sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os Talentos da Região de Góis

Nas dobras profundas da nossa serra se escondem, por vezes, aptidões surpreendentes e se ocultam talentos fantásticos que mal podíamos adivinhar a sua existência, ali debaixo do nosso nariz, mesmo quando a chuva diluviana cai, ou quando o astro-rei se inclina impiedosamente sobre os montes, um talento destes se pode manifestar quando menos esperamos. Ele há coisas que nos surpreendem quando menos esperamos, até quando a lua desponta atrás dos montes e tenta' ocultar-nos, por ciúmes, as estrelas mais brilhantes do firmamento.
Sempre nos aceitámos como oriundos duma região culturalmente pouco desenvolvida face à escassez de autores conhecidos na nossa praça, apesar, destes poucos, nos merecerem o maior apreço e consideração. Por outro lado, em jeito de recompensa, temos a generosidade da natureza que nos brinda, todos os dias, com os seus encantos. Acontece que os talentos populares nem sempre se levantam do seu recatado lugar, nem são muito dados a emergirem do seu cómodo anonimato. Atitude que mal podemos compreender, já que o belo só passa a sê-lo quando se é dado a conhecer, contudo respeitamos tal posição. 'pois é da condição humana.
Ainda mal refeitos da surpresa que fomos acometidos, não queremos nem podemos ficar reféns da ocultação das grandes potencialidades dum poeta popular da nossa região, pouco ou nada conhecido, que cultiva não só a arte de rimar, como ainda tem a capacidade de transformar qualquer história em poesia, dentro do seu alto e refinado gosto seguindo o seu entendimento. Esta faceta já muito rara, não é comum, nem está ao alcance de qualquer mortal. Trata-se duma aptidão própria de alguém que, durante a sua vida, cultivou este género literário.
Estamos a falar do nosso amigo Ernesto Rosa do Corterredor, que ainda há bem pouco tempo nos obsequiou com um poemário concebido e extraído da história do livro de "O Rasto dos Barrões", do qual não resistimos a transcrever apenas uma estrofe dos dezoito poemas que escreveu: " Nas Mestras ao fundão, a norte/ era há muito venerada/ senhora da Boa Morte/ deixou de ser festejada/ a lenda foi praticada/ mas com um pouco de
sorte/ creio não foi esborratada/ contudo menosprezada/ a nova causou desnorte". E em jeito de esclarecimento e afirmação remata:
"Jamais alguém pode ter/ a mesma visão do que eu/ donde me encontro a ver/o ângulo é tão-só meu."
Para que se conste, aqui deixamos este pequeno lamiré das capacidades do ainda pouco conhecido, António Aleixo" do Corterredor de Góis, cujo versejar contém alguns dos seus ingredientes - remoques e insinuações mordazes -, cultivadas, com toda a maestria, pelo célebre poeta popular algarvio. O nossa estupefacto, mal se pôde conter, quando nos dermos conta que buscávamos noutras paragens aquilo que tínhamos à nossa porta, um poeta com o valor do Ernesto Rosa, nosso conterrâneo. Ele há coisas! ...
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 22/10/2009

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Corterredor

Fotografia de Eugénia Santa Cruz

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Corterredor - Melhoramentos inaugurados

Com palco novo, casas de banho, churrasqueira, bar e largo requalificado, a aldeia de Corterredor tem agora aquela que já é considerada umas das melhores sala de visitas da freguesia de Cadafaz.

Os melhoramentos decorridos no beneficiado largo foram inaugurados no domingo, 4, seguido de um almoço-convívio para a população que se quis juntar à festa. Aliás, o largo será o ponto de encontro das festas anuais da Comissão de Melhoramentos da Povoação de Corterredor.

A obra era deseja quase desde o início da fundação da colectividade, em 1975, mas por a sua concretização implicar a doação de terrenos, a Comissão foi evitando a situação, ao longo destes anos. “Felizmente hoje”, começou por dizer, Luciano Lourenço, o primeiro secretário da instituição, Luciano Lourenço, “temos de agradecer às pessoas que eram donas deste terreno, que o facilitaram para que hoje tenhamos aqui este largo”, continuou. Igualmente primeiro secretário da Assembleia de Freguesia de Cadafaz, referiu-se à obra como “um magnífico trabalho”, que permite que Corterredor esteja”cada vez melhor”.

Foi de Armindo Neves, presidente da Assembleia de Freguesia de Cadafaz, que se ouviram os maiores elogios à aldeia, primeiro afirmando que esta é um “presépio da natureza” e depois vincando que Corterredor tem “a mais bonita sala de visitas para receber pessoas na freguesia de Cadafaz”. Para o dirigente “é com obras desta natureza que se vai ajudando a combater a desertificação”.

Parco em palavras, o presidente da Junta de Freguesia de Cadafaz, Casimiro Vicente, anunciou que a obra não termina naquela inauguração. Vice-presidente da Câmara Municipal, Diamantino Garcia, também preferiu não se estender nos discursos, sob pena das palavras serem mal interpretadas em virtude da época eleitoral que se vive. Desse modo, leu a placa inscrita no largo “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”, aludindo à conjugação de esforços que permitiram a realização dos melhoramentos, obra de Junta de Freguesia de Cadafaz em colaboração com a Câmara Municipal.

Em representação da Adiber, Lurdes Castanheira elogiou os melhoramentos realizados numa aldeia que considera ter “características singulares” e reivindicou a requalificação da ribeira.
in www.jornaldearganil.net

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"O Rasto dos Barrões" no Corterredor

Aquele vale do Ceira onde as encostas são mais íngremes e o solo mais pedregoso, as margens mais alcantiladas e apertadas, a paisagem reverdejante e a quietude se estende para montante, é o percurso mais genuíno dum rio que galga da montanha para ali ir perdendo o declive, na mira de encontrar um leito mais suave até à foz. O trajecto mais montanhoso mereceu-nos uma observação sobre usos e costumes daquelas gentes, com o propósito de deixar um registo bem vincado na memória. Não se trata duma monografia mas duma verdade ficcionada.
Este registo não pretende ofuscar o enorme e afincado trabalho dum regionalismo feito de lutas e paixões que, ao longo dos tempos, tem clamado pela maior visibilidade das suas aldeias, cujos habitantes vão dando a rica presença humana à serra que, à primeira vista, parece nua intransponível e desabitada. É uma aguarela fresca que estas margens nos deixaram nestes acessos difíceis, onde o verde e as rochas vão coabitando sem conflitos, tal como as gentes beirãs, de grande apego à sua terra, vão estabelecendo uma dimensão humana por aqueles vales além. Não fora a nossa qualidade de serranos e o espanto nos teria assaltado com maior intensidade.
Este vale verdejante onde existe a profunda e verdadeira ruralidade típica, protegida de toda a poluição, aberto ao nosso conhecimento em tempos de "vacas magras", onde a tarefa do carvão era uma marca serrana, cuja figuração, hoje só poderia existir no nosso imaginário como se duma visão da tarde de calor se tratasse. Pois bem, este vale (melhor ou pior caracterizado) foi palco das personagens de "O Rasto dos Barrões" que retratam bem a têmpera dos homens que foram capazes de lutar contra adversidades que a montanha lhes impunha, os meios lhes restringem o folgo, mas o querer e a vontade indómita lhes aguçava o engenho e a arte. Tempos difíceis!
Aqui, neste palco oferecido pela natureza, vai ocorrer uma cerimónia em homenagem aos carvoeiros, executantes duma tarefa árdua tão difícil quanto perseguida, aos santuários erguidos pela montanha em que o homem é apenas e só contemplador, excepção feita à capela da Sr.ª do Desterro. Destes marcos históricos, "O Rasto dos Barrões" vai deixar um testemunho público, na aldeia do Corterredor onde a Marquinhas tinha a taberna, o Raimundo se desunhava para conquistar esta beldade beirã. Não esquecendo a ti'Zulmira sardinheira que atravessava a serra com a canastra à cabeça para ganhar a vida sem vergonhas do mundo. Vida difícil!
Ficam assim convidadas as gentes das Mestras, Corterredor, Cabreira e toda a freguesia do Cadafaz, para uma cerimónia que dentro em breve terá lugar na aldeia do Corterredor, dando a conhecer o livro "O Rasto dos Barrões" que fala da vossa terra.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 17/09/2009

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Corterredor - Festas de Verão 2009

Nos dias 8 e 9 de Agosto decorre a tradicional festa de Verão em Corterredor organizada pela sua Comissão de Melhoramentos.
A festa tem o seu início dia 8 com o seguinte programa, pelas 8:00 horas abertura com música através da aparelhagem sonora, pelas 10:00 abertura da quermesse e bar, a hora ainda não confirmada será rezada missa na capela de Nossa Senhora da Conceição por alma de todas as pessoas falecidas que foram desta povoação, em particular os sócios da Comissão de Melhoramentos, alguns deles fundadores desta Comissão. Das 16:00 às 20:00 tempo preenchido com diversas actividades.
Pelas 20:00 horas está prevista a chegada da organista Magda Sofia que com as suas músicas abrilhantará o baile durante a noite para quem poder e souber fazer o gosto ao pé.
Dia 9 pelas 16:00 horas haverá a tradicional sardinha assada e entremeada para todos os Corterredorenses e para todos aqueles que nos queiram visitar e associar ao nosso convívio.
Corterredor aguarda nestes dias a chegada de alguns Corterredorenses à sua terra natal para participar neste convívio, alguns deles aproveitando para passar uns dias de merecidas férias fora da agitação das grandes cidades.
A direcção da Comissão de Melhoramentos apela a todos sem excepção para participarem neste evento que é de todos, pois só assim podemos fazer com que Corterredor não volte ao esquecimento de alguns anos atrás onde pouco ou quase nada se fazia pelas aldeias encravadas na serra, vamos todos juntos fazer com que a Comissão de Melhoramentos e as autarquias locais possam fazer ainda mais e melhor pela nossa aldeia, a direcção da Comissão de Melhoramentos aproveita a oportunidade para agradecer à Câmara Municipal de Góis e Junta de Freguesia do Cadafaz as obras que estão a fazer no largo do fundo do valeiro que graças a uma boa colaboração entre si foi possível um sonho antigo desta comissão estar prestes a ser uma realidade, sendo estas obras de grande utilidade para a gente da nossa aldeia mas também para quem nos visita encontrando ali melhor qualidade e bem estar, era bom que na altura da festa já se pudesse desfrutar deste belo espaço, seria uma bela prenda de férias para os Corterredorenses.
A Comissão de Melhoramentos
in Jornal de Arganil, de 30/07/2009

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domingo, 23 de novembro de 2008

Corterredor

Festa de Nossa Senhora da Conceição

6 de Dezembro

PROGRAMA



14.00 horas

- Missa em honra de Nossa Senhora da Conceição

- Procissão

- Leilão de Oferendas


No dia 6 de Dezembro de 2008 (sábado) realizar-se-á a Festa de N. Sr.ª da Conceição, padroeira de Corterredor. O programa é muito singelo e consta apenas de uma missa, realizada pelas 14,00 horas, seguida de procissão, percorrendo algumas ruas da nossa terra. No final haverá ainda um leilão de oferendas, que os moradores e outros, movidos pela sua fé, oferecem à Imaculada Conceição.
Todos serão bem-vindos.
O mordomo, Armando Almeida Nunes
in O Varzeense, de 15/11/2008

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Festa em Corterredor

No dia 6 de Dezembro (sábado) haverá festa em honra da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Às 11h será celebrada Missa, seguida de Procissão que percorrerá as ruas da localidade. No final serão leiloadas as oferendas que os moradores e outros, movidos pela fé, ofereceram a Imaculada Conceição.
Armando Nunes, Mordomo
in Jornal de Arganil, de 13/11/2008

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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Corterredor - Festas de Verão 2008

Nos dias 9 e 10 de Agosto, Corterredor vai estar em festa, com a chamada Festa de Verão, organizada há vários anos a esta parte pela sua Comissão de Melhoramentos.
Do programa consta, dia 9, pelas 8 horas, a abertura dos festejos com música da aparelhagem da Comissão; 10, abertura do bar e quermesse; 11.30, missa em sufrágio dos sócios da colectividade já falecidos e todos aqueles que foram desta aldeia, rezada na capela de Nossa Senhora da Conceição; e 21, arraial popular com a participação do grupo «Duo Musical Flach», que certamente irá proporcionar muita animação durante a noite.
No dia 10, pelas 17 horas, a tradicional sardinha assada para todos os corterredorenses e amigos que queiram fazer uma visita à nossa aldeia, podendo assim associar-se ao nosso convívio.
A direcção da Comissão de Melhoramentos convida todos os seus associados e população em geral a participarem neste convívio, que a avaliar por anos anteriores é sem margem para dúvidas o melhor momento da festa, continuando assim passados mais de trinta anos fiel aos princípios a que se propuseram os fundadores da Comissão com a realização da Festa de Verão.
Apesar das dificuldades financeiras com que se debatem as colectividades, estas vão fazendo muitas vezes pelas suas aldeias aquilo que outros responsáveis deviam fazer e não fazem, razão pela qual leva estas a fazer festas para angariação de fundos para os pequenos melhoramentos, e que graças à boa vontade do povo de Corterredor está sempre presente quando se trata de angariar fundos para a melhoria de condições para a sua aldeia.
A direcção tendo conhecimento de alguns associados seus se encontrarem doentes, aproveita para desejar a todos as rápidas melhoras, e que mais uma vez Corterredor seja ponto de encontro para todos nós.
Luciano Henriques Lourenço
in A Comarca de Arganil, de 30/07/2008

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Alminhas em Corterredor

A curiosidade levou-me à pesquisa das ditas alminhas, da minha aldeia. Investiguei e encontrei as datas da sua construção, na pedra do frontal, arredondada, em forma de nicho.
Tradições antigas, que os moradores marcavam às entradas dos caminhos, aquando avistavam a aldeia e com a sua fé do Divino, tendo sempre presente o agradecimento, com as suas orações, por terem voltado a sua casas.
Três das quatro alminhas existentes já foram restauradas em 1998, apenas uma ficou por reparar, por estar fora da passagem actual, poderia ter-se transferido para a parte de cima, junto à estrada de alcatrão, que são as dos "Rodeios". Segundo diziam os amigos, estas foram feitas por promessa, porque os madrugadores quando passavam naquele lugar ouviam barulhos, o que levou a que tivessem construído as ditas "alminhas", que têm a data de 1891.
As das Eiras, na estrada que ligava às Relvas e a outros locais têm a data de 1845.
AS do Cabaço que ficam na estrada antiga que liga ao Cadafaz são de 1851.
Há ainda outras alminhas no Cratão do Ervideiro, que, foi devido a haver um morador (Miguel Martins) que, por ter feito casa fora do povoado, resolveu incorporar nas paredes da sua casa as ditas alminhas, que datam de 1907.
Estes pequenos monumentos são um marco que os nossos antepassados nos deixaram e que devemos preservar.
Lucinda Rosa
in O Varzeense, de 30/05/2008

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Viagem a Óbidos

Um grupo de seniores da Santa Casa da Misericórdia de Góis e de outras instituições do concelho, foram fazer uma viagem ao Festival Internacional do Chocolate em Óbidos, no passado dia 19 de Fevereiro de 2008.
A viagem começou em Alvares, Góis e Vila Nova do Ceira, lugar de encontro. Depois encaminharam-se para Coimbra onde os esperavam algumas técnicas para os acompanhar. Seguidamente tomaram o destino para Fátima e houve uma curta visita ao santuário. Continuando a viagem em direcção para Caldas da Rainha, onde os esperava um saboroso almoço no restaurante “O Cortiço”, local onde se deliciaram, juntamente com a simpatia dos empregados que os serviu.
Terminado o almoço, prosseguiram a viagem até Óbidos, lugar belo e carregado de história, onde foram encontrar as mais diversas formas de fabricar chocolate e muito artesanato.
Têm de reconhecer a boa organização e o melhor acompanhamento que as técnicas das diversas instituições em causa dispensaram ao grupo.
No final da tarde recomeçou a viagem de regresso, e, ainda houve um lanche no caminho, mais propriamente próximo de Pombal, oferecido pelas Instituições. Regressaram com a missão cumprida, quase perfeita. Agradecendo também ao motorista que mostrou muito profissionalismo, o que todos o reconheceram e a quem foi oferecido um simbólico donativo.
L. R.
in A Comarca de Arganil, de 11/03/2008

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domingo, 2 de março de 2008

Brinquedos tradicionais reunidos em museu familar

Construir "rilha-ratos" para passar o tempo, mas sobretudo para recuar no tempo. Valentim Antunes Rosa, de 68 anos, regressa ao passado através da construção de brinquedos e miniaturas de objectos ligados às vivências da infância passada na Catraia do Azevedo, freguesia de Alvares, no concelho de Góis.

Até aos 15 anos, Valentim Antunes incutiu os hábitos de vida característicos das encostas das serras do Rabadão e da Mata onde se vivia essencialmente da agricultura e pastorícia. Depois, partiu para Lisboa à procura de uma vida melhor. Aos 54 anos quando se reformou, depois de ter exercido a profissão de bancário quase três décadas, regressou ao concelho de Góis para viver na terra da mulher, Corterredor, na freguesia da Comareira.

Lucinda Jesus Rosa, uma enfermeira aposentada, partilha com o marido os prazeres de regressar às origens. Dedicam-se ao cultivo de uma pequena horta, à paixão pelas rosas, à recolha de tradições orais, histórias e lendas populares, à construção de brinquedos e miniaturas em madeira, ferros velhos e desperdícios da natureza e, ainda, ao turismo de aldeia.

O "rilha-ratos" é uma espécie de ioiô na horizontal, um dos brinquedos com que Valentim Antunes matava o tempo na infância e que hoje constrói a par das fisgas que usava para apanhar pardais. "As memórias de menino eram tão ricas e presentes que resolvi recriá-las", refere o homem que não quer ser identificado como artesão, mas sim como um amante das tradições da região.

Além dos brinquedos, Valentim Antunes faz ainda miniaturas de cortiços de abelhas, de dobadouras e caniços. As campainhas com sinos são outras das suas paixões. Contudo, não é possível adquirir nenhum destes objectos, pois este artesão improvisado não constrói para vender.

Valentim Antunes, que se dedica ainda ao voluntariado na Santa Casa da Misericórdia de Góis, oferece as miniaturas e brinquedos aos amigos e à família e o que sobra fica por casa, onde aliás já existe um pequeno museu. Neste espaço é possível ver peças feitas pelas mãos de Valentim Antunes e outras recolhidas por ele e pela esposa na região.

Apesar de não estar propriamente aberto ao público, o casal não deixa de abrir as portas a quem mostrar interesse em visitar este local por onde é possível viajar no tempo. As histórias que recolhem são tratadas por Lucinda Rosa que as publica num jornal da região e que espera um dia poder compilar em livro.
in Jornal de Notícias, de 2/03/2008

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Corterredor










www.goisproperty.com

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Corterredor


Festa de Verão


Dias 11 e 12 de Agosto


Programa



Dia 11 - Sábado
08 horas
- abertura dos festejos com música sonora
10 horas - abertura do bar
11 horas - abertura da quermesse
Depois do almoço - haverá vários divertimentos
16,30 horas - Missa na capela de Nossa Senhora da Conceição, por alma de todos os que foram habitantes desta povoação já falecidos, lembrando deste modo a memória de alguns dirigentes e sócios da Comissão
18 horas - chegada do grupo musical Duo Musical Flash que com as suas músicas abrilhantará o baile até de madrugada.


Dia 12 - Domingo
09 horas
- reabertura dos festejos com música sonora
10 horas - reabertura do bar e quermesse
16,30 horas - tradicional sardinhada
in O Varzeense, de 30/07/2007

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quarta-feira, 25 de julho de 2007

Festas de Verão 2007 em Corterredor

Realiza-se nos próximos dias 11 e 12 de Agosto, a festa anual de Verão, nesta aldeia, organizada pela Comissão de Melhoramentos.
Corterredor espera receber nestes dias muitos dos seus filhos, que daqui partiram à procura de uma vida melhor e que normalmente regressam para assistir à festa da sua terra natal, mas também para aqui passarem alguns dias de férias um pouco mais sossegadas, longe das grandes cidades, aproveitando o ar puro que ainda aqui se pode respirar.
Mais um ano se passou e aqui estamos de novo a informar os corterredorenses do dia e programa da sua festa de Verão, mantendo assim viva a tradição a que se propuseram levar por diante, os fundadores da Comissão de Melhoramentos.
Deste modo, mais uma vez a direcção chamou a si a responsabilidade de preparar e organizar a festa, esperando agora pela colaboração de todos os filhos da terra e amigos, para que tudo corra o melhor possível. Se cada um de nós contribuir com um bocadinho que seja de si próprio, certamente que o resultado final será positivo para a melhoria de condições de vida que todos gostamos de ver na nossa aldeia.
Aproveitamos para divulgar o programa da festa: dia 11, sábado, pelas 8 horas, abertura dos festejos com música sonora; 10, abertura do bar; 11, abertura da quermesse e depois do almoço haverá divertimentos; pelas 16-30, será celebrada missa na capela de Nossa Senhora da Conceição, por alma de todos os que foram habitantes desta povoação já falecidos, lembrando deste modo a memória de alguns dirigentes e sócios da Comissão; e pelas 18, chegada do grupo "Duo Musical Flach", que com as suas músicas abrilhantará o baile até de madrugada.
No dia 12, domingo, pelas 9 horas, abertura com música sonora; 10, abertura do bar e quermesse; e pelas 16-30, tradicional sardinhada para todos os corterredorenses e amigos que nos queiram honrar com a sua visita.
Luciano Henriques Lourenço
in A Comarca de Arganil, de 24/07/2007

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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Corterredor


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domingo, 29 de abril de 2007

A Páscoa em Cadafaz

Foi muito concorrida a linda festa da ressureição do Senhor, com muita participação dos filhos da terra dispersos pelo mundo e não só.
No sábado realizou-se um almoço, organizado pela Comissão de Festas de Verão, que decorreu com muita animação. Muito concorrido, conseguiu juntar em franco convívio cerca de 170 pessoas, com quantidade de febras, acompanhadas com belo arroz de feijão e caldo verde. Todo o trabalho foi orientado pelo Zé Martins Alves e D. Lúcia Fernandes Neves e ainda com os elementos da comissão. Todos em conjunto proporcionaram um belo almoço e convívio, que muito agradou a todos.
Connosco esteve uma embaixada da Cabreira, bastante numerosa, assim como de Corterredor e mesmo um casal do Tarrastal. A todos envio agradecimentos em nome da comissão, que bastante sensibilizada ficou com tanta aderência.
No Domingo de Páscoa a missa celebrada pelo Padre Luciano, que não sendo o nosso pároco, aqui tem vindo várias vezes, sendo muit bem acolhido devido à sua grande simpatia. A igreja estava cheia de fiéis. Houve também procissão, muito concorrida, e com muito respeito, mesmo pelos jovens, onde havia muitos.
Depois foi a Visita Pascal, que percorreu toda a aldeia, entrando em todas as casas (a população é católica) num ambiente muito festivo, cantando Aleluia com muta animação.
De seguida o Senhor seguiu para visitar as várias aldeias da freguesia: primeiro Candosa, Capelo e Sandinha. Saiu também uma equipa da Cabreira, que depois da visita à aldeia passou pelo Tarrastal, Mestras e Corterrador.
A equipa do Cadafaz foi presidida por Silvério Carneiro Martins e Luciano Antunes; a da Cabreira, por Guilherme Afonso. Depois em Corterredor juntam-se as equipas a caminho para a igreja, sendo esperado o Senhor à entrada da aldeia pela população, que acompanha até à igreja, cantando novamente Aleluia, encerrando assim o que é a Páscoa em Cadafaz.
Quando da minha juventude, a visita fazia-se em dois dias: ao domingo, Cadafaz, Candosa, Capelo e Sandinha, regressando à igreja; segunda-feira, depois de celebrada a missa, seguia o Senhor para a Cabreira, Tarrastal, Relvas, Mestras e Corterredor. regressando á igreja, aonde as cerimónias eram iguais.
Recordo com saudade esses dias de Páscoa, que a pretexto de se ir esperar o Senhor ao caminho, se organizavam bailes, fazia-se o jogo do lenço, o chamado ladrão do meio e mais uma série de divertimentos.
A miudagem, a partir das 10 horas de sábado, não deixava de tocar os sinos, pondo a cabeça dos mais idosos em sobressalto com tanto barulho.
Enfim! Mudam-se os tempos...
Luciano Nunes dos Reis
in Jornal de Arganil, de 26/04/2007

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domingo, 18 de março de 2007


Mas há em Góis muitos outros encantos: seguir o Rio Ceira, serpenteando serra acima. Descobrir como no Corterredor ou nas Mestras o tempo, "esse grande escultor" terá ficado suspenso nas paredes de xisto das velhas casas, mas volta exuberantemente em todas as Primaveras. E depois há a história: antiga de milénios na Pedra Letreira de Alvares.
Região de Turismo do Centro

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terça-feira, 21 de novembro de 2006

Festa em Corterredor

Festa em Honra de Nossa Senhora da Conceição

Dia 8 de Dezembro

14.00H - Missa
Procissão
Leilão de oferendas

Noite animada por: Nelson Jorge da Silva Santos

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