a que o PS nos tem votado”. Entretanto, este partido já tem agendadas outras iniciativas, estando a programar uma homenagem a prestar aos fundadores e anteriores candidatos, uma vez que “está na hora do PSD mostrar gratidão aqueles que não se recusaram a lutar por uma bandeira”.
in www.rcarganil.com

Etiquetas: ,

terça-feira, 25 de março de 2008

Jantar do PSD

O PSD de Góis realiza no próximo dia 29 de Março, às 19H00, um jantar para assinalar a tomada de posse dos novos órgãos partidários, a formalização da Juventude Social Democrata do concelho e as boas-vindas aos novos militantes. O jantar é aberto a militantes, simpatizantes e amigos do PSD de Góis, e contará com a representação do PSD e da JSD a nível nacional e distrital. O jantar terá lugar no Recanto dos Sabores (antigo Restaurante Primavera), e as marcações podem ser feitas pelos telefones 919 660 068, 967 617 324 e 235 771 488.
in Diário As Beiras, de 24/03/2008

Etiquetas: ,

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Abílio Bandeira Cardoso preside à Concelhia do PSD

O advogado Abílio Bandeira Cardoso foi eleito presidente da Comissão Política Concelhia do PSD da Secção de Góis, sucedendo neste cargo a Silvino Martins. “Voltar a ter um partido capaz de ganhar as eleições” no município de Góis, onde os sociais-democratas são oposição há 27 anos, é uma das metas traçadas pelo novo dirigente, eleito em lista única, no sufrágio realizado sábado. “O PSD não ganha há muitos anos, se calhar por culpa própria, que tem preparado as eleições muito em cima da hora”, admite o advogado, que considera que este “é um momento único para o partido ser alternativa em Góis, porque o PS está esgotado e a população já não se revê nele”, referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS. Abílio Bandeira Cardoso tem como vice-presidentes José Manuel Cardoso Bandeira e Daniel Neves, que é também o primeiro vereador eleito pelo PSD na Câmara de Góis. O tesoureiro é Victor Nogueira Dias e como vogais surgem Hélder Carneiro, Elisabete Vieira e Ana Paixão Firmino. José André Ferreira e Ana Isabel Braz são os dois vogais da JSD. A assembleia é constituída por Ana Paula Gama (presidente), Fernando Barata (vice-presidente), António Rita (secretário) e Ana Paula Bandeira (suplente).
in Diário As Beiras, de 11/02/2008

Etiquetas: ,

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Luta nacional no PSD

Mandatários

Segundo Pedro Machado, no distrito “há um apoio esmagador” em termos de estruturas à recandidatura de Marques Mendes, assim como da maioria dos presidentes de Câmara do PSD. Para o mandatário, existem duas linhas de força essenciais: “unir o partido, sem atitudes discricionárias, e preparar as legislativas de 2009”.

A nível concelhio os mandatários de Marques Mendes são: Arganil – Armando Cosme; Cantanhede – João Moura (presidente de Câmara); Coimbra – Moisés Silva; Condeixa – Pedro Henriques (presidente da Concelhia); Góis – Abílio Cardoso; Figueira da Foz – Joaquim de Sousa; Lousã – Pedro Curvelo (presidente da Concelhia); Mira – Filipe Barreto (presidente da Concelhia); Miranda do Corvo – Fátima Ramos (presidente da Câmara); Montemor-o-Velho – Cristina Jorge (presidente da Concelhia); Oliveira do Hospital – Paulo Rocha (vice-presidente da Câmara); Pampilhosa da Serra – José Brito (presidente da Câmara); Penacova - Pedro Carpinteiro; Penela – Fernando Antunes; Poiares – Cláudia Feteira; Soure – Ângelo Penacho (presidente da Concelhia); Tábua – Eduardo Pereira.
in Campeão das Províncias, de 23/08/2007

Etiquetas:

domingo, 20 de maio de 2007

Presente, de Abílio Bandeira Cardoso

E é este o meu presente
É uma dádiva que recebo e quem nem sempre quero
Para a qual nem sempre me esmero
É uma carta de amor sem destinatário.
Por vezes magoado
Por vezes com os olhos cheios de esperança
É o meu presente
Um presente que embrulho em papel d'oiro
E não o ofereço
Ele terá de ser conquistado
Como coisa valiosa que é!
É feito também de mágoas
De algumas lágrimas que algures me caíram
Provocadas por alguém
Ou por mim próprio
Mas é também feito dos sorrisos que dei em criança
Daquelas gargalhadas puras sem motivo
Sim, essas mesmas que agora conseguimos ouvir...
É feito de esperanças e sonhos
Que ao longo dos anos foram tomando forma
Ou ficaram informes, apenas sonhados...
Este é o meu presente embrulhado em folha d'oiro
É o presente que quero partilhar com alguém
Passando água e sol nas feridas
Beijando as cicatrizes
Secando as lágrimas
Sonhando os sonhos um do outro
Este é o poema do meu presente
O poema que escrevo todos os dias com a caneta da realidade
Com tinta que me circula na alma e nas veias
É vida
Uma vida completa, triste e alegre, serena e revolta
Fácil e difícil, bonita e feia...
Mas é vida!
Sem preocupações de embelezamento
Sem preocupações de julgamento
Sou eu
Apenas igual a mim mesmo
Eu, o verdadeiro.
Eu, o cruel e frio
Eu, o doce dos doces
Eu... Eu, o meu presente...
E como a voz se me embarga quando digo isto
É um presente conquistado todos os dias
Batalhas nuas e cruas
Batalhas internas e externas
Batalhas
Batalhas
Este é o meu presente
Um presente nem sempre fácil
Nem sempre florido
Mas é um presente
E está disponível
A quem o souber receber e respeitar
É um presente presente...

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

sábado, 19 de maio de 2007

Dispo-me de todos os conceitos
Perco-me nos corredores do desalento
Entro em todas as portas sem bater
Surpreendentemente
Todas dão
Directamente
Para as fronteiras da solidão.

Olho para trás
Já nada lá resta
Nem a minha passagem

Entro numa porta ao acaso
Fecho-a atrás de mim
Sem dizer adeus

Fim

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Último grito, de Abílio Bandeira Cardoso

Nestas palavras deixei-vos minha alma
Meus sonhos, angustias, esperanças e ilusão
Minhas lágrimas, dores e até meu coração
Meu silêncio, meus gritos, anseios e calma

Nestas palavras, sem poemas nem condão
Sobre a magia dos momentos depus a palma
De flores que carrego na dor que desalma
Meu corpo breve e perdido de emoção

Eis o que fiz, certo que quase nada
Partilho com o mundo o que silenciei
Grito a quem queira tudo o que calei

Alguém chorará, olhando a alvorada
Com o desassossego da voz calada
Que, nas palavras que deixo, aqui gritei

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

quinta-feira, 17 de maio de 2007

E o poeta não disse..., de Abílio Bandeira Cardoso

E o poeta não disse...
Gritou no silêncio
Tudo o que pediste
Não omitiu sequer o que te chocava
Despiu-se das moralidades
Despiu-te dos pudores
E gritou como nunca.
A voz ecoou no silêncio
Dos surdos de vida
Dos que se recusam a falar
Dos que se recusam a escutar
Foi uma voz mágica
Apenas os puros de alma a ouviram.
E pasmaram.
Nunca alguém tinha gritado o que não disse
Nunca alguém tinha ousado gritar, sequer
Mas o poeta no silêncio fez-se ouvir:
Reinventou palavras
Reinventou frases
Reinventou conceitos,
Discutiveis!
...Mas reinventou
E só os puros de alma o ouviram
E segredaram entre si....
Discutiram os gritos no silêncio do poeta
Os significados e significandos
Os conceitos, palavras e frases
Os silêncios, pausas e omissões
E a oportunidade de tudo.
E o poeta assistia!
E no seu silêncio deu-lhe um nome,
chamou-lhe "CORAGEM",
E os puros de alma repetiram para que não mais esquecessem:
coragem, coragem, coragem.
E na palavra viveu
Aquele que no silêncio escreveu.

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Epitáfio, de Abílio Bandeira Cardoso

Faça-se em mim a maior torre de martírio:
Fundada nos alicerces do meu peito,
Sobre as ruínas sem glória que o despedaçam,
Acessível por pontes de solidão
Sobre o vácuo fosso da ausência
Onde assentem os pilares de ilusão
Que a suportam
E que a fazem tombar
Nos sísmicos abalos de minha dor
Sobre os destroços do meu próprio ser
Outrora edifícios de um outro eu
Que já não existe
(Sequer quer existir)
Mas ensombra
Como um crucifixo bolorento
Que não faz milagres,
Mas condena o pecado
E aplica penas
(sem outro contraditório
Que não seja o da consciência)
Repetitivas,
Quase indecifráveis
Fórmulas ocas de absolvição…

Faça-se sobre mim uma torre de penas
Fundada nos alicerces do pecado-Amor
Censurado por quem lhe foge
Por quem o desconhece
(ou não…)
E assim comete maior pecado
Que é não usar o corpo
Em todos os mistérios
Do rito da criação.
Faça-se em mim a torre de um só pecado
A torre do pecado-Amor
Com janelas-nesgas de ilusão
E podem contruir claustros de dor
Frios e escuros do pior material.
Com sinos que dobrem finados
E angústias
E que num qualquer lugar
Abram uma cova
E me sepultem nela
Como fundação
De toda a construção
E a cubram com os restos
Da minha existência e meus pecados
E um breve epitáfio
Que diga:
“Aqui jaz aquele que amou”

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

terça-feira, 15 de maio de 2007

Sem som, de Abílio Bandeira Cardoso

Estou nas cordas que te prendem,
Na nota solta, talvez aguda…
Soo ao dó maior
Da maior escala perdida,
Arpejos que me transcendem…
Ou sou só nota muda
De lá, dos lados da dor
Ausente da pauta da vida…

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Não! Diz talvez, de Abílio Bandeira Cardoso

Não, não voltes a dizer “não”
Sabes que tanto me magoa
Escolhe outra palavra, então
Que diga talvez… “talvez”
Mas que não me doa…

Não, não voltes a calar-te
O teu silêncio nega a ilusão
De que vais dizer “talvez”
Pelo menos uma vez
(Que dirá ”sim” no meu coração)

Não, não me vires as costas
Volta-te para mim e sorri
Será que não vês?
O quanto gosto de ti?
Que o teu não, em mim, dor se fez?

Aceita… aceita-me o calor,
Ainda que breve, da minha mão
Para que o teu “não” seja um “sim”
Ou um “talvez”… e não dor!
E o teu silêncio fale, com amor,
Das saudades que teve de mim.

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

domingo, 13 de maio de 2007

Nome, de Abílio Bandeira Cardoso

Enche-me de palavras a boca
Amarra-me pelo meu nome
E geme-o,
Geme-o como se fosse ele,
E não eu,
A encher-te de prazer.
E grita-o,
Grita-o mesmo nos silêncios
Em que entro em ti
E ficas sem interjeições.
E lembra-o,
Lembra-o quando eu sair de ti,
Levando na boca tuas palavras
E o meu nome.
E chora-o,
Chora-o quando eu não voltar
E meus passos deixarem de soar
Nos ouvidos que te beijo.
E deseja-o,
Deseja-o na tua voz arfada
Presa a mim na madrugada
De que sou ausente.
E cala-o,
Cala-o quando te magoar
Que o silêncio há-de gritar…
Há-de gritá-lo!

E se já nenhum de nós o ouvir…
Saímos,
Na hora de sair.

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,

sábado, 12 de maio de 2007

Solta-se-me a voz...
como se solta sempre o amor
Solta-se a dor...
como se solta sempre no amor

Prende-se a voz
como se solta sempre a agonia
rasgam-se os nós
que a garganta em nó prendia

Volto do fim
como se volta sempre que se acaba
volto pra mim
de maos vazias ... coração com nada

Sonho com o passado
como se sonha sempre que nada se tem
acordo... desgraçado
iludido com o dia que não vem

Abílio Bandeira Cardoso

Etiquetas: ,