quarta-feira, 18 de abril de 2007

Filarmónica fez 74 anos

Presidente da associação espera que projecto da sede arranque brevemente, mas lamenta que escola de música apenas seja frequentada por meia dúzia de alunos.

As celebrações do 74º aniversário do ressurgimento da Filarmónica Goiense decorreram com várias iniciativas, que tiveram início no sábado à noite com um espectáculo dedicado à juventude e em que participaram o Grupo de Dança da Associação Educativa e Recreativa de Góis. o Grupo de Dança da Escola Secundária de Arganil e, numa segunda parte, a Orquestra Juvenil da Filarmónica de Góis.
No domingo, de manhã, decorreu o hastear da bandeira da Associação, na sede social, e a romagem ao cemitério, seguindo-se, à tarde, a recepção às filarmónicas convidadas para este aniversário: a Filarmónica Fraternidade Poiarense e a Sociedade Filarmónica Quiaense. Como é habitual, após o desfile realizou-se um concerto na sede da Associação, que contou com a casa cheia. No final, foi oferecido um beberete a todos os presentes.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, António Sampaio, presidente da Associação Educativa e Recreativa de Góis, à qual pertence a Filarmónica, revelou que esta comemoração “correu bem”, justificando que “a adesão das pessoas foi grande”, uma vez que “as filarmónicas são sempre muito populares”. Agradeceu, por isso, aos músicos “o trabalho que têm desenvolvido e o empenho que têm demonstrado”, destacou a dedicação do maestro Paulo Monteiro e apelou aos goienses para que continuem a ajudar a filarmónica “porque a sua sobrevivência e manutenção depende muito do que eles querem que ela seja”.
Para além das pessoas que normalmente acompanham as bandas convidadas, esta iniciativa contou com a presença de algumas entidades, nomeadamente um representante da Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Góis.
Questionado sobre a situação da requalificação da sede da Associação, o presidente da direcção, segundo o qual “a filarmónica está bem, a tocar bem e a formar alguns jovens, além de nestes quatro anos de mandato termos feito a aquisição de vários instrumentos e fardamento”, esclareceu ao DIÁRIO AS BEIRAS que “o que sabemos oficialmente neste momento é que há o projecto e que a autarquia apresentou a candidatura”.
Relativamente a projectos para este novo mandato, o dirigente afirmou que passam por “manter a actividade regular, participar nas festas religiosas, fazer uns concertos, umas apresentações para mostrar todo o trabalho que é feito com os jovens ao longo do ano”. António Sampaio anunciou ainda que para este ano está também agendada a gravação de um CD, já que “havia uma cassete, mas já tem muitos anos”.
No que diz respeito aos apoios, a Associação Educativa e Recreativa de Góis conta com a colaboração da Câmara Municipal, Junta de Freguesia de Góis e particulares, “que ajudam nas mais variadas situações”, nomeadamente na realização das várias iniciativas que realizam ao longo do ano. Para já, e como terminou o mandato, “não agendámos nada para este ano, porque podia aparecer outra lista, elaboraremos um plano de actividades até ao final do ano”. Quanto às carências, o dirigente realça que são sobretudo “ao nível financeiro”, uma vez que “vivemos basicamente dos subsídios”.

Música e... futebol

A Associação Educativa e Recreativa de Góis tem ligada a si, para lá da Filarmónica Goiense, uma secção de futebol, embora autónoma, com três equipas, um escalão sénior, escolas e juvenis, que disputam os respectivos campeonatos”. “E temos um Grupo de Dança que continua em actividade”, orgulha-se António Sampaio, advogando que em Góis a cultura “ainda é apreciada”, já que normalmente a casa enche em praticamente todos os eventos, o que “é um bom indicador de que as pessoas apreciam o que se faz”.No que concerne à banda, é actualmente composta por 34 elementos, contando com a participação de alguns jovens. “Tem de haver um contrabalanço entre a juventude e a experiência”, defende o presidente da Associação, explicando que a maior parte das filarmónicas, hoje em dia, são jovens. Lamenta, no entanto, que a Escola de Música, apesar e todos os esforços feitos, seja apenas frequentada por meia dúzia de alunos.
in Diário As Beiras, de 18/04/2007

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