Efeméride
Nos finais da Monarquia e inícios da I República, destaca-se a figura de Francisco Inácio Dias Nogueira, como político e empresário.
Fundou a Companhia de Papel de Góis, em 1906, consolidando a indústria de papel, então já existente (desde 1821), e instala a Central Hidro-Eléctrica de Monte Redondo, em 1912, que permitiu à vila de Góis ter sido a primeira povoação a ter iluminação eléctrica pública, ainda antes da cidade-mãe Coimbra.
Esta Central, obra arrojada para a época, foi construída para fornecer electricidade à fábrica de papel de Ponte do Sótão e foi originalmente instalada com duas turbinas hidroeléctricas fabricadas na Alemanha, alegadamente marcadas com uma cruz suástica! Os engenheiros escolheram este lugar porque o rio faz uma larga laçada e tem uma grande queda, permitindo-lhes abrirem um túnel pela parte mais estreita desta laçada, represando assim o rio. Sabiam também que o rio Ceira alterava muito conforme as estações e assim criaram um açude, para permitir à água excessiva de correr pelo curso original do Ceira e uma segunda represa foi construída por cima da Central Eléctrica onde a água emerge do túnel. Isto fazia com que a pressão nas turbinas se mantivesse constante. Esta Central ainda hoje em dia produz electricidade e é responsável por ligeiras mudanças no nível da água acima do açude de Góis.
Fontes: www.goisproperty.com e www.portaldomovimento.com
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