quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

José Cabeças garante que Adiber vai concretizar projecto já financiado

O presidente da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (Adiber), arguido num processo de financiamento de um projecto agro-turístico, que ainda não foi concretizado, garantiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que estão criadas as condições para avançar com a sua execução.
José Cabeças explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS que, a escritura da compra do terreno à Câmara de Góis já foi efectuada em Setembro e, por isso, já é possível a Adiber avançar com a concretização do projecto.
"Este problema das verbas indevidas acabou por ser ultrapassado a partir do momento em que assinámos a escritura e temos condições para avançar com um projecto que desde sempre quisemos concretizar", reforçou o também ex-presidente da autarquia de Góis.
Em declarações à Agência Lusa, José Cabeças, explicou que o projecto previsto para a Quinta do Baião, em Góis, não se concretizou em tempo útil devido "à demora na venda dos terrenos por parte da autarquia".
A atribuição de um subsídio de 234 mil euros pelo programa comunitário Leader II, gerido por aquela instituição, para um projecto de agro-turismo, que não foi concluído, foi ontem noticiada pelo Jornal de Notícias. José Cabeças explicou à Lusa que, desde 1996, existia uma deliberação da autarquia de Góis para vender à Adiber quatro hectares da Quinta do Baião, à entrada da vila, mas que os executivos que se lhe seguiram só alguns anos mais tarde desbloquearam a situação.
"O projecto, destinado ao turismo rural e a uma loja de produtos endógenos, não se concretizou porque não pudemos ter, na altura, o terreno em nome da nossa associação", disse o dirigente.
"Durante todos estes anos, não nos servimos do dinheiro, que foi, em Setembro, utilizado para a compra e escritura dos terrenos", adiantou o antigo autarca, referindo: "A Comissão Nacional de Gestão do Leader II tinha conhecimento desta situação, o que nos salvaguarda um pouco".
Segundo José Cabeças, o relatório da Polícia Judiciária, que conduziu as investigações no seguimento de um inquérito instaurado pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, seguiu para o Ministério Público, que vai decidir se, para além do "presidente da Adiber, também toda a direcção será constituída arguida".
O presidente da Câmara de Góis, o socialista José Girão Vitorino, que sucedeu no cargo a José Cabeças, disse à Agência Lusa que, até 2004, a autarquia "não podia, oficialmente, vender porque os terrenos estavam inscritos num único artigo e era preciso fraccioná-lo". Situação que, de acordo com o autarca, só se tornou possível a partir de 2004.
O edil confirmou a realização da escritura, em Setembro de 2007, após um intervalo para negociações das cláusulas da escritura e "arranjo de um método de venda legal".
No entanto, José Girão Vitorino referiu que a chave da quinta já estava na posse da Adiber desde 1999, "sinal de que a câmara nunca esteve contra a venda dos terrenos, nem agiu de má-fé".
in Diário As Beiras, de 20/02/2008

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9 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não entendo! à PJ diz que usaram o dinheiro e que até tiveram de pedir um emprestimo ( de 25 mil contos para repor o dinheiro que faltava, e agora diz que não!

20 fevereiro, 2008 11:33  
Anonymous Anónimo said...

Ele diz, ele contradiz...
Mas agora já não está a lidar só com goienses que são fáceis de enganar.
Vai ter de ''enganar'' o tribunal!!!

20 fevereiro, 2008 13:16  
Anonymous Anónimo said...

quem o critica (dr. cabeças), das duas uma: tem mulher, acompanhada de dor de corno...quem não tem mulher, é gay, e aí o dr. não tem cura pra esse mal (ainda não se descubriu).
no meu caso, fico imparcial, pois não sei de nada... mas desconfiu dos inuteis da nossa praça, esees mesmos que mamam o leite que saí borda fora!!!

20 fevereiro, 2008 13:30  
Anonymous Anónimo said...

Ver jornal O Públoco, Pag 26 -- Cabeças arguido!

20 fevereiro, 2008 17:22  
Anonymous Anónimo said...

Jornal O Público!

20 fevereiro, 2008 17:23  
Anonymous Anónimo said...

Jornal O Público!

20 fevereiro, 2008 17:23  
Anonymous Anónimo said...

Ex-presidente da Câmara de Góis arguido em processo turístico

20.02.2008
Jornal Público

Actual líder da Adiber pretende devolver os 234 mil euros que lhe foram atribuídos pelo programa LEADER para projecto que não foi concretizado



O presidente da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira-

20 fevereiro, 2008 17:41  
Anonymous Anónimo said...

-Serra (Adiber), José Cabeças, arguido num processo de financiamento de um projecto agroturístico em Góis, que não foi concretizado, disse que a instituição pretende devolver o dinheiro atribuído.
O presidente da Adiber e antigo presidente da Câmara Municipal de Góis, eleito pelo PS, explicou que o projecto previsto para a Quinta do Baião, naquele concelho do distrito de Coimbra, não se concretizou em tempo útil devido "à demora na venda dos terrenos por parte da autarquia". A atribuição de um subsídio de 234 mil euros pelo programa comunitário LEADER II, gerido por aquela instituição, para um projecto de agroturismo, que não foi concluído, foi ontem revelada pelo Jornal de Notícias.
José Cabeças explicou que, desde 1996, existia uma deliberação da autarquia de Góis para vender à Adiber quatro hectares da Quinta do Baião, à entrada da vila, mas que os executivos que se lhe seguiram só mais tarde desbloquearam a situação, em 2004. "O projecto, destinado ao turismo rural e a uma loja de produtos endógenos, não se concretizou porque não pudemos ter o terreno em nosso nome", disse o dirigente, que presidiu à câmara local na década de 1990.
"Durante todos estes anos, não nos servimos do dinheiro, que foi, em Se-
tembro, utilizado para a compra e escritura dos terrenos", adiantou o antigo autarca, acrescentando: "A Comissão Nacional de Gestão do LEADER II tinha conhecimento desta situação, o que nos salvaguarda um pouco".
Segundo José Cabeças, o relatório da Polícia Judiciária (PJ), que conduziu as investigações no seguimento de um inquérito instaurado pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pes-
cas, seguiu para o Ministério Público, que vai decidir se, para além do "presidente da Adiber, também toda a direcção será constituída arguida". O presidente da Câmara de Góis, o socialista José Girão Vitorino, que sucedeu no cargo a Cabeças, disse que, até 2004, a autarquia "não podia, oficialmente, vender porque os terrenos estavam inscritos num único artigo e era preciso fraccioná-lo". Girão Vitorino, que foi vice-presidente de Cabeças, referiu que a chave da quinta já estava na posse da Adiber desde 1999, "sinal de que a câmara nunca esteve contra a venda dos terrenos, nem agiu de má-fé". Quanto às investigações da PJ e à constituição de José Cabeças como arguido no processo, o presidente da autarquia não se quis pronunciar. Lusa

20 fevereiro, 2008 17:50  
Anonymous Anónimo said...

http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20080220&page=26&c=A

20 fevereiro, 2008 17:51  

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