sábado, 19 de abril de 2008

Morreu o antigo vereador José de Matos Cruz

Regionalista convicto, José Matos Cruz morreu quinta-feira em Lisboa e o funeral realizou-se ontem à tarde em Vila nova do Ceira

«Era uma homem bom», afirma Victor Nogueira Dias, antigo autarca de Góis, sublinhando que «fez parte de uma geração que se empenhou em ser útil ao seu semelhante» e, como tal «esteve envolvido e fez parte de todas as iniciativas possíveis» em nome da sua terra e das suas gentes. “Foi um grande batalhador pelo regionalismo e causas regionalista”, diz ainda
Natural de Vila Nova do Ceira, José Matos Cruz emigrou cedo para o Brasil, de onde regressou para se fixar em Lisboa Todavia, o seu forte amor à terra e o seu grande sentido de regionalismo, mantiveram-no com uma firme ligação, ao longo de décadas, à sua freguesia e ao seu concelho.
Homem activo e de uma dinâmica muito grande, foi presidente da Casa da Comarca de Góis, organismo relativamente ao qual exerceu, nos últimos anos, as funções de presidente do conselho geral. Fez parte da direcção do jornal "O Varzeense", onde exerceu, também, funções de Chefe de redacção, e no qual mantinha actualmente um registo habitual, na qualidade de colaborador.
Em termos políticos, começou por estar ligado ao PSD, partido pelo qual foi, logo após o 25 de Abril, presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Nova do Ceira. Integrou as listas de candidatos à Câmara Municipal de Góis, primeiro pelo PSD e mais recentemente pelo Partido Socialista, e cumpriu dois mandados como vereador, o último dos quais durante a presidência de José Cabeças. Nos últimos tempos os problemas de saúde agravaram-se e José Matos Cruz acabou por se despedir da vida na quinta-feira, com 8I anos. José Matos Cruz era casado com Filomena Cruz e tinha cinco filhos, um dos quais é sacerdote. O funeral realizou-se ontem à tarde, com celebração de missa, na igreja de Vila Nova do Ceira, seguindo o cortejo fúnebre para o cemitério local.
A Comissão Política do PSD de Góis, partido ao qual Matos Cruz esteve durante muito tempo ligado, entendeu prestar-lhe uma última homenagem, como homem e como defensor da causa regionalista e, para além das condolências à família, decidiu anular todas as actividades políticas que tinha previstas para o fim de semana.
in Diário de Coimbra, de 19/04/2008

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6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ai o PSD tinha actividades políticas previstas para este fim de semana? Isto é uma mentira despudorada. Ó meus amigos com a morte não se brinca. Nem se aproveita...

20 abril, 2008 16:33  
Blogger Cristina Coelho said...

É com pesar que tomo conhecimento desta notícia. Matos Cruz é, de facto, um nome que não se esquece quando se acompanha um pouco do movimento regionalista do concelho de Góis. As aldeias de Roda Fundeira e Relva da Mó puderam contar com a sua presença por mais de uma vez nas suas actividades e tinham-no como um dos seus amigos.

Onde estiver... gostámos muito de o conhecer. Muito obrigado!
Cristina Coelho.

21 abril, 2008 13:21  
Anonymous Anónimo said...

Vamos dizer a verdade, apesar do senhor ter morrido.
Tratava-se de um oportunista e graxista que, trocava de "camisola" por um qualquer "tacho".

21 abril, 2008 16:43  
Anonymous Anónimo said...

Ò Lurdes Castanheira não te irrites, filha. Lá por teres mandado organizar um jantareco de apoio a ti propria no dia da morete do senhor, nao tens de te irritar com as condolências que os outros dão nem as homenagens que os outros fazem. Trabalha em vez de chegares a meio da manhã a Góis, passares a tarde nas cabeleireiras e o resto na ADIBER a fazer politica

21 abril, 2008 21:33  
Anonymous Anónimo said...

Ò Abilio, vai trabalhar malandro.

21 abril, 2008 23:34  
Anonymous Anónimo said...

Não posso concordar com o post colocado por um anónimo. O Sr. Matos Cruz nunca trocou de camisola porque a camisola dele era Góis e a sua Várzea. Ele aparecia sempre que sentia que podia ser útil. Ser útil... sempre foi assim que o vi. Este tipo de posts fez-me lembrar uma parte do poema "tenho vergonha" do Ruy Barbosa:
'Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
...
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'.

Eu também tenho vergonha da mesquinhez de tantos tão lestos a julgar o que não conhecem ... ou se conhecem tão lestos a mentir descaradamente.

25 abril, 2008 22:34  

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