quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Da Aldeia de Valboa

Vêm os habitantes da aldeia de Valboa prestar o seu grande agradecimento ao Sr. presidente da Junta de Freguesia de Góis.
É este publicamente prestado pelo facto do Sr. Presidente ter concretizado um dos nossos grandes ensejos: arranjar as ruas da nossa aldeia, que tanta necessidade apresentavam e que tanto mau caminhar nos causavam.
Assim, vimos prestar os mais sinceros agradecimentos e Expressar os sinceros votos de que tudo de bom lhe suceda, pessoal e profissionalmente.
Que Deus lhe conceda muitos anos de vida, com muita saúde e muita força para continuar a prestar os seus serviços e acautelar o bem público e interesses dos seus habitantes como até agora tem feito.
Assim, deixamos-lhe estas palavras, no agradecimento da atenção dispensada, por ter proporcionado a estes habitantes a possibilidade de uma velhice de melhor qualidade, no usufruto dos seus caminhos e acessos.
Que o nosso S. Martinho lhe proporcione um futuro de felicidade e saúde, vida fora.
Com os nossos mais sinceros cumprimentos,
OS HABITANTES DA ALDEIA DE VALBOA
in Jornal de Arganil, de 24/09/2009

Etiquetas:

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Falar da aldeia de Valboa

Eu já ouvi dizer a alguém que como não vivo actualmente na minha aldeia não posso reclamar aos nossos responsáveis concelhios as necessidades e as dificuldades que a aldeia está a enfrentar, como por exemplo a falta de água, tanto para consumir em casa, como para regar os quintais.
Pois, então, os poucos e idosos habitantes que lá têm os seus haveres e que lá continuam a viver nas suas casas, terão de suportar as necessidades e as dificuldades, sem terem quem os ajude a enfrentar tais dificuldades?
Assim sendo, nem eu, que nasci na aldeia e estou recenseado no concelho de Góis, tendo casas e quintais na minha aldeia, a pagar as minhas contribuições neste meu concelho e a passar as mesmas dificuldades dos que lá vivem actualmente, poderia dizer fosse o que fosse. No entanto, fomos colocados no abandono, tendo que viver com o que temos e nada mais, pois os actuais responsáveis mentiram-nos quando há trinta anos nos tiraram a água que era de regar os quintais, prometendo fazer um tanque para juntar as sobras para podermos regar. Prometeram, também, reparar os caminhos e ruas, mas as respostas a tudo isto tem-se protelado no tempo, atrás de sucessivas mentiras. Acresce que, para além de continuarmos no abandono, sem termos nada, podemos agora dizer que já nem água para beber, nem caminhos para andar. Julgo que pensarão tais responsáveis que assim é que está bem, afinal vivemos numa democracia.
Quanto aos futuros responsáveis, que bem podem ser os mesmos que ainda se encontram a governar o concelho, a terminar o segundo mandato, dizem ser uma alternativa do concelho, no entanto ignoram que, após dois mandatos, não conseguiram sequer resolver os nossos problemas, acautelar as nossas necessidades, superar as nossas dificuldades.
Perguntar-se-á: como querem eles que nós acreditemos no que eles dizem? Se não se incomodam que lhes chamem "vira casacas" ou "feijões frade", concluo que o que unicamente pretendem é ficar em primeiro lugar, esquecendo-se que para recolher é preciso semear. Ora, se eles quando começaram não se preocuparam em semear boa semente e com fartura, como esperam ter agora uma boa colheita?
Os ainda responsáveis no activo do concelho nunca tiveram nada para nos dar, só pensaram em receber, sendo como aquele que diz "se me deres um pouco, eu dou-te um chouriço", chegando mesmo a ousar dizer que "não é com vinagre que se apanham moscas".
Termino com os sinceros cumprimentos, pelos Valboenses.
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 3/09/2009

Etiquetas:

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A aldeia de Val-Boa com dificuldades de água

Eu sempre esperei que os responsáveis do meu Concelho de Góis, ao terminarem os anos que tiveram o destino do Concelho em mãos, terminassem em bem com todos os munícipes, e não em guerrilhas uns com os outros, como está a acontecer, isto não dignifica nada nem ninguém.
No meu entender, os responsáveis do meu Concelho de Góis, são como os pombos correios, quando saíam do pombal pela primeira vez, uns regressam de novo aonde foram criados, outros extraviam-se e juntam-se a outros, se têm a sorte de se juntarem a boas companhias então tudo fica estragado, foi o que aconteceu no Concelho de Góis.
Isto até parece ser mentira, o que está a acontecer com a Aldeia de Val-Boa, há uns trinta anos foi-nos tirado uma nascente, que nós tínhamos para regar os quintais, prometendo-nos que nos faziam um tanque, para aproveitamento das sobras e juntar mais uma nascente, que lá anda a regar silvas e arbustos, e até hoje nunca foram cumpridas as tais promessas.
Agora está a acontecer o que eu já esperava há anos, a Aldeia está sem água, tanto nas casas como para regar os quintais, nós semeamos e plantamos as nossas hortas, para agora vê-las a morrer com falta de água, e com tanta água que lá anda a correr para a mata, tudo isto acontece porque os nossos dirigentes concelhios não nos tem querido dar ouvidos, nem tem querido ver as nossas necessidades, que são tantas, e de várias formas.
Eu agora pergunto, como vão resolver esta grande falha? Colocar autotanques a transportar água para a Aldeia, sim porque as nascentes agora estão fracas deitam pouca água, os reservatórios que estavam cheios desde o Inverno, agora já não voltam a encher, só para o próximo Inverno. Daqui até lá vamos viver com que água? Sendo ela a coisa mais necessária para o nosso dia-a-dia.
Espero agora que os nossos dirigentes municipais deixem de ser pertinentes e escutem os habitantes da Aldeia, e não os deixam passar sede, nem lhes deixem os quintais por regar à falta de água porque a nossa Aldeia tem muita água, a regar terrenos de pinhal e silvas, sem ser aproveitada numa época em que tanto se fala de água, e que tão necessária é para a nossa vida.
Termino com um bem haja.
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 30/07/2009

Etiquetas:

domingo, 5 de julho de 2009

A aldeia de Val-Boa

É uma aldeia que não tem Santos nem Capela, está situada na aba da serra, no concelho de Góis mesmo no limite do concelho de Arganil, está mal situada, por estar mesmo nos limites dos dois concelhos, e nem um nem o outro cuida pelo bem-estar dos habitantes que lá vivem, e que tantas necessidades por lá passam tanto com caminhos por reparar como com falta de água, e tanta água lá anda a regar silvas e arbustos.
É verdade que não há capela na aldeia, mas temos o São Martinho que é nosso padroeiro, que se encontra na capela com o mesmo nome, na Aldeia de São Martinho e na mesma freguesia de Góis.
É por isso que pedimos ao São Martinho que faça um grande milagre à aldeia de Val-Boa, mas tem que ser mesmo um grande milagre, porque a mesma está muito desertificada e necessitada de várias melhorias.
Quando eu lá nasci, a aldeia era rica em habitantes e em tudo o que a terra dava, hoje está muito pobre em tudo, os caminhos por onde nós passávamos, há sessenta anos, estão tapados com matos e silvas, estão intransitáveis e assim continuam, por que não há quem faça algo por ela, e os habitantes que lá vivem são idosos e nada podem fazer, morremos com a esperança que um dia, ainda venha um benfeitor que faça alguma coisa, ou então que esta minha aldeia acaba para sempre, será esse o seu futuro que lhe espera.
Enquanto eu lá vivi não tínhamos água que chegasse para consumirmos em casa, mais tarde tivemos um senhor, que já morreu, que explorou e canalizou água com muita fartura para a aldeia, mas depois disso não mais houve quem se preocupasse com o estado em que se encontra a mina onde a água nasce, nem com o reservatório onde a água é guardada, pois na data presente já nem caminhos há para ir à mina nem para o reservatório que abastece as casas da aldeia, é caso para pensar em que situações nós vivemos no século vinte e um.
Agora como vai ser, temos as fossas das casas para registar, qual vai ser o significado desses registos? É para a Câmara saber onde elas se encontram, para as mandar despejar quando cheias, ou é para nós pagarmos alguma taxa anual?
Fernando Alves Dias
in Diário de Coimbra, de 4/07/2009

Etiquetas:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Aldeia de Vale Boa

Cada vez se encontra mais desertificada e abandonada pelos responsáveis do Concelho. É de lamentar que tenham ficado todos com uma doença rara - cegos, surdos e mudos. Surdos porque não escutam as nossas queixas sobre as necessidades que nos assistem; cegos porque não vêem a nossa situação, vivendo um quotidiano sem as condições mínimas; mudos, porque não respondem aos habitantes da aldeia, nem aos pedidos que lhe são feitos.
Os responsáveis até podiam ficar cegos, surdos e mudos se a resposta fosse obra feita - canalizavam a água que anda a regar as silvas e arbustos e assim teríamos a água que nos tem sido prometida há mais de trinta anos.
Mas os responsáveis deram-nos ao abandono, tanto a nós como à aldeia, quando ficaram cegos, surdos e mudos.
O abandono mais recente foi terem deixado de fazer a recolha do lixo, o que se verifica há 4 fins de semana. Se assim continua, com o calor a chegar não se vai poder chegar junto aos contentores, com o mau cheiro. Nos pagamos uma importância (aqueles que têm contentor de água, porque os que não têm não pagam) para ajudar da recolha do lixo; os que não têm recibo da água não pagam a água nem a recolha de lixo... mas têm água e deitam o lixo no contentor.
Também sabemos que a água era nossa e foi-nos tirada com algumas promessas que, até hoje, não foram cumpridas. A água para a rega para uns é gratuita, outros têm que pagar. Essa não é a lei de Deus que quando dá é para todos e não só para alguns.
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 18/06/2009

Etiquetas:

sexta-feira, 6 de março de 2009

Val Boa - Que São Martinho lhes valha!

Eu nasci numa Aldeia chamada Val Boa, situada num vale na aba da serra na freguesia e concelho de Góis na estrema com a freguesia de Celavisa e concelho de Arganil.
Antigamente, era uma aldeia rica em tudo o que a terra criava, havia fartura de tudo até dava para vender, não se consumia tudo o que a terra nos dava. Hoje pouco nos dá, porque não há quem trabalhe a agricultura.
Está muito pobre a minha Aldeia, pobre em tudo, tem poucos habitantes e de idades avançadas, trabalharam muito e agora já pouco mais podem fazer.
E agora para os poucos habitantes que se lá encontram todos os dias, e os outros que não se deslocam lá, com a mesma frequência que outros. Não é porque não gostem menos da sua Aldeia e das suas casas que lá vão conservando para passar férias no Verão, pagando todo o ano água, luz e os impostos que lhe são atribuídos.
É uma Aldeia muito bonita, muito bem situada, com muito bom sossego para se recuperar energias, era um óptimo local para ali construir uma pousada, é de um sossego absoluto sem poluição.
Só é pena que não se encontre mais estimada com melhores acessos às casas de habitação, o desprezo em que se encontram os caminhos dentro e fora da Aldeia, até faz afastar os amigos dos que lá têm casas e quintais, e que se deslocam lá com a frequência que lhes é possível. A Aldeia não tem capela, mas tem o São Martinho como seu padroeiro que se venera na capela de Aldeia com o mesmo nome.
Oh São Martinho, ajuda-nos a pedir e a mostrar aos nossos autarcas as necessidades que temos na Aldeia. No nosso concelho não há Aldeia tão necessitada de ser submetida a obras, tão urgentes, como a nossa e tudo isto está à vista para quem a visitar. Nem a rua principal, que só passa ao fundo da mesma e segue para outras Aldeias escapa - derivado aos temporais e com as valetas alagadas.
Oh nosso São Martinho, faz lá um milagre à nossa aldeia de que tanto gosto!
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 5/03/2009

Etiquetas:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Associação de Compartes dos Baldios - Aldeias receberam fundos

Foi num ambiente de grande indignação, manifestada pelo presidente do conselho directivo da Associação de Compartes, Carlos Gomes, que decorreu a cerimónia de entrega de fundos às dez aldeias que constituem os baldios e a atribuição de donativos a três instituições do concelho, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, Santa Casa da Misericórdia e Centro Social Rocha Barros.
Em causa, a ausência do presidente da autarquia, José Girão Vitorino, na cerimónia, pelo que além de ler o ofício enviado à Câmara e respectiva resposta, dando conta da impossibilidade de estar presente por compromissos com outro evento, notou o descontentamento pela situação. "Sinto-me indignado e revoltado com a falta de respeito demonstrada pelo presidente da Câmara e para com todos os presentes", começou por dizer, tendo aludido antes ao facto de que a cerimónia da Associação tinha início 30 minutos antes do compromisso do edil, na vila. "Não há desculpas, chega!", protestou, frisando que "os cidadãos do concelho de Góis, pessoas educadas, trabalhadoras e honestas não mereciam ter este flagelo, ter um presidente que nem as regras da boa educação conhece".
Segundo disse Carlos Gomes, a Associação pretendia colaborar com a Câmara, em termos de ajuda às aldeias, mas lamentou o nível "baixo" do autarca por não estar presente, fazer-se representar, ou deslocar-se ao quartel dos Bombeiros, onde decorreu a cerimónia, para fazer um cumprimento.
O dirigente revelou que o problema com a autarquia teve início no mandato do actual presidente da Câmara, devido a um "atrito que nos impede de conseguir mais valia, cortes e mais dinheiros para as comunidades locais", sustentou, afirmando que "estendemos o braço" à autarquia no sentido de abordar várias vertentes da floresta e respectivos proveitos.

Fundos e donativos
Cumprindo a razão da sua existência, conforme foi vincado por Carlos Gomes, que é ajudar na resolução dos problemas mais prementes que enfrentam as comunidades locais, foram entregues ajudas monetárias às três maiores instituições do concelho, que "muito contribuem para a segurança e o bem-estar de todos". Assim, a Associação Humanitária recebeu 500 euros e a Santa Casa da Misericórdia e Centro Social Rocha Barros 350 euros cada.
No que respeita aos fundos, são dez as aldeias que beneficiaram da Associação, com 1500 euros cada, por serem integrantes dos Baldios: Vale de Moreiro- obras na casa de convívio; Vale Godinho- obras na casa da comissão; Vale Maceira- construção de um tanque para prevenção de incêndios; Cortecega- obras na sede da Associação Desportiva e Cultural; Casal Loureiro- muro para alargamento da estrada; Piães- colocação de manilhas ao longo da levada que serve para os regadios e o lavadouro; Vale Bôa- reparação de duas ruas da aldeia e acabamentos do tanque de recolha, armazenamento e reservas de água da aldeia; Liboreiro- melhoramento do acesso à fonte e do espaço onde a mesma se encontra, tornando-a mais seguro para as dezenas de pessoas que ali se deslocam; Outeiro- construção de duas casas de banho nas instalações; e Manjão- obras no salão da casa de convívio.
"As aldeias debatem-se com problemas de toda a ordem", sublinhou Carlos Gomes, justificando a importância de receberem os fundos da Associação de Compartes, revelando ter sido a primeira vez que, de uma forma tão "clara", a acção teve efeito. "Temos de ter capacidade de iniciativa, de colaborar com outras entidades, no sentido de os ajudar a resolver", disse ainda, dando conta que as verbas angariadas provêm de ganhos com a floresta e que os baldios estão "subaproveitados".
in Jornal de Arganil, de 5/02/2009

Etiquetas: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Os habitantes da Aldeia de Val-Bôa

Com a reunião dos compartes, que se realizou no lugar de Vale de Moreiro, no dia vinte e um de Dezembro do passado ano.
Nós vimos uma luz ao fundo do túnel, para que Val-Bôa venha a ter as suas necessidades resolvidas, que tanta falta lhe tem feito.
Mas agora falta que a câmara queira ajudar a resolver as nossas necessidades, visto que o dinheiro que nos foi atribuído por partes iguais, não é suficiente para reparar as ruas da aldeia e para canalizar a água da mina ao tanque que serve para rega e para a ajuda no combate aos incêndios, era bom que não fosse utilizada para esse fim, pois os incêndios não são nada desejados, mas temos de estar preparados para tudo o que possa acontecer.
Esperamos por uma boa vontade e um dever da câmara, para reparar o que há tantos anos esperamos, apesar que tudo isto nos foi prometido há mais de quinze anos, pelo actual Sr. Presidente quando ele ainda era o vereador da câmara, assim como outras melhorias que ainda estão por realizar.
Como nós temos tido conhecimento, que o Sr. Presidente não se volta a candidatar a presidente da câmara, por motivos de saúde e que muito lamentamos.
Nós esperamos que o Sr. Presidente, não queira terminar os seus mandatos, sem cumprir as suas promessas, que nos fez há muitos anos e que ainda não cumpriu.
No nosso entender seria uma boa oportunidade, para cumprir as suas promessas, e para reparar as nossas necessidades, com a pequena ajuda que nos deu a comissão dos compartes, que sendo pequena, é grande para nós, o que muito agradecemos.
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 22/01/2009

Etiquetas:

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Malfadados os que nasceram em Val-Boa

Na sua indesmentível sabedoria, o povo costuma dizer que "Toda a carta tem direito a resposta", ou seja. que por uma questão de princípios ou mesmo de educação, é louvável que se dê uma satisfação quando nos é proposto uma qualquer sugestão ou nos é feito um pedido, ainda que seja de uma simples esmola, mesmo que tenha de ser um "não".
Já por várias vezes aqui temos levantado algumas questões que, a nosso ver, traziam muitos benefícios para uma grande parte da população desta aldeia, sem grandes custos acrescidos, se tais questões tivessem a simpatia dos responsáveis da Freguesia e Concelho, ou fossem da autoria de outra pessoa, que não a de um simples munícipe que apenas tem o dever de pagar impostos.
Refiro-me como de outras vezes atrás, às necessidades públicas, já prometidas há muitos anos e que tanto beneficiavam a população da Aldeia.
Podem os responsáveis da Freguesia e Concelho ter a certeza de que prestariam um óptimo serviço à boa gente do lugar referido, pois a não darem ouvidos a estas tão badaladas necessidades, que tem sido solicitadas neste Jornal, dará a impressão de querer enterrar a cabeça na areia para não ver o que se passa a sua volta, como faz a avestruz.
Disponham-se os responsáveis a fazerem uma viagem por esta aldeia, para verem as necessidades que lá existem pois se o fizerem, verifiquem bem a razão que os assiste tantas vezes referidas e, mais, constatarão do desconforto dos malfadados habitantes.
Em anos passados havia um serviço chamado o "serviço braçal", que dava para reparar os caminhos para os pinhais e para as terras de amanho, que foi feito desse serviço, que era tão útil? Do nosso lado, oxalá que tenhamos paciência, fé e esperança; do lado de lá, esperemos que haja caridade.
Coimbra, 11 de Novembro de 2008
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 20/11/2008

Etiquetas:

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Valboa - Pavimentos em mau estado

Dado o mau estado em que continuam algumas ruas em Valboa, e para relembrar, mais uma vez, o meu pedido à Câmara Municipal de Góis, no sentido de pedir auxílio na resolução do problema, publico uma das cartas enviadas à Câmara Municipal de Góis, em 16 de Abril de 2008, apelando de novo ao Sr. Presidente que se digne mandar proceder a alguns melhoramentos nas ruas que se encontram intransitáveis, na povoação de Valboa.
Carta enviada:

Ex mo. Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Góis
Os habitantes da aldeia de Valboa e os que nela nasceram, bem como os que dela se tiveram que ausentar, vêm solicitar, uma vez mais, a V. Exa. a reparação dos pavimentos das ruas da nossa aldeia, solicitação já anteriormente feita junto dos vossos serviços (na altura em que o Sr. Presidente ainda era Vereador da mesma) e que até ao momento ainda não se realizou.
Mais recordamos que, há cerca de três anos foi solicitada a reparação de uma rotura na canalização de água que prontamente foi reparada, contudo, para se proceder à reparação da mesma foi necessário levantar três manilhas em cimento que ainda hoje se encontram por colocar no respectivo lugar.
Assim sendo, parece-nos estar justificado o cada vez maior abandono que sentimos por parte das autoridades competentes para a conservação do património que representa a nossa aldeia, justificando, também, a perda de interesses que os antes habitantes revelam em cada nova visita.
Aguardamos deferimento,
Com os melhores cumprimentos,
Fernando Alves Dias, em representação dos habitantes da aldeia de Valboa
in O Varzeense, de 30/09/2008

Etiquetas:

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vale Boa é uma aldeia

Da freguesia e concelho de Góis, com gente muito acolhedora e paciente não é grande no tamanho, mas é grande no historial antigo, onde eu nasci Há setenta anos atrás, me criei e vivi até aos 28 anos, com muita educação e respeito apesar de ser filho do casal mais pobre da aldeia. Era assim que se vivia entre todos os habitantes da aldeia, como se fossem uma família. Ainda hoje é primo Zé, a prima Alice e o primo Fernando que nós nos tratamos e procuramos ajudar uns aos outros sempre que possível.
Agora, porém, tem vindo a acontecer uma maneira diferente de sermos tratados, por uns senhores que não são da nossa aldeia, mas que adquiriram uma grande parte das terras de matas, que eram de alguns habitantes até já falecidos. São um pouco mais novos que nós, mas como ficaram ricos estão diferentes, já não respeitam os mais idosos, nem os hábitos da aldeia. No pensar deles a aldeia é uma coisa a acabar, os habitantes dela são um estrubilho que ali existe.
Para isso também tem influência a desertificação e o abandono em que a aldeia se encontra, não tem sequer caminhos reparados, estes são de terra irregular, cheios de curvas, fetos e silvas, onde nem os novos podem caminhar quanto mais os idosos de bengala na mão para o resto da vida dura do campo.
O estado de abandono em que a aldeia se encontra é de tal forma que a pouca construção que lá se faz até dá para construir um barracão, de forma que se vedou um caminho público e tudo isto foi autorizado, não sei por quem, mas está feito há mais de três anos.
É uma aldeia em que se faz tudo, e que vale tudo, em que não há respeito por nada, nem por ninguém. Valha-nos o S. Martinho que é o santo da nossa aldeia.
F. Alves
in Jornal de Arganil, de 24/07/2008

Etiquetas:

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Valboa (Góis): Água imprópria para consumo?

Os habitantes desta aldeia agradeciamos ser informados por alguém com responsabilidades ou pelo delegado de saúde se a água que estamos a consumir é de boa qualidade como era antes, ou imprópria, como se lê num Edital que foi colocado no Posto Médico de Góis, lido por várias pessoas que por lá passaram. Não sabemos se se continua afixado esse alerta e se continua é muito grave, porque entende-se que o caso ainda não foi resolvido.
Se é verdade que a água de Valboa está imprópria para consumo, deviam ter colocado um edital na aldeia para dar conhecimento aos seus moradores, e também àqueles que aqui vêm buscá-la, em vasilhas, de aldeias vizinhas e outros até as levam para Coimbra ou Lisboa.
A água em Valboa, há anos atrás até foi recomendada por alguns médicos que, em serviço em Góis, aconselhavam-na para alguns doentes.
Se a água está imprópria para consumo, o que foi feito para resolver a situação? Não temos conhecimento que algo se tenha feito, pois continua na mesma.
E deixamos esta pergunta: -Há quantos anos não é vista a mina onde nasce a água? Respondemos: -Desde que foi feita, há mais de trinta anos.
Assim, como nós podemos ser saudáveis?
A. Dias
in Jornal de Arganil, de 5/07/2007

Etiquetas:

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Os pacientes habitantes da aldeia de Valboa (Góis)

Há trinta anos que os moradores de Valboa, da freguesia de Góis, esperam por um tanque para juntar as águas que sobram do abastecimento da aldeia, tanque que lhes foi prometido quando foi tirada a nascente que abastecia a represa da rega dos quintais.
Sempre que se fala no assunto com alguém da Câmara, ou pelos presidentes que por lá passaram, todos confirmavam que a promessa ia ser cumprida, inclusive o presidente actual, mesmo quando era vereador.
De facto, no início de 2005 foi feito um tanque que dizem ser por causa dos incêndios, mas que não podemos regar desse tanque que, embora esteja feito, ainda não recebeu qualquer água. É que a água, para encher o tanque tem de ser canalizada numa distância de uns mil metros, andando entretanto essa água a regar mato e silvas, sem utilidade.
Neste contexto, perguntamos: -Então quando é que temos o tanque para regar os nossos quantais, como antigamente? É que ao contrário de outras aldeias, nós temos muita água.
Aproveitamos também para lembrar que o arranjo das ruas da aldeia não passa de promessas. Ainda se vêem três ou quatro manilhas que foram arrancadas para reparar um tubo de água que passava por debaixo das mesmas e já se passaram ins três anos, e tudo continua na mesma.
Tudo isto não tem explicação, quando uma aldeia cada vez mais está desertificada, e assim, com estas pequenas lacunas, não dá gosto nela viver,
A. Dias
in Jornal de Arganil, de 31/05/2007

Etiquetas: