sexta-feira, 4 de setembro de 2009

GÓIS – Centro de saúde: Ministra da Saúde visitou área de atendimento para a gripe A

Em Góis, Ana Jorge aproveitou para conhecer as instalações da Santa Casa da Misericórdia, insuficientes para as necessidades.

A ministra da Saúde, acompanhada pelo presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), João Pedro Pimentel, visitou ontem uma área no Centro de Saúde de Góis dedicada ao atendimento de pessoas com sintomas de gripe A.
Na ocasião, Ana Jorge, que foi acompanhada também pelo director do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1, António Sequeira, e pelo delegado de saúde de Góis, Cruz Miraldo, visitou ainda as instalações da Santa Casa da Misericórdia de Góis, que não conseguem responder às necessidades da população em virtude da exiguidade do espaço existente.
Referindo que pretendeu “ver em que condições é que se estão a separar os doentes com gripe A”, a ministra da Saúde disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que o Centro de Saúde de Góis apresenta as condições necessárias para que “os doentes que vierem com sintomas de gripe sejam atendidos separadamente”. Tendo tomado conhecimento de que é preciso melhorar as condições das instalações da Santa Casa da Misericórdia de Góis, onde os utentes estão internados, Ana Jorge explicou que as intervenções devem ser feitas “à luz das necessidades das pessoas do concelho”.
Segundo a responsável pela saúde, “a parte de internamento poderá ser beneficiada”, sugerindo que seja encontrada uma solução para requalificar o espaço e posteriormente a Santa Casa da Misericórdia, efectuando uma candidatura aos financiamentos estatais. “Mas para isso é preciso saber o que se pode fazer, em que condições, e o que é necessário para a população”, alertou, esclarecendo que isso cabe à Administração Regional de Saúde do Centro, Agrupamento dos Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1, Santa Casa da Misericórdia de Góis e autarquia local.
Quanto ao possível encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) de Góis, Ana Jorge afirmou que este serviço não deixa de funcionar “enquanto não se encontrarem alternativas”.
“Há Serviços de Urgência Básicos a funcionar e temos de garantir é que todas as pessoas tenham acesso aos centros de saúde a qualquer altura”, realçou, considerando que a existência de apenas três médicos, ao serviço 24 horas por dia, em Góis, não é suficiente para assegurar o funcionamento do SAP, sendo necessário “encontrar soluções concentrando alguns recursos”.

Câmara cede terreno
para novo centro de saúde

Em representação da Câmara de Góis, Diamantino Garcia assegurou que a autarquia está disponível para abdicar do espaço existente entre a GNR e o pavilhão para a construção de um novo centro de saúde. “O primeiro projecto para este espaço era uma piscina, parece que é mais urgente o centro de saúde”, defendeu, acrescentando que naquele local ficava “muito bem situado”, já que está junto das escolas, dos bombeiros, das instalações da Santa Casa da Misericórdia, e no centro da vila. “A câmara tem investido algum dinheiro mas é um remedeio”, continuou o vice-presidente da autarquia goiense, referindo-se às actuais infra-estruturas.
Em relação ao SAP que está a funcionar no centro de saúde, Diamantino Garcia destacou que “não funciona nas melhores condições”, mantendo-se devido “às boas vontades dos médicos e enfermeiros”. Satisfeito com a visita da ministra da Saúde a Góis, o vice-presidente da câmara revelou ainda que gostava de receber “o secretário de Estado Paulo Campos, para colocar a primeira pedra na estrada n.º 342”.
in Diário As Beiras, de 4/09/2009

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Região Centro será a mais afectada com encerramento de SAP

Aguiar da Beira - Almeida - Celorico da Beira - Figueira de Castelo Rodrigo - Fornos de Algodres - Gouveia - Manteigas - Meda - Pinhel - Sabugal - Trancoso...

A região Centro vai ser a mais afectada pelo encerramento de Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos Centros de Saúde, segundo uma lista do Ministério da Saúde, que identifica 56 serviços a fechar.

De acordo com a lista, elaborada pelo ministério em Agosto do ano passado, o Centro do país perde 36 SAP, a região Norte deixa de contar com 10, em Lisboa e Vale do Tejo encerram seis e quatro fecham portas no Alentejo e Algarve.

Dos 56 serviços identificados no relatório, 13 já encerraram, dos quais sete na região Centro, três na região de Lisboa e outros tantos no sul.

O encerramento dos SAP integra-se na polémica reestruturação dos serviços de urgências, que tem motivado protestos um pouco por todo o país.


Lista dos 56 SAP a encerrar:

Região Norte: - Caminha - Monção - Paredes de Coura - Murça - Alfândega da Fé - Carrazeda de Ansiães - Vila Flor - Vimioso - Freixo de Espada-à-Cinta - Vieira do Minho.

Região Centro: - Castelo de Paiva - Mealhada - Oliveira do Bairro - Sever do Vouga - Vale de Cambra - Oleiros - Condeixa-a-Nova (já encerrado) - Góis - Lousã (já encerrado) - Miranda do Corvo (já encerrado) - Montemor-o-Velho - Oliveira do Hospital - Penacova (já encerrado) - Penela - Soure (já encerrado) - Tábua - Vila Nova de Poiares (já encerrado) - Norton de Matos - Coimbra (já encerrado) - Aguiar da Beira - Almeida - Celorico da Beira - Figueira de Castelo Rodrigo - Fornos de Algodres - Gouveia - Manteigas - Meda - Pinhel - Sabugal - Trancoso - Nazaré - Marinha Grande - Armamar - Castro Daire - Resende - Santa Comba Dão - Vouzela

Região de Lisboa e Vale do Tejo: - Ourém (já encerrado) - Azambuja (já encerrado) - Cadaval - Lourinhã (já encerrado) - Sesimbra - Grândola

Região Alentejo: - Beja (já encerrado) - Montemor-o-Novo

Região do Algarve: - Silves (já encerrado) - Lagos (já encerrado).
in Rádio Fronteira, edição online

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terça-feira, 1 de maio de 2007

A doença dos números

Se há doença mais problemática para uma população mesmo com tendência para se tornar em epidemia de proporções alarmantes é a “doença dos números” ou “sindrome da estatistica”.

Clinicamente inventada, mas socialmente importante trata-se de doença originada nos gabinetes dos politicos em particular dos que gerem a saúde dos portugueses. De carácter altamente contagiante tem tendência a alastrar por economistas, gestores da área da saúde, lideres de opinião e comentadores politico-sociais.

Como sintomas encontramos um carácter puramente economicista sobre a saúde dos portugueses, com dificuldades de visão sobre outros sistemas com provas dadas e um escárnio permanente sobre quem está doente.

Estamos neste momento a viver uma fase de epidemia, em que, o cidadão doente é visto como o terror do sistema de saúde, o mal de todos os problemas, esbanjador dos dinheiros públicos, ou seja, um cidadão de segunda.

Nos países desenvolvidos (que não Portugal com esta politica de saúde) o cidadão doente é visto como o centro do sistema. O cidadão doente é um doente com direitos e necessidades inerentes ao estado da sua doença. Mas, isso é na Europa civilizada.

Em Portugal o cidadão doente é logo apelidado de Utente sendo-lhe de imediato retirados todos os direitos mesmo os mais elementares e constitucionais como o direito aos seu nome, apelidos familiares e mesmo titulos académicos ou honorificos, passando o cidadão Manuel da Silva a ser o utente MS do serviço II cama 14. Não se questiona o estado da sua doença, mas, isso sim pergunta-se logo pelo seu estado de saúde, como se o cidadão doente fosse a praga do sistema, ou seja, lá vem mais um gastador.

É com este espirito que se fecham as Maternidades. Quem é que manda ao cidadão querer nascer onde não existe Maternidade, tem que ir nascer onde o politico quer.

É com este espirito que se fecham urgências hospitalares. Quem é que manda ao cidadão ter uma doença súbita nos confins do interior, quando as urgências que os politicos querem estão no litoral.

É com este espirito que se fecham SAP’s (Serviços de Atendimento Permanente) que cometeram a imprudência de não terem mais de 10 consultas (utentes doentes) por noite. Quem é que manda ao cidadão querer ter um médico quando mais precisa dele.
Como solução rápida para inverter rápidamente os números, cidadãos deste país, vamos a correr ás urgências e aos SAP. Rápido, vamos inverter rápidamente as estatisticas antes que as estatisticas nos fechem as portas da saúde, impedindo assim os politicos de se valerem dos números como razão que os assiste.

Iremos, a par do terceiro mundo, assistir a mais nascimentos em ambulâncias e com a tradicional imaginação portuguesa ainda vamos ter nomes originais nas nossas crianças: Maria Km 23 da A14 da Silva, Sandra Bombeiros Ferreira ou mesmo António Ambulância Nascido Antunes.

Não nos enganem. Quando lemos noticias de projectos de Maternidades e Clinicas Privadas nas regiões onde as estatais encerraram, sabemos de antemão que esta politica serve os Privados a quem teremos de pagar a saúde em detrimento de já a termos pago em impostos ao Estado que agora se demite das suas responsabilidades.

Como exemplo posso referir o eventual futuro encerramento de vários Atendimentos Permanentes na região Centro de onde destaco da nossa região os seguintes: Góis, Oliveira do Hospital, Lousã, Miranda do Corvo, e Poiares. Este já famoso, Estudo de Peritos de Saúde sobre as urgências, pretende, na minha opinião, concentrar as urgências desta região em Arganil, saturando estas e baixando substâncialmente a sua qualidade e tempo de atendimento.

Preocupante é o facto dos governantes dizerem que estas populações estão a cerca de 30 minutos do SAP mais próximo. Preocupante porque populações envelhecidas com dificuldades várias de darem um passo, querem que estas se desloquem vários quilómetros. Como ? pergunta-se. E mais. Normalmente estas contas fazem-se a partir da sede do Concelho. E quem vive na serra nos limítrofes do Concelho, com mais outros 30 minutos para chegar, também não têm direito à saúde ?

Será que estes cidadãos agora considerados gastadores dos dinheiros públicos não tiveram já uma vida activa de trabalho e de descontos para a Segurança Social ? Ou temos que dizer aos nossos jovens que os seus impostos estão a contribuir para a sua futura Insegurança Social ?

O que mais dói é também o facto dos nossos autarcas pouco ou nada fazerem para defenderem os escassos recursos de saúde que têm e com esta subserviência governativa ou de côr partidária colocarem em causa a qualidade de vida das suas populações.

Podemos ler todos os Jornais da nossa região, mas em nenhum deles encontramos qualquer referência ou informação sobre eventais reuniões no Ministério da Saúde sobre este tema ou mesmo pedidos de audiência dos Presidentes da Câmara desta região. Com calma e serenidade aguardemos pois o encerramento deste governo.

Sejam muito felizes, com saúde.
in Jornal de Arganil

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quinta-feira, 29 de março de 2007

Será que ninguém quer engolir um SAP(o)?

“Isto mete-nos medo!”. Foi desta forma que o presidente da Câmara de Góis, Girão Vitorino (PS), se referiu esta semana – em declarações que me prestou para um artigo – quanto ao encerramento no período nocturno do SAP local. Este é um retracto claro do sentimento das populações esquecidas do Portugal profundo. Medo é o sentimento que as pessoas, os cidadãos, sentem nesta altura, com o Estado que foi criado para as proteger a deixar de querer cumprir a sua missão. A teimosia do ministro Correia de Campos, com o aval do primeiro-ministro, em ir por diante com esta reforma – que eu diria “compulsiva” – do Serviço Nacional de Saúde, vai deixar com muito mais medo as populações esquecidas do interior. Nem que seja por uma questão psicológica, era preferível manter os SAP abertos durante o período nocturno. As populações sentir-se-iam mais seguras e confortáveis. Sejamos claros: não são estes serviços os que mais aniquilam as contas públicas. Veja-se, por exemplo, o caso da RTP que apresentou um prejuízo de 25 milhões de euros o ano passado. A quantos médicos e enfermeiros não daria para pagar esta verba astronómica? O “Dança Comigo” ou as “Paixões Proibidas” é que salvam vidas!?
O argumento principal do ministro para fechar as portas dos SAP – para já no período nocturno – passa pelo facto de um médico que esteja de serviço durante a noite, no dia seguinte não poder atender cerca de 20 doentes. Ou seja, a saúde é cada vez mais vista como uma espécie de linha de montagem onde interessa é produzir em grande quantidade para rentabilizar os custos. O ministro quer lá saber se a ti Maria residente no Colmeal, na Serra do Açor, tem ou não transporte para ir a Coimbra com uma crise de pedras na vesícula, quando podia ter na sede do seu concelho um médico que a tratasse. Quer lá saber se a pobre velha tem ou não dinheiro para pagar a um taxi que a transporte. Ou quer lá saber se os filhos da idosa estão emigrados e ela está só e abandonada no meio da montanha. Isso não importa para nada!
O sentimento de humanismo é algo que não pode ser esquecido nos cuidados de saúde. A verdade é que a saúde é o bem mais precioso que todos temos. Uma conquista do 25 Abril que permitiu uma evidente melhoria dos serviços prestados a toda a população. Serviços de proximidade. A não ser que se queira voltar aos médicos de antigamente que com muito boa vontade iam sulcando montes e vales, a pé ou a cavalo, tratar das feridas físicas e da alma dos pobres coitados que viviam isolados do mundo, mas que demoravam uma noite ou um dia a chegar ao pé dos doentes. Pelos vistos é esse o cenário que nos espera. Àqueles que optaram por ficar “desterrados” no Portugal profundo. Atrás dos encerramentos irão os médicos e os enfermeiros. Não tenhamos ilusões! Será esse o cenário se se persistir neste terrível erro de fechar os SAP nocturnos – para já – sem que sejam criadas efectivas condições alternativas em que as populações não tenham que ter medo por se sentiram abandonadas pelo Estado, para o qual contribuem com sangue, suor e lágrimas ao longo de toda a vida.
Talvez fosse melhor para o ministro engolir um “SAP(o)” enquanto é tempo...
Paulo Leitão
in Diário As Beiras, de 29/03/2007

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quarta-feira, 28 de março de 2007

ARS Centro garante que SAP só fecham com "condições alternativas"

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro afirmou ontem que na região os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) “não serão encerrados sem existirem condições alternativas” para o atendimento dos doentes. Condições que, de acordo com Fernando Regateiro, passam pela alteração do horário de funcionamento dos centros de saúde, que ficarão abertos até mais tarde, de modo a atender as situações agudas, nomeadamente através da criação de Unidades de Saúde Familiar, e pela reorganização da rede de urgências e de transportes.
Dentro desses pressupostos, Fernando Regateiro admite que serão efectuadas alterações no funcionamento dos centros de saúde – alargamento do horário até à noite e encerramento do SAP – nas unidades situadas a menos de meia hora de caminho de uma urgência médico-cirúrgica, desde que estejam reunidas as condições para o transporte de doentes nas situações urgentes e emergentes.
Nos casos em que a urgência médico-cirúrgica fica a mais de meia hora de distância “será necessário assegurar que existe um conjunto de respostas antes de se avançar para as alterações de funcionamento dos centros de saúde”, como por exemplo o transporte e a reorganização das urgências, acentuou o presidente da ARS Centro, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.

Lista desactualizada
Fernando Regateiro reagia à divulgação, pela TVI, de uma lista do Ministério da Saúde sobre os SAP que serão encerrados, mas datada de 2006. “Essa lista está desactualizada, não tem valor nenhum e aponta como serviços a encerrar alguns que já não estão em funcionamento”, reiterou o médico.
“Levamos as coisas muito a sério”, sublinhou ainda Fernando Regateiro, afirmando que antes de qualquer alteração a efectuar no funcionamento dos centros de saúde haverá “diálogo prévio com os autarcas, para identificação das necessidades”. Como aconteceu recentemente na Guarda, exemplifica o responsável, onde, “quando se analisavam as condições que existiam se verificou que havia dificuldades em ter tripulação para uma ambulância no Sabugal, pelo que se decidiu adiar as alterações até estarem reunidas as condições”.
Fernando Regateiro frisa ainda que “hoje muitos dos SAP instalados em localidades distantes já não funcionam durante a noite, porque não existem recursos humanos suficientes”, como acontece por exemplo nos casos de Sernancelhe, Moimenta da Beira e Penedono. “A manter-se a actual situação, com o funcionamento dos SAP, que não são uma verdadeira urgência, os cuidados de saúde vão progressivamente degradar-se”, afirmou, defendendo que, em alternativa, “é preciso melhorar a qualidade e equidade da assistência dentro dos centros de saúde”.
Na região Centro encerraram os SAP do Centro de Saúde Norton de Matos (Coimbra), Penacova, Condeixa-a-Nova, Vila Nova de Poiares, Soure, Montemor-o-Velho, Penela, Lousã, Miranda do Corvo, Mealhada, Aveiro, Vagos, Santa Maria da Feira, Albergaria-a-Velha, do Centro de Saúde Gorjão Henriques (Leiria), da Extensão de Saúde Sangalhos do Centro de Saúde de Anadia e dos centros de saúde da Guarda e de Viseu 3.
in Diário As Beiras, de 28/03/2007

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terça-feira, 27 de março de 2007

Autarcas surpreendidos com fecho dos SAP

Os presidentes das Câmaras da zona da Beira Serra esperam que a notícia avançada pela TVI que dava conta do encerramento dos SAP não seja verdadeira.
"Fiquei surpreendido com a notícia", disse, ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da Câmara de Góis, afirmando esperar que esta "não seja verdade", até porque "não nos foi comunicado nada oficialmente".
Mas caso se confirme o encerramento das urgências, Girão Vitorino (PS) deixa claro: "não se pode dizer que se encerra sem nenhumas contrapartidas". Para o autarca as populações "são seres humanos e têm que ser tratados como tal". "Esperamos que haja da parte do governo uma atenção especial para estes concelhos que estão tão afastados das grandes cidades", frisou.
Lembra que a população do concelho "é muito envelhecida, com freguesias muito distantes dac sede de concelho e isto mete-nos medo".
O autarca socialista revelou que o ano passaso teve uma reunião com a ARS Centro "onde nos foi prometido que caso o SAP fechasse, entre as 22H00 e as 8H00, seria instalada uma equipa do INEM com uma ambulância de transporte rápido para Coimbra".
NO seu entender "não será com guerras que se fazem acordos, mas num clima de entendimento e de bom senso".
Já o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, outro dos concelhos apontado na lista para encerramento do SAP, não quis fazer grandes comentário. Mário Alves (PSD) não se mostrou muito convencido da autenticidade da notícia, até porque oficialmente também nada lhe foi comunicado.
Recorde-se que chegou a ser organizada, por uma comissão de utentes, uma vigília e um buzinão contra esta possibilidade no passado mês de Novembro junto ao centro de saúde oliveirense.
O autarca não participou nas iniciativas, mas reuniu posteriormente com o presidente da ARS Centro, Fernando Regateiro, no governo civil de Coimbra, tendo-lhe sido dada da garantia de que o SAP no Centro de Saúde de Oliveira do Hospitall só encerraria depois de serem encontradas alternativas. "Acredito na palavra das pessoas e como tal não estou preocupado", referiu, ontem ao DIÁRIO AS BEIRAS, Mário Alves.
A opção que mais agradaria aos autarcas oliveirenses e à população passaria pela instalação das urgências durante o período nocturno no hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz, situado na cidade. Um cenário que estará a ser estudado, visto que a opção pela utilização do Hospital de Seia ou da nova Unidade Básica de Saúde a ser criada no Centro de Saúde de Arganil não são bem vistas no concelho oliveirense.
O DIÁRIO AS BEIRAS tentou também ontem obter um comentário do presidente da câmara de Tábua, Ivo Portela, uma vez que o SAP daquele concelho do alto distrito de Coimbra surge também na "lista negra", mas não foi possível chegar à fala com o autarca do PS.
Paulo Leitão
in Diário As Beiras, de 27/03/2007

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domingo, 25 de março de 2007

Ministério da Saúde vai encerrar mais 43 SAP no país

O Ministério da Saúde vai encerrar mais 43 Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos Centros de Saúde, além dos 13 que deixaram já de funcionar, segundo uma lista da tutela divulgada hoje pela TVI.

De acordo com a lista, elaborada pelo ministério em Agosto do ano passado, o Centro do país vai ser a região mais afectada, perdendo 36 SAP. A região Norte deixa de contar com dez, em Lisboa e Vale do Tejo encerram seis e quatro fecham portas no Alentejo e Algarve.

Dos 56 serviços identificados no relatório, 13 já encerraram, dos quais sete na região Centro, três na região de Lisboa e outros tantos no sul.

O encerramento dos SAP integra-se na polémica reestruturação dos serviços de urgências, que tem motivado protestos um pouco por todo o país.

Ontem, o PSD exigiu a presença do ministro da Saúde, Correia de Campos, na Assembleia da República e ameaçou a abertura de um inquérito parlamentar, a propósito desta matéria.



Lista dos 56 SAP a encerrar:

Região Norte:
Caminha
Monção
Paredes de Coura
Murça - Alfândega da Fé
Carrazeda de Ansiães
Vila Flor
Vimioso
Freixo de Espada-à-Cinta
Vieira do Minho

Região Centro:
Castelo de Paiva
Mealhada
Oliveira do Bairro
Sever do Vouga
Vale de Cambra
Oleiros
Condeixa-a-Nova (já encerrado)
Góis
Lousã (já encerrado)
Miranda do Corvo (já encerrado)
Montemor-o-Velho
Oliveira do Hospital
Penacova (já encerrado)
Penela
Soure (já encerrado)
Tábua
Vila Nova de Poiares (já encerrado)
Norton de Matos
Coimbra (já encerrado)
Aguiar da Beira
Almeida
Celorico da Beira
Figueira de Castelo Rodrigo
Fornos de Algodres
Gouveia
Manteigas
Meda
Pinhel
Sabugal
Trancoso
Nazaré
Marinha Grande
Armamar
Castro Daire
Resende
Santa Comba Dão
Vouzela

Região de Lisboa e Vale do Tejo:
Ourém (já encerrado)
Azambuja (já encerrado)
Cadaval
Lourinhã (já encerrado)
Sesimbra
Grândola

Região Alentejo:
Beja (já encerrado)
Montemor-o-Novo

Região do Algarve:
Silves (já encerrado)
Lagos (já encerrado)
in Publico.PT

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