domingo, 4 de outubro de 2009

Exposição de Fotografia de Lisete Matos

Galeria Almedina

DOS OBJECTOS PARA AS PESSOAS

De 29 de Setembro a 15 de Outubro


"Uma exposição de fotografia concebida com o objectivo de dar visibilidade e chamar a atenção para a riqueza do património cultural que se encontra disperso um pouco por toda a parte, configurando as serras e as localidades como museu vivo e aberto que importa preservar e potenciar ao serviço do futuro."

Lisete Matos

CÂMARA MUNICIPAL
COIMBRA
in http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com

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sábado, 26 de setembro de 2009

Vamos lá então...

A recordar que teremos eleições já amanhã, estas com a finalidade de escolher quem nos governe a nível nacional, para, pouco tempo depois, a 11 de Outubro, darmos o nosso voto aos agentes do poder local. Mesmo sabendo que não é famosa a credibilidade da nossa política e que até a democracia tem levado uns pontapés, exige-se de nós uma atitude em favor daqueles que entendemos que melhor servem a causa pública.
Exercer um direito e um dever de cidadania, votando, é um imperativo de consciência, que não devemos alienar, nem colocar nas mãos de outros, quem quer que seja. Pessoal, intransmíssivel e voz do nosso interior, essa prerrogativa só a cada um de nós diz respeito. Por isso, naqueles dias, é preciso sair de casa e ir às respectivas assembleias eleitorais, a fim de inscrever a nossa opção - a nossa e só a nossa - nestes tempos de uma encruzilhada que muito preocupa quem pensar bem na terra que temos, na nação que nos viu nascer e crescer.
São difíceis os momentos presentes e é questionável o futuro que estamos a construir. Mas é a nossa vida, a nossa, que está na berlinda e, como tal, acautelá-la e melhorá-la está nas nossas mãos e na ponta de uma caneta, que tem de fazer a cruz no quadrado certo, naquele que temos em mente, por ser a melhor opção, a nosso ver.
Se, por hipótese, nenhuma das candidaturas nos serve, mesmo assim não deixemos de cumprir esse dever e direito. Abeiremo-nos da mesa de voto e entreguemos o papel em branco, ou inutilizemo-lo. Mas nunca se pode deixar de ali ir, porque a abstenção é inimiga devastadora das nossas escolhas, assim deixadas ao desbarato dos dedos de quem, pensando em si, pode esquecer-se de nós, ou, pior do que isso, tramar-nos ao virar da esquina.
Se quiserem continuar a ser cidadãos de corpo e alma VOTEM. Não importa em quem, mas VOTEM. A escolha é vossa e só vossa.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

U2 em Coimbra

Porque Góis fica a pouco mais de 40 quilómetros de Coimbra, fica a notícia (para quem estiver interessado, puder e quiser) de que a banda irlandesa U2 realizará um concerto no Estádio Cidade de Coimbra a 2 de Outubro de 2010. O concerto da banda de Bono VOX integra a 360º Tour.
O Espectáculo é organizado pela Ritmos e Blues, empresa que levou os Rolling Stones e George Michael ao Calhabé.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Água: BE alerta para privatização

O Bloco de Esquerda (BE) alertou, hoje, em Coimbra, para um cenário de alegada privatização do fornecimento de água ao domicílio.
A autarca Catarina Martins, candidata à presidência da Câmara conimbricense, afirmou aos jornalistas ter chegado “o momento de travar o processo”.
Presente numa conferência de Imprensa convocada pelo BE, Francisco Louçã disse que o PSD “insinua a venda” da empresa Águas de Portugal e considerou que o PS “já a admitiu”.
“Os portugueses mais pobres e os residentes no interior do país serão os primeiros a sofrer”, caso se concretize o negócio, advertiu o coordenador do Bloco.
A 30 de Julho [de 2009], o “Campeão” indicou que, ao abrigo de uma parceria com o Grupo Águas de Portugal (AdP), a empresa municipal Águas de Coimbra (AC) poderá vir a concessionar o fornecimento do precioso líquido.
A medida inserir-se-ia na génese de um novo figurino para o abastecimento de água ao domicílio.
O chamado sistema “em baixa” , assegurado em Coimbra pela AC, poderá vir a ser confiado a outra empresa , desconhecendo-se se sob a forma de concessão.
A parceria encarada pelo Grupo AdP contempla nove municípios do distrito conimbricense, quatro do leiriense e um concelho do distrito de Santarém: Ansião, Arganil, Batalha, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Góis, Leiria, Lousã, Miranda do Corvo, Ourém, Penacova, Penela, Porto de Mós e Vila Nova de Poiares.
Para Catarina Martins, membro da Assembleia Municipal de Coimbra, está a perspectivar-se a criação de “monopólios regionais em torno de um bem público essencial”.
“As infra-estruturas, equipamentos e recursos humanos são incorporados nos activos do Grupo AdP, significando isso que os investimentos realizados nos municípios (com dinheiro público) serão entregues, de mão beijada, ao sector privado”, vaticinou a autarca.
Segundo o BE, há câmaras municipais a justificarem a eventual adesão à parceria com o facto de só assim poderem apresentar candidaturas ao Fundo de Coesão; mas Catarina Martins alega tratar-se de uma “chantagem do Governo” a que várias autarquias terão cedido apesar de haver alternativas.
Por ocasião da criação da sociedade Águas do Mondego, maioritariamente detida pela AdP, ficou consignado que, num cenário de privatização da empresa-mãe, mais de 50 por cento do capital social da AdM deverá ser subscrito por municípios.
in Campeão das Províncias, de 10/09/2009

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Duas mortes ensombram regresso de concentração motard

O regresso a casa, ontem, após a 16ª edição da Concentração Mototurística de Góis, ficou manchado por alguns acidentes. Dois deles foram fatais, vitimando um homem de 34 anos, residente em Mem Martins, Sintra, e outro de 45, de Ferreira do Zêzere.
A moto em que seguia a primeira vítima mortal entrou em despiste, cerca das 14. 40 horas, na Estrada Nacional 2, entre Póvoa da Cerveira e Cabeçadas, e as manobras de reanimação foram vãs, disse fonte dos Bombeiros Voluntários de Góis.
Ao que o JN apurou, morreu outro motard vindo de Góis, desta feita no IC 3, junto à localidade de Ponte de Freixo, no concelho de Ansião. O motociclista, de 45 anos, residente em Ferreira do Zêzere, despistou-se pouco depois das 9.00 horas e teve morte imediata.
Os Bombeiros Voluntários de Ansião, que estiveram no local com nove elementos, uma ambulância e uma viatura de desencarceramento.
Houve, ainda, uma colisão entre duas motos, no IC 2, em Redinha, Pombal, que provocou dois feridos graves e dois ligeiros.
Fonte dos Bombeiros Voluntários de Pombal explicou que as vítimas são dois casais - um de Odivelas, o outro de Caldas da Rainha -, que tinham estado, também, na festa motard de Góis. Uma das motos terá parado num semáforo sem que a outra reparasse, eram cerca de 11 horas.
A mesma fonte contou, ao JN, que as mulheres têm 34 e 39 anos, enquanto um dos homens tem 40, não sabendo precisar a idade da quarta vítima. Todos foram transportados para o Hospital Distrital de Pombal.
in Jornal de Noticias, de 17/08/2009

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Eleições autárquicas marcadas para 11 de Outubro

«O Governo decidiu marcar a data das eleições autárquicas para o próximo dia 11 de Outubro, data que foi referida nas preferências de todos os partidos políticos que, nos termos da lei, foram previamente ouvidos sobre esta matéria», justifica o Governo.

Segundo o executivo, a decisão do Governo «foi hoje comunicada pelo senhor primeiro-ministro [José Sócrates] ao senhor Presidente da República [Cavaco Silva] e, estando cumpridos todos os procedimentos, será formalizada na próxima reunião do Conselho de Ministros», quinta-feira, acrescenta o Governo.

Assim, e de acordo com o artigo 47º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, a campanha eleitoral «inicia-se no 12º dia anterior e finda às 24 horas da antevéspera do dia designado para as eleições».

Ou seja, o período oficial da campanha eleitoral irá decorrer entre 28 de Setembro e 9 de Outubro.

Segundo o artigo 16º da Lei Eleitoral para os Órgãos das Autarquias Locais, poderão apresentar candidaturas a estas eleições partidos políticos, coligações de partidos políticos constituídas para fins eleitorais e «grupos de cidadãos eleitores».

As listas terão de ser apresentadas perante o juiz do tribunal de comarca competente em matéria cível com jurisdição na sede do município respectivo até ao 55º anterior à data do acto eleitoral.
LUSA/SOL

Nas eleições autárquicas realizadas a 9 de Outubro de 2005, para a Câmara Municipal de Góis, os resultados foram:

Inscritos - 4334
Votantes: 3002 (69,27%)
Brancos: 95 (3,16%)
Nulos: 66 (2,20%)


Câmara Municipal

PS - 1656 votos - 55,16%
PPD/PSD - 1089 votos - 36,28%
PCP-PEV - 65 votos - 2,17%
CDS-PP - 31 votos - 1,03%

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Porquê votar nas Eleições Europeias?

Quando votamos para o parlamento nacional, votamos em homens e mulheres que, em nosso nome fazem escolhas para a sociedade e que influenciam o nosso dia-a-dia e o futuro dos nossos filhos. Para a Europa, é igual. Quando quase 80% das regras da nossa vida se decidem ao nível europeu, devemos querer saber quem nos vai representar. As empresas que enviam os seus colaboradores a Bruxelas para convencer as instituições europeias a ouvirem as suas exigências, compreenderam bem onde se tomam as decisões. Os cidadãos contudo ainda não tomaram consciência, nomeadamente porque os políticos nacionais continuam a utilizar a Europa como uma “pára-chuva”: o que está bem vem de Lisboa, o que está mal vem de Bruxelas.

Esta é apenas uma razão, de entre muitas, para votar nas próximas eleições europeias. Os eurodeputados não vão apenas decidir sobre as leis do amanhã, sobre a regulação financeira, a solidariedade entre as regiões ou as regras relativas à emigração. Eles vão também decidir sobre o homem ou a mulher que será o próximo Presidente da Comissão Europeia, a instituição que lança as ideias…

A Europa necessita de uma política comum em matéria energética bem como em relações externas, as quais estão intimamente ligadas. Neste momento, estamos numa fase em que a posição da União Europeia (UE) não é tão forte e unânime como deveria ser. Os recentes conflitos entre a Ucrânia e a Rússia relativo ao gás natural mostraram o quanto ainda está por fazer.

Se ainda não está convencido da necessidade de votar, reflicta mais um pouco:

• É de esquerda, da direita ou do centro? Dê peso ao partido político da sua escolha no seio do Parlamento Europeu (PE). Quantos mais votos o seu partido obtiver na votação nacional, mais mandatos terá no PE e mais peso terá para fazer pender a decisões para o seu lado;

• Quer decidir sobre a legislação europeia ainda antes que ela seja transposta para a legislação nacional, vote nas eleições europeias!

• Quer viver num ambiente mais são, faça por isso e vote nas eleições europeias: o Parlamento europeu é uma das instituições mais empenhadas em matéria de protecção do ambiente;

• Quer participar na luta contra o aquecimento climático, reforce o poder do PE: este envolveu-se não só a favor da protecção do ambiente, mas também para reduzir as emissões de gazes que provocam o efeito estufa;

• Quer ter uma palavra a dizer sobre a protecção dos consumidores, transmita-o aos deputados europeus!

• Quer influenciar a resposta da UE à crise financeira e económica actual, então vote nas eleições europeias: cada vez mais os deputados europeus defendem a necessidade de uma legislação europeia que regulamente os mercados e os produtos financeiros para reduzir os riscos de especulação.

• O PE é também o lugar onde o debate sobre o futuro da Europa tem lugar. Para fazer entender a sua escolha sobre o projecto europeu e o seu futuro, vote!

Votar nas eleições europeias é o único meio que temos de influenciar a política europeia. O Parlamento é a única instituição europeia eleita por sufrágio universal directo que representa directamente 500 milhões de cidadãos da Europa. Não deixe que outros decidam por si. Peça a palavra e vote nas eleições europeias!
Constantino Rei
in www.ointerior.pt



Democracia, liberdade, participação plena na transformação do que está mal e nos estrangula, passam também pelo voto. Passam por esse imenso gesto, no dia de cada eleição, de ir lá pôr o voto, nas urnas que nos esperam, nas mesas que têm gente de forças políticas diferentes.
Hoje temos uma enorme liberdade de votar e de ser eleitos para o Parlamento Europeu, para a Assembleia da República, para as autarquias locais. E, perante a indiferença de tanta gente, nomeadamente face às eleições para o Parlamento Europeu, percebendo as questões que nos incomodam e revoltam, não podemos aceitar que pessoas responsáveis fiquem em casa ou vão para a praia nesse dia.
As mesas de voto e os cadernos eleitorais esperam-nos, já no dia 7 de Junho. Por isso, lembrando que muita gente sofreu e continua a sofrer e a lutar para que os dias de eleições sejam livres e tenham um grande significado para quem está recenseado e tem direito a votar em plena liberdade, vamos votar!

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Governo lança, em Góis, concurso para fibra óptica

Góis, Coimbra, 26 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que o Governo aposta nas redes de nova geração (RNG) enquanto "investimento no futuro" que serve também para "combater a crise".

"A crise combate-se com mais investimento", em particular "naquilo que faz mudar", afirmou José Sócrates, ao assinalar, na vila de Góis, o lançamento do concurso público para investimento em RNG em 43 concelhos do interior da Região Centro.

José Sócrates frisou que "aquilo que faz mudar são as novas tecnologias de informação e comunicação", as quais "significam oportunidades" para criar emprego e dinamizar a economia nacional.
in http://aeiou.visao.pt

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Água que Bebemos

Na sequência do que já foi dito anteriormente e em relação à água que bebemos do abastecimento público da Várzea Grande, temos fortes dúvidas de que se trate de água que reúna as condições que foram assumidas pelos diversos governos portugueses em relação às prescrições que são impostas pela União Europeia e que se encontra regulamentado por Decreto-Lei aprovado na Assembleia da República.
A água, não restam dúvidas que são águas de superfície, captadas no leito do rio Ceira sem o menor cuidado que se deve ter com águas para o abastecimento do "respeitável" público.
Sobe o rio, as águas da rede vêm barrentas, porcas e impróprias para fazer comida e cuidados de higiene com prejuízo das próprias máquinas.
Desce o rio, o seu leito não é limpo, encontrando-se na zona da tomada da água a maior lixeira que se pode conceber desde animais domésticos e não domésticos mortos a flutuarem à tona da água.
Muito embora o cloro que lhe é por lei aplicado e em cujos terminais da rede já nenhum cloro residual exista de forma a garantir a potabilidade da água, teremos que concordar que é uma água de péssimas condições bacteriológicas que as nossas autoridades camarárias não gostariam de consumir.
Lembra-me certas águas que eram distribuídas na periferia de Luanda, nos aldeamentos dos indígenas e que provocavam inúmeras doenças.
Julgo que existe uma expansão a partir das captações que servem a cidade de Coimbra cuja localização se situa na zona da Boavista em que os poços radiais poderão abastecer todo o distrito de Coimbra, Leiria e algumas povoações de Aveiro, com água da melhor qualidade que existe em Portugal.
O rio Mondego é um rio limpo sem focos de contaminação ao longo do seu percurso até Coimbra.
A barragem da Aguieira melhorou ainda a irregularidade do caudal que se fazia sentir nos Verões secos.
É curioso que no tempo em que não existia a Ponte-Açude e aquele areal ficava a descoberto, verificava-se uma corrente de água subterrânea que era superior à do rio nos meses de Inverno.
Por isso as águas de Coimbra são de primeira qualidade provenientes dos granitos da serra da Estrela e porque a infiltração se faz a partir da Ponte da Portela o que a obriga a passar num filtro natural de mais de mil metros de extensão.
É por isso que o rio Mondego na zona das captações da Boavista tem uma camada de aluviões de cerca de 25 metros a partir do leito nu, o que não acontece no rio Ceira em que a rocha se encontra visível nas duas margens.
O rio Mondego é uns largos milhões de anos mais velho que o rio Ceira.
Alberto Benitez diz no seu livro Captacion de Águas Subterrâneas, que diversos estudos e ensaios têm provado sem lugar para dúvidas, que o poder depurador do terreno é muito maior do que se poderia esperar, muito superior aos filtros artificiais de areia.
Isto terá sido comprovado por vários autores que exprimem que a água contaminada depois de passar 2,15 metros por esse filtro natural, estão totalmente isentos de bactérias intestinais do tipo Coli e quase isentas de matéria orgânica.
A preocupação da qualidade da água que bebemos deve ser reclamada por todos nós para que tenhamos uma qualidade de vida dentro dos padrões que a saúde exige de nós e das autoridades que fornecem a água.
Adriano Baeta Garcia
in O Varzeense, de 30/03/2009

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sábado, 28 de março de 2009

Hora de Verão: Relógios adiantam 60 minutos a 29 de Março

A hora de Verão vai chegar no último domingo de Março, dia 29, devendo os relógios em Portugal ser adiantados 60 minutos em todo o país, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa.
Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, os relógios devem ser adiantados 60 minutos às 01:00 de 29 de Março, passando para as 02:00.
A próxima mudança de hora, para a hora de Inverno, vai ocorrer no último domingo de Outubro, ou seja dia 25.
Durante todo o período em que vigorar a hora de Verão, Portugal terá mais uma hora do que o tempo universal coordenado (UTC).
A mudança da hora prende-se com a necessidade de não haver desfasamento solar, aproveitando-se o melhor possível a luz nas diversas actividades.

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Poemas da Primavera

GLÓRIA

Depois do Inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.

Miguel Torga


A FONTE

Com voz nascente a fonte nos convida
A renascermos incessantemente
Na luz do antigo sol nu e recente
E no sussurro da noite primitiva.

Sophia de Mello Breyner


Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria primavera,
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera.

Eugénio de Andrade


ANUNCIAÇÃO

Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.

Miguel Torga

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Fórum sobre Igualdade de Género assinalou Dia da Mulher em Góis

“Não somos melhores nem piores, somos iguais. Melhor é a nossa causa”, foi esta expressão de Thiago de Mello que serviu de mote para o fórum interactivo promovido no domingo pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, em Góis, com o objectivo de comemorar o Dia Internacional da Mulher. Subordinado ao tema “Igualdade de Género no Portugal Recente”, este fórum, que teve lugar no auditório da ADIBER, contou com a sala cheia, e teve como oradores Fernando Gomes e Mónica Fernandes, em representação da Associação Saúde em Português, Francisco Rolo e Raquel Silva, técnicos da ADIBER, e ainda Eunice Saraiva, enquanto moderadora.
O que se pretendeu, segundo a ADIBER, foi “criar um espaço aberto de diálogo e reflexão sobre os caminhos e as conquistas na igualdade entre mulheres e homens”, uma vez que “a promoção da igualdade de oportunidades constitui um eixo fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e, simultaneamente, mais democrata”. “Em Portugal, diferentes organizações têm trabalhado, directamente, em prol da defesa do direito à igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, mas também no combate a todas as formas de discriminação”, lia-se num folheto distribuído a todas as mulheres presentes, que tiveram direito a receber ainda uma rosa, e a confraternizar no final com um chá.
Contudo, “apesar de alguns avanços consideráveis em termos de igualdade através de constantes alterações legislativas ainda são visíveis muitas desigualdades entre mulheres e homens na Europa”, referiu a ADIBER, realçando que, com o intuito de suprir essas desigualdades, a Comissão Europeia fixou novos objectivos no Roteiro para a Igualdade, definido para 2006-2010, identificando seis áreas prioritárias de intervenção, nomeadamente a igualdade económica para homens e mulheres; conciliação da vida privada e profissional; representação igual na tomada de decisões; erradicação de qualquer forma de violência; eliminação de estereótipos; promoção da igualdade nas políticas externas e de desenvolvimento.
Coube a Raquel Silva começar por abordar a questão da igualdade de género, realçando que “em Portugal tem-se trabalhado na promoção da igualdade entre homens e mulheres”, uma vez que a própria República Portuguesa tem um princípio que “diz-nos que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social”. No entanto, “existe uma diferença entre o que a lei prevê e o que se constata”, defendeu a técnica da ADIBER, contando que se tem desenvolvido um trabalho jurídico em quatro áreas de intervenção, que passam pela família, trabalho e emprego, violência doméstica e vida política. Neste âmbito, o que se pretende é que as mulheres tenham igualdade de oportunidades, em relação aos homens, em todos estes sectores.
Já Francisco Rolo, sociólogo e técnico da ADIBER, constatou que “a luta implícita entre géneros melhorou”, advogando no entanto que “importa fazer mais e melhor, e medir resultados”. “Melhorar os resultados para a promoção da igualdade é uma questão que deve comprometer toda a comunidade”, continuou, revelando que “fui educado por quatro mulheres e aprendi a olhá-los, a eles e a elas, em conjunto, e não em separado”. Nesta ocasião, o sociólogo explicou em que consiste o conceito de igualdade de género, referindo que se trata “do modo como as sociedades olham e pensam as pessoas do sexo masculino e feminino”.
“De um homem exige-se que produza, pense e represente, de uma mulher, que reproduza, seduza e cuide”, disse Francisco Rolo, destacando que este pensamento fez com que surgisse a submissão de papéis e, consequentemente, que “as mulheres tenham menos autonomia económica e menos tempo para si, e os homens tenham menos autonomia pessoal, menos competências relacionais e influência mais limitada no acompanhamento dos filhos”.
Baseando-se no livro “Proíbido”, que retrata Portugal antes do 25 de Abril de 1974, o técnico da ADIBER recordou algumas das regras às quais as mulheres eram submetidas, sendo proíbido, a título de exemplo, “as senhoras usarem biquini, uma mulher entrar na igreja de cabeça descoberta, ir de mini-saia para o liceu, uma mulher casada viajar para o estrangeiro, casar com uma professora ou hospedeira, e era também proíbido o divórcio”. “Este era o estado da arte de igualdade de género”, esclareceu Francisco Rolo, congratulando-se pelo “salto fantástico que demos entre este país e aquilo que temos hoje”.
Dando a conhecer que a União Europeia tem um roteiro para a Igualdade, o sociólogo realçou que um dos seus objectivos é “facilitar o acesso da mulher ao mercado de trabalho”, até porque “uma em cada dez mulheres recebe o ordenado mínimo nacional”, revelou. Outro dos intuitos deste roteiro é “estimular que cargos superiores sejam ocupados por mulheres”, acrescentou, afirmando que “irradicar a forma de violência” é também uma das apostas deste projecto, já que se verifica ainda a expressão popular “entre marido e mulher não s a colher”. “A denúncia deve ser responsabilidade de toda a comunidade”, apelou.
De acordo com Francisco Rolo, a possibilidade de poder fazer a Interrupção Voluntária da Gravidez foi uma das medidas adoptadas em Portugal que permitiu “pôr fim à discriminação da mulher”, recordando que outro dos assuntos que em breve vai ser discutido, e que contribuirá para a igualdade e abolição da discriminação, é “o casamento entre pessoas do mesmo sexo”.
Em representação da Associação Saúde em Português, Fernando Gomes disse que “a igualdade de género tem implicações em todos os momentos da vida”, esclarecendo que na Associação “tentamos criar às mulheres condições de autonomia, e aos homens ensinamos a cozinhar e a cuidar da casa”. Destacando que quando as pessoas ficam sós “as mulheres têm vantagem”, Fernando Gomes considerou que, tendo em conta que “há 80 milhões de euros para gastar em igualdade de género em Portugal”, é necessário “criar espaços onde as pessoas possam falar destes assuntos de forma aberta, e é bom que estejam homens e mulheres”. “Outra ideia importante é a questão da violência no namoro”, explicou, alertando que “é tempo de pararmos a violência logo nessa fase”.
Refira-se que dando continuidade ao trabalho que a ADIBER tem vindo a desenvolver no âmbito da Igualdade de Género, foi apresentada recentemente junto da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género uma candidatura que foi aprovada, e cuja intervenção se encontra a decorrer através do projecto “Expandir Oportunidades”. Este projecto vai decorrer pelo período de 28 meses, até Março de 2011, e tem como principais objectivos mobilizar a sociedade civil para uma participação mais activa e responsável; reforçar a importância da temática da Igualdade de Oportunidades no contexto da implementação de uma estratégia de Desenvolvimento Local no território; promover o empreendedorismo feminino; promover a Maternidade e Paternidade responsável; educar e sensibilizar a escola e comunidade escolar para a importância da Igualdade de Oportunidades.
in www.rcarganil.com

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ultramar

Fotografia de JrC

Da autoria da arquitecta Elisabete Afonso, foi inaugurado em 13 de Agosto de 2005, na rotunda da Avenida Eng.º Augusto Nogueira Pereira. Simbolizando um barco, principal meio de transporte dos militares para os ex-Ultramar nos anos 60, presta homenagem aos Combatentes do Ultramar, em especial aos 16 do concelho que tombaram.
Listagem dos mortos naturais do concelho de Góis
Para visualização do conteúdo clique no sublinhado



Publica-se, mais a baixo, o relato de Arménio Silva, ex-combatente no Ultramar e natural do concelho de Góis.


Preâmbulo

O Arménio Silva poderá ser o ex-1º Cabo NM14791873 da 3ª Companhia, mas não é o ex-amigo. Os amigos nunca são “ex” e como tal nunca será tarde para expor publicamente as suas razões contra os políticos deste país que decidem muitas vezes a vida das pessoas que representam (?), e muitas vezes fazem-no de forma fria, arbitrária, injusta e impessoal, na secretaria, sem se preocuparem com o que os lesados poderão vir a sofrer para o resto da vida com essa decisão, apenas porque resolvem assinar no lado errado da folha, indeferindo justas reivindicações. Os motivos que os levam a tamanhas atrocidades podem ser muitos e inconfessáveis, entre eles porque se trata de um número e não de uma pessoa, entre eles porque se trata de um desconhecido e não de um familiar, entre eles porque querem desesperadamente apresentar serviço, ainda que serviço sujo de lambe-botas para poupar indevidamente uns míseros euros ao Estado , para que se conste e os venha a pessoalmente beneficiar no futuro. Só passados tantos anos fiquei a saber o que se passou em pormenor com este acidente, e fiquei chocado. Afinal e resumindo, o Arménio ficou incapacitado para o resto da vida devido ao acidente que passamos a transcrever e enquanto militar do Exército Português. Porém as leis deste país não lhe concederam até hoje o estatuto pleno de Deficiente das Forças Armadas em que entre outras regalias compensatórias poderia ter uma reforma mais justamente remunerada e pagas as propinas dos seus filhos pelo Estado, o que nem isso impediu que hoje esses filhos sejam formados e prontos para que o país hoje venha sem qualquer direito a lucrar com eles. Seria o mínimo como contrapartida, mas nem isso os senhores políticos acharam que merecia. A sua lesão teria que ser em combate e não porque uma viatura do Exército não tinha travões. A mim dá-me para sorrir para não chorar. De raiva.
O lesado Arménio enaltece aqui a boa vontade do ex-Ministro da Defesa Prof. Veiga Simão, entretanto substituido por Júlio Castro Caldas que se fez rodear por Miranda Calha o qual mais uma vez viria a indeferir a sua justa pretensão. Por tudo isto, eu e imensos portugueses sentimos vergonha e repulsa pela Nação em que nascemos, servimos, e continuamos a pagar impostos desmedidos, e vergonhosamente indevidos, para tapar buracos de incompetências administrativas.
Alberto Nogueira (in http://zala.fototosblogue.com)


A Coluna e a Tragédia

Foi determinado em Agosto de 1975, que o Bart 6323, retirasse para Luanda afim de preparar o regresso à Metrópole, evacuando consigo toda a população portuguesa e não só que aí se encontrava. Para o efeito, foi organizada uma coluna, com centenas de viaturas militares e civis, cuja protecção armada era assegurada, por viaturas militares equipadas com granadas, morteiros e rochetes para além do armamento individual de cada militar. Esta coluna pôs-se em movimento em Malange em 5 de Agosto, mas por motivos de segurança, dados os riscos de flagelação pelos movimentos de libertação, inflectiu a sua marcha para Sul em direcção à Quibala, evitando seguir o caminho directo Malange - Luanda (assim como quem quer ir para Madrid ou Porto, fosse obrigado a fazer um desvio por Gibraltar).

No dia 6 de Agosto, após termos pernoitado na picada, pelas 15 horas nos morros da Quibala no itinerário Quibala Dondo, na Bedford onde me fazia transportar com todo o material da secretaria, ao iniciar a descida de um morro verificámos uma paragem brusca da coluna, tendo o motorista (Mário), ao lado do qual eu me encontrava, começado também o abrandamento, ao qual a camioneta não respondeu, tendo então o Mário começado aos berros que a camioneta estava sem travões, ao que eu respondi para ter calma e tentar a caixa de velocidades. O pânico apoderou-se dele e quando eu reagi e abri a porta para saltar, a velocidade já era muita, hesitei e… num ápice deu-se a tragédia… acordei no fundo do morro com muita confusão à minha volta, com dores na cabeça e no corpo, levantei-me e… tombei; a minha perna direita estava muito mal tratada, o fémur rompeu a carne e furou as calças do camuflado, agora todo o lado direito do meu corpo estava dormente. Gritei… Gritei… muito pela minha Mãe e pela Nossa Senhora que me ajudassem; acercaram-se pessoas de mim, só me lembro de identificar a voz do Comandante Machado da Silva, pediram-me para não gritar que iam pedir a evacuação aérea para Luanda e eu ia ficar bom… Pegaram-me ao colo e levaram-me para a Picada, onde o Dr. Coelho me prestou os primeiros socorros tentando estancar a hemorragia e fez uma tala à perna, as dores eram terríveis daí administrarem-me morfina.

Alegadamente por falta de Helicóptero (soube mais tarde que tiveram medo de fazer o resgate naquele local), fui transportado para Luanda num Unimog Mercedes 405 dos que se transformavam em ambulâncias de campanha, onde cheguei às 23 horas conforme consta nos meus boletins clínicos, passadas portanto 8 horas de agonia e muito sofrimento, entregue aos cuidados do meu amigo Sequeira, enfermeiro dedicado, pessoa que ainda hoje muito respeito e com quem tenho o privilégio de almoçar amiúdas vezes; segundo ele, não foi fácil entregar-me com vida no hospital de Luanda.


O Porquê da Paragem Brusca da Coluna

Soube mais tarde (pelo Pereira) que havia informações ao nível das Chefias (e como era lógico nós desconhecíamos), que neste mesmo local do incidente, uma semana antes havia sido emboscada uma coluna militar que seguia para Nova Lisboa, tendo o até aí IN, despojado os militares portugueses de todos os pertences incluindo as roupas do corpo, deixando-os completamente nus. Sabendo disso o Comandante Machado da Silva rodeou-se do meu amigo Alferes Pereira e do Furriel Mesquita, respectivamente Oficial e Sargento “Ranger” mais alguns soldados e foram fazer um reconhecimento ao terreno; tendo constatado que eles para alem de lá se encontrarem à nossa espera, quando se aperceberam que haviam de sido descobertos ripostaram. Isso levou o Comandante a dar meia volta ao seu Jeep e em sentido contrário aquele que seguia a coluna, ia fazendo sinal ás viaturas para pararem a fim de a coluna ficar compacta para assim, poder ultrapassar aquele obstáculo. Ora é precisamente quando ele (comandante), manda parar a Berliert, que segue á nossa frente, que o Mário começa a berrar que não tem travões e resolve encaixar a parte do local onde eu me encontro (dentro da cabine da Bedford) na traseira da Berliert, projectando esta pelo ar com todo o pessoal e armamento que ela transportava; isto para não esmagar o Jeep e matar o comandante que se encontrava na faixa contrária, e por lá poderia passar. Se isso tivesse acontecido (não que eu o desejasse), depois de desviarmos o Jeep do caminho iniciávamos uma subida e estaríamos eventualmente salvos; (embora isto não passe de meras suposições feitas a posteriori e que nada valem, o propósito das mesmas é somente para explanar o que se passou de forma a que as pessoas possam entender).

Eu nunca soube como saí da cabine Bedford até à data de um almoço em Paredes, onde o Pereira me contou ter-me visto sair pelo pára-brisas.


O Hospital

Após as 8 horas deitado em cima de um colchão ([1])* que o Sequeira entendeu ser mais confortável que a maca de lona para eu viajar no Unimog, seguiam comigo mais quarto feridos incluindo o Mário com um buraco na barriga; íamos escoltados por duas viaturas à frente e à retaguarda respectivamente, sempre que encontrava uma zona mais iluminada, o Sequeira ia procurar água para me dar de beber, cheguei a beber soro e foi-me administrada muita morfina para atenuar o sofrimento. Já no Hospital vomitei o nada que tinha no estômago para a mesa de raio X, tantas foram as dores que suportei para fazerem-me as chapas. Resultado: Perna partida em três locais com fracturas expostas, rotula desfeita, cabeça cheia de perfurações artificiais, braços e peito rasgados e braço direito sem movimentos (ficou assim durante dois mês nada acusou partido mas ainda hoje me dói). Não pude regressar com o batalhão antes tinha que ser operado pois segundo os médicos o risco era grande. O meu bem haja ao Comandante Machado da Silva por ter intercedido para que eu ficasse internado numa enfermaria digna, foi no “Recobro”.

Parabéns ao pessoal que teve a coragem de ir ao hospital despedir-se de mim no dia em que regressaram à Metrópole fizeram-no em fila e com muita dignidade: uns choraram comigo outros saiam apressados para esconder as lágrimas; nós éramos “putos” na idade, mas na maturidade éramos Homens com colh… foi um dia muito duro não fiquei nada melindrado com os que não foram.
(1)*- Ao chegar a Luanda o Sequeira deitou fora o colchão, estava completamente ensopado em sangue. Os primeiros tratamentos foram transfusões, não me lembro o quanto mas foi muito sangue.


A Operação

Fui operado dia 9 de Setembro, volvidos portanto 33 dias sobre a dada do acidente, foi me extraída a rotula e colocaram 3 placas e 18 parafusos na perna. Fui evacuado para Portugal dia 1 de Outubro de 1975. O buraco das fracturas expostas tinha fechado em falso (o Médico devia saber disso pois eu quando cheguei ao hospital de Luanda as feridas da minha perna já estavam em processo infeccioso), o médico operou-me na mesma pois as condições em Luanda degradavam-se dia após dia e eu tinha que ser operado para viajar; resultado: tive rejeição de material que foi removido já em Lisboa e imobilizando-me de seguida com gesso ate debaixo dos braços e assim permaneci durante 9 meses dos 3 anos que tive de internamento no anexo do hospital militar em Campolide / Lisboa.


Dia Negro

No já referido 9 de Setembro, aguardava eu em cima de uma maca no corredor que dava acesso aos blocos do hospital com muita ansiedade, não tinha ninguém para me dizer se iria correr bem ou mal, assim-assim ou se eu iria até morrer; NADA, só eu, as paredes e o tecto. Verifiquei entretanto se virasse a cabeça a 180º conseguia vislumbrar para dentro de um bloco operatório onde estavam a amputar uma perna a um preto. Santa Maria me Acuda. O que vai ser de mim?... Vou animar-me: contei as namoradas que já tinha tido até aquele momento ( as senhoras que eventualmente leiam esta minha narrativa não me interpretem mal por favor, foi uma questão de sobrevivência e nada mais), perdi o conto e cheguei à conclusão positiva que se realmente morresse, já me tinha divertido com toda a certeza mais que o meu Avô e o meu Pai juntos. Estava eu a saborear este lado positivo da coisa quando aparece o enfermeiro para me levar para o bloco; aí o Dr. Pitrez Ferreira (médico que me operou em Luanda) vociferava com o técnico de instrumentos porque o anestesista não chegava, eis quando ele chegou se pegou com o médico e se envolveram os três aos berros e assim adormeci com a anestesia para acordar passadas as 9 horas.

Na minha vivência no HMP tive o privilégio de ter o Dr. Crespo como meu amigo, como ele sabia compreender um gaiato de 22 anos que de momento para o outro se vê privado de fazer tudo aquilo que um gaiato de 22 anos gostava de fazer, só porque a ganância, a prepotência, a intolerância e a estupidez dos governantes são capazes de sobrepor-se a tudo e a todos para conduzir às guerras (tenho ouvido várias vezes nos meios audiovisuais, alguma escumalha deste País que se julga gente importante falar de guerra “justa e injusta” isso é uma utopia, não existe guerra justa o que existe nessas cabeças “pensantes” é um alcançar de fins sem olhar a meios). Que Deus tenha o Dr. Crespo em Paz.

Durante 3 anos no internamento no HMP em Lisboa a relação com os médicos que me assistiam ia muito para além disso mesmo; também foram meus conselheiros e confidentes, sei que dentro das condições tudo fizeram para me recuperar ao máximo; todavia a operação feita em Luanda com as feridas em processo infeccioso tinham deitado tudo por terra desde o inicio ([2])*, bem haja a todos: ao Dr. Macário Tapadinhas, à enfermagem 5 estrelas e um Xi especial à M. do Carmo.
(2)* talvez se os helicópteros tivessem ido ao buraco tudo fosse mais fácil


A Alta

Pedi alta médica após chegar á triste conclusão nada mais havia a fazer, como mais tarde me confirmaria um Professor em Oxford, cidade inglesa onde existia na altura uma clínica da especialidade, considerada a melhor do mundo e a qual eu recorri no sentido de minimizar ao máximo a minha deficiência. Após dois dias de exame, eis o veredicto: “Fizeste bem em vir, a medicina está sempre a evoluir, mas de momento e nas condições em que os médicos do teus país deixaram a tua perna, de momento não há nada a fazer”.

Eu tinha passado 3 anos num hospital lutando contra todas as adversidades, preparei-me física e psicologicamente para fazer uma intervenção cirúrgica de algum risco e dimensão e oiço a pessoa entendida na matéria a falar daquela maneira; apeteceu-me morrer ali… mas só chorei. Chorei muito a raiva, a revolta e a impotência, voltei para Portugal, resignado à minha sorte mas com uma certeza: tentei tudo, fui ao melhor que havia ao cimo da Terra na especialidade para recuperar a minha deficiência. Não consegui. Não serei uma árvore no alto da montanha; mas serei um arbusto á beira do riacho. Isso serei. E de cobarde jamais me chamarão.

Dia 17 e Março de 1978, o Dr. Crespo (antigo director do HMP, já falecido) presidia á junta médica a que eu fui presente e perguntou-me se eu concordava com a desvalorização de 66,08% que o meu médico (Dr. Ribeiro) me havia atribuído, respondi-lhe que não estávamos a tratar de nenhum negócio de peixe, se estava dentro das consciências deles eu assinava de cruz.

Sabem que mais? Ufa! Estou cansado; muito mais teria para vos contar, desde a luta nos tribunais em defesa dos meus direitos, a recusa dos políticos em me considerarem DFA. SIM! Escrevi bem, dos políticos porque no meu caso não houve separação de poderes… Ou seja: Os magistrados julgaram sempre em função da vontade política. Se assim o quiserem, vão pesquisar no Google – Batalhão de Artilharia 6323, cliquem em “Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo” e verão quanto bem-feita está a tramóia que esses senhoritos engendraram para negarem os meus direitos. Eles Obram em cadeiras de executivo no ambiente alcatifado e de ar condicionado a dezenas de anos e a milhares quilómetros de distancia. Mas Obram. “Que saudades Zacarias…” Voltarei a este tema mais tarde se assim o quiserem, de momento entendo não partilhar mais sobre ele pelo facto de ter denunciado a situação a Sua Ex.ª. Sr. Presidente da Republica, encontrando-se a mesma neste momento em poder do Exmo. Sr. Chefe da Casa Militar.


A Peluda

Eu não tive Peluda o meu espólio começou na Quibala e acabou no hospital de Luanda. Ninguém me pediu contas: da G-3, dos 3 carregadores, das 4 granadas, do Dólmen, das calças, da camisa, das botas, etc… As botas…: Como eu gosto do símbolo feliz que o Nogueira concebeu para a PELUDA. Bem-haja e parabéns a VOCÊS que eu não a tive…

Abraços. E até sempre… Porque quem é vivo sempre se encontra…

Arménio


Obs.: Alguns dos factos que eu aqui escrevo foram-me relatados presencialmente na 1ª pessoa por ex-camaradas de armas. Quero deixar aqui expressa a minha homenagem ao ex. Furriel Américo Leal e ao ex-Soldado Agostinho Ferreira (Setúbal), a minha mais profunda gratidão por na Terra ter tido amigos da vossa lealdade. Que Deus permita que descansem em Paz para Sempre.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Enquanto os motores aquecem para as Autárquicas

Começou a dança para as Autárquicas. Surgem nomes, uns mais surpreendentes do que outros, mas surgem. Já o mesmo não se passa com ideias. Infelizmente. Imagem de marca da democracia que vamos tendo, este hábito de falar nas pessoas antes dos projectos, é mau para ambos. Para as pessoas, porque ficam diminuídas pela imagem de privilegiarem o cargo ao acto. Para os projectos, porque em vez de visarem o necessário, podem ser limitados ao que os previamente escolhidos permitem.

Pela nossa parte, apesar do respeito que temos pelas pessoas, o que nos interessa são as ideias. Bem precisamos delas. Já basta de fingir que vamos ser o que nada tem que ver connosco e ignorar o que nos é próprio e nos diferencia. Já basta de fingir que se espera por uma "classe empresarial" cheia de iniciativa e de cabedais, que um dia há-de sair da tradicional "manhã de nevoeiro". Por aqui, só mesmo o nevoeiro e nele nos havemos de perder se os poderes locais não decidirem arregaçar as mangas e assumir o papel que lhes compete.

A este respeito, não podemos desperdiçar a oportunidade para citar parte de uma reportagem do Público (04/02/2009) sobre uma estratégia que está a ser seguida na vila de Óbidos. O concelho tem cerca de 11 mil habitantes. De há uns tempos a esta parte, decidiram aderir à rede das "cidades e vilas criativas".

(...)
"O nosso modelo de desenvolvimento assenta na ideia da preservação da qualidade de vida", explica (o Presidente da Câmara, Telmo Faria) ". As terras muito bonitas têm tendência para carregarem muito nesse aspecto, mostrando as paisagens, o castelo, a lagoa." O problema, diz, é que, "se insistirmos muito nisso, o que pode vir aí é uma avalanche de pressão urbanística".
O cenário (de pesadelo) poderia ser milhares de pessoas vindas de Lisboa, que fica a menos de uma hora de distância, a comprarem casas de fim-de-semana na zona de Óbidos. Construção, construção, construção. Ou seja, a morte da "galinha dos ovos de ouro".
A câmara quis evitar isso. "No nosso modelo, tudo o que acontece tem que preservar a baixa densidade, a qualidade de vida, a imagem de prestígio. A criatividade e inovação passaram a ser as únicas ferramentas possíveis para crescer em qualidade e não em quantidade." Começaram com uma medida muito concreta: "O Plano Director Municipal previa a criação de 39 mil camas em dois mil hectares. Suspendemo-lo e passámos para 20 mil camas em quatro mil hectares. Estamos a falar de cinco/seis habitantes por hectare, e isso não existe na Europa", frisa Telmo Faria.
E também não estamos a falar de muitos hotéis novos. Estas camas são sobretudo em casas de muito alta qualidade. "Para que este turismo residencial vingue é preciso garantir essa baixa densidade." É a fórmula "menos pessoas, mais valor". E, segundo o autarca, virado não apenas para os portugueses, mas para ingleses, alemães, holandeses, "que estão a três horas de distância de avião".
O segundo passo da estratégia da vila é ser uma "economia criativa" - numa rede nacional que inclui também Montemor-o-Novo, Montemor-o-Velho, Portalegre e Guimarães -, atraindo indústrias criativas e os chamados "talentos".
Telmo Faria aponta à sua volta para as casinhas baixas e brancas. "Regressamos à Idade Média, quando muitas destas casas eram casas-ateliers." A ideia é que voltem a ser, só que hoje sustentáveis do ponto de vista ambiental, com baixas emissões de carbono, redes wireless que permitam às pessoas, a partir de Óbidos, trabalhar com outras em qualquer ponto do mundo.
(...)

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Corvos-marinhos «invadem» rios de Coimbra

Centenas de corvos-marinhos, oriundos do Norte da Europa, invadiram nos últimos dias as zonas húmidas do distrito de Coimbra, surgindo em bandos pela manhã junto aos rios Mondego e Ceira

Um investigador da Universidade de Coimbra (UC), Jaime Albino Ramos, disse hoje à agência Lusa que a «invasão» daquelas aves pode dever-se ao maior rigor do Inverno que se verifica nos países de origem.

«O aumento do frio pode ter contribuído para uma maior presença dessas aves em Portugal», admitiu, indicando que o congelamento das grandes superfícies de água doce do Norte obriga-as a procurar alimento nas regiões mais temperadas do continente europeu, ou mesmo no Norte de África.

Ao longo da estrada da Beira (EN-17) e do rio Ceira, afluente do Mondego, nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo, Lousã e Góis, podem agora ser vistos estes pássaros pretos com aparência primitiva, sobrevoando as encostas de xisto, entre eucaliptos, pinheiros e mimosas.

Jaime Albino Ramos salientou que o corvo-marinho ("Phalacrocorax carbo") integra a ordem dos Pelecaniformes e possui membranas interdigitais que lhe permitem mergulhar em busca de peixes, a base da sua alimentação.

Segundo o investigador, trata-se «um bicho um pouco generalista», que nidifica no Norte da Europa e migra para o Sul quando chega o tempo frio.

Uma funcionária de um restaurante da estrada da Beira confirmou o que a agência Lusa verificou na zona, desde a semana passada: o número de corvos marinhos é «muito superior» ao de anos anteriores, quando se encontravam algumas destas aves aquáticas próximo do rio Ceira.

No Inverno, segundo o investigador de Ecologia do Departamento de Zoologia da UC, «é normal encontrar corvos-marinhos» em Portugal «onde há peixe em abundância», designadamente nas grandes barragens do interior e nos estuários dos rios.

«Os não reprodutores - até aos quatro ou cinco anos de idade - ficam geralmente nas zonas temperadas onde passam o Inverno», acrescentou.

Nos últimos anos, têm sido encontrados alguns corvos-marinhos no Parque Verde do Mondego, em Coimbra.

«É uma espécie cuja população tem aumentado na Europa, onde é uma espécie protegida», referiu.

O especialista em aves marinhas lembrou que a multiplicação da espécie tem-se traduzido numa redução das reservas piscícolas, incluindo ataques às explorações de aquacultura dos mares do Norte.

Jaime Albino Ramos aludiu a conflitos com comunidades piscatórias da Holanda e outros países da União Europeia (UE). «Os corvos-marinhos mergulham e perseguem os peixes debaixo de água», sublinhou.

Com uma aparência primitiva de réptil, devido ao longo pescoço, são vistos por alguns povos como aves sinistras e podem ingerir uma quantidade de peixe superior ao peso do seu corpo, mas, diariamente, ingerem pelo menos 400 a 600 gramas de comida.

Em 2008, o Parlamento Europeu defendeu a promoção de um plano de gestão sustentável das populações de corvos-marinhos à escala europeia.

Estima-se que, anualmente, os corvos-marinhos consumam pelo menos 300 mil toneladas de peixe nas águas da UE.
in http://sol.sapo.pt

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ARCIL edita calendário solidário

A Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL) tem procurado promover a sua imagem junto da sociedade, de modo a proporcionar algum conhecimento da sua missão junto do cidadão comum, angariando para isso parcerias no tecido empresarial que proporcionem a divulgação e promoção do seu trabalho.

As relações estabelecidas entre as empresas e entidades reflectem-se na obtenção do produto final, o Calendário ARCIL 2009, numa associação à Fergráfica, que apoiou a execução, assim como à SMP - Santos Moura, Porto (que se associou disponibilizando a argolação do material impresso), aos Estúdios Delfim Ferreira (responsáveis pela cedência da imagem fotográfica) e à Moving Work (interveniente na execução do design gráfico).

O sucesso destas iniciativas permite garantir à ARCIL a melhoria da qualidade dos serviços que prestam diariamente aos seus utentes, proporcionando-lhes uma vivência de qualidade.

Recorde-se que, no passado dia 6, a ARCIL, representada pelo seu rancho folclórico, esteve no Palácio de Belém, cantando os Reis para o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva. Na ocasião foram entregues exemplares do Calendário ARCIL 2009, para além de produtos regionais lousanenses e artefactos da estrutura produtiva ARCILCerâmica.

A rede de parcerias institucionais é bem reflectida em todas as páginas constantes do calendário, nomeadamente CGD, Efapel, CDL, Arborlusitania, Licor Beirão, Meliá Palácio da Lousã, Câmara Municipal da Lousã, Farmácia Fonseca, Laboratórios Arunce, Modelo, Socigene, RDPE (Desenvolvimento de Projectos Empresariais), Alves Bandeira, A Serrana (mediadora de seguros), Grupo Isidoro, Aníbal Antunes Bandeira, Bandeira Construções, Terban Terra, e os apoios institucionais do Instituto Nacional para a Reabilitação, Governo Civil de Coimbra, municípios de Vila Nova de Poiares e de Góis, do Projecto Destino de Turismo Acessível e da Provedoria Municipal para Pessoas com Incapacidade.
in www.campeaoprovincias.com

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O Silêncio dos que não voltaram

Em tempos fizemos uma abordagem ao tema "desertificação", dando pleno relevo à inquietante questão que assenta na ausência "dos que partiram e não voltaram".
Tomando como suporte o princípio de que o serrano volta sempre ao aconchego da sua terra-natal, tentamos agora analisar as várias razões que podem ter contribuído para o longo afastamento, no propósito de encontrar, entre elas, explicações pertinentes que ajudem a encontrar uma nova luz.
Das razões que estão na base do abandono das suas aldeias, em busca de outras paragens, todos nós as conhecemos melhor ou pior, consoante os casos, saltando desde logo o velho argumento de que "foram à cata duma vida melhor", com tudo o que essa ideia envolve de empenho, apego ou, pelo contrário, desamor. Acontece que essa realidade está dita e redita, para não dizer estafada, a qual já entrou num ciclo fechado, tendo em conta as vicissitudes que a conhecida globalização se encarregou de pôr no nosso caminho. É bom ter isto presente.
Alargando este conceito à presente abordagem, na tentativa de percorrermos vertentes menos expostas do problema, gostaríamos agora de colocar questões que, vá-se lá saber porquê, outros preferem ignorar:
-Se a vida laboral hoje é feita de instabilidade e de incertezas frequentes, situação que implica maior disponibilidade num raio de acção mais alargado, por que será que aqueles que já atingiram a sua aposentação não procuram, com mais frequência, as suas raízes ou os pontos de partida, deixando aos mais novos o espaço livre para melhor circulação? Deste modo dariam mais uso às suas casas desabitadas nas aldeias abandonadas e os grandes centros deixariam de ter pessoas que se atropelam umas às outras.
-Por outro lado e por mais incompreensível que possa ser, é deveras preocupante o modo como são recebidas pessoas que tentam regressar às suas aldeias, na esperança de encontrarem um meio humanizado e acolhedor para poderem passar os seus últimos dias em paz e afinal são olhadas de esguelha, de forma hostil, como que sendo estranhas ao meio, em vez de serem bem recebidas.
Seria bom que todos entendêssemos que, para se ter as pessoas de volta à aldeia, torna-se necessário o bom acolhimento, onde elas se sintam bem-vindas para se poderem integrar na comunidade de forma civilizada e igualitária e não excluídas. Com isso ganharão todos: a aldeia e a região. Não basta gritar aos sete ventos que o interior está cada vez mais despovoado, importa, dentro das limitações existentes, saber criar condições sociais para que essa verdadeira calamidade seja, de pouco em pouco, debelada. Hoje, já não é apenas o número de casas fechadas que assusta, é muito mais que isso, é a falta de sociabilidade, de calor humano e duma vida comunitária intensa.
Na falta de gente jovem com capacidade produtiva; na mingua de criação de postos de trabalho remunerados; na ausência de outros eventos sócio-económicos; a solução a breve trecho, pode passar por atrair gente aposentada ainda com capacidade de gerar nas aldeias alguma dinâmica capaz de lhe dar vida social. É triste passar pelas suas ruas e encontrar apenas cães abandonados.
Com pequenas soluções que estão ao alcance de todos, incluindo as colectividades, também se podem criar nichos dinamizadores, capazes de evoluírem para grandes resultados, só é preciso disponibilidade e criatividade nos eventos culturais e outros. A época do rei "Povoador" já lá vai há muito tempo.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 1/01/2009

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mulheres (também) participam na política

Chamar à participação as mulheres socialistas do distrito, promover os valores da tolerância e da igualdade e sobretudo servir o Partido Socialista (PS). São estas as principais vontades de Lurdes Castanheira. A líder do departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Coimbra tomou posse no passado sábado, um acto que contou com a presença da presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, Maria Manuela Augusto. Aliás, e aproveitando a presença da líder nacional, Lurdes Castanheira afirmou estar disponível para trabalhar com o departamento federativo nacional e com a federação.
As mulheres afastam cada vez mais a ideia de que a política é só para os homens. A prova? São cerca de 20 mil as mulheres socialistas. Espalhadas um pouco por todo o país, e unidas em dezanove federações, desdobram-se em intervenções locais, um trabalho que se tornou mais visível desde a campanha de referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Lurdes Castanheira está agora à frente dos "destinos" das mulheres socialistas do distrito de Coimbra. No sábado, e mesmo com muita chuva e frio, foram 32 as que marcaram presença na tomada de posse da presidente e do conselho político.

O perfil
Licenciada em Serviço Social, Maria de Lurdes Castanheira é técnica superior assessora da Câmara Municipal de Góis. A presidente da comissão política concelhia de Góis do PS, em 2004/2206, foi membra efectiva do secretariado do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Coimbra e vereadora da Câmara Municipal de Góis no mandato 2002/2005. Lurdes Castanheira foi avaliadora externa dos cursos de Educação e Formação de Adultos, membra efectiva do conselho consultivo do Centro de Emprego e Formação de Arganil, nomeada pela UGT, docente convidada pela Escola Superior de Educação de Coimbra no ano lectivo de 2001/2002 e presidente da assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia de Góis. Foi também vice-presidente do Centro Social da Freguesia de Alvares e sócia-fundadora e secretária da direcção da ADIBER.
in Diário As Beiras, de 1/12/2008

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Título de Comendador para o Mestre H. Mourato e para o Dr. Henrique







Realizou-se no encantador e místico Castelo de Ourém, mais uma semana importante semana cultural, dedicada as Comemorações dos 90 anos da Beatificação do Beato Nuno de Santa Maria, que contou com seminários, debates e uma lindíssima exposição organizada pelos dois artistas H. Mourato e Henrique Tigo.
Exposição essa em que alguém disse: -“Que é através da pintura que o mundo se iluminava”.
Da pintura sabem os pintores e sempre foi assim desde o início da cor e da forma, da tonalidade e da luz, e ao contemplarmos a arte de H. Mourato e Henrique Tigo encontramos génio humano sua inspiração arte e beleza, contempladas nesta exposição sobre o Santo Contestável a fé humana em Deus e neste Santo/Herói nacional.
Assim, a arte dentro destes artistas é o desejo afiado de professar a sua fé e busca do criador, de todas as coisas.
Esta Exposição foi visitada por todas as idades e culturas confirmando assim o poder majestoso de D. Nuno Alvares Pereira.
Sua S.A.R O Duque de Bragança D. Duarte Pio de Bragança resolveu atribuir ao Mestre H. Mourato e ao Dr. Henrique Tigo, o título de Comendador da Real Ordem de São Miguel de Ala, (é uma Associação de fiéis Católicos, herdeira das tradições e símbolos da antiga Ordem de Cavalaria Portuguesa dedicada a São Miguel e fundada, segundo a tradição, pelo primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, depois da tomada de Santarém aos Mouros, em Festa de São Miguel do Monte Gargano, 8 de Maio de 1147. A Ordem de São Miguel da Ala é hoje uma irmandade que servem os interesses do sucessor do Trono, chefiada pelo S.A.R. Dom Duarte de Bragança).
Comendador é alguém que recebeu uma comenda, isto é um benefício que antigamente era concedido a eclesiásticos e a cavaleiros de ordens militares, mas que actualmente costuma designar apenas uma distinção honorífica, no caso dos nossos conterrâneos Mestre H. Mourato e Dr. Henrique Tigo, foi pelos seus méritos artísticos, assim como pelas e actividades humanitárias que tem realizado ao longo de décadas.
Poucos têm este privilégio de serem distinguidos com esta importante Comenda que no passado dia 6 de Novembro de 2008, foi entregue aos dois ilustres artistas por sua S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança no Castelo de Ourém, numa singela cerimónia.
Os nossos sinceros Parabéns aos senhores Comendadores.
Orlando Fernandes
in A Comarca de Arganil, de 26/11/2008

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Real Atelier Dom Carlos I

(Nasceu mais uma nova Associação Cultural)


Reconhecido como pintor e escultor notável, Dom Carlos de Saxo – Cobwgo Gotha Sabóia e Bragança, mais tarde aclamado, Rei Dom Carlos I (1889 - 1908) conquistou vários prémios internacionais e teve como admiradores, amigos e colegas tais artistas contemporâneos como Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.

Dom Carlos foi também um notável-investigador científico, desportista e automobilista, defensor da história, da arte, da cultura c do progresso. Nascido a 25 de Setembro de 1863, morreu no auge da vida no desprezível atentado de 1 de Fevereiro de 1908 que também vitimou o Príncipe Herdeiro, Duque de Bragança e Conde de Ourém, Dom Luís Filipe.

Por ocasião do 145º aniversário do seu nascimento e no ano centenário da sua morte, quis um grupo de artistas (alguns dos antigos membros da associação Escadote Cultural, presididos pelos Dr. Henrique Tigo) que desde 1995 têm vindo a colaborar com a Fundação Histórico - Cultural Oureana O.C.I.C. na realização de diversas exposições «Amália Rodrigues, Rainha do Fado (1995), Emanuel, Rei da Música Popular Portuguesa (1997), Roberto Leal, Rei da Música Luso - Brasileira (2001), Elvisfcst Portugal (2002), 600 anos do nascimento de Dom Afonso, IV Conde de Ourém, Primogénito da Casa Real Portuguesa (2003), O Elefante do Papa Leão X (2004), Homenagem à Irmã Lúcia (2005), Por Terras do Preste João (2006), 800 Anos da Real Ordem de São Miguel da Ala (2007)», formar o departamento artístico da O.C.I.C. que ficará conhecido como o Real Atelier Dom Carlos I.

Apresentado publicamente a 6 de Novembro de 2008 por ocasião da exposição dedicada a Dom Nuno Alvares Pereira, (I Conde de Ourém - Um Santo para o Nosso Tempo, o Real Atelier Dom Carlos l, ficará sediado no Castelo de Ourém, contando com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa e distinguindo-se na sua dedicação à arte e à cultura e exposições encomendadas pela Fundação Oureana para os Museus Sedes Mundi Reginae ou para a campanhas de beneficência da O.C.I.C,

Os Membros Fundadores do Real Atelier Dom Carlos I:

S.A.R. O Duque De Bragança D. Duarte Pio De Bragança; ; Comendador Carlos Evaristo, Comendador Mestre H. Mourato; Comendador Dr. Henrique Tigo, Fernando Infante Do Carmo; Cavaleiro Carlos Bajouca, Cavaleiro Rui Carruço, Ana Maria Malta, e Andrade.

Foi ainda nomeado como Presidente Honorário do Real Atelier D. Carlos I, o Comendador Mestre H. Mourato.

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