quarta-feira, 24 de junho de 2009

Efeméride

HOJE, 24 DE JUNHO, FAZEM 97 ANOS QUE FOI INAUGURADA A LUZ ELÉCTRICA PÚBLICA EM GÓIS!

Nos finais da Monarquia e inícios da I República, destaca-se a figura de Francisco Inácio Dias Nogueira, como político e empresário.
Fundou a Companhia de Papel de Góis, em 1906, consolidando a indústria de papel, então já existente (desde 1821), e instala a Central Hidro-Eléctrica de Monte Redondo, em 1912, que permitiu à vila de Góis ter sido a primeira povoação a ter iluminação eléctrica pública, ainda antes da cidade-mãe Coimbra.

Esta Central, obra arrojada para a época, foi construída para fornecer electricidade à fábrica de papel de Ponte do Sótão e foi originalmente instalada com duas turbinas hidroeléctricas fabricadas na Alemanha, alegadamente marcadas com uma cruz suástica! Os engenheiros escolheram este lugar porque o rio faz uma larga laçada e tem uma grande queda, permitindo-lhes abrirem um túnel pela parte mais estreita desta laçada, represando assim o rio. Sabiam também que o rio Ceira alterava muito conforme as estações e assim criaram um açude, para permitir à água excessiva de correr pelo curso original do Ceira e uma segunda represa foi construída por cima da Central Eléctrica onde a água emerge do túnel. Isto fazia com que a pressão nas turbinas se mantivesse constante. Esta Central ainda hoje em dia produz electricidade e é responsável por ligeiras mudanças no nível da água acima do açude de Góis.
Fontes: www.goisproperty.com e www.portaldomovimento.com

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quarta-feira, 4 de abril de 2007

Francisco Inácio Dias Nogueira


Nos finais da Monarquia e inícios da I República, destaca-se a figura de Francisco Inácio Dias Nogueira, como político e empresário.

Exerce intensa actividade política na região, militando no Partido Regenerador. Financiador do jornal A Comarca de Arganil, é seu Director nos últimos anos da Monarquia. É o último Presidente da Câmara Municipal antes da revolução republicana.

Funda a Companhia de Papel de Góis, consolidando a indústria de papel, então já existente, e instala a Central Hidro-Eléctrica de Monte Redondo, obra arrojada para a época, que permitiu à vila de Góis ter sido uma das terras pioneiras a ter iluminação eléctrica pública, ainda antes da cidade-mãe Coimbra.

O seu busto, erguido de iniciativa popular e por subscrição pública, aliás o único da vila de Góis, encontra-se no centro do largo que tem o seu nome, o antigo Largo de Pombal.

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