sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Karaoke
30 de Outubro
Chã de Alvares - café Miguelia

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sábado, 3 de outubro de 2009

4.º almoço convívio da Carrasqueira

À semelhança de anos anteriores, irá realizar-se no dia 17 de Outubro de 2009, pelas 13 horas, o 4.º Almoço de Convívio da Carrasqueira, que terá lugar na antiga Escola Primária de Chã de Alvares. O almoço será antecedido de uma missa, pelas 11 horas, em local a designar.
Todos os Carrasqueirenses e Amigos interessados deverão inscrever-se até ao dia 5 de Outubro de 2009, inclusive, através dos seguintes contactos: Paula Almeida, 96 292 79 23; 21 714 08 90 ou através do endereço electrónico - pclalmeida@gmail.com; Hugo Ladeira, 96 426 73 30; 21 495 59 69 ou através do endereço electrónico - hugoladeira4@sapo.pt; Raquel Barata, 96 861 45 39; 21 888 43 80 ou através do endereço electrónico - raquelbarata@hotmail.com.
in Jornal de Arganil, de 1/10/2009

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Liga de Melhoramentos de Chã de Alvares - Convocatória

Encontra-se convocada a Assembleia-Geral Extraordinária para reunir em sessão ordinária, às 14.30 horas, do dia 18 de Agosto de 2009, na Sede da Liga de Melhoramentos em Chã de Alvares, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Eleição da Direcção
2. Assuntos diversos

Se à hora marcada não se verificar a presença da maioria dos Associados, a Assembleia-Geral funcionará meia hora depois, no mesmo local, com a mesma Ordem de Trabalhos e com qualquer número de Associados presente.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Igreja Matriz de Alvares e capela de Chã de Alvares assaltadas

A Igreja Matriz de Alvares e a capela de Santa Margarida, em Chã de Alvares, concelho de Góis, foram alvo de um assalto na madrugada da passada quinta-feira, sendo os estragos mais visíveis ao nível material, já que os larápios terão forçado uma das entradas com a ajuda de um pé de cabra. Da Igreja Matriz de Alvares levaram também algumas esmolas e, embora não seja possível estimar o valor das mesmas, segundo os responsáveis pela Fábrica da Igreja não terá sido uma quantia avultada, em virtude da zeladora deste espaço, Lúcia Dias, ter feito a recolha das esmolas no final do mês.
De acordo com Telmo Fonseca já não é a primeira vez que a Igreja foi vandalizada, embora esta situação tenha acontecido apenas quando a Igreja estava aberta ao público. “Na altura, a Igreja estava aberta e um dia veio aqui alguém e levou os microfones e umas coisas, mas não de grande valor”, contou ao RCA NOTICIAS, explicando que após este assalto decidiram manter a Igreja fechada e apenas abri-la quando necessário.
Entretanto, “na quinta-feira, dia 9 de Julho, às 9 horas, fui interceptado pela zeladora que estava muito assustada porque encontrou uma das portas laterais rebentada”, revelou o secretário da Fábrica da Igreja, esclarecendo que “dá a ideia que tinham um pé de cabra”. Na ocasião, temeu-se que os assaltantes tivessem furtado algumas das imagens que se encontram no Museu, dentro da Igreja, mas apenas “rebentaram uma caixa das velas onde põem o dinheiro para acender as velas e aparentemente não mexeram em mais nada”, sustentou, referindo que a GNR e a Polícia Judiciária estiveram no local a tomar conta da ocorrência e “levaram algumas coisas partidas e moedas que os assaltantes deixaram”.
Realçando que no sábado anterior Lúcia Dias tinha “tirado os valores” da Igreja, Telmo Fonseca reforçou que “não deviam ter levado muito valor”. Contudo, os assaltantes “ao entrarem forçaram a porta”, tendo destruído também algum material, e sendo necessário colocar uma tranca e uma fechadura nova. O assalto ocorreu durante a noite, no entanto, nenhum popular terá dado conta do sucedido.
“Na quinta-feira, uma hora depois, a GNR estava em Chã de Alvares, na capela de Santa Margarida, a porta estava rebentada, também mexeram tudo mas não levaram nada”, acrescentou o elemento da Fábrica da Igreja de Alvares, advogando que os autores deste roubo serão “pessoas que só precisam de uns trocos”. “Não é ladrão profissional que vem à procura de grandes valores”, considerou, justificando que “caso contrário, levava imagens e tinha forçado a porta do Museu”.
Refira-se que neste momento a Fábrica da Igreja já está a tomar medidas no sentido de reforçar a segurança da Igreja Matriz de Alvares, sobretudo nas portas de entrada. “Agora ficamos com mais receio do que possa vir a acontecer”, frisou o secretário. Note-se que o pároco da freguesia de Alvares é Ramiro Moreira, e todos os domingos é celebrada a eucaristia nesta Igreja, pelas 11h30. No passado domingo, no âmbito do Góisarte 2009, decorreu também neste local de culto um concerto pelo Coro Municipal Carlos Seixas que contou com uma grande afluência da população em geral.
in www.rcarganil.com

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chã de Alvares

Fotografia de JrC

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Chã de Alvares - Convívio de ex-militares

No dia 23 de Maio, alguns ex-soldados da guerra do Ultramar, com as respectivas famílias, reuniram-se em Chã de Alvares.
Às 11 horas foi celebrada uma missa por alma dos soldados falecidos e por intenção dos vivos e seus familiares. Por volta das 13 foi servido o almoço na antiga escola e mais tarde o lanche a cerca de 70 pessoas.
P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 3/06/2009

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Depois do Polidesportivo que tal um espaço cultural na freguesia de Alvares?

Foi recentemente inaugurado o polidesportivo da Freguesia de Alvares, na povoação de Cortes, que veio colmatar a enorme carência que a freguesia tinha em instalações desportivas.
Sendo Cortes de Alvares o maior aglomerado populacional da freguesia e tendo lutado muito, nomeadamente a sua Comissão de Melhoramentos, para que este equipamento fosse construído, julgo que foi de toda a justiça efectuar-se ali a sua edificação. Agora só é necessário que o polidesportivo tenha uma utilização frequente e regular a fim de justificar o investimento feito em prol de toda a população da freguesia.
Ora, estando colmatada a enorme lacuna que era a inexistência de um digno equipamento desportivo na freguesia, julgo ter chegado o momento da Junta e da Câmara Municipal dotarem também a freguesia de Alvares de um espaço polivalente para actividades culturais, como o teatro, cinema, concertos, exposições, conferências, etc.
Como forma de melhor descentralizar as diversas actividades e equipamentos na freguesia, e até porque também possui instalações que se podem adaptar a esse fim, julgo que Chã de Alvares tem todas as condições para ser contemplada com um equipamento deste género. Até porque a Chã possui uma enorme tradição na realização de eventos culturais, como por exemplo os encontros de concertinas, as mostras e festivais gastronómicos, exposições etnográficas, representação de peças de teatro até por companhias profissionais e ainda vários concertos de música, desde a música popular e tradicional, passando pelo fado e música ligeira. Ora, aquando da realização destes eventos, nota-se a falta de um espaço mais digno, acolhedor e tecnicamente capaz para acolher tanto quem vem assistir aos eventos, como para os artistas que neles participam.
Para que em Chã de Alvares se instale um espaço cultural, até nem são necessários avultados investimentos, pois os espaços existem - é só escolher entre o Centro de Convívio da Liga de Melhoramentos e a antiga escola - bastando apenas efectuar algumas obras de adaptação do espaço, nomeadamente para o apoio técnico e qualidade acústico e depois apetrechá-lo com um palco amovível, que se possa montar e desmontar facilmente, dotá-lo de estruturas para a iluminação, o som e outros materiais multimédia e de algumas dezenas de cadeiras devidamente adaptadas ao espaço e aos eventos que ali se realizariam. Tudo muito simples e funcional, mas onde o conforto e a estética não sejam descurados. A título de exemplo, e passe a publicidade, podia ser um espaço como os auditórios das lojas FNAC.
Depois de conseguido o espaço cultural, o mesmo teria de ser dinamizado e preenchido com diversas actividades ao longo do ano, que seriam realizadas e promovidas tanto pelos poderes públicos, como pela denominada sociedade civil. Tendo aqui as Ligas e Comissões de Melhoramentos e outras Associações da Freguesia um importante trabalho a desenvolver.
Com as Jornadas Culturais da Freguesia de Alvares à porta, dia 20 de Junho, bem podia ser este mais um ponto de reflexão e de reivindicação.
José Manuel Simões Anjos
in O Varzeense, de 30/05/2009

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

VIII Convívio dos Ex-combatentes de Chã de Alvares

Os ex-combatentes da Chã de Alvares, familiares e amigos vão realizar um almoço convívio no dia 23 de Maio, na antiga escola cedida pelo Sr. Dr. Victor Duarte, Presidente da Junta de Freguesia. O almoço será confeccionado pelo Café Miguélia, que já nos habituou a um serviço de qualidade. As inscrições podem ser feitas através dos membros da organização: Carlos Miguel - 936497302 ou José Antão - 918583786. Agradecemos vivamente pelo vossa confirmação.
Carlos Miguel
in Jornal de Arganil, de 9/04/2009

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Alvares - Almoço dos Combatentes

O encontro que reúne os antigos combatentes do ultramar da freguesia de Alvares terá lugar no dia 1 de Maio, na Casa da Cultura, em Chã de Alvares.
O almoço será servido pelas 13 horas e será antecipado da Missa que, possivelmente, será celebrada cerca das 11 horas, na Capela de Santa Margarida, em Chã de Alvares.
O almoço será servido pela conterrânea e amiga "A Miguélia" e as inscrições poderão ser efectuadas até ao dia 28 de Abril, para os seguintes contactos: Marcelo - 968538181 - Chã dde Alvares, Reinaldo - 919031093 - Estevianas, Saltão - 962936756 - Cortes ou Ataíde - 919536212 - Roda Fundeira.
Esperamos por todos os nossos conterrâneos, antigos combatentes, da nossa freguesia de Alvares.
Inscreve-te que nós esperamos que o telefone toque...
Até lá um grande abraço de toda a organização.
António Bernardo
in O Varzeense, de 28/02/2009

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Regionalismo não pode contribuir para a desertificação

A desertificação humana no interior do país, e particularmente na Beira Serra, é um flagelo que começou a sentir-se ainda na primeira metade do século passado.
Até agora, nenhum governo - por desleixe ou incapacidade - conseguiu inverter esta situação que ao longo de décadas se tem vindo a agravar, atingindo neste momento graves proporções que afectam vários sectores da sociedade, como o desequilíbrio demográfico, a exclusão social, o caos urbanístico, a degradação ambiental, o abandono da actividade agrícola, o aumento da criminalidade, entre outros.
Se os nossos governantes, desde o poder central ao poder local, pouco ou muito pouco têm feito para estancar o despovoamento das nossas aldeias, o movimento regionalista - de que a Beira Serra é um orgulhoso bastião - bem como o cidadão comum, também têm a obrigação de tudo fazerem para denunciar, combater e até evitar este verdadeiro flagelo.
Vem isto a propósito de algumas colectividades nomeadamente Ligas e Comissões de Melhoramentos da nossa região, enveredarem pela exploração com bares, restaurantes e outras actividades empresariais, em vez de as utilizarem exclusivamente para fins desportivos, culturais, recreativos e sociais.
Claro que, em localidades onde não existe nenhum estabelecimento comercial, é lógico haver nas instalações dessas colectividades um pequeno bar para se beber um café ou outra bebida. Mas em localidades, onde exista este género de comércio, não podem nem devem as colectividades fazer concorrência a uma actividade empresarial, que além de pagar impostos e taxas, ainda gera emprego, cria riqueza e promove o desenvolvimento. O que seria normal e salutar era essas colectividades, nomeadamente as regionalistas, estabelecerem parcerias com os empresários que estão devidamente colectados e instalados, e em conjunto colaborarem na organização e realização de eventos e actividades de vária ordem de forma que todos contribuíssem para o conhecimento, dinamização, enriquecimento e bem-estar de toda a vasta e bela região da Beira Serra.
Sei que em Chã de Alvares também há quem defenda que se devia transformar as instalações da Liga de Melhoramentos num espaço comercial permanentemente aberto ao público, com um bar-restaurante. Ora isso além de transformar a referida instituição num concorrente desleal com o único comércio de restauração existente na povoação, e até de outras povoações vizinhas, iria certamente contribuir para o desaparecimento e encerramento do que ali existe, arrastando quem ali trabalha para o desemprego e para a emigração, e consequentemente para um ainda maior empobrecimento, envelhecimento e despovoamento da nossa terra.
O que seria interessante e de louvar era que as instalações da Liga de Melhoramentos pudessem estar abertas com regularidade para poderem ser utilizadas com algumas actividades, tanto culturais como recreativas, ou mesmo desportivas e sociais, desde que houvesse utentes e dinamizadores para as realizar. Mas nunca para a actividade comercial de restauração, ou outras que colidissem com actividades já instaladas. Mesmo que esse negócio fosse uma boa fonte de rendimento para a Liga só o seria a curto prazo, pois mais tarde ou mais cedo tornar-se-ia num negócio ruinoso, onde todos sairíamos a perder.
Esperemos que isso não venha a acontecer, a bem de Chã de Alvares e das suas gentes, e contra o despovoamento e a desertificação.
José Manuel Simões Anjos
in O Varzeense, de 30/01/2009

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Chã de Alvares - A boa tradição das Janeiras

No primeiro ou segundo sábado de Janeiro de cada ano manda a tradição que se cantem as Janeiras em Chã de Alvares. É uma festa dinamizada pela Liga de Melhoramentos, mas é sempre uma festa de toda a aldeia.
Assim, no passado dia 10 de Janeiro, numa aldeia que não terá mais de 60 habitantes permanentes, juntaram-se cerca de 120 pessoas, que tiveram, graças às Janeiras, mais um motivo para se deslocarem à terra onde nasceram ou onde os seus pais viveram até rumarem a outras paragens, normalmente Lisboa, à procura de melhor vida nos tempos de grandes carências.
A acompanhar o cantar das Janeiras de porta em porta, os indispensáveis tocadores de concertina, com o Marcelo, o Carlos e o Chico no comando, acompanhados pela jovem Sónia, garantia de futuro para as concertinas, enquanto na cozinha, a comissão nomeada para a preparação do jantar tratava do cozido à portuguesa que encheu os estômagos de quem quis aparecer. É justo referir a excelente organização do jantar, dando os parabéns à respectiva comissão, onde imperaram a Alice, mulher dos 7 ofícios, e a Angélica, esta membro de uma família alemã que escolheu Chã de Alvares para viver, hoje perfeitamente integrada na família chãsense, razão para escrevermos o seu nome em português. É um exemplo a seguir para termos uma verdadeira União Europeia.
Dos convidados, não podemos deixar de destacar a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Góis, Eng. Diamantino Garcia, o Presidente da Junta de Freguesia de Alvares, Dr. Vítor Duarte, e a representação da ADIBER, constituída pela Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira e o Dr. Miguel Ventura.
O futuro desta tradição parece-nos assegurado, não só em Chã de Alvares, onde as crianças já participam, mas também em todo o país, onde as Janeiras anualmente se vão cantando com a participação das várias povoações a aumentar de ano para ano.
Também nos faz voltar ao passado, ao tempo em que vivíamos na aldeia, sendo que, nessa altura, quem cantava as Janeiras de porta em porta eram os jovens estudantes da instrução primária no dia 31 de Dezembro, entrando no Ano Novo a comer a refeição que depois confeccionavam, com os produtos resultantes do peditório. Ora esse, era o dia de comemoração dos anos de uma das minhas irmãs e eu fui sempre obrigado a ficar em casa até que, uma vez, a minha avó determinou que eu me juntaria aos meus companheiros de escola e de brincadeira, cedendo a sua casa para que fizéssemos o jantar (em frente da casa dos meus pais e assim com o controlo facilitado). Lembro também que nos tinham dado poucas couves, o que foi fácil para mim resolver «roubando» as necessárias no quintal da casa onde nasci, foi só atravessar a rua. Acreditem: até hoje, nunca comi uma sopa que me soubesse tão bem!
António Gomes Marques
in O Varzeense, de 30/01/2009

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Festa dos Reis em Chã de Alvares

No passado dia 9 de Janeiro um grupo de homens e senhoras andaram pelas ruas de Chã de Alvares, de porta em porta, a cantar os Reis ou Janeiras.
À noite, na Casa de Convívio da Comissão de Melhoramentos, muitos, até vindo de propósito de Coimbra e Lisboa confraternizaram alegremente.
P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 21/01/2009

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Chã de Alvares - Janeiras cobertas por um manto branco

Chegámos a Chã de Alvares perto da hora de jantar. O frio lá fora era intenso e as nuvens escondiam as estrelas. Dentro de casa o ambiente estava agradável, fruto do calor que a salamandra libertava. Estava o jantar no final, quando ouvimos o António Miguel junto à porta gritar:
- Oh pessoal está a nevar! Venham ver, está a nevar!
Abrimos-lhe a porta com a finalidade de o cumprimentar e convidá-lo a entrar afim de beber um copo, não acreditando muito no que dizia. Mas surpresa das surpresas, estava efectivamente a nevar. Do céu caíam pedaços de neve, flocos brancos e muito grandes que nos deixaram fascinados, excitados e extasiados. Toda a família num ápice veio para a rua sentir aquela precipitação branca e cândida que lentamente caía no chão, cobrindo-o de branco em poucos minutos. Para muitos de nós era a primeira vez que assistíamos à queda de neve, para os outros - os mais velhos - era o recordar de tempos muito distantes.
Na manhã seguinte o espectáculo foi ainda melhor. O dia acordou radioso, cheio de sol, e Chã de Alvares completamente atapetada de branco. Foi altura de se tirar algumas fotos, brincar com a neve e apreciar a beleza de todo aquele esplendor.
De tarde o Marcelo, o Chico, o Carlos e mais alguns amigos, com as respectivas concertinas, começaram a percorrer todos os lugares da povoação cantando as "Janeiras". E cantavam assim:
Acabadas são as festas
À porta temos os reis
Venha lá dessa casa
Alguma coisa que nos deis.


Menina que está sentada
Nesse banco de cortiça
Sai lá dessa cozinha
E venha dar uma chouriça

Ou da gorda ou da magra
Ou daquela que unta a barba
Ou da carne do fumeiro
Ou do pão do tabuleiro.


Depois destas quadras os residentes da casa visitada depositaram no saco a sua contribuição - hoje em dia euros, noutros tempos alimentos - ao que os tocadores e cantadores retribuíram com a quadra de agradecimento:
Estas casas não são casas
Estas casas são casinhas
Tantos anos vivam os donos
Como ela tem de pedrinhas.

No final da ronda mais de uma centena de pessoas juntaram-se na sede da Liga de Melhoramentos para saborearam um esplêndido cozido à portuguesa, onde nada faltava, nem a comida de óptima qualidade e abundância, nem a boa disposição.
A terminar, realizou-se um baile à moda antiga, novamente abrilhantado pelos acordeonistas presentes e que muitos aproveitaram para darem uns passos de dança, recordando assim os bailaricos antigos e os velhos tempos de juventude.
Estão de parabéns todos os que contribuíram para a realização de mais estas "Janeiras", nomeadamente a Alice que coordenou a cozinha e que no final nos surpreendeu com a recitação de um belo poema da sua autoria.
Parabéns mais uma vez. Para o ano lá estaremos de Seus quiser.
José Manuel Simões Anjos
in O Varzeense, de 15/01/2009

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Chã de Alvares

Fotografia de JrC

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Liga de Melhoramentos de Chã de Alvares - Convocatória

A Assembleia Geral da LMCA irá reunir em sessão ordinária, às 15 horas, do dia 11 de Janeiro de 2009, na sede da Liga de Melhoramentos em Chã de Alvares, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Aprovação da Acta da última reunião da Assembleia-Geral
2. Informações
3. Análise, discussão e votação do Relatório e Contas do ano de 2008
4. Outros assuntos

Se à hora marcada não se verificar a presença da maioria dos Associados, a Assembleia-Geral funcionará meia hora depois, no mesmo local, com a mesma Ordem de Trabalhos e com qualquer número de Associados presente.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Janeiras em Chã de Alvares

Como já vem sendo tradição, a Liga de Melhoramentos de Chã de Alvares organiza, no próximo dia 10 de Janeiro de 2009, as «Janeiras», que serão abrilhantadas pelos nossos tocadores de concertina, com o seguinte programa:
16H00 - concentração na sede da Liga de Melhoramentos;
16H30 - início do cortejo pelas ruas da aldeia, com os tradicionais cantos;
21H00 - jantar de convívio, com o melhor cozido à portuguesa, após o que a festa continua pela noite dentro.
in O Varzeense, de 15/12/2008

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Chã de Alvares - Magusto e noite de música portuguesa

A Liga de Melhoramentos de Chã de Alvares leva a efeito um Magusto, no dia 30 de Novembro (domingo), para o qual todos os chãsenses são convidados.
O Magusto será seguido de um jantar de convívio após o qual terá lugar um espectáculo de "Fados e Música Portuguesa" com a voz maravilhosa de Deolinda Bernardo acompanhada por José Pires.
Deolinda Bernardo começou a cantar aos 15 anos, participou em vários festivais e, entre os prémios que obteve, podemos destacar o 1.º prémio da Grande Noite do Fado no Porto em 1997, êxito que a levou a gravar o seu primeiro disco de fado - Desafios - em Novembro de 1998. Em 2001 dá voz ao trabalho de Rão Kyao - Fado Virado a Nascente. Em 2004 fundou, com José Pires, o grupo Alma Lusa, de música popular portuguesa, de que é testemunho o CD de originais Vivências, publicado em 2006.
José Pires é autor, compositor e interprete de temas que vão desde o Fado à música popular portuguesa. Iniciou-se a cantar temas de intervenção, fazendo agora parte, como acima se diz, do grupo Alma Lusa.

Lembramos que ambos actuaram já em Chã de Alvares, no dia 19 de Maio de 2007, tendo encantado todos os presentes com o elevado grau de execução da sua música.
Pois é essa noite maravilhosa que nos propomos repetir. Esperamos por vós.

Programa
16.00h - Magusto
19.30h - Jantar
21.30h - Fados e Música Popular Portuguesa

Inscrições até 27 de Novembro para o telemóvel 91 424 50 58 - Sr. Fernando Leiria
in O Varzeense, de 30/10/2008

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

3.º almoço convívio da Carrasqueira

Na continuidade do efectuado anteriormente, vem-se divulgar que irá realizar-se no próximo dia 1 de Novembro, pelas 13:00 horas, na antiga Escola Primária de Chã de Alvares, o 3.º almoço convívio dos "Carrasqueirenses", no sentido de manter esta nossa união.
O preço para o referido almoço, devido ao aumento do custo de vida, será de 22€ para adultos e jovens a partir dos 13 anos. Sendo de 11€ para as crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos. Iremos manter a tradição de gratuidade para aqueles que tenham 80 ou mais anos.
Para confirmar as respectivas inscrições, informa-se que como é do vosso conhecimento a organização é composta pelos seguintes membros, cujos contactos são:
Elvira Ladeira - Tlm. 96 653 38 65; António Roda - Tlf. 212 550 809 (após as 21 h); Tlm. 81 605 67 33 e José Carlos Barata - Telf. 210 849 549 (após as 21 h); Tlm. 96 656 35 95.
Agradece-se que as marcações sejam efectuadas até ao dia 22 de Outubro.
in Jornal de Arganil, de 18/09/2008

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Chã de Alvares - Muita gente na festa de Santa Margarida

1 - Entre os dias 15 e 18 de Agosto realizou-se a festa de Santa Margarida. Embora, por razões profissionais não me tenha sido possível assistir à totalidade dos festejos, pelo que presenciei e também pelo que me informaram tudo correu bem. Pelo menos a nossa aldeia encheu-se de gente nestes dias, desde os naturais, aos descendentes, familiares e amigos, muitos foram os que ali rumaram para assistirem aos festejos ou simplesmente visitarem a família.
Nestes quatro dias de Agosto o número de habitantes de Chã de Alvares multiplicou-se em algumas dezenas de vezes em relação aos residentes permanentes. O Café e o Mini-Mercado estiveram sempre apinhados de clientes, o Talho não teve mãos a medir, os padeiros e outros vendedores ambulantes esgotaram os seus produtos antes de completarem o giro habitual e em muitos locais era difícil ou mesmo impossível estacionar os automóveis.
Há cerca de um ano escrevi que era necessário reflectirmos sobre a forma de continuar a realizar este tipo de festas e principalmente termos a coragem de proceder a algumas mudanças e inovações, mesmo pequenas que fossem. Ora, foi isso que a Comissão de Festas deste ano fez, com a preciosa colaboração e apoio da "malta" do Favacal - prefiro chamá-los assim do que mencionar os seus nomes, porque, corria o risco de me esquecer de alguém, o que seria injusto, no entanto, ao denomina-los desta forma, eles sabem quem são e a quem me refiro. Efectivamente numa parceria - como agora se diz - entre a Comissão de Festas e este grupo de amigos, foi possível organizar e transformar a antiga escola numa discoteca bem decorada, com um bom som, um eficaz jogo de luzes e um esmerado serviço de bar.
Esta noite denominada "Back to school" ou "regresso à escola", embora fosse especialmente direccionada para os jovens e adolescentes teve também uma elevada participação de pessoas mais "seniores" que puderam assim ouvir música, beber um copo e divertirem-se noite dentro, recordando e revivendo velhos tempos. Parabéns pois a quem idealizou, organizou e promoveu este iniciativa, que decorreu na noite do dia 14 e que funcionou assim como um "prólogo" da Festa de 2008, já que não fazia parte do programa oficial.

2 - Quem também esteve de parabéns foi a Câmara Municipal de Góis pela feliz iniciativa que teve em promover a recolha do lixo em Chã de Alvares no sábado da festa. Tal medida evitou que nesse fim-de-semana e perante a presença de muitos habitantes na aldeia, o lixo excedesse a capacidade dos contentores e ficasse espalhado na via pública, causando mau aspecto e, mais grave ainda, provocando focos de insalubridade.

3 - É difícil saber o número exacto de pessoas que estiveram neste fim-de-semana em Chã de Alvares, mas foram muitas. Como seria bom que algumas destas pessoas, desde naturais a familiares e até amigos, que só ali se deslocam nos dias da festa de Santa Margarida, também visitassem a nossa aldeia noutras alturas do ano e com maior frequência, aproveitando o quanto delicioso e belo é na Chã saborear também uns dias de Outono, de Inverno e de primavera e ao mesmo tempo tirar partido das várias iniciativas que ali decorrem, como: as "Janeiras", "O festival de Concertinas", "O encontro de Combatentes" e outras mais.
Julgo mesmo que seria interessante elaborar um calendário de actividades e eventos, que nesta altura do ano, ou seja na altura da festa de Santa Margarida, já estaria planeado e elaborado para que quem ali viesse tomasse conhecimento das datas dos eventos a realizar durante o ano seguinte e assim pudesse planear com tempo as suas deslocações a Chã de Alvares. A sugestão fica feita, reflictamos todos nisso.
José Manuel Simões Anjos
in O Varzeense, de 15/09/2008

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Algumas carências e melhoramentos da freguesia de Alvares

Eu, que percorro há 26 anos todas as estradas e ruas da freguesia de Alvares e conheço todos os lugares, sei das suas carências e sei também o que as nossas autarquias fizeram, nestes últimos 13 anos.

As carências
Em Cortes, falta concluir o saneamento básico e a reparação da ETAR e alcatroar algumas ruas.
Em Alvares, falta concluir o saneamento básico, que foi inciada em 2005 e a reparação da ETAR. Falta fazer uma ponte de madeira, pedonal, sobre o ribeiro do Sinhel. Falta alcatroar a rua dentro do cemitério de Alvares, que se encontra intransitável. Falta concluir a construção do quartel dos Bombeiros Voluntários e concluir também o gimnodesportivo que há muitos anos foi iniciado pela Comissão de Melhoramentos.
Falta o saneamento básico em todas as povoações, com excepção de Alvares e Cortes, que já foi iniciado, mas não concluído. As ruas dos lugares de Amioso do Senhor e Amioso Cimeiro necessitam de ser reparadas, bem como as do lugar dos Obrais. A rua que liga a Estrada Nacional n.º 2 à Casa de Convívio e capela dos Amieiros, também, necessita de ser reparada.
Em Chã de Alvares há ruas em mísero estado, principalmente a que sai da estrada principal, junto ao talho e vai até à capela de Santa Margarida.
A rua de Fonte Limpa, que sai da estrada principal até à capela, já há muitos anos que devia ser reparada.
A Roda Cimeira necessita de vários melhoramentos, principalmente de um bom acesso ao lugar.
Em Roda Fundeira, a rua de baixo, que passa pelo centro do lugar, parte mais velha, está quase intransitável.
É certo que falta muita coisa, mas durante, pelo menos estes últimos 13 anos, alguma coisa se fez. Apontemos alguns melhoramentos: 1) Zona Industrial, onde já se gastaram cerca de 50 mil contos; 2) restauro da escola de Chã de Alvares, 20 mil contos; 3) arranjo das ruas de Alvares, 12 mil contos; 4) nova electrificação da Vila de Alvares, 3 mil contos; 5) saneamento básico de Cortes, 40 mil contos; 6) alcatroamento de ruas e ruelas de Cortes, 5 mil contos; 7) nova estrada que liga o Torgal a Cortes, 20 mil contos; 8) ampliação do cemitério de Roda Cimeira e os respectivos arruamentos, 6 mil contos; 9) captação de água na ribeira de Mega, junto ao lagar de Candeia e conduta para o lugar de Cortes, 5 mil contos; 10) arranjo do parque de S. Sebastião, onde agora se encontra o pelourinho, 3 mil contos; 11) parte do saneamento básico da vila de Alvares, 10 mil contos; 12) arranjo do recinto de festas de Chã de Alvares, 8 mil contos; 13) muro de suporte no largo de Amioso do Senhor e apoio para as obras da Casa de Convívio, 10 mil contos; 14) ajuda para a construção do Lar da 3.ª Idade S. Mateus e alcatroamento da zona envolvente, 12 mil contos; 15) últimas empreitadas de alcatroamento em toda a freguesia, 50 mil contos; 16) início da construção da praia fluvial do Sinhel, 20 mil contos; 17) captação de águas e canalização no lugar da Boiça, 2 mil contos; 18) muro de suporte da escola de Cortes e gimnodesportivo, 10 mil contos.
Dirão: é um dever das nossas autarquias fazer infraestruturas em todos os lugares. Está certo, ninguém afirma o contrário; mas também sabemos que os recursos da Câmara e das Juntas de Freguesia são escassos. Por isso saibamos ser reconhecidos; é um dever de gratidão que não nos fica mal, antes pelo contrário, só nos fica bem.
P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 17/09/2008

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